DESIGNERS CRIAM BICICLETA E ACESSÓRIO DE ESCRITA PARA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de crianças com deficiência motora, um grupo de designers da Opendot, um centro italiano de pesquisa e inovações, criou uma linha de itens feitos sob medida que inclui acessório de escrita e uma bicicleta.

A primeira série de produtos da UNICO tem 8 itens. Eles foram desenvolvidos em uma parceria entre designers da Opendot, da TOG (organização italiana sem fins lucrativos que criou um centro para a reabilitação de crianças com doenças neurológicas), além das próprias crianças e suas famílias.

Entre os objetos, há o “glifo”, um acessório para facilitar o desenho e a escrita. Ele é leve, lavável, ajustável e feito sob medida graças à impressão 3D; o “pimpy car” e o “Saddle Up!”, que ajudam a criança a ficar de pé, mover e socializar, e a “bicicleta de Lorenzo”, feita para um menino de 6 anos, com suporte para as costas e guidão ajustável.

Apesar de ter sido criado para Lorenzo, o veículo pode ser rapidamente adaptado às necessidades de diferentes crianças com diferentes deficiências, informou a Opendot em seu site.

Confira:

 

FONTE: Casa Vogue

Empreendedora Cadeirante Encontra Oportunidade Com Empresa Incubada No PTI

A Facilitas oferece na internet produtos para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

O que um dia foi uma dificuldade para Ariane Rebeca Sehnem, com o apoio da Incubadora do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) transformou-se em oportunidade de negócio. Cadeirante há 12 anos, ela só conseguia encontrar os produtos que precisava, como cadeira de rodas e acessórios, nos grandes centros comerciais. Assim surgiu a Facilitas, um comércio virtual destinado a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A Facilitas chegou à Incubadora do PTI apenas como ideia. Os sócios avaliaram a demanda por meio de enquetes e entrevistas com grupos de pessoas com deficiência, além de bases de dados do Governo Federal, e perceberam que o negócio era promissor: esse mercado, atualmente, tem um crescimento de 25% ao ano.

Ariane explica que, entre os motivos desse aumento de procura, está o fato de que as pessoas com deficiência estão, cada vez mais, inseridas no mercado de trabalho e investindo em qualidade de vida. Só que mesmo na internet ainda é difícil encontrar produtos para esse público. A proposta da empresa, em funcionamento desde o final de 2016, tem tudo a ver com o nome: facilitar o dia a dia dessas pessoas, permitindo que elas escolham seus itens e modelos de preferência, comprem online e recebam em casa. “É muito mais comodidade e tranquilidade”, destaca a sócia.

Entre os produtos oferecidos pela Facilitas estão cadeiras de rodas – manual e motorizada, adulto e infantil -, rodas, acessórios como encostos e rodas dianteiras e protetores de aro. Por enquanto, as vendas são feitas por meio da página da empresa no Facebook e via whatsapp e os produtos são enviados para todo o país. Mas, em breve, a Facilitas também terá uma plataforma virtual e, com isso, o portfólio de produtos deve aumentar.

Mesmo que não tenham o produto em estoque, conta Ariane, os empreendedores buscam fornecedores ou indicam empresas conhecidas. “Hoje mesmo um cliente nos perguntou sobre um elevador de casa e nós indicamos um colega que faz esse trabalho”, afirma.

Conheça os produtos da Facilitas pelo Facebook: https://www.facebook.com/facilitashop/, ou entre em contato pelo Whatsapp: (45) 99902-8421.

Apoio

O processo de incubação, conforme a sócia da Facilitas, foi o que moldou a empresa e a tornou empreendedora. “O apoio deles é fundamental para nos orientar e mostrar como realmente construir uma empresa”, destaca.

Para o diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, o suporte aos novos negócios fomenta um importante compromisso do Parque em promover o desenvolvimento das comunidades. “Estaremos em constante apoio aos ecossistemas de inovação que atendam à nossa vocação regional”, pontuou.

A Incubadora

A Incubadora Santos Dumont, parte do Programa de Desenvolvimento de Negócios do PTI, possui sede no Parque Tecnológico Itaipu e conta com duas filiais: uma na Uniamérica, em Foz do Iguaçu, para projetos específicos de alunos da faculdade, e outra em Marechal Cândido Rondon.

De 2006 até 2017, foram lançados 11 editais para incubação. Neste período, 56 empresas passaram pela Incubadora do Parque, gerando um faturamento de aproximadamente R$ 50 milhões.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,5 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2017, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 86,4% do Paraguai.

 

FONTE: Revista100fronteiras

Conheça o exoesqueleto que pode fazer pessoas voltarem a andar

Exoesqueletos são esqueletos artificiais, feitos de materiais altamente resistentes, que podem ser “vestidos” por humanos para objetivos diversos, como segurança e defesa nacional. Entretanto, a TWIICE — companhia norte-americana de tecnologia robótica — vem desenvolvendo esse tipo de equipamento com outro intuito: fazer pessoas voltarem a andar.

