Nike começar a vender tênis que se amarra sozinho no Brasil

Se você assistiu ao filme “De Volta Para O Futuro” certamente se lembra do tênis que Marty McFly veste em determinado momento, os quais se amarra sozinhos em volta de seu pé. O calcado se chama Nike Mag, e a marca realmente lançou um modelo que replica exatamente o design e as funcionalidades daquele que aparece no filme. Agora, a empresa lançou no Brasil uma versão mais cotidiana desse Nike Mag. O tênis se chama “HyperAdapt 1.0” e custa R$ 3,5 mil nas lojas oficiais da marca por aqui.

Esse mesmo tênis começou a ser distribuído no mercado internacional em 2016 e, até hoje, custa US$ 720 (R$ 2,6 mil) nos EUA. Ou seja, o preço é salgado em qualquer lugar. Por enquanto, o dispositivo é tratado pela Nike como um modelo experimental, mas a tecnologia que permite ao tênis se prender sozinho aos pés do usuário deve ser adaptada para calçados esportivos em breve.

 

Para funcionar, o tênis tem um sensor de pressão abaixo da palmilha, que consegue identificar quando o usuário fica de pé dentro do tênis. Com isso, um motor posicionado na sola é ativado e enrola um conjunto de seus cabos que funcionam como cadarços eletrônicos. Eles envolvem todo o pé do usuário por dentro do tênis e garantem uma fixação segura.

Ainda não há qualquer previsão para o lançamento de um novo modelo com essa tecnologia, mas a marca talvez leve esses tênis para as quadras de basquete e campos de futebol nos próximos anos.

FONTE: Techmundo

A inclusão de crianças com deficiência no Brasil

A Paralímpiadas 2016 acabou já faz um tempo, mas deixou algumas grandes lições para todos nós. Afinal, levante a mão quem não se comoveu com tantos exemplos de superação física e emocional? Desde a abertura com a ex-atleta Márcia Marsal, portadora de paralisia cerebral, que se levantou sozinha de uma queda durante seu percurso no revezamento da tocha até o encerramento com o hino nacional sendo cantando pelo tenor Saulo Lucas, que tem autismo e deficiência visual. O evento foi realmente lindo, mas não podemos nos limitar a falar sobre inclusão de pessoas com deficiência apenas a cada quatro anos e em um evento esportivo. Afinal, sabe-se que 23% da população geral tem deficiência e estima-se que, ao menos, 7,5% das crianças brasileiras (até 14 anos de idade) têm uma deficiência diagnosticada, segundo pesquisa do IBGE, de 2010.

Apesar desse número alto de pequenos cidadãos, a inclusão social é a grande barreira para a plena vivência das crianças com deficiência. Mas, o que realmente é “inclusão”? Será apenas aceitar a presença da criança com deficiência em uma sala de aula ou no parquinho do condomínio? Não! O conceito tem a ver com a noção de pertencimento: para ser incluída uma pessoa tem que fazer parte dos grupos (familiar, social e escolar) nos quais ela convive. Para isso, nós precisamos estar preparados para lidar com as diferenças de mobilidade, de pensamento, de interação, de comunicação… Na minha experiência profissional, a receita para uma sociedade realmente inclusiva é empatia + direitos.

Vamos falar mais sobre isso? Anotem aí os ingredientes:

Empatia: Ser pai ou mãe não é tarefa nada fácil por muitos motivos. Mas, para pais que têm crianças com deficiência isso vai além, como encarar muitas investigações médicas, ter inesgotáveis dúvidas sobre o futuro e enfrentar infindáveis lutas contra planos de saúde, governo, escolas, etc… Para completar, imagine se a cada saída de casa esses pequenos cidadãos tiverem que lidar com olhares de reprovação e comentários preconceituosos?

Não são poucos os relatos de familiares sobre a exclusão sofrida em festinhas, brincadeiras e parquinhos. É sempre importante nos lembrarmos de que, neste momento, você ou seu filho não precisam de adaptações ou cuidados singulares, mas todos nós estamos propensos. Então, adicione uma pitada generosa de empatia – capacidade de entender e sentir o que o outro está experimentando – na sua vida e contribuir para a efetiva inclusão social das crianças com deficiência!

