Conduzir só com a boca e os olhos. Sim, é possível Verdadeiro exemplo de determinação e superação, Sam Schmidt, ex-piloto de Fórmula Indy, que um grave acidente afastou das corridas, recusa-se a deixar o volante. Apesar de estar tetraplégico.

Hoje em dia com 53 anos, Sam Schmidt é um ex-piloto de Fórmula Indy que, além de ter sido “Rookie do Ano”, chegou a vencer o Grande Prémio de Las Vegas, em 1999. Momento que foi também o mais alto numa carreira que, no entanto, terminaria abruptamente no ano seguinte, na sequência de um grave acidente durante os treinos na Walt Disney World Speedway, em que Schmidt embateu num muro quando seguia a 338 km/h, acabando por ficar tetraplégico.

Apesar do infortúnio, o americano não baixou os braços e, hoje em dia, continua não só a conduzir, como até já participou em algumas provas, como a rampa de Pikes Peak. Mais do que isso, Sam criou uma fundação com o intuito de reunir fundos que possam financiar a investigação em torno das lesões da medula espinhal. Desde 2000, a Conquer Paralysis Now (inicialmente designada Sam Schmidt Paralysis Foundation) já angariou mais de 8 milhões de dólares, utilizados precisamente para a investigação científica.

O caso de Sam Schmidt, cujo amor ao desporto automóvel e, em particular, à Indy Cars levou a que seja hoje em dia proprietário de uma das equipas que militam naquele campeonato norte-americano, é, aliás, um exemplo de determinação e superação. Já que, conforme o próprio revela em entrevista ao programa “Jay Leno’s Garage”, após o acidente, o médico que o assistiu disse à sua mulher que, ainda que ele “conseguisse sobreviver à primeira semana, ficaria para o resto da vida acamado e ligado a um ventilador”.

A luta contra a resignação durou, no entanto, seis meses, após os quais Sam Schmidt, já sem poder mexer-se do pescoço para baixo, tomou a decisão de não se deixar abater pelo sucedido e tudo fazer para voltar àquilo de que realmente gostava: conduzir.

E a verdade é que, 17 anos após o acidente, foi isso mesmo que fez: ajudado pela empresa norte-americana especializada em electrónica e computadores Arrow, Schmidt conseguiu que um superdesportivo Chevrolet Corvette Z06 “feito” à sua medida, lhe permita não apenas conduzir, mas também acelerar – inclusivamente, em provas de competição, como a Pikes Peak International Hill Climb.

No entanto, para que Sam possa continuar a deslocar-se à vontade e fazer uso da carta de condução que o habilita, apesar do estado em que se encontra, a conduzir veículos semiautónomos (terá sido o primeiro norte-americano a consegui-lo), o Corvette Z06 do ex-piloto conta não somente com a mesma componente técnica e de propulsão de qualquer outro modelo idêntico, como também com toda uma tecnologia de condução verdadeiramente inovadora. Composta por câmaras e sensores, esta tecnologia montada pela Arrow permite a Schmidt conduzir o carro utilizando, apenas e só, a boca e os olhos!

Actos como os de acelerar ou travar são realizados através do sopro ou da aspiração no tubo que o Schmidt mantém na boca, ao passo que o curvar é conseguido através de sensores nos óculos, que detectam com precisão o local para onde está direccionado o olhar. Sendo que o sistema está inclusivamente preparado para não se deixar afectar por reacções inesperadas da parte do condutor, como espirros, piscares de olhos ou momentos de respiração mais acelerada – como aconteceu, por exemplo, em Pikes Peak, assume o americano.

Simples e ao mesmo tempo complexa, conforme o próprio programa de Jay Leno demonstra, a verdade é que toda esta tecnologia representa não apenas dedicação e determinação, mas também custos. Sendo que, para dispor de um Z06 igual ao de Schmidt, não deixa de ser preciso um investimento considerável – nada mais, nada menos, que um milhão de dólares, ou seja, pouco mais de 872 mil euros.

