Acessibilidade em parques de diversão

Parques de Diversão tem a capacidade de encantar a criança, gerando uma atração e provendo um censo de fantasia que encanta a criança. Infelizmente a maioria dos parques do país não apresenta características acessíveis que possibilitem a todas as pessoas usufruir da promessa de diversão.

Adaptar as instalações de um Parque de Diversões, suas dependências, áreas comuns, brinquedos, toaletes, lanchonetes, enfermaria, entrada e saídas, garante que sua utilização e a diversão proporcionada poderão ser usufruídas por todos, de igual maneira, de forma Democrática.

Pensando nisso, e com a Acessibilidade em mente o ex Presidente Lula sancionou a Lei 11.982, determina a adaptação de parte dos brinquedos e equipamentos dos parques de diversões às necessidades das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, acrescendo um parágrafo à Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

A Lei 10.098 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

A Lei 11.982 foi acrescida com o seguinte parágrafo:

Parágrafo único. Os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar, no mínimo, 5% (cinco por cento) de cada brinquedo e equipamento e identificá-lo para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, tanto quanto tecnicamente possível. ” (NR)

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. (Brasília, 16 de julho de 2009; 188o da Independência e 121o da República.).

O parágrafo único acrescido ao artigo da Lei 10.098/00 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, determinando que os parques de diversões, públicos ou privados, devem adaptar, no mínimo, 5% de cada brinquedo e equipamento. Esse procedimento deve envolver a identificação prévia sobre a possibilidade de sua utilização por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, tanto quanto tecnicamente possível.

Atualmente no Brasil, a situação da maioria dos Parques de Diversão é precária, e não só no que tange à acessibilidade, mas no que diz respeito à segurança também. Falta de manutenção, equipamentos velhos e utilização de brinquedos sucateados representam um risco para os usuários. Até o momento, parques grandes, que atraem muitos visitantes chegaram a investir na acessibilidade, mas não de forma completa e que corresponda às necessidades da legislação.

Os Parques de Diversão deverão se adaptar, no cumprimento da Lei, ou perderão o alvará de funcionamento.

Os parques alegam haver uma dificuldade, por exemplo, em adaptar todos os brinquedos, pois isso poderia alterar suas características, funcionalidade e representar risco para o deficiente, dependendo da característica da atração.

O relator da Comissão de Direitos Humanos (CDH), senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), elogiou a iniciativa, observando que garante e especifica o direito à integração das pessoas portadoras de deficiência por meio do lazer.

6 Segundo o presidente da ADIBRA, Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil, Francisco Donatiello Neto, a lei criada, não prevê as características específicas dos parques de diversão, cujo intuito é prover aventura e excitação. Características que poderiam representar risco para certas deficiências específicas, assim como certos brinquedos não são recomendados para cardíacos, o mesmo princípio se aplicaria aqui, e que a solicitação de que o uso dos brinquedos por TODAS as pessoas não leva isto em consideração.

O Sr. Donatiello anseia que todos os brinquedos fossem adaptados, mas infelizmente sabe que a realidade não é esta.

Por solicitação da ADIBRA, a antiga lei que regia a acessibilidade em parques foi normatizada pela ABNT NBR 15926,, que especifica os requisitos de segurança do projeto e de instalação de equipamentos de parques de diversão, sendo criada com um anexo médico que prevê a possibilidade de uso conforme a característica da pessoa. Esta norma foi apresentada nos EUA e na Europa pelo Sr. Donatiello e prontamente foi adotada como exemplo.

A ADIBRA desenvolve ações para divulgar a ABNT NBR 15926 nos parque brasileiros, com palestras e ações informativas. Hoje, os parques recebem autorização das prefeituras para funcionar, mas infelizmente, muito poucas prefeituras adotam a norma para utilizá-la como fator determinante de liberação de funcionamento, o que seria a causa de acidentes e problemas em parques pelo Brasil.

Atualmente a ADIBRA conta com 300 parques associados, e segundo o Sr. Donatiello, todos se encontram adaptados, antes mesmo da solicitação do Ministério Público.

