O BENEFÍCIO DA MUSCULAÇÃO NA VIDA DE UM CADEIRANTE

A atividade física é o tipo de coisa que só pode trazer benefícios e isso inclui quem tem alguma dificuldade de mobilidade. A musculação para cadeirantes, por exemplo, pode ser essencial para aumentar a qualidade de vida.

Embora ainda enfrente muitos obstáculos, a inclusão de cadeirantes na rotina de uma academia tem se popularizado. Isso acontece porque mesmo que existam limitações nos membros inferiores, é possível trabalhar outros grupos musculares que vão ajudar no dia a dia e também na autoestima. Para pessoas que tenham algum movimento nas pernas, os exercícios podem ajudar a fortalecer a musculatura e auxiliar no processo de reabilitação.

Como as lesões de cada cadeirante variam bastante, é essencial ter acompanhamento especializado ao iniciar um treino de musculação, com liberação de médicos e fisioterapeutas. Entenda como esse tipo de exercício pode ajudar:

Reabilitação: antes de voltar para a academia, o cadeirante precisa fazer fisioterapia o mais rápido possível. É essencial manter o máximo de massa muscular e evitar o acúmulo de gordura, embora seja mais difícil, já que é comum acabar engordando após o uso da cadeira.

Treino Adaptado: aqui é importante levar em consideração as diferentes possibilidades de quem perdeu o movimento das pernas. Há casos em que a sensibilidade é mantida, ou que há força em certas partes da perna. O responsável pelo treino deve adaptar as séries e repetições conforme estas variáveis.

Qualidade de Vida: no caso de paraplégicos, a força nos membros inferiores é essencial para aumentar a independência. Exercícios funcionais devem ser parte do treino, porém, aumentar a capacidade muscular é tão importante quanto, especialmente para as transferências entre cadeira e outros móveis.

Memória Muscular: dependendo da lesão, é possível que a musculação ajude a ativar a memória muscular, ajudando na recuperação de certos movimentos. Não se pode dizer que os exercícios fazem milagres, porém, contribuem bastante.

Autoestima: eis aqui um ponto muito importante. Após perder os movimentos das pernas, muita gente acaba sofrendo também com a dificuldade de lidar com a nova condição e imagem. Frequentar uma academia garante um senso de segurança muito maior.

Em geral, cadeirantes ainda não são muito vistos em academias. No entanto, a tendência é que isso mude cada vez mais, especialmente porque os avanços da ciência indicam que a perda de movimentos não precisa mais ser um destino definitivo. Manter uma rotina de exercícios garante mais qualidade de vida e saúde, além de ajudar a combater o preconceito.

Bailarinos superam deficiência e trazem alegria através da dança Por Suelen Bastos

A dança e a música tem potencial transformador na vida das pessoas. E é assim que cinco bailarinos deram um novo significado às dificuldades.

Carol Bahia; Dário Lekost; Cláudio Moreno; Sandra Santos e Renata Monnier adquiriram deficiência visual ao longo da vida. Mas aprenderam no coletivo Ver e Não Ver, a se conectarem de forma mais profunda por meio da arte.

A bailarina e idealizadora do coletivo, Leila Abraão, é especialista em recuperação motora através da dança, e ela explica que a inspiração para o projeto veio justamente por acreditar que as pessoas com deficiência visual podem desenvolver uma nova perspectiva através do toque, dos movimentos corporais e da sincronia em grupo.

O sucesso da iniciativa foi tão grande, que o espetáculo ‘Abraço’, criado por eles em junho do ano passado, foi selecionado para o festival social Tudanzas, em Barcelona, na Espanha, que começa no dia 27 de abril e vai até o dia 1º de maio.

Como os custos da viagem são muito altos, o coletivo Ver e Não Ver criou uma vaquinha online para cobrir parte do valor. Ate o momento, eles já receberam pouco mais de 4 mil reais, mas a meta é alcançar, pelo menos, R$ 9 mil reais.

Para acessar o link, clique aqui. benfeitoria.com/verenaover

http://bandnewsfmrio.band.uol.com.br

Pessoa com deficiência no transporte público: menos burocracia e mais inclusão Hoje, a pessoa com deficiência precisa ter cadastro em cada município onde deseje ou precise utilizar gratuitamente o transporte público; a intenção é tornar o registro estadual

O direito de locomoção é uma garantia constitucional de todos os cidadãos, em especial às pessoas com deficiência, cujo transporte público deve ser gratuito, em todos os municípios do Estado de São Paulo. Contudo, a burocracia envolvida nesse processo compromete a execução plena desse benefício.

Para alcançar esse direito e circular entre os municípios, a pessoa com deficiência deve providenciar cadastros nas diversas cidades, adquirindo a respectiva identificação, que deve ser apresentada no momento do embarque. Muitas pessoas, principalmente os migrantes pendulares – pessoas que moram em uma cidade e trabalham em outra, normalmente vizinha –, são prejudicadas por conta dessa burocracia.

