ANVISA LIBERA REMÉDIO INÉDITO NO BRASIL PARA ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL Comercialização não é imediata e ainda depende de registro de preço em órgão do Ministério da Saúde

Uma esperança para as pessoas que sofrem de Atrofia Muscular Espinhal (AME) está mais perto de se tornar realidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a comercialização no Brasil do medicamento Spinraza, produzido pela Biogen e utilizado para o tratamento da doença.

Depois de quatro meses de análises, a Anvisa aprovou o remédio, destinado a pacientes com AME 5q, e oficializará sua decisão em publicação no Diário Oficial da União na segunda-feira (28).

É uma ótima notícia para quem tem AME e seus familiares. Estima-se que a doença afete um em cada 10 mil bebês nascidos no Brasil. Ela ataca o sistema nervoso até o ponto de o paciente perder todos os movimentos do corpo e não conseguir mais respirar espontaneamente.

“Foi uma comoção geral. Começamos a chorar e nos abraçar quando recebemos a informação por WhatsApp”, contou o empresário Luiz Carlos Begliomini Junior, de 37 anos, pai da pequena Maya, de 6 meses, que teve a história contada por A Tribuna.

Ela tem AME e pode morrer até os 2 anos se os pais não conseguirem R$ 3 milhões para importar o Spinraza dos Estados Unidos. A campanha de arrecadação de dinheiro continua (veja mais abaixo), porque ainda não há previsão de quando o remédio estará disponível no Brasil.

Próximos passos

Com o registro concedido, o próximo passo é a definição do preço máximo de venda. A Biogen deverá submeter uma nova documentação à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), ligada ao Ministério da Saúde. O resultado pode demorar alguns meses. Só depois é que a empresa estará liberada para comercializar o Spinraza.

Para ser incorporado à rede pública de saúde, se for de interesse da Biogen e do Governo Federal, o medicamento precisará passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Sistema Único de Saúde (SUS).

& #8220;A comissão busca garantir que sejam selecionadas as melhores opções de tratamento, as mais eficazes, seguras e custo efetivas”, diz o Ministério da Saúde, em nota.

Para a diretora da associação Amigos da Atrofia Muscular Espinhal (AAME), Izabel Kropsch, a concessão do registro ao Spinraza “é um passo importantíssimo”. Ela ressalta, porém, que não se pode baixar a guarda. “Nós queremos o objetivo final de que essa medicação chega aos pacientes, via SUS ou plano de saúde”.

O Spinraza, de substância inédita no País, é o único remédio que pode tratar a AME. “É um medicamento que muda a história da AME, dando uma possibilidade concreta de melhora significativa na qualidade de vida dos portadores dessa doença”, destacou o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, em comunicado à imprensa.

Tire as dúvidas sobre a doença e o medicamento

O que é?

Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença crônica degenerativa e geneticamente determinada que afeta parte do sistema nervoso e se manifesta sob forma de fraqueza muscular progressiva e atrofia muscular em várias faixas etárias. Na AME, há perda de neurônios motores, que são essenciais para o controle do movimento e da força muscular.

Por que acontece?

Por conta de uma alteração em um gene chamado SMN1, responsável pela produção da proteína SMN (proteína de sobrevivência do neurônio motor), encontrada em todas as células do nosso corpo e primordial para o bom funcionamento do neurônio motor e, consequentemente, da normal função dos nossos músculos.

Até que nível a doença pode chegar?

Quanto mais cedo os sintomas iniciais de fraqueza aparecem (nos bebes de até 6 meses é a forma mais precoce e grave), mais rapidamente progride e impacto causa. Ao final do primeiro ano de vida, estes bebês não têm mais movimentos do corpo, não sentam e perdem a capacidade de firmar o pescoço, rolar na cama, movimentar pernas e braços e até se alimentar sem risco de engasgar.

O que o Spinraza pode fazer?

O medicamento pode parar o processo de baixa produção da proteína SMN.

O quanto a pessoa pode melhorar?

Em pesquisas com bebês de até 7 meses (que tinham a forma mais grave, mas com diagnóstico confirmado muito cedo), quem usou a medicação teve ganho no desenvolvimento motor (conseguiu sentar e movimentar braços e pernas, por exemplo). O quanto cada caso pode melhorar não se sabe. O remédio não cura, pois a AME é crônica.

Que acompanhamento é preciso fazer?

Pessoas com AME devem ser cuidadas por uma equipe multiprofissional e ter cuidados motores, respiratórios e nutricionais regulares.

