LUZ PISCANTE OFERECE ESPERANÇA DE TRATAMENTO PARA ALZHEIMER Estudo foi eficaz em reduzir placa beta-amiloide em roedores. Descoberta abre um caminho promissor para novas pesquisas, mas ainda está longe de virar tratamento.

Cientistas americanos usaram com sucesso luzes piscantes para reduzir, em cérebros de roedores, as placas beta-amiloides associadas ao mal de Alzheimer em humanos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (7).

Embora seja muito cedo para dizer se o experimento poderia se traduzir em um tratamento para a doença degenerativa, ele abre um caminho promissor para novas pesquisas, disse a equipe.

“É um grande ‘se’”, disse a coautora do estudo Li-Huei Tsai, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Mas se os seres humanos se comportam de forma semelhante aos camundongos em resposta a este tratamento, eu diria que o potencial é enorme, porque é não invasivo e acessível”, acrescentou.

A pesquisadora ressaltou que muitas terapias que mostraram funcionar em roedores no passado falharam em seres humanos.

Especialistas externos disseram que os resultados são “potencialmente” interessantes.

COMO FUNCIONA

Acredita-se que a terapia funcione ao induzir ondas cerebrais elétricas que se tornaram disfuncionais em pessoas com Alzheimer.

O experimento consistiu na exposição de camundongos à luz estroboscópica para tentar influenciar a atividade elétrica do cérebro.

Depois de uma hora de estimulação, os pesquisadores encontraram uma redução de 40% a 50% dos níveis de beta-amiloide no hipocampo, a parte do cérebro onde acredita-se que a memória reside, disseram.

E após uma semana de tratamento, placas e proteínas amiloides flutuantes foram “reduzidas acentuadamente”, disse a equipe em um comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência afeta cerca de 47,5 milhões de pessoas em todo o mundo – com 7,7 milhões de novos casos a cada ano.

O Alzheimer é a causa mais comum, sendo responsável por entre 60% e 70% dos casos de demência.

AINDA SEM TRATAMENTO

A doença, que foi identificada pela primeira vez mais de 100 anos atrás, geralmente evolui de episódios de esquecimento e distração para uma grande perda de memória e dependência quase total, conforme os afetados se tornam alheios ao tempo e o lugar.

Ainda não há tratamento eficaz nem cura para o Alzheimer, e os cientistas discordam sobre suas causas – incluindo o papel das placas formadas pela proteína beta-amiloide.

O estudo “pode muito bem nos dar uma faísca para novas formas de pesquisa para explorar mais a relação entre os ritmos da atividade elétrica no cérebro e a doença de Alzheimer”, disse Doug Brown, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer, uma instituição de caridade britânica.

Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/luz-piscante-oferece-esperanca-de-tratamento-para-alzheimer.ghtml

Benefícios da Vitamina D

A vitamina D é um dos suplementos mais recomendados pelos médicos, na atualidade.

Trata-se de uma vitamina solúvel em gordura que é armazenada no fígado e nos tecidos gordurosos. Isso significa que o aumento da gordura corporal tem a capacidade de absorver a vitamina D e impedi-la de ser usada no organismo.

Há diferenças entre a vitamina D de outras vitaminas. A principal diz respeito ao fato de que o organismo também produz por conta própria a vitamina D, não dependendo apenas de fontes de alimentos.

A falta de vitamina D no organismo afeta não apenas a estrutura esquelética, mas também a pressão arterial, imunidade, humor, função cerebral e capacidade de proteção contra o câncer. Existem dois tipos de suplementação de vitamina D: vitamina D2 e vitamina D3. O precursor da vitamina D é encontrado em produtos vegetais e animais.

Uma forma de adquirir vitamina D é comer peixe, ou mesmo tomar suplementos como óleo de fígado de bacalhau. No entanto, a exposição direta ao sol é realmente a melhor maneira de absorver a vitamina D.

