Itália sem barreiras – Atrações adaptadas e acessíveis facilitam viagem de pessoas com deficiência

Roteiros acessíveis a todos. Essa é a proposta da Itália que, nos últimos anos, vem investindo na adaptação de atrações e pontos turísticos com o objetivo de torna-los acessíveis as pessoas com deficiência.

San Pietro, Itália

E a experiência começa nos aeroportos italianos: logo no desembarque, profissionais especializados ficam à disposição para orientar e solucionar qualquer duvida. Depois, já com roteiro em mãos, sinta-se livre para explorar monumentos famosos como Coliseu, Museu do Vaticano ou até aproveitar um passeio de “Vaporetto” (barco que atravessa os canais de Veneza).

Confira dicas para aproveitar o melhor do pais:

Coliseu, Roma

Mesmo monumentos mais antigos, considerados cartões postais da Itália, são acessíveis para cadeirantes. Um bom exemplo é o Coliseu, em Roma, que possui rota sinalizada, com rampas em locais estratégicos, além de elevadores que dão acesso às partes mais altas.

Coliseu, Roma

Museu do Vaticano

Além de rampas e elevadores, há passeios especiais que oferecem uma experiência multissensorial completa por obras de arte emblemáticas. Neste roteiro, os turistas ouvem cantos gregorianos e trechos da bíblia, tocam objetos e sentem o perfume de diversas ervas da época de Cristo.

Veneza

Algumas das principais pontes da cidade possuem rampas e plataformas de acesso e a locomoção fica mais fácil através dos barcos adaptados. Uma alternativa para evitar as pontes é realizar um passeio de barco, conhecido como “Vaporetto”, que tem espaços dedicados a cadeirantes.

Ponte Rialto, Veneza

Transporte publico

A rede ferroviária Italiana (RFI) proporciona assistência especial em mais de 150 estações e a maioria dos trens está equipada com áreas para cadeira de rodas, travas de segurança e banheiros acessíveis. Além disso, há também inclusão de sinalizações em braile nos corrimões das estacoes para oferecer maior independência ao usuário com deficiência visual. Para duvidas, acesse www.rfi.it.

Acessibilidade nas estações de trem
Acessibilidade nos ônibus

Sobre a ENIT

Instalada no Brasil desde 2000, a ENIT (Agencia Italiana de Turismo) tem a missão de promover os destinos turísticos italianos no exterior, além de difundir os aspectos culturais, históricos e artísticos do pais. Com 25 escritorios em todo mundo, a entidade, criada em 1919, oferece apoio especializado para turistas, agencias e operadoras de turismo em todos os lugares em que possui sede. Na ENIT, o turista brasileiro tem acesso, por exemplo, a mapas, guias e informações sobre as cidades italianas.

Ocupando o 5º lugar em numero de chegadas internacionais pelo mundo, segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo), a Itália é a quarta colocada no ranking global de receita turística.

Cruzeiro para deficientes: alternativa para uma boa viagem

Foi-se o tempo que os deficientes físicos não podiam viajar e conhecer bons lugares. Logico que ainda não existe acessibilidade em todos os lugares (e sonha-se com o dia que isto aconteça), mas hoje existem muitas opções mundo afora de locais voltados ao turismo adaptado e uma delas são os cruzeiros para deficientes, que evoluíram com o tempo. Eu mesmo já fiz dois cruzeiros e adorei essa experiência.

Desde o começo dos anos 2000, principalmente, as empresas de cruzeiro vêm fazendo

grandes adaptações nos seus navios para atender às mais diversas necessidades dos seus passageiros, incluindo, por exemplo, elevadores para entrar na piscina, como em alguns navios da Celebrity Cruises; rampa ligando a piscina aos botes salva-vidas, no Hapag-Lloyd Europa; e cabines acessíveis para cadeirantes, com espaço suficiente para manobras, rampa para entrar na varanda, um amplo banheiro adaptado e espaço para guardar a cadeira de rodas ou o Scooter, que não podem de forma alguma ser deixados no corredor.