30 milhões de pessoas visitam os parques no Brasil, infelizmente, neste montante, o número de deficientes ou pessoas com dificuldade de mobilidade é muito pequena, e o Sr. Donatiello atribui a culpa disto à mentalidade proveniente da falta de acessibilidade das cidades, nas ruas, calçadas, prédios, e como isto cria uma ideia de impossibilidade de acesso na mentalidade do deficiente.

Para estimular a visitação aos parques de pessoas que normalmente se sentiriam excluídas destas atividades, a ADIBRA criou o Dia Nacional da Alegria, quando pessoas de baixa renda tem acesso aos parques, e o Dia da Criança Deficiente, em 03/12, quando os parques abrem as portas especificamente para este público.

Esta ação é um motivo de orgulho para os parques e o Sr. Donatiello, pois é possível constatar o engajamento da equipe dos parques, que comparece ao trabalho, mesmo durante a folga, para poder receber este público, que segundo os funcionários é muito amoroso e querido.

Infelizmente, a presença de deficientes, de forma geral, nos parques fica limitada às ações como estas, e que o Governo Federal deveria desenvolver campanhas de estímulo para aumentar a frequência nos parques deste público.

Segundo a ADIBRA, os parques associados contam com equipe treinada, capacitada a receber o público em questão e suprir todas suas necessidades.

Vale citar a iniciativa de parques que respeitam deliberadamente as normas Acessibilidade, associados à ADIBRA. Destaque para O Mundo da Xuxa, que segue as normas internacionais de segurança, propiciando conforto, segurança e acessibilidade aos clientes. As crianças com deficiência encontram brinquedos adaptados aonde podem se divertir junto com seus pais, unindo mais ainda a família.

O Mundo da Xuxa contratou uma das maiores empresas de acessibilidade do Brasil, a Eduardo Ronchetti Arquitetura, que irá aprimorar a acessibilidade do parque, propiciando assim mais acesso e inclusão de usuários, resultando em mais diversão para a família.

O pesadelo do fecaloma

O fecaloma, também conhecido como fecalito, resume-se em uma grande massa de fezes endurecidas localizadas no reto e, em certos casos, no colo sigmóide, que causa uma obstrução crônica do trânsito intestinal, podendo ocasionar megacólon ou constipação crônica.

Um problema muito sério que pode acometer cadeirantes é o fecaloma. Para quem não sabe, é o acúmulo de fezes no intestino que endurecem a ponto de interromper a passagem e dilatar o intestino. Se o problema permanecer por muito tempo, só cirurgia resolve. Por isso é tão importante cuidar da alimentação e adotar uma dieta mais laxante. E também fazer massagens intestinais todo dia, de forma a treinar o organismo a evacuar constantemente, de preferência no mesmo horário.

Há uma forma de prevenir a formação do fecaloma que é muitas vezes visto com preconceito por muita gente: o toque retal. Como o nome diz, é estimular o peristaltismo (movimentos que o intestino faz para expelir as fezes) através de toque com o dedo. Não tem nada de vergonhoso ou “aviadado” nisso, é uma forma importantíssima de prevenir uma situação que em última instância pode levar até à morte. A foto acima é uma tomografia computadorizada em três dimensões que mostra um fecaloma preso no intestino (a bola no meio do quadril) de tal forma que só é possível retirar com cirurgia. E a cirurgia não é simples, o corte geralmente é grande e o pós-operatório muito complicado. A coisa é séria, portanto deixem de preconceito e a qualquer sinal de constipação (intestino preso) não deixem de fazer o toque para auxiliar a saída das fezes.

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


Lei da acessibilidade em condomínios: tire aqui suas dúvidas


A cada dia, mais e mais condomínios vão sendo construídos para conseguir levar mais segurança e comodidade para as pessoas. Mas essa comodidade precisa ser para todos, especialmente para os deficientes físicos, idosos e pessoas que estão com a mobilidade reduzida temporariamente. Eles precisam ter os seus direitos garantidos dentro do condomínio que são determinados pela Lei da Acessibilidade.

