Cadeira motorizada: vale a pena?

Muita gente me fala para comprar cadeira motorizada, que vai me dar mais liberdade e diminuir meu esforço, que é muito importante comprar uma. Já os fisioterapeutas que encontro dizem que não devo comprar, pois vou deixar de usar os braços e ficarei fraco para fazer transferências e outras coisas, e que a cadeira manual te deixa mais em forma e evita que engorde muito. Então, até que ponto é realmente necessário? Para que exatamente me serviria uma cadeira motorizada?

Vamos ver as vantagens e desvantagens de cada modelo.

A cadeira manual é mais prática, mais fácil de guardar e muito mais leve. Porém é mais instável, não dá segurança em terrenos íngremes nem em rampas, e demanda muito esforço para vencer pequenos obstáculos, como raízes de árvores e subidas pequenas. Demanda também muito esforço do cadeirante para se locomover em trechos mais longos, cansando em pouco tempo. Mas esse esforço, por outro lado, é importante para manter os braços e ombros fortes, facilitando transferências e ainda é uma atividade física de fundamental importância.

A cadeira motorizada auxilia demais em trechos longos, não demanda esforço nenhum de locomoção. Porém é muito pesada, difícil de transportar e demanda uma segunda pessoa para colocá-la em um carro. De preferência uma pessoa “fortinha”.

Afinal, qual é a mais indicada e quando?

Depende do tipo de cadeirante. Se a pessoa estiver em cadeira de rodas por motivo de doença ou enfraquecimento muscular, é indicada a motorizada, pois é melhor economizar forças para outras tarefas. Se é lesado medular com paraplegia ou tetraplegia, acredito que a manual é mais indicada, para manter a forma ou treinar pegada, no caso dos tetraplégicos.

Depende também do dia a dia. Se possui carro adaptado, trabalha em local fechado sem necessidade de grandes locomoções e tem sempre alguém que possa empurrá-lo em trechos longos, como uma namorada, esposa ou parente próximo, o ideal é a manual.

Mas se é comum percorrer grandes distâncias e tem carro adaptado e com elevador, é mais indicada a motorizada. Ou se a pessoa já tem uma atividade física constante, é uma comodidade utilizar a cadeira motorizada.

Minha opinião é que o cadeirante deve ter as duas, quando for a um Shopping ou na padaria da esquina, pode ir com a motorizada, mas dentro de casa e no trabalho, utiliza a manual. A manual também é a ideal em viagens, ocupa menos espaço e é mais ágil para ir em vários lugares, onde deverá ser montada e desmontada várias vezes.

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


A rotina diária de um cadeirante!

Você tem curiosidade para saber como é a rotina de um cadeirante?

Hoje vou contar para vocês como é a minha rotina.

Segunda – feira:

Na segunda eu acordo por volta das 10:00hrs, a primeira coisa que faço quando acordo e pegar meu celular, olho minhas redes sociais (facebook, instagram) e vejo meu WhatsApp, confesso que sou meio viciado, depois de olhar minhas redes sociais e a hora que eu tomo meu café da manha que e basicamente um copo de leito com achocolatado.

Após tomar meu leite escovo os dentes e lavo o rosto, nessa hora eu já estou assistindo televisão, todo dia eu gosto de assistir o programa bem-estar na globo.

As 11:00 e a hora que eu faço a minha massagem, quando a massagem acaba já esta na hora do almoço, após o almoço volto para o meu quarto e escovo os dentes novamente.

Fico assistindo televisão ate as 14:00 que e o horário que tenho aula de desenho, depois da aula de desenho e a hora da minha fonoaudióloga chegar.

Depois da fono e a hora que o Terapeuta Ocupacional chega, geralmente quando acabo a Terapia Ocupacional e a hora em que tomo meu banho para ir para faculdade as 18:00.

Chego umas 21:50 em casa e tomo meu shake no lugar da janta.

Terça-feira:

Na terça posso acordar um pouco mais tarde já que na parte da manhã não tenho nada para fazer, na parte da tarde sempre tenho fisioterapia e a Terapia Ocupacional que faço todos os dias.

Mais tarde faço a mesma coisa tomo banho e vou para faculdade.

Quarta – feira:

Na quarta tenho que acordar mais cedo novamente, tenho terapia as 11:00. Após a terapia almoço e volto para o quarto, as 14:00 tenho fono de novo.

Quinta – feira:

Na quinta acordo cedo de novo pois tenho massagem também, após a massagem almoço e volto para o quarto, fico no quarto ate o fisioterapeuta chegar.

Depois da fisioterapia tenho Terapia Ocupacional, depois tomo banho e vou para a aula.

Sexta – feira:

Na sexta não tenho nada na parte da manhã, posso ficar no celular e assistindo televisão ate na hora do almoço, depois do almoço e a mesma coisa dos outros dias.

 

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


Mudanças

As mudanças fazem parte da vida de qualquer pessoa, seja você cadeirante ou não.

Eu sempre gosto de mudar as coisas na minha vida, por exemplo, deixar o cabelo crescer ou ate mesmo cortar o cabelo bem curto. Atualmente minha mudança foi pintar o cabelo todo de branco no estilo platinado, sempre e bom mudar o estilo ou ate mesmo a sua aparência, eu sempre digo que sou uma pessoa bem radical em relação as mudanças que faço em mim mesmo.

