Como surgiu o símbolo de acessibilidade?

Como surgiu o símbolo de acessibilidade? – Este símbolo muito conhecido no mundo inteiro surgiu em 1969, através de um concurso internacional promovido pela Organização das Nações Unidas. A autoria é de uma designer holandesa, cujo nome agora me falha a memória. Mas este símbolo de acessibilidade, nos últimos tempos, vem incomodado os cadeirantes e demais pessoas com mobilidade reduzida, porque ele retrata as pessoas com deficiência de modo muito passivo e dependente de auxílio de outras pessoas.

Como surgiu o símbolo de acessibilidade? – Este incômodo foi resolvido por um grupo de estudantes da cidade de Boston, Estados Unidos. Este grupo criou um desenho onde o cadeirante aparece tocando a própria cadeira de rodas, o que transmite a ideia de proatividade, de independência. Este é o conceito que todos nós, pessoas com deficiência, queremos que seja transmitido. Afinal de contas, só necessitamos de ajuda se o lugar não possuir acessibilidade da maneira correta, como deve ser.

Como surgiu o símbolo de acessibilidade? Você já tinha pensado nisso?

recentemente a Organização das Nações Unidas – ONU — resolveu ampliar a ideia de acessibilidade. Resolveram pensar um desenho que abrangesse todas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, não apenas os cadeirantes. Então lançaram um novo desenho para transmitir esse conceito de acessibilidade universal.

Em nosso vídeo procuramos mostrar, de modo bem resumido e dinâmico, toda a evolução da ideia de acessibilidade, do conceito sobre as pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.

Símbolos indicativos de que este ou aquele local é acessível ou é exclusivo para cadeirantes e pessoas com deficiência é que não faltam. O que falta em nosso querido Brasil é respeito por parte da população. Ainda sofremos demais com pessoas que estacionam indevidamente seus carros nas vagas de cadeirantes, estacionam na frente das rampas, bloqueando assim a nossa passagem. Sofremos com discriminação na hora de arrumar emprego. Enfim, o maior de todos os nossos obstáculos continua sendo o maldito preconceito e o desrespeito para com nossas diferenças.

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


O preconceito da sociedade com um cadeirante

Um dos aspectos que marca profundamente as relações sociais da pessoa com deficiência é a ignorância, no sentido de falta de saber e de ausência de conhecimento. Quanto a isso podemos dizer que […] ignorância não é atributo apenas dos mais pobres ou dos que têm menos estudo. É algo que está presente em todas as camadas sociais, em muitas famílias, grupos de empresários, funcionários do governo (federal, estadual ou municipal) e, até mesmo, em muitos médicos que não se especializaram em reabilitar pessoas portadoras de deficiência ou que não têm prática no tratamento de algumas restrições do corpo (leves ou profundas) (RIBAS, 1996, p.63, destaque do autor).

Ribas (1996) coloca a ignorância como sendo responsável por preconceitos relacionados às pessoas que têm deficiências, pois quando alguém não sabe, começa a achar, podendo assim fazer interpretações que muitas vezes fogem da realidade da vida das pessoas com deficiência física, mental ou sensorial.

Sobre os preconceitos Ribas (1996, p.64) ainda nos dá a seguinte contribuição:

[…] em maior ou menor grau, todos nós somos preconceituosos. Ninguém escapa. Nem mesmo pesquisadores universitários e acadêmicos. Isso porque a primeira impressão é sempre preconceituosa, já que está relacionada a algo com o qual jamais tivemos contato. É verdade que os pesquisadores universitários e acadêmicos (sobretudo os que trabalham com as ciências humanas) reelaboram o preconceito que existe dentro deles, até mesmo para conseguir pesquisar. E aí, então, conseguem enxergar o que está por trás da primeira imagem.

O preconceito com relação a pessoas com deficiência vem muitas vezes imbuído de um sentimento de negação, ou seja, a deficiência é vista apenas como limitação ou como incapacidade. A sociedade, embora tenha um discurso que prega a inclusão social de pessoas com deficiência, ainda vê essas pessoas pelo que não têm, ou pelo que não são. Não nos acostumamos a olhar os sujeitos que têm deficiência pelo que têm ou pelo que são. Nesta medida, a pessoa com deficiência auditiva é aquela que não ouve, a pessoa com deficiência visual é aquela que não enxerga. Ou seja, nos aproximamos da deficiência a partir da negação.

