Participante do ‘The Wall’ inspira ao falar sobre acidente que o deixou paraplégico Diego Coelho descreve como 'a melhor coisa que já aconteceu' com ele, pois foi ali que começou a história de amor com sua esposa, Suzy

Tem histórias que a gente conta no The Wall que valem mais do que qualquer valor que a parede dê para os nossos participantes. E foi assim neste sábado, 2/3, quando Luciano Huck começou a bater um papo com Diego Coelho, o desafiante que ficou no palco durante o jogo. Seu parceiro de crossfit Lucas foi para o isolamento.

Tudo começou quando Diego contou uma curiosidade para o nosso apresentador:

“Meu aniversário de cadeira de rodas é no mesmo dia do nosso aniversário de namoro”, disse referindo-se à esposa Suzy, que estava na plateia.

Huck então perguntou: “anos depois ou no mesmo dia?”.

“No mesmo dia”, respondeu Diego.

A história começa na China, quando Diego e Suzy se conheceram.

Depois de um tempo namorando à distância (ele morava em São Paulo e ela em Brasília), ela veio visitá-lo em 2011:

“Ela decidiu vir para São Paulo. Eu pedi a Suzy em namoro na madrugada do dia 29 para o dia 30/10. Ela aceitou namorar comigo. No dia seguinte, a gente foi para um almoço de aniversário da minha avó, eu fui fechado por um motoqueiro e bati a 40 km/h.”

Quando acordou no hospital, ainda com as pernas funcionando, Diego falou com a Suzy por telefone. Ela estava voltando para Brasília no dia seguinte pela manhã. E aí ele começou a passar mal.

“Entrei em coma com 600 ml de sangue no pulmão esquerdo e 200 ml no direito. Precisava fazer uma cirurgia e estava morrendo afogado com meu sangue. Eu precisava colocar uma prótese cardíaca com 10% de chance de sobreviver”, explicou Diego, com a voz embargada pela emoção.

Quando ele acordou é que ele teve a melhor surpresa da sua vida:

“Fiz a cirurgia, sobrevivi, fiquei 10 dias em coma. Acordei e a Suzy estava lá. O acidente é uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida porque eu conheci essa mulher maravilhosa. Ela salvou minha vida várias vezes.”

Luciano Huck ficou impressionado com a história do Diego:

“Quem está ganhando hoje sou eu, é quem está aqui, quem está nos assistindo… O amor supera qualquer dificuldade e vocês são a prova disso. Parabéns de coração. Você é um gigante.”

E o resultado do jogo?

A parede dá… Mas a parede também tira. As bolas verdes acabaram caindo em valores pequenos, as bolas vermelhas em valores grandes, e Diego e Lucas saíram zerados da disputa do The Wall.

No entanto, para divulgar a incrível história de superação do Diego, o Caldeirão contratou a primeira palestra do participante.

Se você quiser seguir o Diego em seu perfil de rede social para saber mais da vida dele, pode entrar no @coelhod.

FONTE: Gshow

Atleta cadeirante dá exemplo de superação por meio do esporte Crossfit, tênis, basquete são algumas das atividades praticadas pelo jovem de São Gonçalo do Pará

Na vida, diversos exemplos mostram como é possível seguir em frente e nunca desistir, apesar das adversidades. A história do atleta Pedro Henrique, de 26 anos e morador de São Gonçalo do Pará retrata um enredo de superação.

Pedro sofreu um acidente automobilístico há seis anos, uma lesão medular e passou por uma cirurgia de reconstrução da coluna e diversas reabilitações. Entretanto, recebeu a notícia de que não poderia mais andar novamente. Para recomeçar, as sessões de fisioterapia foram essenciais para lidar com o dia a dia de uma nova maneira.

Três anos após o ocorrido, Pedro Henrique recebeu a recomendação dos médicos para que o mesmo praticasse esportes e foi assim que a vida dele começou a mudar.

“Então eu conheci o basquete em cadeira de rodas, natação, pratiquei academia, pingue pongue e na hora que eu estava no hospital, com tudo negativo em minha cabeça, o esporte me deu muitas respostas que eu precisava naquele momento. Portanto, eu agarrei a oportunidade, me senti bem e disse “é com isso que quero viver para o resto da minha vida”, explicou Pedro ao PORTAL CENTRO-OESTE.

