Lei proíbe cobrança extra em salas de entretenimento Cinemas, teatros, eventos esportivos e outros eventos estão proibidos de cobrar mais de uma entrada por pessoa com deficiência

Você sabia? A Lei estadual 16.545, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, em outubro de 2017, proíbe a cobrança de mais de um ingresso por pessoa com deficiência, problemas de mobilidade, obesas ou pessoas que usem cadeira de rodas em função de sua condição física, mental ou de saúde.

A proibição vale para salas de cinema, cineclubes, espetáculos musicais e circenses e eventos educativos, esportivos, de lazer e de entretenimento, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos e privados, independente do número de assentos ou da área ocupada.

A fiscalização da lei está a cargo dos órgãos de defesa do consumidor e o estabelecimento que a descumprir fica sujeito a cobrança de multa estabelecida pela Lei Lei 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor.

Denúncias sobre violação do Código do Consumidor podem ser feitas pelo telefone 151 e por outros serviços de atendimento da Fundação Procon-SP (consulte o site do órgão).

Transplante de células-tronco dá esperança a pacientes com esclerodermia

Um transplante de células-tronco funciona melhor do que remédios para estender a vida de pessoas com esclerodermia, uma doença autoimune na qual a pele enrijece e os órgãos se quebram, disseram pesquisadores nesta quarta-feira.

As descobertas publicadas no New England Journal of Medicine apontam para uma nova forma de tratamento dessa enfermidade incurável que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas mulheres em idade fértil.

“A esclerodermia enrijece a pele e os tecidos conjuntivos, e em sua forma severa leva à falência dos órgãos, mais frequentemente dos pulmões”, assinalou o autor principal Keith Sullivan, professor de Medicina e Terapia Celuluar na Duke University.

“Nesses casos severos, terapias convencionais com remédios não são muito eficazes em um longo período e, por isso, novas abordagens são a prioridade”.

O estudo escolheu aleatoriamente 36 pacientes com esclerodermia nos Estados Unidos e no Canadá para fazer o transplante de células-tronco. Primeiro, foram submetidos a uma alta dose de quimioterapia e radiação em todo o corpo para eliminar completamente o seu sistema imunológico.

Em seguida, foram reinfundidos com as células-tronco com seu sangue que foram removidas e tratadas para eliminar os glóbulos brancos defeituosos.

Outros 39 pacientes foram escolhidos aleatoriamente para receber injeções intravenosas de ciclofosfamida por 12 meses, que é um tratamento imunossupressor convencional para esclerodermia severa.

Os pacientes submetidos ao transplante de células-tronco viram uma “melhoria significativa na sobrevivência”, informou o estudo, que durou 10 anos e foi realizado em 26 universidades de Estados Unidos e Canadá.

Os pacientes do grupo que recebeu as células-tronco eram mais propensos a ver melhorias em sua sobrevivência, na função dos órgãos, na qualidade de vida e no enrijecimento da pele.

“A sobrevivência global aos 72 meses foi de 86% após o transplante, contra 51% após o de ciclofosfamida”, segundo o relatório.

“Esses resultados mostram que os indivíduos com um prognóstico ruim de esclerodermia podem melhorar e viver mais, e esses avanços parecem duradouros”, disse Sullivan.

No final do estudo, apenas 9% do grupo do transplante voltou a tomar medicamentos contra a esclerodermia, em comparação com 44% no grupo de tratamento convencional.

No entanto, o tratamento com células-tronco apresentou maior risco de morte e efeitos colaterais mais graves em curto prazo, incluindo infecções e baixa contagem de glóbulos.

Após 54 meses, 3% dos que fizeram o transplante morreram. Ninguém no grupo do ciclofosfamida morreu pelo tratamento.

“Os pacientes e seus médicos devem pesar cuidadosamente os prós e contras do tratamento intensivo com transplante de células-tronco, mas isso pode, espero, definir um novo padrão nesta doença autoimune devastadora”, assinalou Sullivan.

FONTE: Istoe

Cruzeiro sem barreiras. Inédito grupo de pessoas com deficiência para cruzeiros.

Cruzeiro sem barreiras. Os cruzeiros da MSC são acessíveis, mas é preciso fazer o pedido de forma adequada e organizar toda a logística. É para ajudar nisso que a Turismo Adaptado está trabalhando na formação do primeiro grupo de pessoas com deficiência para uma viagem de cruzeiro já organizado no Brasil, um serviço inédito, mas feito por profissionais experientes. O navio foi inspecionado previamente, e possui condições de acessibilidade, mas alguns itens como a reserva das cabines, precisam ser feitas de maneira especial.