EXOESQUELETO ROBÓTICO EVITA QUEDAS DE IDOSOS Projetado para evitar os tombos de idosos, o dispositivo tem sensores que podem detectar em tempo real quando um membro faz um movimento diferente do natural

Projetado para evitar os tombos de idosos, o dispositivo tem sensores que podem detectar em tempo real quando um membro faz um movimento diferente do natural e que sugira uma queda, e motores leves que exercem uma força instantânea em ambas as pernas para restaurar o equilíbrio.

Máquinas vestíveis que melhoram seu movimento e resistência já não pertencem ao mundo da ficção científica, disseram os criadores do dispositivo em um comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesões acidentais ou não intencionais em todo o mundo.

Todos os anos, mais de 420 mil pessoas, em sua maioria com mais de 65 anos, morrem por tombos.

Quase 40 milhões de quedas que requerem cuidados médicos são registradas por ano, diz a OMS, e este número provavelmente aumentará conforme a população envelhecer.

O novo dispositivo, chamado Active Pelvis Orthosis (Órtese de Pelve Ativa) ou APO, também pode ajudar pessoas com deficiência e amputadas, disseram seus criadores, da universidade italiana Scuola Sant’Anna, e da escola politécnica suíça EPFL.

É uma tecnologia que realmente vai ajudar as pessoas nas suas atividades diárias, acrescentaram.

A equipe publicou os resultados das suas experiências de laboratório na revista científica Nature Scientific Reports.

O exoesqueletoé usado da cintura para baixo, explicaram seus criadores, “e é muito diferente do material blindado que você vê nos filmes de ficção científica de hoje”.

– “Mais confiante” –

O dispositivo é anexado a um cinto usado na cintura, que é ligado a pequenos motores nos quadris e a cintas colocadas nas coxas.

O aparelho pesa cerca de cinco quilos, pode ser ajustado facilmente à altura e circunferência individuais de uma pessoa, e não interfere no passo normal, disse a equipe.

O modo de assistência é ativado somente quando a perda de equilíbrio é detectada.

O exoesqueleto robótico é capaz de identificar um resvalo inesperado e neutralizá-lo, disse à AFP Peppino Tropea, um dos autores do estudo.

O APO aumenta a rigidez nas articulações do quadril contra os movimentos dos membros. Na verdade, a perna que desliza é desacelerada, enquanto a outra é forçada para o chão. Esta estratégia é eficaz para a recuperação do equilíbrio, acrescentou.

Tropea e o resto da equipe testaram sua criação em oito idosos e duas pessoas amputadas com membros protéticos – dois grupos particularmente vulneráveis ​​a quedas potencialmente perigosas.

Eles caminharam em uma esteira com uma plataforma que inesperadamente derrapava na lateral, fazendo o caminhante perder o equilíbrio.

Repetidos testes mostraram que o dispositivoefetivamenteajudou na recuperação do equilíbrio, segundo o artigo.

Me sinto mais confiante quando uso o exoesqueleto, disse Fulvio Bertelli, de 69 anos, um dos participantes do ensaio, citado em um comunicado.

Um vídeo que explica a invenção pode ser visto neste link:

Fonte: Exoesqueleto robótico evita quedas de idosos (estudo) – ISTOÉ DINHEIRO

Exoesqueleto robótico evita quedas de idosos (estudo) Projetado para evitar os tombos de idosos, o dispositivo tem sensores que podem detectar em tempo real quando um membro faz um movimento diferente do natura

 

Cientistas apresentaram nesta quinta-feira um “esqueleto” robótico externo capaz de detectar quando uma pessoa perde o equilíbrio e corrigir seu movimento, prevenindo uma queda.

Projetado para evitar os tombos de idosos, o dispositivo tem sensores que podem detectar em tempo real quando um membro faz um movimento diferente do natural e que sugira uma queda, e motores leves que exercem uma força instantânea em ambas as pernas para restaurar o equilíbrio.

Máquinas vestíveis que melhoram seu movimento e resistência já não pertencem ao mundo da ficção científica”, disseram os criadores do dispositivo em um comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa de morte por lesões acidentais ou não intencionais em todo o mundo.

Todos os anos, mais de 420 mil pessoas, em sua maioria com mais de 65 anos, morrem por tombos.

Quase 40 milhões de quedas que requerem cuidados médicos são registradas por ano, diz a OMS, e este número provavelmente aumentará conforme a população envelhecer.

O novo dispositivo, chamado Active Pelvis Orthosis (Órtese de Pelve Ativa) ou APO, também pode ajudar pessoas com deficiência e amputadas, disseram seus criadores, da universidade italiana Scuola Sant’Anna, e da escola politécnica suíça EPFL.

É uma tecnologia que realmente vai ajudar as pessoas nas suas atividades diárias”, acrescentaram.