Uma deficiência de vitamina pode estar ligada aos seguintes problemas de saúde:

– Osteoporose;

– Doença cardíaca;

– Pressão alta;

– Câncer;

– Doenças autoimunes;

– Depressão;

– Insônia;

– Artrite;

– Diabetes;

– Asma;

– Esclerose múltipla;

– Dor crônica;

– Psoríase;

– Fibromialgia;

– Autismo.

Neste artigo, irei apresentar os benefícios da vitamina D para o organismo.

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Benefícios Da Vitamina D

Além de prevenir as doenças citadas acima, os benefícios da vitamina D se resumem em:

1- Contribui para a saúde dos ossos

A vitamina D desempenha um papel na absorção de cálcio nos ossos. Calcitriol (convertido vitamina D) mantém os níveis de cálcio. Além disso, a vitamina D tem um efeito sobre outras vitaminas e minerais importantes que contribuem para a saúde, incluindo a vitamina K e fósforo.

A vitamina D é parcialmente responsável por manter os níveis de fósforo no sangue e uma vez que a vitamina D afeta a capacidade do cálcio para se ligar às proteínas, acredita-se que ela também está ligada à vitamina K.

Uma deficiência em vitamina D pode resultar em um amaciamento dos ossos chamado osteomalacia, ou uma anormalidade óssea chamada raquitismo. Além disso, sua deficiência aumenta o risco de desenvolver osteoporose, fraturas ou ossos quebrados.

Estudos têm demonstrado que a vitamina D pode melhorar a saúde musculoesquelética, deixar lento o processo de envelhecimento da estrutura esquelética, e reduzir a taxa de fraturas e quedas em adultos mais velhos.

Quando os níveis de vitamina D são baixos, a tireóide torna-se hiperativa. Isto é conhecido como hiperparatireoidismo e resulta em falta de fósforo. Fósforo, além de cálcio e outros compostos, é necessário para mineralizar adequadamente a densidade óssea.

2- Previne diabetes

O diabetes resulta da falta de insulina ou da secreção inadequada de insulina após aumentos na resistência à insulina. De acordo com estudos, uma vez que o cálcio é necessário para a secreção de insulina, a vitamina D pode contribuir para manter o seu bom funcionamento. Ou seja, prevenir o diabetes.

A suplementação de vitamina D pode aumentar a sensibilidade à insulina e diminuir a inflamação, e estudos apresentam um papel para a vitamina D na prevenção e tratamento de ambos os tipos de diabetes (tipo 1 e tipo 2).

3- Protege o corpo contra o câncer

Os sintomas de deficiência de vitamina D têm sido correlacionados com o aumento dos riscos para o desenvolvimento de câncer, especialmente câncer de mama, câncer de colo de útero e câncer de próstata. A vitamina D pode afetar o risco de cânceres de mama, cólon e ovário possivelmente devido ao seu papel no ciclo de vida da célula ou sua capacidade de bloquear excesso de estrogênio.

4- Combate doença cardíaca

Um número crescente de pesquisas aponta para o fato de que uma deficiência de vitamina D está ligada ao aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, uma vez que está envolvido na regulação da pressão arterial, níveis de colesterol e inflamação.

De acordo com os últimos estudos, ainda não está claro se a vitamina D pode ajudar a prevenir doenças cardíacas, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, mas sabemos que as pessoas que são deficientes são mais propensas a morrer de doença cardíaca coronária e outros sintomas cardíacos.

5- Melhora a imunidade

A vitamina D ajuda com a replicação celular saudável e pode desempenhar um papel na proteção contra o desenvolvimento de condições autoimunes, além de resfriados comuns.

As células imunes contêm receptores para a vitamina D, e tem sido demonstrado que a vitamina D evita respostas inflamatórias prolongadas ou excessivas. A inflamação é muitas vezes a raiz de doenças crônicas e doenças autoimunes: esclerose múltipla, artrite reumatóide, síndrome do intestino irritável e outros distúrbios digestivos, pressão arterial elevada e muito mais.

6- Regulamento hormonal

Dado que age como um hormônio dentro do nosso corpo e os efeitos da função cerebral, a deficiência de vitamina D tem sido associada a um aumento do risco de transtornos do humor, incluindo depressão, depressão sazonal e ansiedade.