Como esse grupo acaba fazendo parte de uma minoria dentro dos condomínios, muitos não seguem a legislação ao pé da letra, prejudicando consideravelmente a locomoção. Mas a lei é clara quanto a isso e diz que todo condomínio precisa garantir a entrada e saída do local sem dificuldades para qualquer um que necessite. Vamos agora saber mais um pouco sobre o que determina a lei:

Saiba mais sobre a Lei da Acessibilidade

Primeiro, é importante identificar que a lei do seu município ou estado não encerra o assunto. Já existe um decreto federal que determina a acessibilidade a todos os moradores do local e por ser federal, ela tem preferência.

Se a lei do município ou do estado tiver normas que não obriguem alguns condomínios a adotar todos os meios de acessibilidade, tanto o decreto quanto a Constituição Federal podem ser utilizados para garantir os direitos das pessoas que vivem ali.

Aprovação de obras pela assembleia

Não há nenhuma necessidade de esperar que as obras de acessibilidade sejam aprovadas por uma assembleia de condomínio já que elas são asseguradas pela lei. Porém, é aconselhável que os síndicos promovam uma para que todos os moradores fiquem cientes das melhorias que precisam ser realizadas e qual o custo disso.

Caso apareça algum morador durante a reunião dizendo que é contra as obras, é indicado que o síndico anote o nome completo e o RG do condômino e conste em ata que ele foi contra as obras. É uma forma de comprovar que o síndico é a favor das melhorias.

O problema dos condomínios antigos

Algumas legislações municipais informam que os prédios construídos antes de um determinado ano não precisam construir obras de acessibilidade. Isso pode se tornar uma pedra no sapato para alguns moradores já que é bastante comum que esse tipo de construção não tenha rampa ou coisas do tipo.

Nestes casos, a situação demora um pouco mais de tempo para se resolver. É necessária a análise de um engenheiro para que ele informe a situação do prédio, se as obras podem realmente acontecer sem prejudicar a estrutura e se há ou não áreas críticas que não podem ser mexidas em nenhuma hipótese.

Vagas na garagem

De acordo com lei, as áreas públicas do condomínio devem respeitar a legislação. Estamos falando de piscina, parquinho, locais de eventos e, especialmente, da garagem. Para um cadeirante, por exemplo, é necessário separar vagas mais perto da entrada e da saída para facilitar a mobilidade.

Outra coisa é o tamanho da vaga que precisa ser mais larga que as outras para que ele possa descer com carro utilizando o espaço necessário. As medidas devem respeitar as normas técnicas da ABNT segundo o artigo 25 da lei.

Algumas obras são prioridade

Existem algumas obras que precisam ser feitas com maior urgência por prejudicar o direito de ir e vir de alguns moradores. Por exemplo, a troca de escadas por rampas em diversas partes é de fundamental importância, principalmente naquelas de convívio social.

E então, curtiu o nosso post? Compartilhe conosco o seu conhecimento sobre o assunto e conte-nos se você já precisou recorrer à Lei da Acessibilidade para garantir os direitos das pessoas!

8 Receitas de crepioca fit (Receitas light doces e salgadas)

A crepioca fit é uma versão da tapioca feita com a goma de mandioca hidratada acrescentando mais ingredientes que, nesse caso, são o ovo ou o leite. Essa receita foi criada principalmente para as pessoas que têm uma rotina de treinos com a finalidade de ganho de massa muscular e definição do corpo.

Essa receita também pode ajudar a perder peso porque dá mais saciedade ao organismo. Quando o corpo se sente mais saciado, a fome é retardada e a ingestão alimentar fica mais controlada.

É preciso ficar atento à quantidade para não exagerar, pois em vez de ajudar no emagrecimento, pode fazer o efeito contrário, já que o carboidrato simples presente n crepioca, em excesso pode acumular gordura. Tente sempre incluir como recheio, alimentos rico em fibras, que assim podem amenizar a ação negativa dos carboidratos simples.

Crepioca fit com ovo

Ingredientes

2 colheres de sopa de goma de mandioca
1 ovo

Modo de preparo

Em um recipiente, misture bem a goma com o ovo. Em uma frigideira antiaderente ou untada como óleo de coco ou azeite de oliva extravirgem, espalhe a massa. Deixe dourar dos dois lados. Recheie a gosto.