Para te ajudar a programar a próxima viagem de férias, vale a pena saber mais sobre este passeio e saber como escolher o melhor.

Como funciona o cruzeiro para deficientes

Um cruzeiro para deficientes oferece um passeio tão emocionante como para qualquer outra pessoa, mas possui as adaptações necessárias para cada caso.

Geralmente, os navios possuem corredores mais espaçosos para que as cadeiras de rodas passem com a máxima tranquilidade, sendo que as portas também são automáticas para facilitar a abertura, além de haver rampas em todos os ambientes.

Para os deficientes visuais, há informações em braile no navio para que esteja sempre informado, além de ter uma equipe para auxiliar durante a viagem.

Além das adaptações no navio, quando faz um pacote informando sua deficiência, já recebe todo o suporte necessário tanto antes quanto depois de embarcar, com uma equipe especializada para te ajudar e te orientar quando preciso. Sendo assim, muitas viagens não exigem nem mesmo que vá com acompanhante, mas é preciso se informar antes de fazer a contratação.

Da mesma forma, sempre pergunte o que cada pacote inclui e veja se adequa-se as suas necessidades para que sua viagem seja o mais confortável possível.

Como fazer o melhor cruzeiro para deficientes

Para escolher o melhor passeio a regra é geral tanto para quem é deficiente ou não: pesquise bastante antes de contratar uma agencia de viagem e contrate um seguro viagem para qualquer imprevisto. Buscar referencias de conhecidos (deficientes ou não) e saber mais sobre a empresa onde vai contratar o pacote é essencial para garantir um bom atendimento, afinal, são tantas empresas oferecendo o que não tem que devemos estar sempre precavidos.

Para isso, pesquise no Reclame Aqui se há muitas reclamações sobre a empresa, bem como questione sobre qualquer duvida que tenha no momento de fazer seu orçamento.

Além disso, escolher um destino que goste e tenha vontade de conhecer é outro ponto importantíssimo, pois nada melhor do que juntar a experiência de um bom cruzeiro em alto mar com uma visita a um lugar que gostaria de conhecer. Há países, como Europa, que oferecem muitas opções de turismo adaptado, então é só contratar um seguro viagem Europa devido ao famoso Tratado de Schengen, que torna este item obrigatório em outros países europeus e aproveitar sua viagem na agua e na terra.

 Se não quiser ir para tão longe, há locais no Brasil que oferecem muita comodidade também e você só precisa se informar sobre as opções de passeios antes de contratar seu pacote.

As possibilidades são diversas e é sempre bom estar pronto para viver novas aventuras, então os cruzeiros para deficientes podem ser uma boa opção para sua viagem, não acha? E você já fez um? Tem vontade de fazer?

Os meus dois cruzeiros eu comprei com uma agencia de São Paulo, vou disponibilizar o link para o site e o nome da agente de viagem!!!

Isabel Souza 

agente05@maritimos.com.br

Alameda dos Maracatins, 1217 – 10 Andar

Moema CEP 04089-014 – Sao Paulo/SP

Telefone: (11) 3525-5500 – Fax: (11) 3525-5500

www.maritimos.com.br

OS ‘PORQUES’ DA VIDA

Por que isso, por que aquilo, por que não deu certo, por que aconteceu assim?

E nós sempre estamos perguntando, questionando a Deus querendo saber os ‘porques’ das coisas…

Mas nem sempre Deus revela ou responde as nossas perguntas.

A questão, é que o cristão não tem que andar e viver pelo que vê, pelo o que ele sente, entende ou do jeito que ele pensa que seria certo, mas sim caminhar pela fé, confiando em Deus, mesmo quando não obtêm respostas.

Sabe por que?

Porque bem aventurado é aquele que não viu e creu sem mesmo ter “apalpado”, pois somos chamados a viver pela fé e não pelo que vemos

O que temos que fazer é confiar em Deus! Sim confiar mesmo em meios as tempestades, confiar que no momento exato Deus virá com o socorro, com a provisão, com o sustento, com o livramento, com salvação!