Baixos níveis de vitamina D também podem interferir na produção adequada de testosterona e estrogênio, levando a desequilíbrios que podem resultar em muitos sintomas indesejados.

7- Ajuda na concentração

Vários estudos têm mostrado que a vitamina D também afeta a capacidade de tomar decisões, concentrar e reter informações. Alguns estudos têm demonstrado que as pessoas com níveis mais baixos de vitamina D têm um desempenho ruim em exames padronizados, podem ter habilidades de tomada de decisão pobres e têm dificuldade com tarefas que requerem foco e atenção.

Além disso, algumas pesquisas mostraram uma correlação entre baixos níveis de vitamina D e um risco aumentado de desenvolver esquizofrenia e esclerose múltipla.

A vitamina D não é apenas sobre ossos fortes. Ela desempenha um papel na doença cardiovascular, excesso de estrogênio, crescimento das células cerebrais e resposta imune inflamatória.

Para aumentar os níveis de vitamina D, é recomendável aumentar sua exposição ao sol de maneira saudável e procure orientação médica.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

MÉTODO PILATES NO TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Como todos sabemos, o Pilates hoje em dia está muito em alta e não somente para pessoas saudáveis que procuram uma atividade física para alongar ou fortalecer a musculatura.

Mas também para pessoas com patologias tanto ortopédicas como neurológicas, desde as mais comuns até as mais raras e assim como desde as mais simples até as mais complexas.

Devido a isso, hoje iremos falar sobre a Esclerose Múltipla, uma patologia rara mas que está presente entre a população, mas muitas pessoas não sabem ao certo de que se trata e muito menos onde o Pilates pode agir e onde ele pode ser benéfico.

Então vamos primeiro entender um pouco desta patologia!

SISTEMA NERVOSO

Nós temos dois sistemas, sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.

O Sistema Nervoso Central é localizado dentro da cavidade craniana que é o encéfalo que é constituído de cérebro, cerebelo e tronco encefálico e o canal vertebral que é a medula espinhal.

O Sistema nervoso periférico é composto por nervos e tem como função comunicar o sistema nervoso central com o corpo. Ele é constituído basicamente de neurônios motores, sistema nervoso autônomo e sistema nervoso entérico.

Os neurônios são as unidades funcionais do sistema nervoso, eles se comunicam através de sinapses, possuem 3 estruturas basicamente, o corpo celular, o axônio e as vesículas terminais. Em volta do axônio temos a bainha de mielina que tem por função proteger os axônios e também melhorar a condução do impulso nervoso.

ESCLEROSE MÚLTIPLA

A Esclerose Múltipla consiste de uma doença neurológica autoimune – o sistema imunológico, de defesa do corpo ataca a bainha de mielina, que como explicado acima é um tecido que está em volta do axônio, que facilita e aumenta a velocidade do impulso nervoso.

De acordo com isso a destruição desta faz com que a transmissão dos impulsos nervosos seja mais lenta e ineficiente. É uma doença degenerativa e sem cura, o que pode-se acontecer com alguns medicamentos é o retardo da progressão da doença.

A esclerose é classificada em três tipos que dependem dos surtos e progressão da doença, que são eles:

Remitente Recorrente

No remitente recorrente ocorrem surtos que podem durar semanas, seguidos de uma melhora.

Primária Progressiva 

Já na primária progressiva não existem surtos, apenas apresentam a progressão da doença com sequelas e sintomas característicos da esclerose múltipla.

Secundária Progressiva

E a secundária progressiva inicialmente é caracterizada por surtos e em seguida se torna progressiva apresentando também as sequelas.

As crises da esclerose múltipla são muitas vezes consequência de um fator estressante, que vem seguida de remissões, ou seja, os sintomas diminuem bastante, mas no caso da esclerose progressiva não vem seguida de remissão significativas.