Crepioca fit com leite

Ingredientes

2 colheres de sopa de goma de tapioca
50 ml de leite desnatado

Modo de preparo

Umedeça a goma com o leite e misture a massa. Espalhe a massa em uma frigideira antiaderente ou untada. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

Crepioca fit com whey protein

Ingredientes

2 claras
1 colher de sopa de goma de tapioca
1 scoop de whey protein

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes e espalhe a massa em uma frigideira antiaderente ou untada. Deixe dourar dos dois lados e recheie de acordo com a sua preferência.

Crepioca fit com linhaça

Ingredientes

1 ovo
1 clara
2 colheres de sopa de goma de tapioca
1 colher de sopa de semente de linhaça

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes em um recipiente. Em uma frigideira untada ou antiaderente, despeje a massa e espalhe. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

Crepioca fit com cottage

Ingredientes

1 ovo
1 clara
2 colheres de sopa de goma de tapioca
1 colher de sopa de queijo cottage

Modo de preparo

Em um recipiente, misture bem todos os ingredientes. Coloque a massa em uma frigideira untada ou antiaderente e espalhe. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

Crepioca fit de chocolate

Ingredientes

1 ovo
1 clara
2 colheres de sopa de goma de tapioca
1 colher rasa de cacau em pó

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes. Espalhe a massa em uma frigideira untada ou antiaderente. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

Crepioca fit doce

Ingredientes

2 claras
2 colheres de sopa de goma de tapioca
½ banana picada

Modo de preparo

Em um liquidificador, coloque todos os ingredientes e bata tudo. Espalhe bem a massa em uma frigideira untada ou antiaderente. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

Crepioca fit salgada

Ingredientes

2 claras
1 colher de sopa de goma de tapioca
1 punhado de tomate picado
1 punhado de cebola picada
1 punhado de cebolinha picada
1 pitada de sal

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes e espalhe a massa em uma frigideira untada ou antiaderente. Deixe dourar dos dois lados e recheie a gosto.

 

Outros horários onde a crepioca fit pode ser consumida são no café da manhã e nos lanches.

Essa receita pode ser preparada tanto com leite quanto com ovo e, para quem quer potencializar ainda mais o teor de proteínas, pode incluir esses dois ingredientes ou aumentar a quantidade. Os recheios ficam a gosto.

A crepioca fit também pode ser preparada com leite desnatado para quem quer controlar o colesterol ou consumir uma alimentação com menos gordura. Os intolerantes ou alérgicos ao leite de vaca podem usar qualquer leite vegetal de acordo com a preferência.

INCONTINÊNCIA INTESTINAL – CAUSAS E TRATAMENTOS

O QUE É INCONTINÊNCIA INTESTINAL?

INCONTINÊNCIA INTESTINAL OU INCONTINÊNCIA ANAL É A PERDA INVOLUNTÁRIA DE GASES OU FEZES PELO ÂNUS, QUE OCORRE EM PESSOAS COM DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR IGUAL OU SUPERIOR A QUATRO ANOS DE IDADE. IMPORTANTE RESSALTAR QUE A PERDA ESPORÁDICA E INVOLUNTÁRIA DE GASES E FEZES EM CRIANÇAS DE ATÉ QUATRO ANOS PODE OCORRER DE MODO FISIOLÓGICO. O TERMO INCONTINÊNCIA FECAL SIGNIFICA PERDA INVOLUNTÁRIA DE FEZES E TEM SIDO UTILIZADO COMO SINÔNIMO DE INCONTINÊNCIA ANAL.