Mesmo após o fim da equipe de basquete de cadeiras de rodas em Divinópolis e com a falta de opções, o atleta não deixou de lado o esporte. Ele decidiu criar novas oportunidades para praticá-lo. Nisso, o jovem conheceu outras modalidades.

“Comecei o crossfit sem saber o que era e foi algo que gostei muito. Participei de competições, também comecei a praticar tênis de cadeira de rodas. Na época não tinha ninguém em Divinópolis que praticava esse esporte. Foi então que procurei um professor e ele me passou as técnicas e fui buscando. Se tivermos força de vontade e foco, a gente faz dar certo”, disse.

Palestras

Há três anos, Pedro Henrique ministra palestras em escolas e empresas, contando sobre a história de inspiração que possui. Tudo isso começou após um trabalho de faculdade de estudantes de jornalismo, que também relataram sobre ele. Desde então, a jornada do atleta se tornou inspiração para quem o acompanha.

“Isso me deu ainda mais motivação para poder continuar. Algumas pessoas que assistiram as palestras começaram a me seguir nas redes sociais e me mandam mensagens do tipo “você me ajudou demais”, “comecei a praticar esportes por sua causa” (…) Eu me sinto muito bem de fazer esse bem às pessoas e acredito que estamos aqui para ajudar uns aos outros. Se está dando certo, temos que continuar”, finalizou Pedro Henrique.

Perfil de Pedro Henrique no Instagram: @pedroleben

 

FONTE: Portal centro oeste 

Buenos Aires acessível: ótimo destino para pessoas com deficiência

Buenos Aires é uma das capitais mais acessíveis para pessoas com deficiência na América Latina. Destino disponibiliza guia turístico com localidades acessíveis, mapas táteis e guia de boas práticas para profissionais do turismo.

A cidade de Buenos Aires é uma das mais acessíveis quando o assunto são pessoas com deficiência. Teatros com recursos de acessibilidade, como audiodescrição para pessoas com deficiência visual, aro magnético para pessoas com deficiência auditiva, rampas por toda a cidade, banheiros adaptados e maquetes táteis são alguns dos recursos disponibilizados pela cidade. Essas características tornam o local um dos mais avançados nesse quesito na América Latina.

Um dos maiores compromissos assumidos pelo governo local foi o de tornar todas as esquinas 100% acessíveis para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida até o final de 2018. Para tanto, é necessária a criação de rampas de acesso que permitam uma maior locomoção desse público pela cidade. A iniciativa também beneficia idosos e os pais com carrinho de bebê.

Durante 2016, Buenos Aires construiu 7.838 novas rampas. Em 2017 e 2018, o objetivo é construir um total de 8.425. Nos cinco primeiros meses de 2018, já foram 1.745 lugares que se tornaram acessíveis. Hoje o município já tem 70% das esquinas com acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o governo reduziu o desnível entre as rampas e as estradas para conseguir uma melhor continuidade.

La Boca é o único bairro onde não é possível a instalação de novas rampas, devido à diferença na altura do caminho e da estrada. Todas essas iniciativas visam cumprir metas específicas da Agenda de Desenvolvimento Sustentável, de tornar cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, além de fornecer acesso universal a áreas verdes e espaços públicos seguros, inclusivos e acessíveis até 2030.

Muito além de espaços físicos acessíveis

O entendimento das autoridades de Buenos Aires sobre acessibilidade é amplo e não inclui só a criação de espaços físicos acessíveis. O objetivo é desenvolver e promover políticas públicas que contemplem o desenho universal, ou seja, com acessibilidade para todos os públicos, não somente para pessoas com deficiência. Isso significa desde incluir outros idiomas (inglês, português, língua de sinais argentina, entre outras) até contemplar o acesso das pessoas com deficiências aos diversos espaços da cidade.

Para concretizar esse objetivo, uma das ações desenvolvidas foi a criação de um guia turístico acessível disponível de forma pública para todos os interessados. A responsabilidade de redigir o documento foi da Comissão para a Plena Participação e Inclusão da Pessoa com Deficiência (Copidis) e da entidade de turismo de Buenos Aires.

O guia pode ser baixado no site do governo da cidade e inclui todas as informações de acessibilidade das atrações turísticas. Com ele você pode saber se há rampas, banheiros acessíveis, audiodescrição ou audioguia nos museus e teatros, visita guiada, entre outros recursos e facilidades.