A formação do grupo será para o navio MSC Preziosa que tem capacidade para 4.363 hóspedes instalados em 1.751 cabines, incluindo cabine adaptadas para pessoas com deficiência. Com 333 metros de comprimento, têm suas 140 toneladas distribuídas por 18 decks (andares). São 10 os restaurantes do MSC Preziosa, com autêntico sabor do Mediterrâneo e opções de cozinha internacional. Cozinhas temáticas, refeições para crianças e serviço de quarto 24 horas oferecem uma experiência gastronômica inesquecível.

Ao todo são 20 bares e lounges onde você pode tomar um bom vinho, apreciar um café de qualidade, experimentar um coquetel exótico ou até mermo beber aquela cerveja com amigos. Um deles chama a atenção pela enorme escadaria encrostada de cristais Swarovski. Toda noite, um programação detalhada para o dia seguinte é entregue em sua cabine. Ela contém todas as informações sobre atividades e entretenimento a serem apresentados pela equipe de entretenimento. São inúmeras atividades diurnas e noturnas, cassinos, música ao vivo e teatros com shows ao estilo Broadway.
Para quem se importa com saúde, relaxamento e bem estar, o navio oferece um autêntico SPA Balinês com variadas massagens, saunas, academias de ginástica e até um salão de beleza. A seção Promoções diárias, entregue em sua cabine todos os dias, oferece um guia de compras a bordo, com destaque para as ofertas e promoções especiais disponíveis no dia seguinte.

Cruzeiro sem barreiras (roteiro)

5 dias, 4 noites

29/03/2018 (quinta-feira) – Santos. Partida 19:00

30/03/2018 (sexta-feira) feriado – Balneário Camboriú. Chegada 10:00/Partida 19:00

31/03/2018 (sábado) – Porto Belo. Chegada 09:00/Partida 18:00

01/04/2018 (domingo) feriado – Em alto mar

02/04/2018 (segunda-feira) – Santos. Chegada 07:00

Tudo isso pode ser pago em até 10 vezes no cartão, com taxas e seguro inclusos.

O que está incluído Acomodações Refeições (bebidas à parte) Atividades a bordo Kids Club Serviço de quarto 24h Academia Discotecas Espetáculos e Shows

Não está incluso Qualquer serviço não mencionado acima. O transporte de ida e volta para o porto de Santos é opcional. A Turismo Adaptado oferece veículos acessíveis. Outro ítem não opcional é a cadeira de banho. O banheiro da cabine possui uma banqueta basculante, porém o navio não possui cadeiras de banho.

Não perca tempo e faça sua reserva através do email ricardo@turismoadaptado.com.br pois muita gente além de você gostou também, e por isso as vagas podem se esgotar!

FONTE: Turismo Acessível 

Lei que obriga símbolo do autismo em placas preferenciais já está em vigor

Uma boa notícia para as famílias de crianças com TEA: o símbolo do autismo já foi incluído nas placas preferenciais de estabelecimentos como bancos, farmácias, mercados e restaurantes em algumas cidades brasileiras.

Esse atendimento prioritário, que já acontece para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo, deficientes e indivíduos com mobilidade reduzida, agora passa a valer também para as pessoas com autismo.

Infelizmente, a lei que obriga a inclusão do símbolo do autismo em placas preferenciais ainda não vale no país inteiro, pois precisa da sanção do prefeito de cada cidade para entrar em vigor.

Em São Paulo, por exemplo, esse direito ainda vai levar algum tempo para sair do papel, uma vez que o prefeito João Dória vetou o projeto de lei 315/2017, aprovado pela Câmara em meados de dezembro de 2017.

Símbolo do autismo: sinônimo de luta

Os autistas geralmente não são vistos como pessoas com necessidades especiais, porque o Transtorno do Espectro Autista não é algo físico, como é o caso de uma pessoa deficiente, por exemplo.

Por ser fruto de uma disfunção neurológica, possui outras características, levando muitas pessoas a confundirem uma crise do autista com uma birra de criança.

Eu já disse aqui em meu blog o quanto a divulgação a respeito do TEA evoluiu. Estudos nacionais e internacionais permitiram aos familiares e até mesmo especialistas lidarem melhor com o diagnóstico do autismo, encontrando maneiras lúdicas e assertivas de tornar o dia a dia dessas pessoas menos limitado.