A equipe publicou os resultados das suas experiências de laboratório na revista científica Nature Scientific Reports.

O “exoesqueleto” é usado da cintura para baixo, explicaram seus criadores, “e é muito diferente do material blindado que você vê nos filmes de ficção científica de hoje”.

– “Mais confiante” –

O dispositivo é anexado a um cinto usado na cintura, que é ligado a pequenos motores nos quadris e a cintas colocadas nas coxas.

O aparelho pesa cerca de cinco quilos, pode ser ajustado facilmente à altura e circunferência individuais de uma pessoa, e não interfere no passo normal, disse a equipe.

O “modo de assistência” é ativado somente quando a perda de equilíbrio é detectada.

O exoesqueleto robótico é capaz de identificar um resvalo inesperado e neutralizá-lo”, disse à AFP Peppino Tropea, um dos autores do estudo.

O APO “aumenta a rigidez nas articulações do quadril contra os movimentos dos membros. Na verdade, a perna que desliza é desacelerada, enquanto a outra é forçada para o chão. Esta estratégia é eficaz para a recuperação do equilíbrio”, acrescentou.

Tropea e o resto da equipe testaram sua criação em oito idosos e duas pessoas amputadas com membros protéticos – dois grupos particularmente vulneráveis ​​a quedas potencialmente perigosas.

Eles caminharam em uma esteira com uma plataforma que inesperadamente derrapava na lateral, fazendo o caminhante perder o equilíbrio.

Repetidos testes mostraram que o dispositivo “efetivamente” ajudou na recuperação do equilíbrio, segundo o artigo.

Me sinto mais confiante quando uso o exoesqueleto”, disse Fulvio Bertelli, de 69 anos, um dos participantes do ensaio, citado em um comunicado.

 

Fonte: Exoesqueleto robótico evita quedas de idosos (estudo) – ISTOÉ DINHEIRO

Estimulação Essencial: você conhece essa prática terapêutica?

Você já ouviu falar de “Estimulação Essencial”?  Se você vive o contexto de terapias, já ouviu falar, no mínimo, que atividades selecionadas, graduadas e específicas às necessidades de cada criança mobiliza e reorganiza as funções cognitivas, motoras e sociais.

O termo “Estimulação Essencial (EE)” é adotado para a intervenção de crianças de 0 a 3 anos idade que apresentem ou não alguma deficiência ou aquelas consideradas em situação de risco, que necessitam de atenção especial para favorecer o desenvolvimento global, a aprendizagem e a socialização.

Cada criança é diferente e vai apresentar um padrão distinto de desenvolvimento, apesar de alguns aspectos comuns para as fases.  A EE desde os primeiros meses de vida proporciona à criança assistida a base para aprendizagem posterior, dando também uma matriz de aprendizagem que será utilizada em idades avançadas, além dos benefícios no desenvolvimento neuropsicomotor.

É necessário sempre destacar a importância da estimulação. O atraso pode estar relacionado carência ou privação de estímulos e oportunidades adequadas para a idade, às situações de privação social e sensorial, influencia no desenvolvimento, especialmente em crianças ‘neuropatológicas’.

Para sua aplicação, a estimulação essencial requer o planejamento prévio de um programa de atividades que responda a conceitos claros e a objetivos definidos específicos a cada criança.

Estimular é ensinar, motivar, aproveitar objetos e situações, transformando, transformando-os em conhecimento e aprendizagem. É levar a criança, através da brincadeira, a aprender sempre mais.

Uma equipe multiprofissional pode atuar de forma dinâmica e integrada para favorecer esse processo. É sabido que humanos interagindo no meio onde vivem desenvolvem suas funções cognitivas, motoras e interpessoais.

Fonte: Estimulação Essencial: você conhece essa prática terapêutica? | Reab.me

Guitarrista de Jota Quest fala como foi que a chegada de seu filho com Síndrome de Down transformou suas vidas!

Guitarrista de uma das maiores bandas do Brasil, o Jota Quest, Marco Túlio, e sua esposa Angela falam como Theo, seu filho mais novo com síndrome de Down, modificou a vida de cada integrante da família trazendo um novo mundo cheio de magia, alegrias e conquistas únicas.

 

Ângela, que mudou na vida de vocês com a chegada de Theo?

Recebemos a noticia durante a gravidez, 5 para 6 meses de gestação, foi um choque assustador, chorei, sofri muito, mas depois de alguns dias, comecei a ler sobre este novo mundo, novo ponto de vista e quando Theo nasceu, descobri que este presente de um cromossomo 21 a mais, e mágico, cheio de amor, obstáculos e grandes conquistas!