Parecendo um aparato de ficção científica, ele é composto em parte por uma bateria com duração de 3 horas, um par de esqueletos dobradiços para as pernas, um controle de movimentos para as mãos, uma espécie de smartwatch — para análise de obstáculos —, além de muletas para sustentação.

Essa tecnologia já está sendo testada por Silke Pan — ex-acrobata e atual atleta de paraciclismo da Suíça. E, em uma demonstração, percebe-se que o aparelho ainda apresenta certa rigidez nos movimentos. No entanto, cumpre o que promete: a moça consegue andar e até mesmo subir uma boa quantidade de escadas. Veja a seguir o vídeo de teste.

Seu design pode parecer um pouco estranho, mas tem pouco volume e é facilmente integrado ao corpo de quem o utiliza, facilitando a mobilidade com segurança — oferece luvas, protetores para os pés e capacetes. Segundo a TWIICE, essa tecnologia “permite aos usuários recuperarem a independência através de atividades diárias: sentados e em pé, andando em superfícies regulares, ásperas ou inclinadas, subindo escadas ou interagindo em comunidade. Nossa intenção é tentar devolver aos usuários parte dessas sensações (…).”

Desde 2015, a equipe da TWIICE vem desenvolvendo e aprimorando seus protótipos no Laboratório de Sistemas Robóticos, da Escola Politécnica Federal da Louisiana — École Polytechnique Federale de Lausanne. A ideia é torná-la uma startup para comercialização do equipamento. Embora os desenvolvedores garantam que a tecnologia ainda não está pronta para ser vendida em larga escala, já acena para um futuro mais autônomo para quem precisa dela.

 

FONTE: TWIICE

PROPOSTA PREVÊ ATENDIMENTO DOMICILIAR PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 9965/18, do Senado, que prevê atendimento personalizado e domiciliar para garantir os direitos de pessoas com deficiência em situação de dor, mal-estar, abandono, isolamento ou qualquer outra forma de exclusão. A proposta muda o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Segundo o texto, uma equipe multidisciplinar irá elaborar um plano de atendimento personalizado para assegurar o exercício do direito de acesso dessas pessoas a políticas públicas de esporte, lazer, cultura, educação, saúde, trabalho, segurança, assistência social e assistência jurídica. Haverá uso de equipamentos públicos quando for necessário.

Além disso, será garantida a participação da família e da comunidade no processo de inclusão da pessoa com deficiência.

Se o projeto for transformado em lei, haverá um prazo de 90 dias para as novas regras começarem a valer.

Sociedade pluralista

O autor da proposta, senador Romário (Pode-RJ), argumenta que a inclusão social das pessoas com deficiência é fundamental para a construção de um País mais digno e pluralista.

“O respeito à diversidade faz-se mediante o reconhecimento das necessidades específicas de grupos de pessoas desiguais, equilibrando-se as diferenças de modo equitativo, na busca por uma igualdade real”, salienta o parlamentar.

Segundo ele, existe a falsa premissa de que todos têm acesso aos equipamentos públicos e à vida comunitária, mas na verdade há uma série de barreiras, inclusive arquitetônicas e tecnológicas, que impedem a inclusão das pessoas com deficiência, agravando a sua invisibilidade social.

O senador avalia que o uso de equipes multidisciplinares para atender essas pessoas é uma solução relativamente fácil, pois depende basicamente de organização.

“As equipes poderão fazer uma busca ativa, avisadas por assistentes sociais, familiares, vizinhos ou qualquer cidadão, inclusive a própria pessoa com deficiência. Em seguida, farão uma avaliação individualizada da condição das barreiras que afetam a pessoa em questão, elaborando, então, um plano de atendimento que promova a inclusão”, explica.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Em campanha, Tommy Hilfiger fala sobre independência de pessoas com deficiência Marca norte-americana possui uma linha com adaptações para serem mais inclusivas

A grife Tommy Hilfiger tem uma linha paralela a sua marca principal que não é tão conhecida pelo grande público, a Tommy Adaptive, especializada em roupas para pessoas com deficiência física.

As peças, que atendem homens, mulheres e crianças, foram adaptadas para serem mais práticas de vestir e mais confortáveis, têm fechos magnéticos ou de velcro e aberturas que acomodam melhor as próteses.

A nova campanha, que fala sobre a independência das pessoas com deficiência física, é focada nas diferenças que fazem cada pessoa única. O filme foi dirigido por James Rath, que nasceu cego por causa de albinismo ocular e é estrelada por Dmitry Kim, dançarino de hip-hop que tem uma perna amputada, Mia Armstrong, que tem síndrome de down, Lauren ‘Lolo’ Spencer, que tem esclerose lateral amiotrófica, Gavin McHugh, um surfista com paralisia cerebral e outros portadores de deficiência.

“A democratização da moda é um dos valores centrais da marca”, explica Tommy Hilfiger ao WWD. “A coleção Adaptive continua a falar sobre inclusão, transformando o modo como a indústria da moda atende as pessoas com deficiência.”

Veja o filme:

 

FONTE: Estadão