PELOS NUNCA MAIS!!!

Quem é cadeirante sabe o que o acumulo de pelos na região da virilha pode causar, na minha experiência pessoal quando eu acumulo muitos pelos nessa região começam a proliferar vários fungos. Por esse motivo meu medico manda eu raspar esses pelos, já faz um bom tempo que eu raspo os pelos da virilha, mas depois de raspar começa as coceiras pois a gilete me causa alergia.

Porém, eu achei uma alternativa chamada fotodepilação! Ela é realizada com luz pulsada de baixa intensidade que enfraquece o pelo e seu bulbo, reduzindo significativamente o seu crescimento.

Geralmente são necessárias 8 sessões por região (face, abdome, tórax…) e finalizado o tratamento, uma visita anual para manutenção.

A fotodepilação não é a mesma coisa que a depilação a laser, a luz do laser penetra nas camadas da pele e causa pequenos choques, podendo algumas vezes causar até queimaduras. Dessa forma, pode se considerar que ele é mais agressivo que a luz pulsada. O custo é bem inferior ao laser, podendo sair cada sessão por R$ 50,00 por região e ainda conta com a vantagem de não causar dor durante a aplicação. A promessa é de uma redução em torno de 90% do aparecimento do pelo

Além disso, nenhum dos dois métodos é indicado para portadores de diabetes tipo 1, doenças autoimunes, gravidez ou lactação, doenças neurológicas, pacientes com histórico de câncer de pele ou em uso de medicamentos fotossensíveis. Outra coisa, a questão da dor, para ser sincero eu não senti dor alguma, na verdade a única coisa que eu senti durante o procedimento foi esquentar o local.

A fotodepilação não pode ser feita em qualquer área do corpo, as áreas como, ânus, pálpebras ao redor dos olhos, mucosas e bolsa escrotal não podem ser depiladas com nenhum dos métodos.

O cuidado após o procedimento é basicamente o mesmo para os dois tratamentos: não se expor ao sol diretamente sem proteção solar, principalmente, se houver vermelhidão na área tratada. Antes do procedimento a pele não pode ser bronzeada, o pelo não pode ter sido retirado da raiz (com cera ou pinça) no ultimo mês, não pode haver foco de vermelhidão, machucados ou focos de acne ativas e deve-se interromper o tratamento com acido pelo menos 72 horas antes.

Atualmente, no mercado já estão disponíveis vários equipamentos de fotodepilação para uso domiciliar. Porem, eles possuem potencia menor do que os equipamentos utilizados nos centros de fotodepilação.

Além disso, os riscos são maiores de realizar o procedimento em casa, pois não há um profissional habilitado operando o equipamento. Os principais riscos, consistem em queimaduras e manchas claras na pele, sensação de secura, hiperpigmentação e formação de crostas ou dano ocular, caso os óculos de proteção não sejam usados de forma adequada.

Mais para frente irei fazer um outro post dizendo o que achei desse tratamento!

Médica brasileira desenvolve método inédito para tratar espinha bífida

Na sala de espera, Enzo observa com olhos curiosos e arregalados cada detalhe que esteja à altura do colo da mãe. Quem o vê, nem imagina que com quase 25 semanas ele passou por uma cirurgia ainda dentro do útero, para corrigir uma malformação na coluna. Hoje, Enzo só volta ao hospital para receber parabéns dos médicos. Aos quatro meses, sua movimentação está irreprovável e não há sinais do desenvolvimento de hidrocefalia.

Tudo isso graças do método de correção pré-natal da mielomeningocele fetal desenvolvido pela doutora Denise Araujo Lapa Pedreira, ex-pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que agora coordena a linha de pesquisa no Hospital Albert Einstein e já realizou mais de 40 cirurgias.

A mielomeningocele fetal, mais conhecida por espinha bífida ou apenas mielo, é resultado de um defeito congênito no fechamento das estruturas que protegem a coluna vertebral, deixando a medula exposta ao líquido amniótico da placenta, o que ocasiona comprometimentos motores e neurológicos ao bebê.

Quando o tubo neural, que dá origem à nossa coluna, não é fechado — o que deve ocorrer na sétima semana de gestação —, o liquor, um líquido produzido em nosso cérebro que circula pela medula, pode vazar e provocar hidrocefalia.