Pensando nisso, requeremos à presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o desarquivamento do Projeto de Lei 874/2013, que cria “a anotação no documento de identidade civil específica às pessoas com deficiência”.

O projeto foi considerado inconstitucional e vetado, já que a competência legislativa para alterar a anotação no documento de identidade é federal. Em vista disso, vamos desarquivá-lo, para alterar e readequá-lo dentro da competência legislativa estadual.

Se, hoje, é preciso que o cidadão com deficiência tenha cadastro em cada município onde deseje ou precise utilizar gratuitamente o transporte público, com a aprovação desse projeto, o registro se tornará estadual, válido para qualquer cidade, facilitando a rotina dessa população.

Não é admissível que uma pessoa com deficiência, que tem seu direito de locomoção assegurado pela Constituição, assim como qualquer cidadão, seja impedido de utilizar o transporte público de forma gratuita porque não possui cadastro num determinado município. Se a lei é para todos os municípios, então, vamos unificar e criar um registro estadual, a fim de eliminar esse empecilho que só impede a execução absoluta desse direito. Menos burocracia, mais inclusão.

 

 

 

 

 

fonte; www.atribuna.com.br

Dia Mundial do Autismo, avanços na legislação e no tratamento do TEA Simone Giacometti

Nesta terça-feira (2), é comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo. A data foi criada  pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ampliar o conhecimento e reduzir o estigma em torno da condição. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, deficiências verbais e físicas e padrões restritos e repetitivos de comportamento que costuma se desenvolver na infância. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo estão  no espectro do autismo. No Brasil, estimam-se 2 milhões de casos de TEA, metade deles ainda não diagnosticados.

O autista requer atenção constante e por esse motivo foi criada a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno de Espectro Autista através da Lei Federal nº 12.764, estabelecendo que pessoas com diagnóstico comprovado tenham direito à todas as políticas de inclusão, inclusive na educação, que sempre foi uma batalha para as famílias com filhos autistas, pois a maioria tinha que pagar separado o acompanhamento especializado nas escolas.

A partir dessa regulamentação, todos os estabelecimentos públicos e privados, são obrigados a fornecer acompanhamento para alunos com TEA, quando houver necessidade comprovada e, no caso de escolas privadas, não podem cobrar mais por isso e nem criar obstáculos para a inclusão do autista.

O Ministério da Educação estabeleceu normas para que o estudante autista seja inscrito no ensino regular, garantindo o atendimento às necessidades educacionais específicas e o valor desse atendimento deve integrar a planilha de custos da instituição, não devendo haver o repasse de despesas decorrentes de educação especial aos responsáveis e também não permitindo a inclusão de qualquer cláusula no contrato que retire da escola as obrigações previstas em lei.

 

A necessidade de acompanhamento do aluno autista deve ser comprovada por um profissional, médico, psicopedagogo ou pedagogo, que deverá descrever os motivos e a necessidade do aluno ter um mediador nas tarefas diárias em sala de aula.   A escola que se negar a matricular um aluno autista está sujeita a punições, como pagamento de multa e até reclusão de dois a cinco anos para o responsável pela instituição.

A advogada Renata Farah, especializada em direito médico e saúde, é membro do Comitê Estadual do Paraná no Conselho Nacional de Justiça e dá assessoria jurídica para a Sociedade Paranaense de Pediatria. Ela ressalta que “Além dos direitos garantidos na área educacional, os autistas podem exigir igualdade e inclusão no mercado de trabalho e no atendimento médico”. Segundo ela, na esfera federal, “funcionários públicos que confirmem a paternidade de um filho autista, podem pedir redução de 50% de jornada sem necessidade de compensação ou redução de vencimentos”.

Renata Farah recomenda que outros aspectos jurídicos desconhecidos pela maioria das pessoas referentes à atual legislação sejam exigidos. Ela cita, por exemplo, o desconto para compra de um veículo. Condutores que transportam alguém com  Transtorno do Espectro Autista podem exigir isenção de IPI, ICMS e IPVA na compra de carro zero quilômetro. “Muitos pais buscam na justiça seus direitos, como forma de exercício da cidadania”, conta ela.

