Companhia aérea é responsável por falta de acesso para cadeirante, diz STJ Cadeirante disse que funcionários o carregaram pelas escadas de “forma insegura e vexatória”

Por Fernanda Valente

O Código de Defesa do Consumidor prevê que o fornecedor de serviços responde objetivamente pela reparação dos danos causados ao consumidor, no caso de má-prestação do serviço. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça condenou companhia aérea a indenizar, em R$ 15 mil, cadeirante que teve dificuldades para acessar avião.

Na ação, o homem pediu o reconhecimento de responsabilidade civil da companhia por não promover condições dignas de acessibilidade de cadeirante ao avião. O autor afirmou que os funcionários da empresa o carregaram pelas escadas de “forma insegura e vexatória”.

O relator, ministro Marco Buzzi, apontou que o Brasil aderiu normas internacionais para “concretizar o do convívio social de forma independente da pessoa portadora de deficiência, sobretudo por meio da garantia da acessibilidade, imprescindível à autodeterminação do indivíduo com dificuldade de locomoção”.

O magistrado também citou regulação específica da Agência Nacional de Aviação Civil sobre o tema. Segundo Buzzi, “por integrar a cadeia de fornecimento, recai sobre a referida sociedade empresária a responsabilidade solidária frente a caracterização do fato do serviço, quando não executado a contento em prol do consumidor que adquire a passagem”.

No caso do processo, o ministro considerou que, como o homem foi carregado por funcionários da companhia, o fornecedor de serviços deve responder objetivamente.

“Deve a coletividade agir com empenho para efetivar ao máximo a integração dos possuidores de dificuldades ao cotidiano da urbe, isto é, à vida comum, com a redução de situações embaraçosas e sem obstáculos ao deslocamento, objetivando promover a máxima inclusão”, disse o relator em seu voto.

Clique aqui para ler o acórdão.
REsp 1.611.915

 

Fonte: www.conjur.com.br

Série Sem Limites

Oi, Vamos falar um pouco sobre pessoas incríveis que foram além dos seus limites para conquistar o “impossível”? … Hoje vamos falar sobre Lai Chi-Wai….
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Infelizmente um acidente de automóvel há oito anos retirou ao escalador profissional Lai Chi-Wai a capacidade de andar. Contudo, a paixão do atleta de Hong Kong pela escalada não desapareceu. E nem uma cadeira de rodas foi um obstáculo para continuar escalar os seus sonhos.
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Aos 35 anos, Lai Chi-Wai tornou-se o primeiro desportista de origem chinesa a ser nomeado para os prestigiados Prémios Laureus, na categoria de melhor momento desportivo do mês. A nomeação chegou depois de ter vencido a montanha Lion Rock, em Hong Kong, com 495 metros de altura, mesmo estando paralisado da cintura para baixo.
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Créditos; euronews

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

EMPRESA CRIA SAPATO COM GPS PARA MONITORAR IDOSOS E PESSOAS COM PROBLEMAS DE MEMÓRIA Produto é acompanhado de app que mostra a localização do usuário do calçado em tempo real

Quem cuida de pessoas idosas ou com algum tipo de desordem mental nem sempre consegue estar com elas em 100% do tempo. E se elas também não estão com um celular, ou não conseguem usar um, como se certificar de que não se perderam? A americana GTX Corp endereçou este problema criando solados inteligentes de calçados com GPS, que permitem monitorar à distância a localização de crianças e idosos com doenças como Alzheimer ou demência.

O Smart Sole, nome dado ao produto, começou a ser concebido ainda em 2002 pela empresa, que se descreve como a “primeira companhia de dispositivos usáveis com GPS do mundo”. “Nossa inspiração foram as milhões de pessoas com Alzheimer, demência, autismo e traumas cerebrais que possuem problemas de memória e tendem a se perder se ficam sozinhas”, descreve o CEO Patrick Bertagna no site da empresa.

Segundo a empresa, mais 100 milhões de pessoasno mundo todo precisam de acompanhamento constante em função de diversos problemas que afetam a memória. O número tende a crescer para 277 milhões até 200, segundo o Relatório Anual de Alzheimer.

A preocupação era com essas pessoas ficarem desacompanhadas em casa, e acabarem conseguindo sair sem rumo pelas ruas. Com o avançar da tecnologia e a febre dos smartphones pelo mundo, logo se tornou mais fácil conceber como os responsáveis pelos doentes – e pelas crianças, que também podem se perder mais facilmente – poderiam monitorá-los.

 O solado inteligente não é só um chip, mas “um minúsculo celular dentro do sapato”, descreve a GTX. Ele usa a rede celular para se comunicar, requere um plano de telefonia e precisa ser recarregado diariamente. Ele estando online, os responsáveis podem monitorar em tempo real a localização de quem usa os sapatos utilizando um login e senha protegidos.

O sistema também envia automaticamente e-mails e SMS para os cuidadores, caso o usuário do calçado saia da área de monitoramento. O solado é vendido em vários tamanhos adultos e infantis, e possuem um formato padrão que se encaixa nos sapatos e tênis casuais mais comuns.

Depois de patentear a tecnologia e lançar seu próprio dispositivo, a GTX Corp viu a solução ser adotada por outras companhias, que em alguns casos inserem os solados em sapatos que são comercializados de forma conjunta. A japonesa Wish Hills é uma delas.

 

FONTE: Pequenas empresas & grandes negócios 

Ele criou luvas que convertem a linguagem de sinais em áudio. Agora todos nós podemos entender "Tentei imaginar como seria a vida da minha sobrinha se tivesse as mesmas oportunidades que todos os outros na educação, no emprego, em todos os aspectos da vida", disse Roy Allela, proprietário das luvas da Sign-IO.