Fonte: Conduzir só com a boca e os olhos. Sim, é possível – Observador

7 UTENSÍLIOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA USAREM NA COZINHA

Por conta das dificuldades motoras, pessoas com deficiência ou com doenças degenerativas que tenham mobilidade reduzida já podem pensar em ter mais praticidade, segurança e independência na cozinha. Isso porque alguns produtos de utilidades domésticas com adaptações estão surgindo no mercado.
Mais que facilitar a abertura de potes ou simples ato de segurar uma escumadeira, tais produtos podem devolver para muitos o prazer de preparar seus próprios alimentos, e até mesmo para comer sozinho.
Fácil de abrir
Para quem tem dificuldades para utilizar as mãos, produtos com fácil abertura, como os recipientes da Canister podem ser abertos e fechados com um simples toque e são ideais para pessoas que não têm força para abrir ou fechar tampas de rosca, que exigem movimentos um pouco mais complexos como torcer ou girar, além de força física. Já para abrir os potes tradicionais, existe ainda um adaptador que facilita o movimento de abrir e fechar.
Preparando os alimentos
Utensílios adaptados facilitam a preparação da refeição, deixando esse momento mais seguro e prazeroso. Entre os itens, destacamos a tábua de cozinha com ventosas para garantir sua fixação na mesa e com faca anexada com uma dobradiça pivô que permite o corte através de um arco de 90 graus. O design especial aumenta a segurança ao cortar o alimento para aumentar a independência na cozinha para as pessoas com o uso de uma mão, indivíduos com motor fino ou tremores.
Outra opção é a faca com lâmina curvada que permite um movimento de balanço, tornando as carnes de corte e legumes muito mais fácil.
Suporte para panelas evitam que elas se movam no fogão durante o preparo dos alimentos.
 A tábua de cozinha com ventosas e faca anexada com dobradiça que permite o corte a 90 graus
Comer e beber com segurança
Projetados para auxiliar a destreza e aumentar a independência e a segurança durante as refeições, os produtos de mesa da Suitye Easyeat são coloridos, ergonômicos e práticos. O kit vem com talheres de plástico leve e resistente e com adaptações nos cabos, facilitando o manuseio, além de suporte de duas alças, suporte antiderrapante para copo e prato especial antiderrapante, com tampa e borda de segurança. Quem precisa apenas de uma borda de segurança, podecontar com protetores de acrílico ou de aço inoxidável, que evitam que os alimentos sejam empurrados para fora do prato.
Outro produto é o copo desenhado especialmente para pessoas com dificuldades para engolir, que permite aos usuários manter o queixo em uma posição mais baixa, enquanto levam o copo até a boca, facilitando os mecanismos de deglutição, além de direcionar o líquido para o centro da boca, evitando que ele escape pelas laterais.
Já para casos menos complexos existem ainda copos com tampa e abertura para canudos ou ainda suporte para copos e canecas, que dão a opção de uma alça adicional ao usuário.
Em talheres, também estão disponíveis produtos com cabos ergonômicos.

 

Protetores de borda evitam que os alimentos sejam empurrados para fora do prato

 

COMO É DIRIGIR UM CARRO ADAPTADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – JORNAL O GLOBO O acelerador e o freio são controlados por uma alavanca abaixo do volante

A experiência me deixou tão tenso quanto na primeira vez em que assumi sozinho o volante. Teria que dirigir um prosaico Nissan Versa, versão topo de linha Unique, com motor 1.6, câmbio CVT e… adaptação especial para “PCD”, sigla de “pessoas com deficiência”.

Há inúmeros tipos de transformação. No caso do carro testado, todos os comandos estão ao alcance das mãos, para tornar possível a condução por alguém que não tenha ou não mova os membros inferiores. Afinal, segundo a lei, qualquer pessoa com no mínimo dois membros (sejam superiores ou inferiores) funcionais pode dirigir um veículo.

A adaptação em questão transforma totalmente a experiência de dirigir. Logo abaixo do volante, à esquerda, há um manete que exerce a dupla função de frear ou acelerar. Basta puxar para ganhar velocidade ou empurrar para diminuir.

Na mão direita, um pomo parecido com uma bola de beisebol facilita a tarefa de girar o volante além dos 90 graus. É tudo bem intuitivo e simples, mas é preciso reeducar os reflexos.