A PERDA INVOLUNTÁRIA DE FEZES É UMA CONDIÇÃO FREQUENTE E REPRESENTA UM GRANDE IMPACTO NEGATIVO NA QUALIDADE DE VIDA DE SEUS PORTADORES, COMPROMETENDO SUA AUTOESTIMA E LEVANDO AO ISOLAMENTO SOCIAL, ALÉM DE, OBVIAMENTE PRODUZIR IMPORTANTE LIMITAÇÃO PROFISSIONAL. OS PROBLEMAS PSICOSSOCIAIS E ECONÔMICOS OCORREM EM TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS. NAS CRIANÇAS, LEVAM A DIFICULDADE NO RELACIONAMENTO ESCOLAR; EM ADULTOS JOVENS, A PROBLEMAS NA MANUTENÇÃO DO EMPREGO E NO RELACIONAMENTO MATRIMONIAL; E, NA TERCEIRA IDADE, O APARECIMENTO DA INCONTINÊNCIA FECAL É GERALMENTE O MOTIVO QUE LEVA OS FAMILIARES A PROCURAREM INTERNAÇÃO HOSPITALAR OU EM CASA DE REPOUSO.

O SINTOMA VARIA DESDE PERDA APENAS DE GASES, UM VAZAMENTO OCASIONAL DE FEZES LÍQUIDAS, ATÉ UMA FALTA DE CONTROLE COMPLETA SOBRE O ÂNUS, COM PERDA DE FEZES SÓLIDAS, OU SEJA, QUANDO A PERDA INDEPENDE DA CONSISTÊNCIA DA MATÉRIA FECAL. A INCONTINÊNCIA ANAL É SETE A OITO VEZES MAIS FREQUENTE NO SEXO FEMININO, PRINCIPALMENTE EM PESSOAS COM MAIS DE TRÊS PARTOS VAGINAIS, E TAMBÉM NA POPULAÇÃO GERIÁTRICA (ACIMA DE 70 ANOS DE IDADE).

APESAR DE SER UMA CONDIÇÃO QUE CAUSA EMBARAÇOS, É IMPORTANTE PROCURAR O MÉDICO E EXPOR OS SINTOMAS, POIS EXISTEM INÚMEROS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS PARA INCONTINÊNCIA INTESTINAL QUE PODEM MELHORAR OS SINTOMAS E, POR CONSEQUÊNCIA, A QUALIDADE DE VIDA.

CAUSAS

COM RELAÇÃO A SUA ETIOPATOGENIA (CAUSA), É GERALMENTE COMPLEXA UMA VEZ QUE VÁRIOS SÃO OS MECANISMOS E ESTRUTURAS QUE PARTICIPAM E SÃO RESPONSÁVEIS PELA CONTENÇÃO ADEQUADA DAS FEZES, QUE VÃO DESDE: VOLUME E CONSISTÊNCIA DAS FEZES, MOTILIDADE INTESTINAL, FATORES COGNITIVOS (CEREBRAL) NORMAIS, COMPONENTE NEUROGÊNICO ÍNTEGRO (NERVOS PÉLVICOS), SENSIBILIDADE ANORRETAL NORMAL, ESFÍNCTERES ANAIS NORMAIS ENTRE OUTROS.

A INCONTINÊNCIA ANAL PODE SER CONGÊNITA (MALFORMAÇÃO ANORRETAL E OU DA COLUNA LOMBO-SACRAL) OU PODE TER CAUSA ADQUIRIDA. AS PRINCIPAIS CAUSAS DA INCONTINÊNCIA INTESTINAL SÃO:

Dano muscular

LESÃO NO ESFÍNCTER ANAL, PODE FAZER COM QUE SEJA DIFÍCIL SEGURAR ADEQUADAMENTE AS FEZES NO INTERIOR DO RETO, OCASIONANDO PERDAS. ESSE DANO NORMALMENTE ACONTECE DURANTE O PARTO VAGINAL, PRINCIPALMENTE NOS CASOS DE PARTOS “DIFÍCEIS” E PROLONGADOS. E TAMBÉM QUANDO SE REALIZA UMA EPISIOTOMIA MEDIANA OU SE UTILIZA FÓRCEPS. NESTAS SITUAÇÕES, ALÉM DE LESÃO DOS ESFÍNCTERES ANAIS (LESÃO MUSCULAR), PODEMOS TER LESÕES NEUROLÓGICAS (DO NERVO PUDENDO QUE INERVA A PELVE), E TAMBÉM INFECÇÃO NO LOCAL DA EPISIOTOMIA ACARRETANDO INCONTINÊNCIA ANAL.