Para ajudar na localização, a última versão do documento é dividida em nove circuitos. São eles: San Nicolás / Casco Histórico, San Telmo / La Boca, Recoleta / Retiro, Puerto Madero / Balvanera, Palermo / Belgrano, La Plata, Bahía Blanca e Mar del Plata. É um verdadeiro guia informacional para os turistas com deficiência.

Cada atração possui diferentes níveis de acessibilidade. O arquivo também pode ser acessado em formato de audiodescrição e língua de sinais argentina (LSA). O governo de Buenos Aires também desenvolveu um aplicativo para sinalizar locais acessíveis, chamado de BA Accesible.

Mapas táteis

Outro recurso disponibilizado pela cidade de Buenos Aires aos turistas com deficiência são os mapas táteis. Para ter acesso, é necessário se dirigir ao centro de atenção ao turista de Palermo e Recoleta e ao Museu da Casa Rosada. Essas maquetes em 3D orientam a pessoa com deficiência visual no espaço por meio do sistema braille, relevo de superfícies específicas e texturas.

Guia de boas práticas aos profissionais do setor de turismo

Para finalizar, o governo de Buenos Aires possui um guia de boas práticas para quem trabalha direta ou indiretamente com atividades relacionadas ao turismo. O objetivo é oferecer uma ferramenta para capacitar os profissionais no atendimento e inclusão de pessoas com deficiência, para que elas possam desfrutar de qualquer experiência turística.

O documento inclui informações sobre o que é um destino turístico acessível e quais são os tipos de deficiência, bem como a melhor forma de ajudar em cada uma delas. Também possui instruções legais e informações sobre quais recursos de acessibilidade são obrigatórios. Entre as orientações gerais dadas pelo guia estão:

  • Perguntar à pessoa se ela precisa de ajuda e, se sim, qual a melhor forma de fazer isso;
  • Dirigir-se sempre à pessoa com deficiência, não ao acompanhante;
  • Não superproteger;
  • Não usar palavras como “aqui” e “ali”. Em vez disso, usar “direita”, “esquerda”, “para frente”, “para trás”, “para cima” e “para baixo”.

Acessibilidade no voo

Se você deseja viajar para Buenos Aires e possui algum tipo de deficiência, saiba que existem algumas companhias que operam voos para este destino, como a Avianca. Todas as empresas são obrigadas a oferecer acessibilidade e todos os serviços em condição de igualdade com outros passageiros. Esse dever é assegurado pela Resolução 280/2013, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A norma trata dos passageiros que precisam de atendimento especial. São eles:

  • Pessoas com deficiência;
  • Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos;
  • Gestantes;
  • Lactantes;
  • Pessoas acompanhadas por criança de colo;
  • Pessoas com mobilidade reduzida que tenham limitação na sua autonomia como passageiro.
  • Pessoas com mobilidade reduzida.

 

FONTE: Embarque na viagem 

Empresa cria passeio a Machu Picchu com acesso para cadeirantes Viajantes interessados podem ir sozinhos - companhia garante transporte e acompanhamento no local. Preço inicial do roteiro é de US$ 900 (cerca de R$ 3,6 mil).

Machu Picchu fica localizado no topo de uma montanha – mais de 2 mil metros acima do nível do mar. O passeio é bastante procurado na America do Sul, mas é uma viagem de difícil acesso para cadeirantes. Uma empresa especializada criou alternativas e passou a oferecer um roteiro para pessoas com deficiência. O preço inicial é de US$ 990 (cerca de R$ 3,6 mil).

A agencia “Wheel the Word” precisou estudar o lugar e até lançou um documentário sobre a exploração. Um dos seus fundadores, Alvaro Silberstein, tem deficiência – e defendo o interesse em levar cadeirantes para todos os cantos do mundo. Além de Machu Picchu, a companhia também desenvolveu outros roteiros acessíveis, incluindo familiares e acompanhantes.

A VIAGEM 

No site da empresa, há descrição de como funciona a viagem até a cidade histórica do Peru. A visita é totalmente guiada, em inglês ou espanhol, com permissão para crianças com mais de 8 anos. Estão incluídos no preço o transporte adaptado entre os locais, equipamentos necessários para o acesso do visitante, e ajudantes. Por isso, o cadeirante que quiser viajar sozinho também pode ir apenas com a ajuda da agencia.