O problema é a falta de informações. Encontramos médicos despreparados para dar a notícia e lidar de forma natural, com leveza e boas orientações sobre o desenvolvimento do bebê. As informações que encontramos na internet são confusas e muito radicais às vezes, mas assim como nos deparamos com médicos totalmente preconceituosos, tivemos a sorte e privilégio de encontrarmos médicos anjos, que simplificaram e ajudaram no desenvolvimento geral. Afinal, todo ser humano e diferente e todos precisaram de estímulo para o desenvolvimento pleno e conhecimento de nossas limitações e com eles não é diferente.
“…quando Theo nasceu, descobri que este presente de um cromossomo 21 a mais, é mágico, cheio de amor, obstáculos e grandes conquistas” diz Angela Dariva Lara, esposa de Marco Túlio.

 

Marco Túlio, como você enxerga a chegada do Theo? 

Não tenho dúvidas que Theo chegou para nos transformar. A aventura de criar, educar, amar incondicionalmente essas criaturinhas é algo indescritível. Theo fará, em setembro, 7 anos. Durante esse período passamos o susto e ansiedade nos primeiros momentos até as emoções atuais. Nisso podemos incluir nosso filho mais velho João Marcos. Ele também vive essa emoção cotidianamente. Theo é muito alegre e isso nos contagia, nos envolve e, quando percebemos, já estamos totalmente dominados por essa graça!Desde as reflexões iniciais, os medos, até a plenitude desse amor contagiante, dessa alegria imensa que ele vive e nos faz sentir também.

A união de vocês é muito grande! Como o filho mais velho de vocês, João Marcos (Johnny), convive com seu irmão mais novo?

Johnny também é um menino muito especial. Muito carinhoso e maduro. Desde o início, ele sempre teve uma relação muito bonita com Theo. Sem contar que o Theo idolatra o Johnny. Angela e eu ficamos observando quando eles estão juntos, brincando, se provocando… é um grande barato vê-los nessa cumplicidade.

 

Após alguns anos da chegada da Theo, percebemos que todos se envolveram com a causa participando do Projeto Mano Down criado por Leonardo Gontijo em homenagem a seu irmão Dudu do Cavaco que, inclusive, fez uma bela abertura em um dos shows do Jota Quest tocando o Hino Nacional em Belo Horizonte. Como vocês participam dessa causa de inclusão da pessoa com síndrome de Down?

Chamar a atenção das pessoas para o que representa a síndrome, suas características, suas possibilidades, enfim, trabalhar para que a inclusão aconteça de uma maneira natural e eficiente é muito importante. Com o Theo sinto como o trabalho feito pelas gerações passadas foi importantes. Vejo como a sociedade vem se abrindo e abraçando essas ”diferenças ‘‘. Isso é fundamental para o presente e o futuro desses carinhas lindos!

 

Como se dá a educação do Theo? Como vocês investem no futuro dele?

É fato que as crianças de hoje, tem sido estimuladas desde muito cedo. É um ritual de atividades, das mais diversas naturezas. A gente chega a ficar cansados por eles!! Com o Theo não seria diferente, pensamos! Sendo assim, desde muito novo ele faz terapia ocupacional, fonoaudiologia, fez fisioterapia por dois anos (hoje não precisa mais), ecoterapia, natação, musica além do colégio. Ele estuda em uma escola onde a filosofia adotada é de responsabilidade da escola juntamente com os pais para a construção da cidadania e autonomia dos alunos, preparando-os para uma maior capacidade de reflexão, valorização da diversidade e respeito ao outro. Bonito ver como ele ama loucamente todas essas atividades!

Como nossa revista aborda sempre temas relacionados a inclusão com o objetivo de dar informações e a reflexão de que as diferenças devam ser aceitas, mesmo com suas particularidades, porém sempre com igualdade e respeito, peço a vocês que deixem um recado para o leitor sobre a experiência de vocês neste universo de inclusão.

Adriana, a vida é tão rápida, a rotina é sempre repleta de urgências, nossas mentes sempre em aceleração máxima e muito frequentemente estão no futuro… quando Theo chegou, uma coisa aconteceu aqui em casa: passamos a viver mais o presente, curtir e observar os momentos com mais intensidade. Passamos a prestar atenção nas coisas reais. Acho que o mundo precisa disso. A solidariedade entre as pessoas precisa de uma chance. É nesse ambiente que surge a consciência de que um mundo melhor e algo maior que as nossas redomas.

Especificamente sobre o Theo, peço a todos que tenham filhos, com algum tipo de necessidade especial, que não deixem de dar o maior estímulo a eles. Deixem que eles definam seus limites. Com certeza serram limites bem diferentes dos que achamos.