Walter Sato é sócio da Cavenaghi, empresa responsável pela adaptação feita no carro. Ele diz que esse tipo de sistema é o mais procurado:

— A alavanca do tipo puxa-empurra é a mais popular. Primeiro por seu funcionamento bastante intuitivo e também pelo preço mais em conta do que o de outras adaptações — explica.

Um motorista acostumado a acelerar e frear no pé, no entanto, estranha a diferença. E haja sensibilidade para domar esses comandos. A tal alavanca (que tem conexão direta com os dois pedais) pede suavidade no uso.

Treinar os reflexos

Marinheiro de primeira viagem, quase bati ao estacionar o carro na garagem de casa. Por algum deslize, meu cérebro “inverteu os comandos” e puxei o manete em vez de empurrá-lo. O resultado foi só um susto, mas poderia ter resultado em um amassado caso eu não tivesse utilizado o pé para parar. Obviamente, tudo é uma questão de tempo. No entanto, em dois dias de uso intenso, não tive plena confiança em meus movimentos manuais…

Sim, admito que usei o pé algumas vezes. Apesar da adaptação, o carro continua sendo funcional também para pessoas sem deficiência. Não há qualquer restrição aos pedais. O mecanismo de alavanca é bem compacto. Não fosse o pomo no volante, seria quase impossível perceber a diferença visualmente.

 — Apesar de o número de adaptações em carros 0km ter crescido nos últimos anos, pela maior facilidade de comprovação para obter isenções, ainda temos muitos clientes que trazem carros usados para receber algum comando. Fazemos uma média de 120 adaptações mensais em todo o país — diz Walter.

No trânsito comum e com o fluxo normal, o processo de acelerar e frear é bem tranquilo. A direção com assistência elétrica não passa por qualquer alteração e aumenta a rigidez conforme a velocidade. Em relação ao modelo normal, o Versa PCD perde somente o ajuste de altura do volante. Isso acontece por conta da estrutura da alavanca puxa-empurra, que fica acoplada à coluna de direção.

É em ação que as diferenças são percebidas. O simples ato de ligar a seta pode se tornar complicado para quem precisa frear com uma mão e fazer um movimento rápido de desvio com a outra. Achar a melhor posição no banco também requer novos parâmetros: o encosto deve ficar mais ereto para facilitar o manejo da alavanca sob o volante. A altura fixa da direção, aliás, exige que os mais baixinhos elevem o assento, um ajuste que vem de série no Versa.

Comandos normais no carro poderiam ser aprimorados: usar a haste que controla seta e farol, por exemplo, exige que o motorista tire momentaneamente a mão do acelerador/freio. Acionamento do vidro elétrico com função “um toque” e destravamento automatico das portas ao se pôr o câmbio em park são pequenos detalhes que poderiam equipar o Versa adaptado (e mesmo as versões comuns) sem onerar muito o preço final.

Fabio Perrotta

Como ponto a favor, o grande ângulo de abertura de portas facilita a entrada de alguém com mobilidade reduzida. E há o bom desempenho e o conforto do conjunto motor 1.6 e câmbio CVT.

Puxa-empurra

Clodoaldo Silva é ex-nadador paralímpico e dono de treze medalhas (seis delas de ouro) em paralimpíadas. O atleta sofreu uma paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto, o que afetou a mobilidade de suas pernas. Ele, que já teve quatro carros desde que tirou carteira, conta que sempre utilizou a adaptação tipo puxa-empurra.

 — Aprendi a dirigir com esse sistema e é com ele que eu me sinto seguro. Já experimentei carros com outras adaptações, mas não senti segurança em nenhuma outra. As pessoas com deficiência tendem a usar sempre o mesmo dispositivo por causa disso — afirma ele, que já dirigiu do Rio a Natal. — Meu primeiro carro era manual e eu pensava que iria me atrapalhar nas trocas de marcha, mas com pouco tempo eu já estava habituado. A embreagem era automática e eu só precisa me concentrar na alavanca de câmbio.