Medicamentos polêmicos 

Nos últimos anos, o uso terapêutico da cannabis vem atraindo atenção em todo o mundo. Países como Canadá, Reino Unido, Israel e, mais recentemente, Peru – que regulamentou o uso medicinal da planta em janeiro deste ano – já flexibilizaram suas leis para ampliar o acesso dos pacientes a medicamentos derivados da cannabis. Esse movimento global vai ao encontro não só de reivindicações da sociedade civil, mas também de pesquisas e estudos clínicos que visam identificar os benefícios da cannabis para o tratamento de diversas condições, como Parkinson, Alzheimer, epilepsia, dor crônica, distúrbios de ansiedade, câncer. O mais recente deles avaliou o uso de canabinoides para tratamento do TEA – Transtorno do Espectro Autista, e os resultados são animadores.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Ben Gurion e do Soroka Medical Center, ambos em Israel, e publicado na revista científica Nature em janeiro, acompanhou 188 pacientes com TEA menores de 18 anos tratados com canabinoides entre 2015 e 2017. Após seis meses de tratamento regular, 83% dos pacientes relataram avanços significativos ou moderados em aspectos comportamentais – melhora do humor, nos níveis de ansiedade, na concentração e na qualidade do sono –, além de maior facilidade para realizar tarefas cotidianas, como tomar banho e se vestir sozinhos. Também houve impacto direto na rotina dos pacientes: antes, apenas um terço (31.3%) afirmava ter uma boa qualidade de vida, índice que dobrou (66.8%) após seis meses de tratamento.

Segundo o Dr. Vinicius Barbosa, psiquiatra e pesquisador membro do Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos  da Unicamp, o TEA tem três características principais – déficit persistente e significativo na comunicação e interação social; padrão restrito e repetitivo de atividades e comportamento e alterações da percepção sensorial – independentemente de qual seja sua origem. Podem haver, também, condições associadas, como epilepsia, agressividade, hiperatividade, depressão e ansiedade. “Não há, até o momento, tratamento específico para os sintomas centrais do TEA, apenas medicamentos para alguns sintomas associados e que, infelizmente, podem levar a outros problemas por seus efeitos colaterais, sobretudo no uso prolongado – algo que vemos de forma muito reduzida no tratamento com canabinoides, que além dos impactos positivos, apresenta menos efeitos adversos”. Para o médico, ao optar pelo uso de canabinoides, o foco deixa de ser somente a consequência do problema e passa a ser um tratamento mais específico, com enfoque nas bases biológicas por trás da condição.

“Estudos recentes têm relacionado o autismo a um desequilíbrio do sistema imunológico – principalmente dos astrócitos, células de defesa localizadas no cérebro – levando a um processo neuroinflamatório crônico que afeta os neurônios. É justamente na comunicação entre os sistemas nervoso e imunológico que o sistema endocanabinoide atua, com moléculas e receptores que agem buscando o equilíbrio”, afirma o especialista. “Também há estudos que apontam para uma diminuição dos níveis de endocanabinoides nessa população, levando à desregulação do sistema. Assim, seria possível buscar um reequilíbrio do organismo com os canabinoides da planta. Talvez seja esse o motivo pelo qual o tratamento com o canabidiol (CBD) e outros canabinoides vêm apresentando resultados positivos”.

Para o médico, esses resultados são animadores e representam uma nova possibilidade para os pacientes e seus familiares – reforçando que a abordagem medicamentosa é parte do tratamento e que, por isso, o acompanhamento terapêutico multiprofissional e o tratamento de outras comorbidades clínicas são de extrema importância. “Esses estudos indicaram melhora em sintomas centrais do TEA, como a comunicação, que nunca havia sido observada em ensaios clínicos anteriores. Isso é muito animador.   Estamos aguardando os resultados das pesquisas em curso e outras serão necessárias para atingirmos o máximo potencial dessa terapêutica no autismo”, finaliza.

Legislação estadual

O TEA já esteve em discussão na Assembleia Legislativa do Paraná, durante a audiência pública “A legislação sobre o autismo e sua regulamentação no Estado do Paraná”, que reuniu representantes de vários setores, incluindo as mães de autistas.

A psicóloga Amanda Bueno faz parte do Centro de Diagnóstico e Intervenção do Neurodesenvolvimento, criado para oferecer serviços em Análise Aplicada do Comportamento, para pessoas com Distúrbios do Desenvolvimento seguindo os padrões internacionais de terapia. Segundo ela, o autismo já teve vários nomes.  “Atualmente a nomenclatura oficial usada é Transtorno do Espectro do Autista (TEA) e ganha esse nome, de “espectro”,  porque contempla todos os autistas,  abrange todos os vários níveis de comprometimento. Na classificação antiga era por grau: severo, moderado e leve.  Atualmente é como se fosse uma escala.  Então, quem é autista número 3, que precisa de muito apoio, pode reduzir os sintomas para nível 2.   Isso depende da terapia que é aplicada”, explica.

Ela orienta que os pais busquem ajuda profissional o mais rápido possível, pois quanto antes for iniciado o tratamento, melhor a qualidade de vida e as chances de inclusão. “Geralmente as famílias passam por uma romaria até conseguirem um diagnóstico fechado.  E isso influencia no desenvolvimento da criança. Um dos sintomas mais comuns é o atraso na fala.  É preciso buscar apoio com profissionais especializados, pois nem sempre o pediatra consegue identificar uma criança com TEA”, orienta Amanda.  “Na sequencia, geralmente os pais acabam indo consultar um fonoaudiólogo e o neuropsiquiatra é a última opção, quando deveria ser o inverso”.