A pessoa com deficiência é sempre aquela que não tem ou não apresenta alguma capacidade que a outra tem ou apresenta. Dessa forma, o sentimento de negação pressupõe sempre uma atitude e um comportamento de  negação que traz para essas pessoas sérias conseqüências como exclusão, marginalização, discriminação, entre outras.

Esse sentimento de negação acompanhado de uma atitude e comportamento negativos com relação à pessoa com deficiência acaba por refletir em um sentimento de que é “melhor não viver assim”, sentimento esse que ainda é razoavelmente difundido nos dias atuais e que coloca em questão um tema muito polêmico: a morte. Isso porque ao ver a deficiência apenas pelo lado negativo, não se consegue enxergar um horizonte para aquele que tem uma deficiência física, mental ou sensorial, sendo que:

Muitos pais que tiveram filhos com deficiência contam que em algum momento lhes passou pela cabeça que seria melhor, para o próprio filho, não viver. Muitos paraplégicos contam que o desejo de morrer surgiu principalmente logo após o acidente que trouxe a lesão medular. Para os pais que tiveram filhos com deficiência e para as próprias pessoas com deficiência a aceitação passiva da morte resulta da perda de sentido da vida. (RIBAS, 2007, p.24).

Além disso, Ribas (2007) ainda aponta para o perigo de que ao interpretarmos a deficiência como algo suficientemente adversa a ponto de abalar o sentido da vida, logo passemos a justificar a interrupção da gestação de bebês que comprovadamente irão nascer com deficiência, uma vez que o sentimento de que talvez não valha a pena viver sendo uma pessoa com deficiência, pode levar à sensação de que talvez não valha a pena nascer com uma deficiência, o que poderia implicar em atitudes como o aborto, por exemplo.

No entanto, é necessário esclarecermos que o sentimento de que não vale a pena viver tem

sua origem nas relações sociais vivenciadas por famílias e por pessoas com deficiência.

Estando, portanto, esse sentimento ligado ao sentimento de perda. E essa perda tem sempre como modelo determinado padrão de normalidade. Ter uma deficiência é ter que conviver com a diferença (com toda carga ideológica negativa que esse termo carrega na sociedade capitalista). Neste contexto, o sentimento que não vale a pena viver é um produto social que a pessoa com deficiência e seus familiares acabam por consumir em determinado momentoda vida. Desta maneira, os sentimentos que prejudicam a vida das pessoas que têm deficiência e de seus familiares são frutos de situações concretas de vida, nas quais estão presentes determinantes sociais, culturais, econômicos e políticos.

Nesta perspectiva, olhar a deficiência a partir da negação resulta, por conseguinte, na negação do direito da pessoa com deficiência de viver na sociedadecom igualdade deoportunidades. Sendo assim, a pessoa com deficiência está sujeita na sua vida cotidiana a vários impedimentos. Embora a legislação brasileira refute qualquer tipo de cerceamento no exercício da cidadania dessas pessoas, os impedimentos ainda persistem, se configurando em vários tipos de barreiras.

O Decreto nº 5296 de 2 de dezembro de 2004define barreiras como sendo qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:

  1. a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;

  1. b) barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado e multifamiliar.

  1. c) barreiras nos transportes: as existentes nos serviços de transporte;

  1. d) barreiras nas comunicações e informações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação.

Além das barreiras citadas acima denominadas de barreiras físicas, podemos elencar mais dois tipos de barreiras:

  1. a) barreiras sistêmicas: relacionadas a políticas formais e informais. Exemplo: escolas que não oferecem apoio em sala de aula para alunos com deficiência, bancos que não possuem tratamento adequado para pessoas com deficiência.

  1. b) barreiras atitudinais: são os preconceitos, estigmas e estereótipos que implicam em um comportamento negativo com relação à pessoa com deficiência como repudiar, discriminar e excluir com base na condição física, mental ou sensorial.

Quando analisamos as inúmeras barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam, não podemos deixar de mencionar as dificuldades que encontram para ingressar no mercado de trabalho, isso porque:

O mercado de trabalho é competitivo e por isso mesmo segregativo para todos. A rotatividade da mão-de-obra desqualificada é intensa, jogando à margem das empresas um exército de pessoas que mais do ninguém precisa trabalhar para manter a vida. Deste exército fazem parte os considerados menos aptos. […] para os empresários e para o Estado os deficientes estão incluídos entre os menos aptos. (RIBAS, 1985 p.85-86).