Direitos: Respeito e cumprimento dos direitos é essencial para melhorarmos a inclusão na nossa sociedade. Uma das principais dificuldades das famílias com crianças com deficiência é no quesito escolar. Não preciso nem dizer que toda criança tem direito à educação e, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI – 13.146/2015), instaurada em 2015 – depois de DOZE anos em tramitação – as escolas não podem mais recusar oficialmente as matriculas dos pequenos com deficiência. Entretanto, apesar disso, muitas instituições de ensino continuam o fazendo na surdina: seja colocando “empecilhos sutis”, não dando a atenção efetiva ou até não cumprindo as solicitações/ orientações para aquela criança.

A Declaração de Salamanca (1994) proclamou que toda criança com deficiência tenha direito à educação e acesso à escola regular, a qual deve ser capaz de inseri-la em um sistema pedagógico apropriado para satisfazer as suas necessidades e de promover chances de aprendizagem.  O que a escola da sua criança faz pela inclusão? Observe quantos colegas com algum tipo de deficiência seu filho tem. E acredite: se aproximadamente um quarto da população brasileira tem algum tipo de deficiência, não é estranho que não exista nenhum aluno em inclusão na escola ou na sala do seu filho? Questione e ajude a mudar essa realidade! Afinal, praticar a inclusão é aceitar e incentivar a diversidade (de pensamentos, de gostos, de habilidades, de raças, de culturas, etc). Além disso, todas as nossas crianças – com ou sem deficiência – possuem características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas e diferentes dos outros alunos, né?

Enfim, nós fomos espectadores de muitos momentos lindos e de atitudes inclusivas nos Jogos Paraolímpicos, mas “o show tem que continuar” e, para a inclusão e acessibilidade se tornarem parte do cotidiano dos brasileirinhos com deficiência só “depende de nós…”!

FONTE: Revista crescer

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Atletas paralímpicas são afastadas da seleção após denúncia de abuso sexual Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas decide investigar caso ocorrido em fevereiro de 2017 após vítima acusar companheiras

A Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC) afastou três atletas com passagens pela seleção brasileira – Lia Martins, Denise Eusébio e Geisa Vieira – por terem cometido um suposto abuso sexual contra uma de suas companheiras de time. O incidente aconteceu em fevereiro de 2017, mas somente neste ano a vítima relatou o caso. A sanção foi definida em ofício da confederação assinado no dia 4 de maio pelo presidente da entidade, Valdir Soares de Moura, ao qual o GloboEsporte.com teve acesso.

Lia e Geisa disputaram a Paralimpíada do Rio, em 2016. Procurado pelo GloboEsporte.com, o presidente da CBBC disse que a sanção está mantida “à espera do desenrolar das apurações”. No documento, a confederação também anunciou que elas estavam fora do período de treinos com a seleção para o Mundial da Alemanha, que será realizado em agosto. Segundo Moura, a depender do resultado de investigações elas “poderão ou não voltar a defender a seleção” no futuro.

O caso aconteceu após um treino no alojamento da equipe Gladiadoras/Gaadin (Grupo de Ajuda dos Amigos Deficientes de Indaiatuba), baseado na cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Segundo a vítima, que prefere não se identificar neste momento, as três atletas afastadas pela CBBC – Lia, Geisa e Denise – usaram um pênis de borracha para abusá-la sexualmente. Ela teria sido retirada de sua cadeira de rodas contra a sua vontade e, já no chão, teve suas roupas íntimas abaixadas à força. A então coordenadora do time, Gracielle Silva, também aparece segurando a vítima no chão em fotos que circularam em grupos de Whatsapp e às quais a reportagem teve acesso. Gracielle se suicidou no último dia 29 de maio.

– Foi uma brincadeira de mau gosto e agora vai destruir a minha vida – disse Lia sobre o episódio que ocorreu dentro do alojamento do clube.

Lia é o maior nome da modalidade no Brasil. Participou das últimas três edições das Paralímpiadas – Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016, onde a seleção terminou em 7º lugar, melhor participação da história. Vencedora do Prêmio Brasil Paralímpico em 2011, 2012 e 2015, a jogadora já foi campeã sul-americana, das Américas e medalha de bronze nos Parapans de Guadalajara e Toronto. Segundo Lia, a ideia da “brincadeira” teria partido dela, e surgiu a partir de uma conversa amistosa entre algumas jogadoras sobre o relacionamento sexual entre duas mulheres.

– A gente sempre falava essas besteiras e dávamos risadas. Mas ela (a vítima) dizia que não precisava de pinto de borracha nas suas relações. O objeto é meu, e eu não tive a intenção de machucá-la – explicou.