Mas sabemos que ainda faltam muitas conquistas, como a aprovação dessa lei em nível nacional, a fim de garantir a inclusão do símbolo do autismo em placas preferenciais em mais cidades brasileiras.

Cidades que já incluíram o símbolo do autismo nas placas

Algumas cidades já abraçaram a causa do autista e adotaram leis que garantem atendimentos preferenciais para pessoas com esse diagnóstico.

Em Manaus, a Lei nº 2.296, de autoria do vereador Marcelo Serafim (PSB), foi sancionada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. Ela obriga estabelecimentos públicos e privados a inserirem nas placas de atendimento prioritário o símbolo do autismo. A publicação com a legislação no Diário Oficial da União aconteceu no dia 10 de janeiro de 2018.

Bem antes disso, em maio de 2017, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, já havia sancionado uma lei com essas mesmas obrigações. Pelas regras locais, os estabelecimentos privados em geral têm obrigação de dar atendimento prioritário às pessoas portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O descumprimento da lei acarreta em multas e sanções.

Em Palmas, no Tocantins, o prefeito Carlos Amastha sancionou a Lei Nº 2.350, de 17 de outubro de 2017, determinando a inclusão do símbolo de autismo nas placas de atendimento preferencial nos estabelecimentos públicos e privados da cidade.  O projeto de lei é de autoria do vereador Tiago Andrino e a iniciativa foi da Associação Anjo Azul, que atende crianças com diagnóstico de TEA.

O prefeito da cidade de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, Mário Marcus, sancionou a Lei nº 5.890, de autoria da vereadora Carla Sássi (PSB), em janeiro de 2018. Desse modo, tornou-se obrigatória a que obriga a inclusão do símbolo do autismo em placas indicativas de atendimento preferencial às pessoas portadoras de autismo.

Quais outras cidades você conhece que já possuem leis de atendimento preferencial para autistas? Você já viu alguma placa com o símbolo do autismo pela sua cidade? Compartilhe com a gente!

FONTE: Esporte e inclusão 

Cadeirante sofre fratura, mas chega a 5,3 mil metros de altitude no Monte Everest

Um australiano em cadeira de rodas atingiu o campo base do Monte Everest por seus próprios meios e se disse “honrado” por ser o primeiro paraplégico a realizar a escalada praticamente sem ajuda. Scott Doolan, de 28 anos, alcançou a face sul da montanha mais alta do mundo, pelo lado nepalês, a 5.364 metros de altitude — um lugar ao qual geralmente só é possível chegar a pé ou de helicóptero.

Ele precisou de dez dias para subir. Deslocou-se sobre um terreno rochoso e de grande altitude em sua cadeira de rodas, quando era possível, ou com as mãos. Em algumas ocasiões, foi levado por colegas que o acompanhavam. Durante a façanha, Doolan sofreu uma fratura do cóccix.

O australiano vive em uma cadeira de rodas desde os 17 anos, quando fraturou a coluna vertebral em um acidente de carro. Precisou de anos para voltar a fazer esporte e treinou durante oito meses para este desafio, por meio de exercícios cardiovasculares e musculares diários para reforçar a parte superior de seu corpo. Perto da meta, ele teve dificuldade de respirar por estar em deslocamento com as mãos.

“Lembro simplesmente de ter olhado para cima e ter visto umas vinte pessoas. Quando cheguei, todos começaram a me aplaudir”, explicou Doolan.

Para avançar com o peso do corpo sobre as mãos, usava cinco pares de luva. No sétimo dia, uma das pequenas rodas auxiliares colocadas diante da cadeira quebrou.

“Estava bastante abatido. Simplesmente me encontrei sozinho sobre uma rocha me perguntando o que ia fazer”, contou o australiano à agência France Presse, já em Katmandu, para onde foi levado após o feito e passou por avaliação médica.

A equipe amarrou uma corda na parte quebrada da cadeira para que ela não virasse. Com isso, porém, passar pelos caminhos estreitos tornou-se uma tarefa ainda mais difícil.

Apesar de todos os esforços na preparação, Doolan confessou q.ue foi 100% mais difícil do que havia imaginado.

“Não esperava que o terreno fosse tão difícil. Nunca o havia visto e nunca treinei sobre um terreno desse tipo”, explicou.

O australiano já projeta uma próxima aventura: quer nadar com as cores da Austrália nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020.