Além disso, a medula exposta ao líquido amniótico lesiona progressivamente os nervos da coluna, provocando perdas motoras nos membros inferiores do bebê e prejudicando sua habilidade de caminhar e de conter urina e fezes. Quanto mais alta for a lesão na coluna vertebral, maiores são as chances de a criança precisar andar com auxílio de muletas ou cadeira de rodas.

Cirurgia de correção inédita

Há uma década, a cirurgia de correção pré-natal da mielo tem sido feita no Brasil “a céu aberto”, isto é, abrindo a barriga e o útero da mãe e expondo o feto, o que aumenta consideravelmente os riscos de ruptura do útero.

Para evitar este e outros perigos, a doutora Denise desenvolveu um procedimento mais seguro tanto para a mãe quanto para o feto. Ela utiliza a abordagem alemã fetoscópica, também chamada de Safer, que é menos invasiva. O procedimento se assemelha a uma laparoscopia, mas, ao contrário desta, é necessário usar uma ultrassonografia para identificar a placenta, o feto e a lesão.

“Essa abordagem fetoscópica já estava sendo feita na Alemanha, mas a técnica de correção do defeito propriamente dita é nossa, brasileira e inédita. Foi desenvolvida 100% aqui no Brasil, com verba Fapesp. É um produto nacional”, destaca Denise.

Com a ultrassonografia, a doutora injeta um líquido na bolsa amniótica para fazer, com segurança, quatro furos, por punção, na barriga da mãe. Através desses furos, o líquido amniótico é retirado e substituído por gás carbônico. Depois, são introduzidos os instrumentos necessários para fazer a dissecção e a sutura do defeito e uma câmera para filmar o feto. As imagens aparecem em monitores, por onde os médicos acompanham o procedimento.

Com os instrumentos, o feto é reposicionado até que fique na posição correta para realizar a cirurgia. No final das costas do bebê, a marca da mielo se assemelha a uma bolha, que passa pela dissecção para que a medula seja colocada de volta ao local adequado. Uma película de celulose é posta em cima da operação e a pele do feto é suturada.

Diferentemente da técnica da doutora Denise, na Alemanha, a película é fabricada com outra matéria-prima e é suturada em volta da lesão. No entanto, os pontos deste procedimento podem, mais tarde, causar fibroses e cicatrizes no local, além de tornarem a cirurgia mais demorada.

Por fim, “os furos no útero não são fechados, porque o útero se contrai e os fecha naturalmente. Na barriga da mãe, são dados pontos de mononylon, como em uma cesárea”, explica a doutora.

A cirurgia de correção da mielo não consegue reparar os comprometimentos que já ocorreram durante a gestação, mas evita que mais perdas aconteçam e reduz as chances de o bebê não andar e desenvolver hidrocefalia.

Em comparação com a técnica “a céu aberto”, a abordagem fetoscópica proporciona o dobro de chances de o bebê conseguir andar e diminui pela metade as chances de desenvolver hidrocefalia. Em relação à técnica alemã, há 70% de melhora do quadro e, comparando com a americana, 40%.

O diagnóstico

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a cada ano cerca de três mil bebês são diagnosticados com a mielomeningocele fetal.

Mães que já tiveram filhos com mielo ou anencefalia, ou possuem casos na família, têm mais riscos de o feto desenvolver a doença. Além das causas genéticas, a deficiência de ácido fólico, também conhecido como vitamina B9, é o principal fator da doença.

Para prevenir a malformação, o Conselho Federal de Medicina recomenda que mulheres que estiverem expostas à possibilidade de engravidar comecem a tomar doses complementares da vitamina.

A doença pode ser diagnosticada a partir da 16ª semana de gestação, por ultrassom, podendo dar seus primeiros sinais na 12ª semana. Entre a 24ª e a 26ª semana, a cirurgia pode ser realizada.

Infelizmente, poucos profissionais estão preparados para diagnosticar a mielo ou sabem dos avanços que têm sido feitos para diminuir as lesões do defeito congênito. Karem Simões, mãe de Enzo, obteve o diagnóstico na vigésima semana de gravidez, mas o médico não soube apresentar as possibilidades de tratamento do caso.

“O diagnóstico foi este: ‘ele não vai andar, não vai movimentar as pernas, vai ter problemas na cabeça, não vai controlar a urina nem as fezes”, relata Karem, que procurou por um tratamento por conta própria e encontrou a técnica cirúrgica da doutora Denise na internet.

“Poucos sabem que você tem a opção de melhorar as condições de vida do bebê.”