A sobrinha de seis anos de Roy Allela nasceu surda. Era difícil se comunicar com sua família, ninguém sabia linguagem de sinais. Então, Roy, de 25 anos, que trabalha para professores da Intel e da ciência da informação na Universidade de Oxford, inventou luvas inteligentes que transformam os movimentos da linguagem de sinais em áudio.

As luvas, chamadas Sign-IO, possuem sensores flexíveis costurados em cada dedo. Os sensores quantificam a curva dos dedos e processam os sinais. As luvas são conectadas via Bluetooth a um aplicativo de celular que a Allela também desenvolveu, que então vocaliza as letras.

“Minha sobrinha usa as luvas, ela as usa com o telefone ou o meu, e eu entendo o que ela está dizendo”, diz Roy Allela ao The Guardian.

O jovem testou as luvas em uma escola de necessidades especiais no condado rural de Migori, no sudoeste do Quênia, onde os estudantes reconheceram um dos aspectos mais úteis e importantes da iniciativa: a velocidade com que ela funciona.

“As pessoas falam em velocidades diferentes e é o mesmo que as pessoas que usam a linguagem de sinais: algumas são muito rápidas, outras são lentas, por isso integramos na aplicação móvel para que seja confortável para qualquer um que a utilize”, assegurou Roy.

Os usuários também podem configurar a linguagem, o gênero e o tom da vocalização por meio do aplicativo, com resultados precisos que chegam a 93%, diz Allela.

As luvas possuem estilos diferentes, tem de Princesa ou Homem-Aranha. “Combate o estigma associado a ser surdo e ter um problema de fala. Se as luvas parecerem boas, todas as crianças vão querer saber por que as vestem”, disse Roy.

Agora, Roy está tentando colocar dois pares de luvas em cada escola de necessidades especiais no Quênia, e acredita que elas poderiam ser usados ​​para ajudar as 34 milhões de crianças em todo o mundo que sofrem uma perda de audição.

Traduzido por A Soma de Todos os Afetos, via UPSOCL

FONTE: A soma de todos afetos 

Saulo Fernandes “abre alas” para cadeirantes em Salvador e foliã “voa” acima do público A designer Mari Fuso foi levantada com sua cadeira de rodas por uma multidão e pode, pela primeira vez, ver a alegria de cima

Mari Fuso sempre foi apaixonada pelo Carnaval por ser um sinônimo de liberdade e felicidade. A designer de 24 anos, que é cadeirante por conta de uma paralisia cerebral, conta que costumava curtir a folia em cima dos camarotes por medo da multidão e por achar que não era lugar para ela, mas resolveu se juntar a outras pessoas na mesma situação e ganhar as ruas de Salvador atrás do bloco de Saulo Fernandes.

“Eu sou fã dele há 10 anos. Ele é um cara incrível, me ensina todos os dias e me mostra que a gente pode ser o que quiser e fazer o que quiser. Ele me deu amigos maravilhosos que fazem questão de viver esse sonho comigo, então a gente junta os corações, as mãos e vai! Sempre atrás dele que, lá de cima, olha e grita por nós. É mágico! E ver que o bloco cresceu e pôde abraçar mais 4 pessoas com deficiência, é surreal para mim! Saulo sempre apoiou nosso sonho e ajudou a tornar real”, comenta.

Este ano se tornou ainda mais especial para ela porque o cantor, lá de cima do trio, avistou o grupo e pediu para que seu público abrisse caminho para eles chegarem mais perto.

“Tudo aconteceu no momento em que ele foi para o fundo do trio, onde a gente fica. Saulo explicou para as pessoas que tinha um bloquinho de cadeirantes, pediu para que eles abrissem espaço para gente chegar perto do trio e ficar mais protegido, principalmente das rodas que se formam durante o percurso. Gentilmente as pessoas abriram espaço e deixaram a gente passar”, começa.

Mari ainda descreve que foi incrível poder assistir ao Carnaval visto de cima, já que sua visão sempre foi tampada por uma multidão de pessoas que se aglomeram na pipoca (área fora do cordão de isolamento) dos trios elétricos.

“Por ser cadeirante e estar sempre sentada eu sempre fico abaixo das pessoas. Poder subir e ver aquele mar de gente da pipoca, que me via ali, que eu existo, que é possível, foi incrível. Saulo, mais uma vez, foi generoso dando voz para nós! Não tem explicação, não foi combinado. Uma das minhas amigas falou ‘vamos fazer ela voar’ e, quando vi, já estava lá em cima. Sem palavras”, fala.

Falta de estrutura

A pequena atitude do cantor baiano foi apenas uma gota no meio de um oceano. Ainda falta muita estrutura para que os foliões cadeirantes possam curtir o Carnaval com mais segurança.

“Esse ano teve uma estrutura bacana, vi camarote acessível e banheiro adaptado. As coisas estão mudando muito, amém! O que falta muitas vezes é empatia das pessoas de entender que a gente também tem vontade de estar ali, mas precisamos de apoio. Espero que essa repercussão faça com que as coisas melhorem ainda mais”, torce.

Algumas pequenas atitudes de quem gosta da maior festa popular do mundo poderia melhorar a vida dessas pessoas e Mari dá as dicas:

“Incomoda quando falam que ali não é lugar pra mim, que eu não deveria estar ali ou que ali é pipoca e não deveria ter um ‘bloco’, mas sem esse apoio dos amigos formando o nosso bloco não seria possível.”

 

FONTE: Marie claire