Já pensei em pintar o meu cabelo de azul, mas por enquanto e apenas um pensamento que surge na minha cabeça, outra mudança que eu fiz no meu estilo foi furar a minha orelha, eu sempre gostei de pessoas que tem a orelha furada.

As vezes penso em colocar um piercing, mas depois desisto dessa ideia, eu sempre digo que o ser humano e feito um camaleão, sempre está mudando por fora e ate mesmo por dentro.

Nossa vida esta em constante mudança, as vezes aparecem pintas onde não tinham, ou ate mesmo nossa voz ela esta sempre mudando.

O que importa e se nos estamos felizes com essas mudanças que acontecem nas nossas vidas, o novo e sempre assustador para as pessoas, mas com o tempo tudo se entra no lugar.

 

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


Acessibilidade dentro de uma casa de show!

Os cadeirantes também gostam de sair para festas, mas não são todos os locais que estão preparados para nos receber. Muitas das vezes as casas de shows (boates) têm muita carência no quesito acessibilidade, eu tive a honra de ser convidado para conhecer a casa de show Infinity Hall Itaperuna, essa belíssima casa de show obedece totalmente às normas de acessibilidade. Também fui convidado para a inauguração dessa belíssima casa de show.

A preocupação com a acessibilidade para os portadores de necessidades especiais é outro diferencial. Rampas na entrada da casa facilitam os acessos e a locomoção.

Além da preocupação com a acessibilidade a outra preocupação da Infinity Hall é de diminuir o impacto que um empreendimento deste porte causa no ambiente. Os pedidos do bar serão 80% eletrônicos, eliminando em muito o uso de papel. As paredes com espessuras maiores e teto com telhas acústicas eliminarão a poluição sonora na área externa. Na iluminação, utilizamos lâmpadas de LED em todos os ambientes, diminuindo o consumo de energia.

Os deficientes físicos também têm direito a meia entrada para comprar  ingresso!

Lei Estadual nº 4.240/2003; O documento comprobatório para o benefício da meia-entrada deverá ser apresentado no ato da compra e no acesso ao espetáculo, de modo a comprovar o efetivo direito ao benefício.

A grande inauguração será no dia 17/03/17, contara com o show da belíssima cantora Naiara Azevedo, e a maravilhosa DJ Camila Peixoto e a banda Sô Vibe

 

   

   

      

  

 

  

Empresa é condenada por impedir uma criança com síndrome de down de brincar

Eu sei que o foco do blog e falar sobre cadeirantes, mas quando eu vi essa matéria na mesma hora eu tive que postar ela no meu blog!

A decisão judicial que trago para o blog hoje foi proferida há algumas semanas atrás. Mas eu não poderia deixar esse caso passar sem comentá-lo aqui para vocês.

Pai, mãe e filha pretendiam diverti-se em um cruzeiro marítimo, quando embarcaram no Porto de Santos através da empresa MSC Cruzeiros. Durante o passeio a mãe levou a criança, de 5 anos de idade, para brincar em um espaço de recreação onde havia várias crianças se divertindo dentro do navio.

Poucos tempo depois, a mãe foi procurada por um dos monitores das atividades dizendo que a garotinha não poderia brincar ali com os demais por não haver nenhum profissional capacitado para lidar com a menina, que tem síndrome de down.

A mãe chateada ainda argumentou que a sua filha não tinha nenhum fator de impedimento para brincar com as outras crianças naquele espaço, que inclusive frequentava escola comum, praticava uma série de outras atividades, sendo totalmente capaz de socializar-se, mas ainda assim a criança foi impedida de brincar, frustando o passeio da família.

A mãe ajuizou uma ação contra a empresa MSC Cruzeiros, pleiteando uma indenização pelos danos morais sofridos. Em primeira instância, o juiz da 8ª Vara de Santos, entendeu que a situação causou apenas um mero aborrecimento e julgou o pedido improcedente.

Contudo, os advogados da família recorreram e viraram o jogo na Segunda Instância. A 9ª câmara de Direito Privado do TJ/SP entendeu que houve discriminação em face da criança e condenou a empresa a pagar uma indenização de R$ 20 mil reais a título de danos morais, tanto para a mãe quanto para a criança.

O Desembargador Mauro Conti Machado afirmou que o fato não pode ser caracterizado como mero aborrecimento do cotidiano, o que impõe o consequente dever de indenizar. Os demais julgadores acompanharam, por unanimidade, o voto do relator (Processo: 0024185-22.2010.8.26.0562).

Fiz questão de trazer esse caso para vocês pois a base da fundamentação do TJ/SP foi extraída da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) que, além de combater expressamente toda forma de preconceito ou discriminação, ainda resguarda o direito de participação da pessoa com deficiência em atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

Esse é mais um exemplo para aqueles que não acreditam na força normativa da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Toda vez que um direito ali contido for ameaçado ou violado, não deixe de procurar a autoridade policial competente para lavrar um boletim de ocorrência, registre os fatos com fotos, vídeos, testemunhas e, não havendo outra solução, não hesite em acionar o Poder Judiciário para tirar o direito do papel.

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