Como qualquer componente mecânico, a adaptação precisa de revisões periódicas para manter seu bom funcionamento. A garantia é de um ano e a primeira revisão deve ser feita com 5.000km. A partir disso, a cada 10.000km todo o sistema deve ser verificado e reapertado. E todos os equipamentos podem ser retirados na hora da venda do carro. A reutilização no próximo automóvel também é possível desde que se troquem algumas peças, cobradas à parte.

O mercado de carros para pessoas com deficiência (PCD) teve um crescimento impressionante. Enquanto o crescimento no segmento de carros novos é de aproximadamente 4% em comparação ao ano passado, os números relativos ao público PCD apontam um aumento nas vendas de cerca de 25%, segundo estimativa da Associação Brasileira de Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef).

A legislação brasileira determina que as pessoas com algum tipo de deficiência têm direito a comprar um automóvel novo a cada dois anos com isenções de impostos como IPI, IPVA, IOF e ICMS. Há limitações: o veículo deve ter motor de até 2,0 litros e o desconto do ICMS só é dado para modelos que custam até R$ 70 mil. Tanto que modelos como o Toyota Corolla e o Jeep Renegade ganharam versões de entrada com preços na medida para se enquadrarem no mercado de PCD: R$ 69.990.

Diferença de 25% no preço do carro

O Versa Unique 1.6 CVT custa, segundo a tabela da fábrica, R$ 68.840. Com as isenções de ICMS e IPI, seu preço cai para R$ 53.237. Daí é preciso acrescentar R$ 1.630 (do acelerador/freio manual) e R$ 470 (do pomo giratório forrado com couro), totalizando R$ 55.337. São R$ 13.500 reais de diferença (quase 25% do valor do veículo), sem contar com o desconto total do IPVA. Uma diferença que ajuda bastante caso o comprador tenha outros gastos gerados por sua deficiência.

A legislação também vale para passageiros (deficientes visuais ou um filho autista, por exemplo) e não só para quem vai dirigir. Nestes casos, contudo, só vale a isenção de IPI.

Fonte: Como é dirigir um carro adaptado para pessoas com deficiência – Jornal O Globo

PROVADORES DE ROUPAS ADAPTADOS A DEFICIENTES AGORA SÃO OBRIGATÓRIOS

Sid Orleans destaca que o projeto sancionado será possível garantir “igualdade de oportunidades e autonomia” aos cidadãos com deficiência, bem como às pessoas com obesidade

Os estabelecimentos que comercializam roupas, vestuários, indumentárias ou similares passam a ser obrigados a adaptar no mínimo um de seus provadores para atendimento às pessoas com mobilidade reduzida, seja por deficiência física ou mesmo por obesidade mórbida.

A determinação é em cumprimento à Lei nº 2.231/2015, sancionada pela prefeitura de Porto Velho. A proposta transformada em Lei foi apresentada pelo vereador Sid Orleans (PT) em junho deste ano com a finalidade de evitar possíveis constrangimentos e garantindo condições adequadas e seguras para essas pessoas que merecem ser respeitadas.

Sid Orleans destaca que o projeto sancionado será possível garantir “igualdade de oportunidades e autonomia” aos cidadãos com deficiência, bem como às pessoas com obesidade. Ao tomar conhecimento que seu projeto foi transformado em Lei, o vereador chamou a atenção também ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado pela presidência da República no início da semana, estabelecendo que: “toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação”.

A Lei é direcionada para estabelecimentos tais como: hipermercados, supermercados, atacadistas, shoppings centers, centros comerciais, lojas regularmente estabelecias que comercializem roupas e outros assemelhados que necessitem de provadores. Esses locais, conforme define a Lei, deverão afixar em suas dependências placas ou cartazes com a seguinte informação: “Este Estabelecimento comercial disponibiliza provadores adaptados às pessoas com deficiência física e/ou com mobilidade reduzida, conforme determina a Lei Municipal nº 2.231, de 3 de julho de 2015″.

Fonte: rondoniadinamica.com

CBTC CONCLUI ESTUDO QUE SIMPLIFICA O MÉTODO DE TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO EM PACIENTES COM LESÕES RAQUIMEDULARES

As lesões raquimedulares traumáticas constituem um grave problema de saúde pública, frequentemente acometendo indivíduos em idade produtiva e levando a graus variados de incapacidade. As células-tronco são uma grande promessa para o tratamento de lesões medulares.