Porquê?

Porque Deus é Fiel à Ele mesmo, Fiel à sua Palavra de que o justo não irá mendigar o pão (Salmos 37.25), de que não precisamos temer e nem nos preocupar quanto ao dia de amanhã, nem com o que iremos comer, beber ou vestir (Mateus 6.31-34), de que Ele nunca nos abandonará (Hebreus 13.5) e de quem perseverar até o fim receberá a Coroa da Vida.

Deus é fiel, por que duvidar?

Por que duvidar Dele sendo que imerecidamente já recebemos através de Jesus morto no nosso lugar o perdão pelos nossos pecados imperdoáveis? Por que duvidar Dele se através de Cristo ressurreto já recebemos Vida Eterna?

Quando questionamos o Soberano Deus a resposta automática que recebemos é a conscientização da total impotência nossa e de total dependência Dele.

Por mais que corramos e nos esforcemos para resolver os problemas que surgem na nossa vida com a força do nosso próprio braço, sem Cristo nada podemos fazer!

Que possamos crer sem mesmo ver, que possamos perseverar nas promessas de Cristo pois todas as respostas para nossa vida está somente Nele.

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Ricardo
Meu nome é Ricardo Tostes, tenho 21 anos, capricorniano e estudante de Direito. Desde criança sou cadeirante, fui diagnosticado com distrofia muscular tipo centro nuclear. Sempre tive o sonho de levar informações para as pessoas e gostaria de dividir as minhas experiências de vida com vocês através deste blog.

Bullying contra alunos com deficiência

A violência moral e física contra estudantes com necessidades especiais é uma realidade velada. Saiba o que fazer para reverter essa situação.

Um ou mais alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com algum tipo de deficiência – que nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões.

Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.

Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreiras

Quando a professora Maria de Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi excluir o menino – na época com 9 anos de idade – do convívio com a turma. “A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos (leia no quadro abaixo outros encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido, os pequenos deixaram de sentir medo”, conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva, que recebe capacitação do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e está sempre discutindo a questão com os demais educadores. “A exclusão é uma forma de bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe”, afirma. De fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down – Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. “Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou.”

Seis soluções práticas

– Conversar sobre a deficiência do aluno com todos na presença dele.
– Adaptar a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário.
– Chamar os pais e a comunidade para falar de bullying e inclusão.
– Exibir filmes e adotar livros em que personagens com deficiência vivenciam contextos positivos.
– Focar as habilidades e capacidades de aprendizagem do estudante para integrá-lo à turma.
– Elaborar com a escola um projeto de ação e prevenção contra o bullying.

Antecipar o que vai ser estudado dá mais segurança ao aluno

No CAIC EMEIEF Antônio Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, a 460 quilômetros de João Pessoa, a solução para vencer o bullying foi investir, sobretudo, na aprendizagem. Ao receber José, um garoto de 12 anos com necessidades educacionais especiais, a professora Maria Aparecida de Sousa Silva Sá passou a conviver com a hostilidade crescente da turma de 6ª série contra ele. “Chamavam o José de doido, o empurravam e o machucavam. Como ele era apegado à rotina, mentiam para ele, dizendo que a aula acabaria mais cedo. Isso o desestabilizava e o fazia chorar”, lembra. Percebendo que era importante para o garoto saber como o dia seria encaminhado, a professora Maria Aparecida resolveu mudar: “Passei a adiantar para o José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele descobria antes o que iria aprender”.