“No caso do Enzo, ele tinha uma lesão baixa, e isso é sempre sinal de bom diagnóstico”, analisa a doutora. “Hoje, as pediatras que o avaliam ficam muito contentes com a parte neurocirúrgica dele. Acham que a movimentação dos membros é perfeita e que há grandes chances dele andar. Além disso, ele tem chances muito pequenas de desenvolver hidrocefalia, embora a gente precise avaliar isso ainda nesse primeiro ano de vida”.

Desafiando fronteiras

A técnica de Denise vem chamando atenção de médicos do mundo todo. No dia 20 de janeiro, ela viajou com sua equipe até Israel para operar duas mães no Hospital Hadassah: uma israelense e outra palestina.

“A gente teve ali uma comunhão de religiões e de línguas que foi muito transcendental”, conta Denise. “Como o hospital palestino não tem a tecnologia necessária para fazer a cirurgia fetal, todos os bebês que o médico palestino identifica que tenha necessidade de cirurgia, ele encaminha para o colega israelense.”

As equipes médicas brasileira, israelense e palestina assistiram à técnica da doutora Denise juntas na sala de cirurgia. “Eles falam que a guerra só existe entre os políticos, entre os médicos não existe guerra e eles vão fazer de tudo para se ajudar.” A paciente palestina foi operada gratuitamente, algo que já vem acontecendo há alguns anos.

Israel é o primeiro país a adotar a técnica brasileira para correção da mielo.

Fontehttp://www.cantinhodoscadeirantes.com.br

Aceitando a Cadeira de Rodas em minha vida…

A cadeira de rodas ainda é considerada pela sociedade como algo terrível, penoso, doentil. Mesmo que alguns não concordem com isso, as pessoas acabam pensando, inconscientemente, da mesma forma pois é um preconceito cultural.

Se tem gente que vira o rosto para não olhar para uma cadeira e afasta seu filho de perto de um cadeirante, imagine como seria se de repente fossem obrigados a viver nela!? Pois é, isso acontece e muito…

Por mais que a o cadeirante não vê a cadeira de rodas como algo terrível, a vergonha do julgamento dos outros acaba o amedrontando, fazendo com que não saia de casa, não faça novos amigos, não tire fotos de corpo inteiro e não viva dignamente.

Além do cadeirante a família também demora para “aceitar”. Antigamente muitos pais deixavam seus filhos dentro de casa, não levavam até a escola, tão pouco tinham vida social. Mas aos poucos isso foi mudando e hoje o apoio da família é muito importante e juntos se fortalecem para enfrentar essa nova condição.

Para mostrar que você não é o único que passa por isso, conversamos com seis amigos que aceitaram compartilhar com a gente o seu processo de aceitação.

FiCAR EM PÉ gera muitos benefícios para os cadeirantes

Fazer exercícios, comer alimentos saudáveis, não ter uma vida sedentária e… ficar em pé. Sim, ficar em pé! Um estudo publicado pela revista científica American Journal of Preventive Medicina revelou benefícios incríveis para a saúde de pessoas que, simplesmente, evitam passar muito tempo de suas vidas sentadas.

Atos corriqueiros, como se levantar para atender o celular (mesmo que não seja necessário) ou sair da mesa de escritório para buscar o próprio cafezinho, além de evitar várias doenças, trazem benefícios ao nosso cérebro. Dão uma turbinada na memória e no intelecto.

Ao longo de doze anos, pesquisadores compararam os hábitos de 12 mil pessoas, entre 37 e 78 anos, que ficavam sentadas por cerca de sete horas. Muitas só deixavam a cadeira para realizar atividades fisiológicas, como ir ao banheiro e se alimentar. Em contrapartida, outras tinham o hábito de se levantar sempre para exe­cutar pequenas tarefas. E a conclusão não poderia ser diferente: as pessoas que se mexiam menos corriam um risco 30% maior de morrer em decorrência de doenças associadas ao sedentarismo.

Agora, você deve estar se perguntando: por que uma cadeirante vem passar esse recado? Bom, sou uma tetra que fica em pé. E mais que qualquer pessoa, sei o quanto isso faz bem. E o contrário também!

Para um cadeirante, ficar em pé traz benefícios imensuráveis para a função circulatória, digestiva e respiratória. Melhora sua qualidade de vida em todos os aspectos, sem falar da autoestima que ganha um upgrade.