Amanda fala sobre o uso de medicamentos. Segundo ela, é preciso estar consciente e ter muito cuidado, pois no Brasil há uma tendência de “medicar a ausência da terapia”.   “Não existe um medicamento específico para o autismo. O que existem, são medicamentos que podem controlar alguns sintomas do autismo. Ou seja, existem estudos,   mas você só vai saber se os efeitos são os mesmos para essa pessoa, após fazer o uso. Trabalhar isso com os pais é fundamental para que o tratamento possa ter mais efeitos”.

A terapia adequada com múltiplos profissionais, tem surtido bons efeitos e em vários casos, minimiza ou até mesmo garante a suspensão dos remédios.

No Paraná, está em vigor a Lei nº17.555, de 2013, que institui as diretrizes para a política estadual de proteção dos direitos da pessoa com TEA. Em 2018 a lei recebeu uma emenda, proposta pelo deputado Péricles de Mello, que estabeleceu  a obrigatoriedade de treinamento de profissionais na área da saúde para que possam atender melhor as famílias, em centros especializados.  Outra determinação, é  a inclusão da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Seti) como responsável pela criação de políticas de saúde pública voltadas aos autistas.

Também está em vigor a Lei nº 19/590/18 que cria o Programa Censo quadrienal de Pessoas com TEA e familiares. O projeto é do deputado Marcio Pacheco, com  coautoria dos deputados Maria Victória e Péricles de Mello, com a incorporação do projeto que instituía o cadastro e a carteirinha para os autistas.  O censo proposto na lei, deverá ser realizado a cada quatro anos, junto com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O pai que criou um aplicativo para se comunicar com a filha com paralisia cerebral Por Vicente Carvalho

Há alguns anoerebs, a realidade de Carlos Pereira era a seguinte: uma filha linda com paralisia cral por conta de um erro médico no parto; a impossibilidade de se comunicar com ela pois o único aplicativo desenvolvido para o caso só existia em inglês e os desenvolvedores não tinham interesse de entrar no mercado brasileiro; e pendurado na parede, o diploma dele de Analista de Sistemas. Diante das circunstâncias desfavoráveis, Carlos meteu a mão na massa de códigos e resolveu desenvolver por conta própria um novo aplicativo. Assim nasceu o Livox, hoje o mais competente e competitivo aplicativo do mercado mundial para possibilitar a comunicação de pessoas com doenças que interferem na fala.

Carlos começou sua aventura com a criação de um app bem simples, que instalou e testou em seu próprio celular, que ajudava a filha a responder apenas “Sim” e “Não” às suas perguntas. Aos pouquinhos, diante da melhoria na comunicação, a ferramenta foi aprimorada com a ajuda de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos. Hoje, o Livox é considerado o app de ponta na arte de conectar pessoas com dificuldade de fala e já está disponível em mais de 25 idiomas, além do português.

“Ainda lembro um dia que a Clara pediu para almoçar ‘Espaguete a Bolonhesa’”, lembra Carlos. “Você não acredita a cara de felicidade dela ao ver um prato de espaguete chegar para o almoço. Nunca vi a Clara comer tanto e com tanto gosto!”. O prazer de poder entender e servir o que a filha quer comer já é muito para Carlos e sua esposa Aline, mas imagine o impacto que o Livox pode ter quando chegar às 15 milhões de famílias brasileiras integradas por pessoas que não falam devido a problemas cognitivos ou motores. Tais dificuldades podem ser fruto de doenças como Autismo, Paralisia Cerebral e Esclerose Múltipla, e de  sequelas causadas por AVC e Traumatismo Crânio-Encefálico. Sim, o Livox pode e deve ir muito além.

A relativa repercussão no Brasil já rendeu o prêmio de melhor aplicativo de inclusão e empoderamento para pessoa com deficiência na etapa brasileira do WSA (World Summit Award), premiação apoiada pela ONU. No fim de outubro, acontece no Sri Lanka a premiação mundial do WSA, onde Carlos e equipe terão a chance de representar o país frente a 168 nações. Atualmente, ele está em busca de recursos não apenas para a viagem mas principalmente para que o governo brasileiro o ajude a levar o Livox até as famílias necessitadas. “Sem a participação do governo é impraticável conseguir levar a tecnologia a tantas pessoas, até devido às condições financeiras da maior parte da população”, enfatiza o criador do app. Nas mãos do Carlos, o pai da Clara, o mote punk do Do-It-Yourself ganhou sobrenome: Faça você mesmo e mude o mundo todo ao seu redor.

 

 

Fonte: razoesparaacreditar.com