Nas aulas seguintes, o aluno, que sempre foi quieto, começou a participar ativamente. Ao notar que ele era capaz de aprender, a turma passou a respeitá-lo. “Fiquei emocionada quando os garotos que o excluíam começaram a chamá-lo para fazer trabalhos em grupo”, conta. Depois da intervenção, as agressões cessaram. “O caminho é focar as habilidades e a capacidade de aprender. Quando o aluno participa das aulas e das atividades, exercitando seu papel de aprendiz e contribuindo com o grupo, naturalmente ele é valorizado pela turma. E o bullying, quando não cessa, se reduz drasticamente”, analisa Silvana Drago, responsável pela Diretoria de Orientação Técnica – Educação Especial, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Samara Oliboni, psicóloga e autora de tese de mestrado sobre bullying, diz que é preciso pensar a questão de forma integrada. “O professor deve analisar o meio em que a criança vive, refletir se o projeto pedagógico da escola é inclusivo e repensar até seu próprio comportamento para checar se ele não reforça o preconceito e, consequentemente, o bullying. Se ele olha a criança pelo viés da incapacidade, como pode querer que os alunos ajam de outra forma?”, reflete. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente para os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.

** Os nomes dos alunos foram trocados para preservar a identidade

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA!

Hoje vamos falar de uma “coisa”, que para mim, se não são idênticas, estão muito próximo BULLYING e PRECONCEITO.Pois uma pessoa que comete o bullying, não consegue aceitar as diferenças dos outros.

O QUE É BULLYING?

O bullying é um termo ainda pouco conhecido do grande público. De origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizado para qualificar comportamentos agressivos na sociedade, praticados tanto por meninos quanto por meninas. Os atos de violência (física ou não) ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais pessoas que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Em última instância, significa dizer que, de forma “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE BULLYING? NORMALMENTE, EXISTEM MAIS MENINOS OU MENINAS QUE COMETEM BULLYING?

As formas de bullying são:

Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos, “zoar”) Física e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima)

Psicológica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar, difamar)

Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar)

Virtual ou Cyberbullying (bullying realizado por meio de ferramentas tecnológicas:

Celulares, filmadoras, internet etc.)

Estudos revelam um pequeno predomínio dos meninos sobre as meninas. No entanto, por serem mais agressivos e utilizarem a força física, as atitudes dos meninos são mais visíveis.

Já́ as meninas costumam praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem, com isso, passar despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente doméstico.

EXISTE ALGUMA FORMA DE BULLYING QUE SEJA MAIS MALÉFICA?

Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaços sem fronteiras é o cyberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além de a propagação das difamações ser pra-ticamente instantânea o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O cyberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes desse modo de perversidade também se valem do anonimato e, sem nenhum constrangimento, atingem a vítima da forma maior possível. Traumas e consequências advindos do bullying virtual são dramáticos.

QUAL O CRITÉRIO ADOTADO PELOS AGRESSORES PARA A ESCOLHA DA VÍTIMA?

Os bullies (agressores) escolhem as pessoas que estão em franca desigualdade de poder, seja por situação socioeconômica, situação de idade, de porte físico ou até porque numericamente estão desfavoráveis. Além disso, as vítimas, de forma geral, já apresentam algo que destoa do grupo (são tímidas, introspectivas, nerds, muito magras; raça ou orientação sexual diferente etc.). Este fato por si só já as torna pessoas com baixa autoestima e, portanto, são mais vulneráveis aos ofensores. Não há justificativas plausíveis para a escolha, mas certamente os alvos são aqueles que não conseguem fazer frente às agressões sofridas.

O FENÔMENO BULLYING COMEÇA EM CASA?

Muitas vezes o fenômeno começa em casa. Entretanto, para que os filhos possam

Ser mais empáticos e possam agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro a revisão do que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.

QUAL A INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE ATUAL NESTE TIPO DE COMPORTAMENTO?

O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, em que o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vive-se em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso e os filhos cada vez mais exigentes. As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e, nem sequer se preocupam com as consequências dos seus atos. Cabe à sociedade como um todo transmitir às novas gerações valores educacionais mais responsáveis. Afinal, são estes jovens que estão delineando o que a sociedade será daqui em diante. Auxiliá-los e conduzi-los na construção de uma sociedade mais justa e menos violenta, é obrigação de todos.

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