Uma pessoa com esclerose múltipla terá má postura e coluna rígida, pois colocam grande tensão e carga na região do pescoço e para uma compensação, os músculos vivem em extrema tensão. Nesses pacientes, a fraqueza em membros inferiores é muito presente e vem seguida de uma espasticidade e rigidez muito particular.

Um fator importante é que essas pessoas sentem seus membros muito pesados e devido a contração muscular diminuída se sentem muito cansados. Atividades que são simples para pessoas sem a patologia torna-se exaustivo para portadoras de esclerose múltipla.

Lembrando que também demoram mais para se recuperar deste cansaço. Além da fadiga e espasticidade, que são os sintomas mais comuns, esses pacientes podem apresentar também, falta de equilíbrio, coordenação prejudicada, dores articulares e disfunção intestinal e na bexiga.

Um fator bem importante para esses pacientes é o clima, em climas quentes a mobilidade piora muito para eles, podendo até surgir crises da esclerose.

MÉTODO PILATES E ESCLEROSE MÚLTIPLA

O Pilates é uma modalidade que tem grande importância e aplicabilidade não só na esclerose múltipla, mas em diversas patologias que estão presentes na população hoje.

Além disso, é uma atividade que tem por base uma forma respiração muito característica na qual o aluno deve inspirar pelo nariz, expandindo a caixa torácica e expirar forçadamente pela boca, contraindo a musculatura abdominal.

Atualmente, podemos afirmar e garantir que nossa respiração, o modo como fazemos ela tem grande efeito na nossa vida emocional.

Quando respiramos profundamente além de termos todo o benefício fisiológico que conhecemos, temos a sensação de paz e bem-estar, quanto mais e melhor respiramos maiores benefícios estaremos trazendo para nossa vida e nossa saúde.

Com uma respiração fraca e superficial, temos menos oxigênio, as funções se tornam mais difíceis e assim a fadiga chega, o que para o paciente de esclerose múltipla é péssimo.

Com uma respiração bem oxigenada poupamos o coração de fazer um esforço excessivo também, ou seja, terá oxigênio suficiente para bombear às estruturas do corpo evitando assim uma fadiga.

De acordo com isso o Pilates busca benefícios para esse aluno portador de esclerose na respiração, devemos ensinar perfeitamente esse processo, ele deve realizar a inspiração pelo nariz naturalmente, sem ser forçada e durante a expiração, soltar o ar com força baixando as costelas e contraindo e ativando a musculatura abdominal.

Após o entendimento dessa respiração prosseguimos com os exercícios de Pilates associados a respiração citada acima. Quando temos um aluno com esta patologia temos que ter muito cuidado e precaução ao realizar uma aula para ele, devido a doença ele possui algumas particularidades diferentes de outros alunos.

Além da respiração temos outros cinco princípios do Pilates que devemos seguir e que trarão muitos benefícios para este aluno. São eles:

CENTRO

No centro temos que pensar na contração do nosso powerhouse durante todos os exercícios.

Esse centro que é composto pelos músculos do assoalho pélvico, músculos abdominais, transverso do abdômen e multifido.

Esse princípio é muito importante para o aluno com esclerose múltipla, trará para ele um melhor controle de tronco, dando estabilização a coluna vertebral que neles é extremamente rígida e sofre grande tensão, trará também maior segurança e resultado nos exercícios e movimentos, o fortalecimento de assoalho pélvico principalmente na mulher.

CONCENTRAÇÃO

Durante toda a realização dos exercícios é necessário que o aluno esteja muito focado e concentrado para que a execução aconteça de forma adequada e eficiente.

E para essa execução perfeita o nosso Sistema Nervoso Central tem papel fundamental auxiliando nos movimentos, de forma que o corpo e a mente trabalhem juntos.

Pois então, pensando em um aluno com esclerose múltipla ele terá no início certa dificuldade quanto a isso, mas podemos trabalhar muito com eles nesse sentido o que trará para ele benefícios para suas atividades de vida diária também.

CONTROLE

Esse princípio é importante para que possamos evitar lesões.

Os movimentos devem ser controlados, não deve exagerar na amplitude e força aplicada, devido a isso temos que ter cuidado pois o aluno muitas vezes não consegue controlar muito bem esses dois fatores e pode se machucar.