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, tomou conhecimento dos fatos no início do mês de maio. E lamentou o caso.

– Isso é um caso que entristece o movimento paralímpico. O CPB tem um código de conduta que repele esse tipo de comportamento, estabelece regras e pune. A confederação, que é fliada ao comitê, já afastou as atletas por tempo indeterminado e nós temos total interesse na finalização desse caso com a punição dos culpados, de modo que isso jamais se repita dentro do esporte paralímpico. Eu acho que se for provada a culpa das atletas, a punição tem de ser exemplar, e elas seriam banidas do esporte – afirmou o dirigente.

A vítima, que começou a jogar basquete em cadeira de rodas há quatro anos, abandonou a equipe de Indaiatuba somente neste ano, e não prestou queixa por temor de represália. A jogadora iria até uma delegacia de São Paulo fazer a denúncia há três semanas, no entanto, na véspera sofreu um problema de saúde e, desde então, tem se recuperado. Ela passou a ser orientada por uma advogada criminalista para saber que tipo de posição tomar a partir de agora. Na próxima semana, deve passar por um exame psicológico a pedido da própria advogada e, se tudo correr satisfatoriamente, procurar as autoridades.

A diretoria do Gladiadoras/Gaadin anunciou que vai se pronunciar nesta quinta-feira sobre o caso.

Veja nota da Confederação Brasileira de Cadeira de Rodas:

Comunicado de afastamento temporário de atletas

A CBBC, através de sua Diretoria Executiva de Comissão Técnica da Seleção Brasileira Feminina de Basquetebol em Cadeira de Rodas, depois de recebermos denúncia envolvendo as atletas da seleção brasileira Lia Martins, Denise Eusébio e Geisa Vieira que foram convocadas para a 2ª etapa de treinamentos preparatórios para o mundial da Alemanha, em reunião decidimos pelo afastamento das atletas mencionadas, com o objetivo de resguardá-las e de garantir o direito de defesa, assegurando o tempo para esclarecimento e apuração dos fatos, dependendo do resultado poderão ou não voltar a defender nossa seleção.

Diante do exposto, vimos informá-los da nossa decisão e fazemos votos de que tudo se esclareça da melhor forma.

Valdir Soares de Moura
Presidente

FONTE: G1

No Japão, escada rolante vira elevador para cadeirante

A questão da acessibilidade tem se tornado cada vez mais importante para as administrações públicas. No Japão, por exemplo, uma escada rolante pode se transformar em um elevador para quem usa cadeira de rodas em apenas alguns segundos. O processo, como em muitos vídeos de japoneses na internet, é acompanhado com manifestações de surpresa. O vídeo foi gravado por coreanos, que pelo visto também gostaram do exemplo de acessibilidade.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

ESSA CADEIRA DE RODAS VAI MUDAR A VIDA DE TODOS OS CADEIRANTES! – VEJA O VÍDEO

Para quem tem o corpo perfeito, certas experiências são comuns e até mesmo simples, mas algumas delas podem se tornar muito complicadas para quem tem, por exemplo, algum tipo de dificuldade de locomoção e tem de viver em uma cadeira de rodas.

Mas, por mais que ter algum tipo de debilidade locomotora seja terrível, é sempre algo que pode ser contornado, basta que para isso o ser humano se dedique inteiramente, dedique sua inteligência e sua empatia, para criar alternativas a quem tem dificuldades desconhecidas pela maioria.

Uma coisa que poucas pessoas que usam cadeiras de roda já experimentaram na vida foi um bom mergulho no mar, ou apenas ficar boiando nas ondas. Mas um bom exemplo de que o ser humano pode sim mudar essa realidade é o fato de terem sido inventadas cadeiras de rodas flutuantes! Bom, elas não flutuam no ar, mas flutuam no oceano!

Pode parecer uma ideia simples, mas ela garante a autonomia e a alegria de pessoas em situação de necessidade. Elas foram projetadas de forma prática e não são nada além de cadeiras com cintas para prender o usuário, além de bóias que permitem a flutuação.

Por precaução, se recomenda que o uso dessas cadeiras flutuantes seja realizado com outra pessoa por perto, e o uso de um colete salva-vidas também é recomendado. Mas, apesar disso, a cadeira permite que a pessoa boie de toda forma, e muitas vezes, que boie pela primeira vez na sua vida inteira no azul do mar.

 

FONTE: Deficiente Ciente