O decreto nº 3.298 de 1999 determina que toda empresa com cem ou mais empregados deva preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada; porém a lei nº 8.213 de 1991 já obrigava as empresas a contratar pessoas com deficiência (RIBAS, 2007). Mas foi o decreto nº 3.298 que incumbiu o Ministério do Trabalho de fiscalizar o cumprimento da lei, assim:

[…] tanto o Ministério do Trabalho quanto o Ministério Público do Trabalho saíram a campo procurando saber quais empresas estavam de fato cumprindo a lei e alertando aquelas que não estavam cumprindo que não haveria qualquer motivo ou justificativa plausível que as desobrigasse da responsabilidade de contratar (RIBAS, 2007, p.99).

No entanto, ainda segundo Ribas (2007), logo que o poder público de fiscalização iniciou a pressão, algumas empresas contrataram advogados pedindo que buscassem argumentos jurídicos que as livrassem da obrigatoriedade de contratar as pessoas com deficiência, porém não tiveram nenhum êxito com esta atitude, uma vez que:

[…] O que o poder público entende até hoje é que a lei que determina a contratação de pessoas

com deficiência pelas empresas conhecida por Lei de Cotas faz parte de uma política de discriminação positiva que, por meio da obrigatoriedade imposta por lei, vem compensar anos e anos de exclusão do mundo do trabalho. Baseado nesse princípio, todo e qualquer arrazoado que venha de departamento jurídico de empresas e que queira justificar a impossibilidade de sequer imaginar alternativas de inclusão profissional tem contado com a mais absoluta intolerância do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (RIBAS, 2007, p.99).

Percebemos, então, que na atualidade, através das leis está ocorrendo uma maior inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mas, essa inclusão prima pelo valor quantitativo e não qualitativo, uma vez que a inserção dessas pessoas dentro da empresa se dá, na maioria das vezes, no campo da subalternidade, ficando essas pessoas com trabalhos que exigem menos qualificação e, por conseguinte, menos remunerados. São poucas as empresas que realmente investem na capacitação de pessoas com deficiência e quando investem é em nome da obrigatoriedade e não do direito dessas pessoas. Porém, não devemos esperar que as empresas façam isso. A luta pelos direitos da pessoa com deficiência é a luta de todos e como tal, deve fazer parte da agenda do governo, da sociedade edos movimentos sociais em geral. Lutar por igualdade de oportunidades para a pessoa com deficiência é lutar por igualdade de oportunidade para todos os segmentos marginalizados e discriminados.

Referências

RIBAS, João Baptista Cintra. As pessoas portadoras de deficiência na sociedade brasileira. Brasília, DF: CORDE, 1997.

______. O que são pessoas deficientes. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.

______. Viva a diferença: convivendo com nossas restrições ou deficiências. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996.

______. Preconceito contra as pessoas com deficiência: as relações que travamos com o mundo. São Paulo: Cortez, 2007. (Preconceitos, 4)

 

 

 

 

 

Encerrando ciclos

Encerrar ciclos e iniciar novas etapas faz parte do desenvolvimento de qualquer ser humano. Costumeiramente isso ocorre na vida de qualquer um. Entre ganhos, perdas e lutos rotineiros, a vida é vivida. Vivida em detalhes inimagináveis.

No término de mais um ano, fica o questionamento em nossa mente: como foi o meu ano? Tentamos muitas vezes buscar uma resposta se, durante todos os dias, fomos felizes ou não, se conquistamos aquilo que desejamos, quais problemas e frustrações passamos e muitos outras situações. Mas, afinal, o que é felicidade? Será que é possível descrever exatamente sobre isso? Talvez seja difícil, pois cada sujeito encara a vida e seus momentos de maneira peculiar.

pEncerrar ciclos nada mais é do que fechar portas e terminar capítulos dos fatos ocorridos e tentar elaborar estes. Elaborar no sentido de entender, compreender e analisar tudo o que foi vivenciado.

No entanto, quando encerramos ciclos, logo temos a tarefa de iniciar novas etapas para formação de um “novo ciclo”. E, muitas vezes, o novo nos remete ao medo e insegurança. Para tanto, é necessário deixar de lado aquilo que não se encaixa mais em sua vida, o que não lhe traz significado. Nada mais do que deixar de ser quem era e recomeçar novamente – e isso não é nenhuma tarefa rápida e fácil.

Iniciar uma nova etapa nada mais é que “desenhar” novos caminhos, pintar e colorir novas “telas” e dar significado para tais. É observável que geralmente, no final de um ano, os indivíduos possuem uma grande alegria pelas festividades, decorações natalinas, ritos de passagem e muitas outras crenças derivadas de sua cultura. Porém, grande parte da sociedade sente-se melancólica ou deprimida nessa época. Vale ressaltar que isso nada mais é do que a subjetividade interna de cada um – o modo como o sujeito encara as situações da vida, como vivenciou o término dos anos anteriores, das experiências vivenciadas e também toda a retrospectiva que a pessoa faz no findar de mais um ano.