A espasticidade presente na esclerose múltipla irá dificultar esse princípio.

Assim como a precisão dos exercícios que está intimamente ligada com o controle, deve-se ter foco em realizar movimentos sem compensações e devido à doença isso se torna um desafio durante as aulas de Pilates.

FLUIDEZ

E o ultimo princípio é a fluidez, no qual temos que pensar em movimento como um todo e não movimentos separados e isolados.

CONCLUINDO…

Devido a tudo que foi citado acima podemos concluir que trabalhar com alunos com doenças neurológicas é uma tarefa difícil, mas que trará para eles muitos benefícios e principalmente muita qualidade de vida.

Proporcionamos a eles um melhor condicionamento, alívio de dores, por meio dos alongamentos, que podem contribuir para melhorar a grande espasticidade e rigidez muscular, maior independência e melhora na execução das suas atividades de vida diária e prevenção de lesões futuras.

Fonte: Método Pilates no Tratamento da Esclerose Múltipla – Blog Pilates

AME: MEDICAMENTO PODE SER LIBERADO EM BREVE NO BRASIL

Apesar de ainda não haver uma resposta final e oficial quanto à venda do Spinraza em solo brasileiro pela Anvisa, a notícia já serviu como um grande alento aos pais das crianças que são acometidas pela doença. Segundo ele, este é mais um avanço depois de várias campanhas feitas por eles em todo país, buscando cobrar a liberação do medicamento dentro do país. Mesmo assim, o abaixo-assinado que os pais fazem continua até que a liberação do medicamento ocorra.
A Biogen Brasil informou que enviou as documentações necessárias ao órgão regulador na última sexta-feira, dia 28, e com isso iniciaram as tratativas. Os estudos com o Spinraza foram concluídos no fim do ano passado nos Estados Unidos, onde já é comercializado. Aqui no país, só agora o laboratório responsável pelo medicamento juntou e recebeu as informações que precisava para submeter o remédio a autorização e registro da Anvisa dentro do Brasil.
Com a entrega do dossiê, a Biogen Brasil espera agilidade na liberação da medicação. Por isso, durante a submissão do pedido de registro, o laboratório também solicitou a priorização da análise do Spinraza à Anvisa. Caso o órgão conceda status de prioridade para essa revisão, a análise e registro do nusinersena acontecerão em um menor período de tempo. Em nota, o laboratório disse que vem acompanhado o empenho das famílias em conseguir a liberação do remédio.

Descoberta há 124 anos, a atrofia muscular espinhal ainda não tem cura. No Brasil, são 10 mil pessoas convivendo com a enfermidade. Os pacientes com a doença dependiam, até o fim do ano passado, de tratamentos paliativos para tentar amenizar os efeitos do avanço da doença. Existem 19 pesquisas, em todo o mundo, para encontrar soluções para a doença. Uma delas chegou ao Spinraza, que foi liberado nos EUA em dezembro último.
O Spinraza (Nusinersena) é o primeiro tratamento que promete frear a progressão da doença e estabilizar a condição do paciente, independentemente da idade. Em todo o mundo, familiares de pessoas com AME acompanharam ansiosos os 16 anos de pesquisas e testes. A liberação do registro veio condicionada a uma surpresa: o custo de cada dose nos EUA é de US$ 125 mil (R$ 393 mil). No primeiro ano de tratamento, o paciente precisa tomar seis doses. A estimativa é de que nos anos subsequentes o custo seja de US$ 375 mil (R$ 1,1 milhão) anuais. O tratamento é para o resto da vida.