Existem duas opções de viagem para o pais. A primeira vai até Machu Picchu e dura um único dia. A segunda inclui Cusco, localizada a mais de 3 mil metros acima do mar, e a permanência é de três a seis dias.

DIFICULDADES 

Em entrevista à CNN, o outro fundador da empresa, Camilo Navarro, disse que ser “acessível não significa que é inclusivo”.

“Existem um bilhão de pessoas com deficiência no mundo. Mas não havia uma empresa de viagens dedicada a essas pessoas”, disse.

Segundo ele, a companhia teve vários problemas antes de conseguir implementar esses roteiros. Os viajantes usam uma cadeira de rodas especial, fornecida pela agencia, com um custo alto. Ela é mais leve, tem uma roda na frente e duas na parte de trás – como um carrinho de mão. Mas é necessário ter sempre um ajudante para conseguir se transportar entre os lugares.

“As vezes recebemos ligações de parques nacionais convidando a nossa empresa a explorar o lugar”, diz Navarro. Ele diz que não é simples na maior parte das vezes. Muitas vezes os locais não podem ser modificados com uma rampa, por exemplo. “Acessibilidade é questão de ser criativo”, completou à emissora americana.

FONTE: G1

Tetraplégico que ficou 9 anos sem estudar passa em engenharia no Ifes A escolha por engenharia se deu, principalmente, por já conhecer a área. Anteriormente, trabalhava como eletricista e fez curso técnico

Há dez anos, Rafael Vieira Alves, 27 anos, sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Após nove anos sem estudar, o jovem decidiu voltar à sala de aula. De cadeira motorizada, saía de Transcol, sozinho, a partir de Parque Gramado, Cariacica. Uma hora depois, chegava às aulas do Projeto Universidade Para Todos (Pupt), em Campo Grande. Em casa, resolvia questões — todas de cabeça, pois não consegue escrever. O resultado do esforço? Aprovação no curso de Engenharia Elétrica no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

 

Natural de Águia Branca, no Noroeste do Estado, há cerca de dois anos conheceu um amor que o incentivou a voltar aos estudos. Formado no Ensino Médio há quase dez anos, o futuro universitário diz ter começado a estudar do zero. “Na escola são muitos conteúdos e acabamos por esquecer”, explica. E a rotina requeria um esforço maior do que a maioria. “Não sei escrever, então calculo tudo de cabeça. Fica mais difícil, mas os professores do Pupt são excelentes”, elogia.

 

Além do curso, o acesso ao conteúdo vinha, principalmente, via internet. Na parte da manhã, Rafael focava em resolver questões. De acordo com ele, aplicativos e vídeoaulas o ajudaram bastante. Os estudos? Foram inteiramente pelo notebook. Já durante às tardes, o jovem se dedicava ao pré- vestibular. “Algumas aulas eu gravava. Outras, pedia para me mandarem fotos do caderno”, relembra.

 

A escolha por engenharia se deu, principalmente, por já conhecer a área. Anteriormente, trabalhava como eletricista e fez curso técnico. E a nota, de 630, o deixou com opções para escolher: civil, elétrica ou mecânica. “Sempre achei que conseguiria, mas a expectativa não era para acontecer esse ano. Mas conheci o Pupt e resolvi tentar. Estou muito empolgado para começar”, conta.

 

ACESSIBILIDADE

 

O acidente de moto, que aconteceu na terra natal, o deixou tetraplégico. “Lá, eu ficava mais em casa, poi era cidade pequena”, relata. A mudança para Cariacica ocorreu há 1 ano e três meses. E, há três anos de cadeira motorizada, o estudante, que mora sozinha, vai sozinho para todos os lados. “É tranquilo. Com ela, foi outra vida. Coloco o cinto e vou”, conta.

 

O estudante, que é cotista, teria nota para passar em outras universidades, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) “Optei pelo Ifes pela questão da acessibilidade. Os laboratórios de lá são muito bons”, explica. O jovem também conseguiu uma bolsa de 100% em uma faculdade particular em Vitória, Programa Nossa Bolsa.

 

O jovem conta que, há anos, um amigo estava em dúvida entre Direito e Engenharia Civil. “O aconselhei a fazer engenharia. Já está formado. Ele me falou: agora é sua vez”, conta, sorridente.

 

FONTE: Gazeta online