Não por acaso, há tempos venho lutando junto ao Ministério da Saúde para que as cadeiras de rodas ortostáticas, que são flexíveis e permitem aos cadeirantes ficar em pé, sejam incorporadas ao SUS e distribuídas a usuários de cadeiras de rodas. Mas, infelizmente, a resposta que sempre recebo é que “não existem dados científicos que comprovem os benefícios de ficar em pé”. E isso não é verdade.

Ter uma cadeira ortostática deveria ser um direito básico de todo cidadão com deficiência. Aliás, eu recomento o “ficar em pé” para muitos cadeirantes que conheço. Foi assim com a Laís Souza, que recentemente emocionou muita gente carregando a tocha olímpica em pé na sua cadeira.

Quando ficamos em pé, o mundo é visto por outros ângulos. Não é à toa que muita gente prefere fazer certas coisas em pé, até para buscar inspiração. Muitos artistas e escritores preferem trabalhar em pé. Eu mesma já contei aqui para vocês que faço xixi em pé. E quase sempre é um momento de reflexão no dia que renova minhas ideias.

Não somos bípedes por acaso, inclusive do ponto de vista evolutivo. O ser humano passou por várias mudanças até chegar à posição ereta. Então, levanta daí se estiver lendo esse texto sentado. O mundo é bem mais interessante visto por todas as dimensões.

“A pessoa com deficiência não tem superpoderes”

O estudante Bruno Nogueira foi educado “solto no mundo”, como ele diz, e jamais permitiu que as diferenças em seu corpo definissem quem é. Bruno tem a Síndrome de Hanhart, que impede o desenvolvimento de braços e pernas.

Quando não está na sala de aula do curso de administração da Universidade Anhanguera, em Santo André, no ABC Paulista, o jovem de 22 anos pode ser encontrado surfando em alguma praia, pendurado na encosta de uma montanha ou descobrindo novas trilhas pelo País.

Em 2015, ele começou a relatar essas andanças no blog ‘Guerreiro de Fibra’. E já ministra algumas palestras. “Temos uma boa regularidade de acessos e bons feedbacks sobre as reflexões. Destaco sempre que não há obstáculo, por maior que seja, que não possa ser superado, e que a vida começa a partir do momento em que você entende a situação real das coisas”, diz Bruno.

Ele gosta dos esportes radicais, que envolvem adrenalina, como surf adaptado, rapel e trilhas, mas descarta o rótulo de ‘exemplo de superação’ e prefere destacar sua trajetória.

“A pessoa com deficiência não tem superpoderes e encontra as mesmas dificuldades, desafios e barreiras para o crescimento. Em alguns casos, essas barreiras serão maiores. O sucesso não tem base somente em superação e sorte, mas em muita competência e resiliência”, afirma o estudante.

Para Bruno, ainda é nítida a defasagem do Brasil no que diz respeito a acessibilidade, inclusão e direitos. “É estranho falar em ‘inclusão’, sendo que 25% da população nacional tem algum tipo de deficiência”, comenta.

E se os direitos da pessoa com deficiência são constantemente desrespeitados, criminalizar exclusão e discriminação ajuda a mudar essa realidade? “Concordo com a punição para crimes de discriminação. O Brasil é um país culturalmente preconceituoso, não somente com as pessoas com deficiência”.

Da mesma forma que milhares de estudantes universitários, Bruno se prepara para enfrentar busca por uma colocação no mercado de trabalho. Para pessoas com deficiência, essa maratona pode ser muito mais difícil. Diferentemente do que parece ser um consenso, ter deficiência não é uma vantagem na batalha por emprego. E a chamada ‘lei de cotas’ (nº 8.213/1991) é uma aliada, mas exige do empregador, do gestor, do empresário, uma reavaliação dos próprios valores e dos procedimentos na empresa.

“A dificuldade está no processo cultural e no paradigmas que precisam ser quebrados, tanto para as empresas, quanto para as pessoas com deficiência. É encaixar a pessoa certa na ocupação e potencial certos, é deixar claro que a pessoa com deficiência é sim substituível no mercado de trabalho”, defende Bruno.

“O processo de inclusão é rico e contribui para o crescimento social e organizacional das empresas, algo que não é percebido atualmente na maioria das organizações”, finaliza o estudante.

Bruno relata suas andanças no blog ‘Guerreiro de Fibra’

https://guerreirodefibra.wordpress.com

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