Dano nos nervos

A LESÃO DOS NERVOS PÉLVICOS (NERVO PUDENDO E SEUS RAMOS) QUE DETECTAM A PRESENÇA DAS FEZES NO INTERIOR DO RETO, E CONTROLAM O FUNCIONAMENTO ADEQUADO DO ESFÍNCTER ANAL, TAMBÉM PODEM CAUSAR O SINTOMA. NORMALMENTE, ESTE DANO É DEVIDO A ALGUMAS DOENÇAS, COMO DIABETES E ESCLEROSE MÚLTIPLA, E POR CIRCUNSTÂNCIAS COMO MÚLTIPLOS PARTOS VAGINAIS, LESÃO MEDULAR OU ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL.

Constipação

A CONSTIPAÇÃO INTESTINAL CRÔNICA, COM FEZES SEMPRE “MASSUDAS” E RÍGIDAS, QUE GERALMENTE SÃO DIFÍCEIS DE SEREM ELIMINADAS É OUTRA CAUSA DE INCONTINÊNCIA FECAL. NESTES CASOS, PARA REALIZAR EVACUAÇÃO ADEQUADA É NECESSÁRIO MUITO ESFORÇO POR TEMPO PROLONGADO, FAZENDO COM QUE, APÓS VÁRIOS ANOS, OS MÚSCULOS E NERVOS FIQUEM FRACOS (ESTIRAMENTO CRÔNICO), E NÃO CONSIGAM CONTER AS FEZES, OCASIONANDO PERDAS INVOLUNTÁRIAS.

Perda de capacidade de armazenamento (Perda da complacência)

O RETO NORMALMENTE SE DILATA PARA ACOMODAR AS FEZES E GASES, MAS SE ELE ESTÁ COM CICATRIZES (FIBROSE) OU ACABOU ENDURECIDO EM DECORRÊNCIA DE INFLAMAÇÃO, CIRURGIA PRÉVIA, RADIOTERAPIA (PARA CÂNCER DE PRÓSTATA, RETO OU ÚTERO) OU OUTROS FATORES, ELE PODE NÃO CONSEGUIR SE “ESTICAR” O SUFICIENTE PARA ACOMODAR AS FEZES, FAZENDO COM QUE GASES OU O EXCESSO DE FEZES ACABE ESCAPANDO.

Cirurgias anais e retais

LESÕES IATROGÊNICAS DOS ESFÍNCTERES DURANTE CIRURGIAS ANAIS E RETAIS TAMBÉM PODEM CAUSAR INCONTINÊNCIA ANAL. CIRURGIAS PARA TRATAR DOENÇA HEMORROIDÁRIA, AS FISSURAS ANAIS E FÍSTULAS ANAIS, QUANDO REALIZADAS COM TÉCNICA INADEQUADA, PODEM CAUSAR SECÇÃO PARCIAL OU TOTAL DOS MÚSCULOS ANAIS E NERVOS, LEVANDO A INCONTINÊNCIA. ALGUMAS OPERAÇÕES SOBRE O RETO, PRINCIPALMENTE AS QUE ENVOLVEM SUA RETIRADA (PROTECTOMIA) PODEM CAUSAR GRAUS VARIÁVEIS DE INCONTINÊNCIA FECAL, QUE PODEM SER TEMPORÁRIAS OU PERMANENTES. NESTA SITUAÇÃO, OS PRINCIPAIS MECANISMOS SÃO: A PERDA DO RESERVATÓRIO RETAL, LESÃO MUSCULAR E A ALTERAÇÃO DA SENSIBILIDADE RETAL (LESÃO NEUROGÊNICA).