As células mesenquimais vem sendo amplamente estudadas neste contexto e apresentam diversas vantagens, se comparadas com outros tipos de células-tronco. Dentre estas vantagens, as células mesenquimais podem ser obtidas do próprio paciente para uso autólogo.

Em estudos prévios, realizados pelos pesquisadores do CBTC, demonstrou-se a segurança do transplante de células mesenquimais em pacientes paraplégicos em decorrência de lesões raquimedulares crônicas. Além disso, os pacientes acompanhados apresentaram diferentes graus de melhora neurológica.

No entanto, o procedimento para administração das células até então era de alta complexidade, uma vez que era realizado através de uma cirurgia aberta para injeção das células diretamente no local da lesão medular.

Em trabalho publicado na revista Cytotherapy, da Sociedade Internacional de Terapia Celular (ISCT), pesquisadores do CBTC demonstram que a técnica para administração de células-tronco mesenquimais diretamente no local da lesão pode ser substituída por um método simplificado e menos invasivo, sem necessidade de cirurgia aberta, que consiste na injeção através da pele guiada por imagem de tomografia computadorizada.

Neste estudo piloto, que incluiu cinco pacientes, o novo procedimento se demonstrou seguro, além de reduzir o tempo de internação, riscos associados e custo do procedimento.

Saiba mais através do link:

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1465324917306229

CÉLULAS-TRONCO

Utilizando células-tronco adultas obtidas de diferentes fontes, tais como a medula óssea, o tecido adiposo, o cordão umbilical e a polpa dentária, assim como células-tronco neurais e cardíacas, realizamos estudos da biologia dessas células, assim como testes de ação terapêutica em modelos animais. Visando ao aperfeiçoamento de protocolos terapêuticos, estudamos modificações e a associação de hormônios celulares e arcabouços moleculares para melhorar a sobrevivência e ação das células-tronco adultas. Estudos clínicos baseados nos achados experimentais já estão sendo realizados, utilizando toda a  infraestrutura do CBTC para o preparo de células.

iPSC

As células-tronco de pluripotência induzida (iPSCs, do inglês – induced pluripotent stem cells) têm características muito semelhantes às  células-tronco embrionárias (ESCs, do inglês embryonic stem cells), principalmente, quanto à capacidade de autorrenovação e diferenciação celular.

As iPSCs podem ser geradas a partir de células adultas de diferentes tecidos do organismo. Em nosso laboratório, são geradas iPSCs humanas a partir da reprogramação de fibroblastos derivados da derme, células mesenquimais derivadas da medula óssea e eritroblastos derivados de amostra de sangue periférico.

Estabelecemos a metodologia de reprogramação celular utilizando a nucleofecção de plasmídeos epissomais com os fatores OCT3/4, SOX2, L-MYC e KLF-4 (fatores Yamanaka), os quais foram determinados como essenciais para a alta eficiência e qualidade da reprogramação. São produzidas também células-tronco para reproduzir in vitro modelos de doenças humanas e desenvolver novas estratégias de tratamento.

Após o cultivo das iPSCs, as células são caracterizadas e monitoradas para diversos marcadores de pluripotência como TRA-1-60, SSEA-4, Oct3/4, Nanog, além de ensaios de diferenciação para os três folhetos embrionários (endoderma, mesoderma e ectoderma), teste para micoplasma e cariotipagem. Após estas caracterizações, damos início aos protocolos de diferenciação celular para progenitoras neurais, células tipo-hepatócitos e células tipo-cardiomiócitos, utilizando protocolos já pré-estabelecidos na literatura.

De posse destas células diferenciadas derivadas das iPSCs, temos uma ótima ferramenta para estudos in vitro, que são utilizadas como modelos experimentais para determinadas doenças e estudos toxicológicos de drogas. Utilizando as iPSCs produzidas, podemos avaliar o potencial terapêutico das células diferenciadas derivadas de iPSC em diferentes modelos experimentais de doenças humanas.

Fonte: Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do HSR