Para fazer o novo é preciso sonhar, idealizar, concretizar, definir metas e objetivos. O objetivo de um ano novo não é que nós, seres humanos, tenhamos que desempenhar novas funções, mudar drasticamente. A grande sacada é construir um novo pensar das coisas já existentes e das atividades a serem realizadas. É construir aos poucos, é semear e cuidar das sementes.

O importante é não desistir da caminhada, ter perseverança, força e garra, acreditando que sempre se pode melhorar, aprimorar, crescer. A cada novo ciclo, uma nova oportunidade de ser e fazer a diferença. E a diferença nos engrandece, nos amadurece e nos faz crescer. Afinal as cores existem para todos, mas cada um enfeita sua vida como deseja, cada um pinta sua tela conforme quer.

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Ricardo

Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né?

Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.


Limites de um cadeirante

Os cadeirantes encontram muitos obstáculos ao se locomoverem quando saem na rua, por isso precisam de ajuda para realizar suas atividades. Existem pessoas também que não os respeitam.

Percebe-se que os deficientes físicos quase não saem na rua, por terem muitas dificuldades ao se locomoverem ou até terem vergonha da sua própria deficiência. Um outro grande problema é na hora do lazer, muitos lugares como teatros, restaurantes, cinemas entre outros, não estão adaptados a esse tipo de público.

Outro fator é os dois tipos de deficientes, os paraplégicos e os tetraplégicos.

Os tetraplégicos são imóveis, pois não movimentam os braços e pernas, acabam se tornando totalmente dependentes de alguma pessoa. Já os paraplégicos têm movimentos da cintura para cima.

As pessoas paraplégicas encontram muitas dificuldades na hora que querem entrar no mercado de trabalho, por mais que as empresas são obrigadas a destinar entre 5% e 20% das vagas para pessoas deficientes, porém na maior parte dos casos as oportunidades são direcionadas à pessoas com surdez ou leve deficiência. Segundo dados encontrados estima-se que no Brasil haja mais de um milhão de cadeirantes.

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Ricardo

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DEPRESSÃO! CUIDADO ELA EXISTE SIM!

Um dos maiores atores de humor, Robin Williams, morreu deixando pra nós aquela sensação de “porquê?”. Ficou o vazio, a memória de tantos filmes divertidos, o início da saudade que sentiremos e uma incógnita: como alguém tão legal, poderia sentir tamanha tristeza ao ponto de retirar sua vida?

Esse fato doloroso retirou a depressão da gaveta, colocando-a no centro da discussão. Considerada a vilã do nosso tempo, tem agido silenciosa e sorrateira, invadindo nossas vidas sem nos dar a chance de nos proteger.

Esse fantasma não age sozinho, cercado de preconceitos faz muitos piorarem seus quadros resultando em mortes prematuras.

Vou a terapeuta sempre que posso. Alguns estranham quando menciono isso dizendo “ah, mas você não precisa de terapia. É forte, consegue lidar com seus problemas bem.” Entendo quando falam isso, hoje estou forte, contudo nem sempre foi assim. Por isso digo: sim, eu preciso de acompanhamento.

Já tive depressão e sei o quão perturbador é não conseguir fazer absolutamente nada por causa dela. Por isso, não fique com vergonha ou sinta-se menos caso tenha depressão. Sei das dificuldades de lidar com a deficiência, como às vezes nós queríamos apenas não mais viver sobre rodas e aliviar esse sofrimento constante. Tem dias onde ficamos cansados de provar o quão somos capazes, querendo apenas não ter de fazer nada para ser respeitado. Todas essas dores podem pesar mais do que o desejado, aumentarem e tomarem conta de todos os pensamentos.

Entretanto, não desista! Busque ajuda, fale com seus amigos e familiares, pois é possível fazer o tratamento e ter uma vida saudável.

Ao contrário do que muitos podem pensar, ser depressivo é muito diferente de estar triste. Depressão é doença e requer cuidados, tristeza é um estado de humor apenas.

Se ainda tem dúvidas, veja essa lista de sintomas pra ajudar a identificar e classificar suas emoções:

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Se identificou alguns ou a maioria dos sintomas, busque ajuda não deixe que esse inimigo silencioso continue fazendo mais vítimas.

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Ricardo

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