Senilidade

NOS IDOSOS HÁ A FRAQUEZA DOS MÚSCULOS ANORRETAIS E PÉLVICOS ASSOCIADOS A LESÃO DO NERVO PUDENDO (NEUROPATIA), FAZENDO COM QUE A SENSIBILIDADE RETAL (PERCEPÇÃO DAS FEZES NO RETO) ESTEJA ALTERADA, OCASIONANDO PERDAS FECAIS SEM QUE SE PERCEBA E TAMBÉM DIFICULDADE NA CONTRAÇÃO DO ESFÍNCTER ANAL. ALÉM DISSO, OUTROS FATORES TAIS COMO O USO CRÔNICO DE MEDICAMENTOS LAXANTES QUE TORNAM AS FEZES LIQUIDAS E A FORMAÇÃO DE FECALOMA NO RETO (BOLO FECAL VOLUMOSO E ENDURECIDO) QUE LEVA A GRANDE DISTENSÃO DA AMPOLA RETAL COM PERDAS INVOLUNTÁRIAS, SÃO TAMBÉM RESPONSÁVEIS POR ESTE SINTOMA.

Diarreia

A DIARREIA É UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE INCONTINÊNCIA FECAL, ISSO PORQUE QUANDO O BOLO FECAL ESTÁ LÍQUIDO É MAIS DIFÍCIL DE CONTÊ-LO DO QUE QUANDO APRESENTA A TEXTURA HABITUAL (SEMI-SÓLIDA). A DIARREIA, PORTANTO, PODE ORIGINAR O SINTOMA, MAS TAMBÉM PODE PIORÁ-LO CASO A PESSOA JÁ TENHA UMA CONDIÇÃO PRÉ-EXISTENTE DE FRAQUEZA DOS MÚSCULOS PÉLVICOS E ANAIS.

Causas psicogênicas

INCONTINÊNCIA FECAL PSICOGÊNICA OU ENCOPRESE É A PERDA FECAL INVOLUNTÁRIA QUE OCORRE EM CRIANÇAS COM MAIS DE QUATRO ANOS DE IDADE, SEM LESÕES ESFINCTERIANAS. É ATÉ QUATRO VEZES MAIS FREQUENTE NO SEXO MASCULINO. ESTA INCONTINÊNCIA FECAL É MOTIVADA POR DISTÚRBIOS EMOCIONAIS, E ALGUNS FATORES CONTRIBUEM PARA SEU APARECIMENTO: ANSIEDADE, ESTRESSE PESSOAL OU FAMILIAR, PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM A EVACUAÇÃO, USO DE LAXATIVOS, DISTÚRBIOS DE ATENÇÃO, HISTÓRIA DE ABUSO SEXUAL, ENTRE OUTROS. SEUS PORTADORES GERALMENTE SÃO RETENCIONISTAS CRÔNICOS DE FEZES, COM GRANDE DILATAÇÃO DO RETO E APRESENTAM ESCAPES DE FEZES POR TRANSBORDAMENTO (INCONTINÊNCIA FECAL PARADOXAL).

Condições adversas

A INCONTINÊNCIA FECAL TAMBÉM PODE ACONTECER EM CASOS DE PROLAPSO RETAL, USO DE MEDICAMENTOS QUE ACELERAM O TRÂNSITO INTESTINAL, DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL (RETOCOLITE ULCERATIVA E DOENÇA DE CROHN), TUMORES DO CANAL ANAL, SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (FORMA DIARREICA), FÍSTULA RETO-VAGINAL ENTRE OUTRAS.

Tratamento e cuidados

TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA INTESTINAL

O TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA FECAL É BASTANTE DIVERSIFICADO, E SERÁ BASEADO NA CAUSA DO PROBLEMA E NO SEU DIAGNÓSTICO CORRETO. PARA ESCLARECER COM PRECISÃO O DIAGNÓSTICO, SERÁ NECESSÁRIO EXAME DA REGIÃO ANAL E VAGINAL PARA VISUALIZAR A PRESENÇA DE RESÍDUOS FECAIS, CICATRIZES E FRAQUEZA DOS MÚSCULOS (ÂNUS FROUXO). OUTROS EXAMES PODEM SER NECESSÁRIOS PARA AVALIAR A SENSIBILIDADE E CONTRATILIDADE DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO, TAIS COMO: ELETROMANOMETRIA, ELETRONEUROMIOGRAFIA E ULTRASSONOGRAFIA ANAL.

EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE TRATAMENTO PARA INCONTINÊNCIA ANAL, QUE VÃO DEPENDER DA GRAVIDADE DOS SINTOMAS, DA PRESENÇA OU NÃO DE SECÇÃO DO ESFÍNCTER ANAL, PRESENÇA DE DOENÇAS ASSOCIADAS E DA IDADE E CONDIÇÕES CLÍNICAS DO PACIENTE.

AS OPÇÕES DE TRATAMENTO INCLUEM:

Modificações da dieta

Suspensão de laxativos e/ou utilização de medicamentos constipantes

Exercícios pélvicos orientados (biofeedback)

Utilização de plugues anais ou de agentes de preenchimento

Eletroestimulação

Até cirurgias reparadoras dos músculos lesados.

Qual especialista devo procurar?

O COLOPROCTOLOGISTA É O MÉDICO ESPECIALISTA PARA TRATAR AS DOENÇAS LOCALIZADAS NOS INTESTINOS E REGIÃO ANORRETAL. É O PROFISSIONAL COM EXPERTISE PARA ESCLARECER O DIAGNÓSTICO E INDICAR O TRATAMENTO ADEQUADO E MAIS MODERNO PARA SEU SINTOMA, QUE PODE SER COM MEDIDAS CLÍNICAS OU COM OPERAÇÕES. NO BRASIL, TEMOS A SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA (SBCP) QUE AGREGA TODOS OS MÉDICOS DESTA ESPECIALIDADE E QUE PODE SER CONSULTADA.

A CONSULTA MÉDICA

ESPECIALISTAS QUE PODEM DIAGNOSTICAR INCONTINÊNCIA INTESTINAL SÃO:

Clínico geral

Gastroenterologista

Coloproctologista

ESTAR PREPARADO PARA A CONSULTA PODE FACILITAR O DIAGNÓSTICO E OTIMIZAR TEMPO. DESSA FORMA, VOCÊ JÁ PODE CHEGAR À CONSULTA COM ALGUMAS INFORMAÇÕES:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram

Histórico médico, incluindo outras condições que tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que tome com regularidade

O MÉDICO PROVAVELMENTE FARÁ UMA SÉRIE DE PERGUNTAS, TAIS COMO:

Os seus sintomas são ocasionais ou contínuos?

Qual a severidade do sintoma?

Você evita algum tipo de atividade por causa da incontinência intestinal?

Há algo que melhore os sintomas? O quê? E que piore?

Você normalmente tem diarreias ou tinha o intestino preso (constipação) anteriormente?

Também tem incontinência urinária?

Quais as suas outras condições de saúde? Fez algum tratamento recentemente?

LEVAR AS SUAS PERGUNTAS PARA O CONSULTÓRIO AJUDA A SAIR DE LÁ COM TODAS AS DÚVIDAS RESPONDIDAS E A COMEÇAR DE FORMA CORRETA O TRATAMENTO. PORTANTO, LEVE AS SUAS DÚVIDAS ANOTADAS, COMEÇANDO PELA MAIS IMPORTANTE, PARA À CONSULTA. ALGUMAS PERGUNTAS IMPORTANTES PARA INCONTINÊNCIA INTESTINAL SÃO:

Quais exames eu preciso fazer para diagnosticar a causa do meu sintoma?

Qual o tratamento mais indicado para o meu caso?

Preciso seguir alguma dieta diferenciada? Restringir alguns alimentos?

NÃO HESITE EM FAZER OUTRAS PERGUNTAS, CASO ELAS OCORRAM NO MOMENTO DA CONSULTA.

BUSCANDO AJUDA MÉDICA

PROCURE AJUDA MÉDICA CASO NÃO ESTEJA CONSEGUINDO CONTER AS FEZES OU PERCEBA QUE, ÀS VEZES, ELAS ESCAPAM. O SINTOMA É COMUM E PODE ATRAPALHAR MUITO A QUALIDADE DE VIDA SE NÃO TRATADO, ENTÃO, SENDO CRIANÇA, ADULTO OU IDOSO, É IMPORTANTE COMUNICAR O MÉDICO SOBRE A EXISTÊNCIA DO SINTOMA.

 

 

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