PACIENTES VÃO À JUSTIÇA PARA EXIGIR QUE SUS PAGUE TRATAMENTO COM CANABIDIOL Substância é usada para tratar doenças degenerativas, epilepsia e até câncer

Substância é usada para tratar doenças degenerativas, epilepsia e até câncer Thinkstock

Dois anos após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) retirar da lista de substâncias proibidas o canabidiol, composto à base de maconha indicado para o tratamento de várias doenças, 2.232 brasileiros conseguiram autorização do órgão para importar o produto. Ao mesmo tempo, vem crescendo no País o número de pacientes que estão recorrendo à Justiça para fazer o SUS (Sistema Público de Saúde) arcar com os altos custos da substância, usada no tratamento de doenças degenerativas, epilepsia e até para ajudar a suportar o tratamento de câncer.
 
USP terá primeiro centro de pesquisas em canabidiol do Brasil
Entrar na Justiça foi a alternativa encontrada pelo publicitário Leonardo (nome fictício), de 38 anos, para seguir usando o canabidiol sem gastar R$ 1 mil por mês só com a importação do item. Ele utiliza o composto para amenizar os sintomas do tratamento quimioterápico que faz contra um tumor no cérebro.
— Movi um processo contra a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e consegui ter garantido o medicamento por um ano.
Diagnosticado em 2014, ele já passou por cirurgia, radioterapia e quimioterapia e diz que o canabinoide tem lhe ajudado a suportar os fortes efeitos colaterais das terapias.
— Comecei a usar o canabidiol e o THC (outro canabinoide) em 2016 porque me ajuda a suportar enjoos e náuseas e me deixa mais relaxado para dormir durante o processo de quimioterapia, que é bem pesado. Mas, além disso, acredito que o composto pode ajudar com alguma ação antitumoral também.
A hipótese de Leonardo faz sentido. Estudos com animais mostraram atividade antitumoral com a combinação de canabidiol e THC, diz Paula DallStella, diretora científica da Ama+Me (Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal.
— Ainda não sabemos como é essa resposta em humanos, mas deveremos iniciar um estudo no Brasil ainda neste ano.
Judicialização

Entre 2015 e 2016, o número de pessoas que entraram com ação contra o Ministério da Saúde solicitando o fornecimento do composto quase triplicou, passando de 17 no primeiro ano para 46 no seguinte, segundo a pasta. Esse volume não inclui pacientes que movem ação contra as secretarias estaduais, o que indica que o número de brasileiros que vão à Justiça possa ser muito maior. Paula, que também é da Associação Internacional de Pesquisa com Canabinoides, explica.
— Hoje, para entrar com o pedido de autorização de importação, o paciente precisa apresentar prescrição médica acompanhada de justificativa detalhada dos motivos do uso e preencher um formulário. O prazo de liberação não é tão longo, mas o maior empecilho atualmente é o preço. Um paciente não gasta menos de U$ 300 por mês.
Quem também pretende entrar na Justiça contra o SUS para pedir o canabidiol é a advogada Larissa (nome fictício), de 39 anos, que gasta cerca de R$ 1,2 mil mensais com a importação do produto para o filho de 6 anos. O menino sofre da síndrome de Dravet, doença que causa graves episódios de convulsão.
— Começamos a importar em 2015, depois de já termos tentado todos os anticonvulsivantes nacionais e importados. A grande diferença do uso do canabidiol é que as crises não são mais de longa duração. Antes, as convulsões duravam duas horas. Tínhamos de correr ao hospital. Meu filho chegou a ser entubado três vezes. Agora, as crises não duram mais do que um ou dois minutos.
Mercado

E não é só o número de pacientes de cannabis medicinal que vem crescendo no País. Empresas americanas que produzem o composto já contam com representantes comerciais no Brasil para auxiliar pacientes no processo de importação. São os casos da HempMeds e da CBD Rx. Juntas, elas já atenderam mais de 500 brasileiros.
Neste ano deve chegar ao mercado o primeiro medicamento a base de cannabis. Com o nome comercial de Mevatyl, o produto, conhecido fora do País como Sativex, recebeu o registro da Anvisa em janeiro e aguarda o processo de precificação para chegar às farmácias. O medicamento, com canabidiol e THC, é indicado para quadros de espasticidade – alteração no tônus muscular – associados à esclerose múltipla. Ele será fabricado pela empresa britânica GW Pharma Limited e distribuído no Brasil pela empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica.