Chile inaugura trilha inclusiva para pessoas com deficiência física e visual Pessoas com deficiências visuais e físicas podem aproveitar a trilha inclusiva “Los Copihues”

O Chile, por meio da Corporación Nacional Forestal (Conaf), inaugurou a primeira parte de uma trilha inclusiva na região Cerro Ñielol, em Temuco, 100% natural. O trajeto vai permitir que pessoas com deficiência visual e física possam aproveitar mais a natureza.

A trilha foi batizada de chamada “Los Copihues”, em referência ao copihue (Lapageria rosea), a flor nacional do Chile. De acordo com o CONAF a trilha tem a proposta de servir como uma “terapia florestal”, onde os indivíduos podem tocar as cascas das árvores, as texturas das folhas, sentir o silêncio que a natureza proporciona, mas também o canto dos pássaros.

Nesta semana, participantes da Casa da Inclusão do Município de Freire percorreram os primeiros 200 metros da trilha inclusiva. A trilha está localizada ao lado do estacionamento do parque. O acesso é gratuito a pessoas com deficiência e seus acompanhantes

Segundo o diretor do CONAF Araucanía, Julio Figueroa, a ideia é replicar a iniciativa em outras regiões do país. “Por enquanto, temos cinco trilhas inclusivas, três neste Monumento Natural, outra no Parque Nacional de Huerquehue e a última no Parque Nacional de Tolhuaca.”

O Parque Nacional de Turismo Cerro Ñielol fica a 670 km ao sul da cidade de Santiago.

5 trilhas acessíveis para deficientes físicos em São Paulo Conheça as trilhas em São Paulo com caminhos projetados para receber cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e deficientes visuais

Cada vez mais espaços adaptados surgem e dão oportunidade de inclusão a pessoas portadoras de necessidades especiais. É o caso de alguns parques no Estado de São Paulo que mantém trilhas projetadas para receber cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e deficientes visuais.

Além da acessibilidade e de belas paisagens do entorno, algumas dessas trilhas ainda permitem um maior contato com a natureza por meio de experiências sensoriais.  Conheça quais são, onde estão e como visitar estas 5 trilhas adaptadas em São Paulo.

Trilha da Nascente

Em plena capital paulista, a Trilha das Nascentes fica localizada dentro do Jardim Botânico de São Paulo. A trilha de 360 metros é percorrida por uma plataforma de madeira fixa e plana, com três pontos para descanso.

O projeto foi realizado desta forma para não causar impacto na Mata Atlântica, presente por todo o trajeto, e para permitir o acesso de idosos, pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Ao final do percurso é possível conhecer a nascente do histórico riacho do Ipiranga em uma espécie de observatório.

O Jardim Botânico de São Paulo fica aberto de terça a domingo e feriados (incluindo feriados que caem na segunda-feira), das 9 às 17 horas. O ingresso custa 10 reais e há emissão de meia entrada para estudantes.

Trilha da Vida

A Trilha da Vida fica localizada no Parque Ecológico Guarapiranga, a aproximadamente 35 quilômetros do centro da capital.  Com uma extensão de 50 metros, ela tem algo diferentes das demais trilhas que você conhece: só pode ser percorrida de olhos vendados. A ideia é proporcionar uma experiência sensorial, na qual dos participantes poderão entender o meio ambiente pelos sentidos, como olfato, tato e audição.

O trajeto é adaptado e pode ser realizado por cadeirantes e pessoas com pouca mobilidade. É necessário realizar o agendamento para fazer a trilha pelo e-mail peguarapiranga@sp.gov.br ou telefone (11) 5517-6707, já que o trajeto é monitorado. A Trilha da Vida pode ser percorrida de terça a domingo, das 9h às 14h.

Trilha Sensorial

A Trilha Sensorial fica localizada dentro do Parque Ecológico Imigrantes, inaugurado no final de 2018 em São Bernardo do Campo. O trajeto da trilha é realizado em meio às árvores por meio de uma plataforma suspensa de madeira sustentável, onde se alcança um lago de águas cristalinas ao final do percurso. O Parque Ecológico Imigrantes oferece plataformas, rampas de acesso, bondinho em plano inclinado, corrimãos e recursos eletrônicos de áudio para facilitar o acesso a cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com necessidades especiais. Para o visitante com deficiência visual há placas com informações que possibilitam a leitura em braile.

As visitas ao Parque Ecológico Imigrantes são gratuitas, mas devem ser agendadas previamente pelo site.

Trilha Circuito das Árvores

A Trilha Circuito das Árvores está localizada no Parque Villa-Lobos, em plena capital paulista. O trajeto acessível de 120 metros de extensão é percorrido por uma passarela de madeira que chega a atingir 3,5 metros de altura. Durante o percurso é possível observar a copa das árvores e algumas espécies de pássaros.

O parque Villa-Lobos também conta com rampas, banheiros acessíveis e mapas táteis pensando na inclusão dos visitantes que são cadeirantes ou possuem mobilidade reduzida. O Parque-Villa Lobos funciona de segunda a segunda, das 5h30 às 19h e o acesso é gratuito.

Trilha do Silêncio

A Trilha do Silêncio fica no Parque Estadual do Jaraguá, também na capital paulista. O trajeto de 700 metros de extensão conta com corrimão e guia de madeira em meio à mata para orientação de deficientes visuais, além de placas com informações em braile. Com agendamento e monitoria, é possível realizar o “exercício do silêncio”, atividade de sensibilização em que o visitante pode sentir os sons e os cheiros da mata. Ao final da trilha, o visitante se depara com uma centenária figueira-branca.

Para o agendamento, basta entrar em contato pelo e-mail pe.jaragua@fflorestal.sp.gov.br ou telefones (11) 3941-2162 / 3945-4532. A trilha monitorada pode ser realizada todos os dias, das 7h às 16h, e o acesso é gratuito.

Design: Toyota anuncia finalistas de desafio que reinventa a cadeira de rodas Projetos foram apresentados durante a feira de tecnologia CES, em Las Vegas, e tratam do compartilhamento de cadeiras a um exoesqueleto híbrido sobre rodas

A Fundação Toyota de Mobilidade anunciou, durante a feira de tecnologia CES, em Las Vegas, os cincos finalistas de um desafio de 1 milhão de dólares (R$ 4 milhões) dedicado à reinvenção da cadeira de rodas. Entre os escolhidos estão projetos como um esquema de compartilhamento de cadeira de rodas e um exoesqueleto híbrido sobre rodas.

Os finalistas são dos Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Japão, e estudam seus modelos há três anos. As equipes terão mentores e um subsídio de 500 mil dólares (R$ 1,845 milhão) para a finalização dos protótipos, que serão apresentados em uma cerimonia em Tóquio, Japão, em 2020.

OS PROJETOS

Desenvolvido pela italiana Italdesign, o Moby é um dispositivo elétrico com rodas que exige pouco esforço do usuário para o deslocamento e que está conectado a uma plataforma que permite seu compartilhamento com outras pessoas, com a reserva sendo feita via aplicativo. Ou seja, depois de reservar o dispositivo, o usuário iria até um hub mais próximo, embarcaria no Moby com a cadeira de rodas.

“Moby é uma ideia em que estamos trabalhando há algum tempo, criando uma equipe de projeto muito unida com usuários de cadeiras de rodas. O principal pedido deles era tornar suas viagens diárias mais fáceis e menos exigentes fisicamente. Estamos ansiosos para transformar esse conceito em realidade e trabalhar com os usuários para melhorá-lo com o tempo”, diz Serena De Mori, gerente de projetos da Moby, em nota publicada no site.

A equipe da University of Tsukuba, por sua vez, projetou a Qolo (abreviação para quality of life with locomotion), uma cadeira inteligente que dá a opção de sentar e levantar, de acordo com a necessidade e capacidade da pessoa. “O mundo é desenvolvido para pessoas que podem se levantar. Nosso desafio tecnológico é contribuir para uma nova concepção de mundo”, diz um dos integrantes da Qolo.

Outro projeto, o Phoenix Ai Ultralight Wheelchair, do Phoenix Instinct, do Reino Unido, pretende lançar um veículo estável e com um sistema que resiste ao impacto das ruas. Para isso, a cadeira se ajustaria ao centro de gravidade para se adequar ao que o usuário está fazendo, o que torna o veículo fácil de empurrar e girar e elimina vibrações que gerem dor à pessoa.

A americana Evolution Devices apresentou o The Evolwalk, um dispositivo com sensores ligados à perna do usuário que estimulam os músculos certos para caminhada. Já a Ihmc & Myolyn, também dos Estados Unidos, desenvolveu o Quix, um exoesqueleto móvel que permite mobilidade vertical.

O concurso ofereceu aos participantes uma quantia inicial de 50 mil dólares (R$ 184,5 mil) para que desenvolvessem seus conceitos. Oitenta inscrições, de 28 países, foram recebidas. O projeto vencedor será premiado com 1 milhão de dólares (R$ 3,690 milhão).

 

FONTE: Gazeta do povo

Aplicativo brasileiro que traduz português para Libras ganha prêmio do Google

O aplicativo brasileiro Hand Talk ganhou o prêmio do Desafio Google de Impacto em IA, que tem como objetivo premiar iniciativas tecnológicas de impacto social do mundo todo. Ao utilizar inteligência artificial para traduzir textos e vídeos na internet em Português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), o programa foi um dos 20 vencedores do Desafio.

A plataforma foi criada em 2012 por Ronaldo Tenório, um jovem empreendedor digital de 33 anos. O aplicativo ajuda na comunicação de surdos e de pessoas com deficiência auditiva. As informações são do site Só Notícia Boa e da revista Galileu.

A startup foi escolhida entre 2.602 inscrições de 119 países. Com o prêmio, o aplicativo ganhou R$5 milhões, uma consultoria do Google e a entrada em uma aceleradora de empresas.

Disponível em Android e iOS, a versão mobile já conta com mais de dois milhões de downloads e o aplicativo possui um módulo de extensão para sites, nos quais textos e áudios são traduzidos por um personagem 3D chamado Hugo.

 

FONTE: O povo

Historia de vida Gilvan

Meu nome é Gilvan, tenho 29 anos e sou cadeirante há 9 anos devido acidente de trânsito. Eu estava de moto e fui atravessar a BR e tinha um ônibus na minha frente que entrou na BR com o sinal amarelo e eu não consegui ver que o sinal estava vermelho para mim, então acabei atravessando com o sinal fechado e um caminhão me atropelou.

Fui encaminhado para hospital metropolitano em belém-pa, fiquei 6 dias internado e tive alta, mas em casa sentia dores no pescoço e o médico descobriu que eu estava com uma luxação na cervical, e quase fiquei tetraplégico em casa devido esse erro deles. Então voltei para hospital e lá foi feita cirurgia e permaneci lá por mais 2 meses até que voltei para casa.

No início foi bem difícil, não tinha ideia de como seria, dependia de outras pessoas para tudo, emagreci bastante, tive que trancar minha faculdade de Ed Física, minha vida virou do avesso. Com tudo isso passava alguns dias bem e outros mal por motivo de tristeza, sem expectativas, totalmente perdido. Fazia fisioterapia, também enfrentei dificuldades para sarar aquelas úlceras de pressão e também passei por algumas cirurgias. E nos primeiros 3 anos foi desse jeito.

Foi quando fiz uma consulta com um outro medico neurologista e ele descobriu que eu tinha uma fratura e luxação na coluna torácica(T9), e que eu precisava operar, mais um erro q tive de enfrentar, pois o medico disse que eu poderia estar andando hoje se tivessem visto isso logo no inicio, fiquei chateado ao ouvir isso, mas deixei de lado e apos alguns meses operei.

Depois disso consegui ir para o hospital Sarah kubischek em São luis-ma, fiz exames, lá aprendi muitas coisas, e também me ajudaram a aperfeiçoar outras que eu já fazia, fui 3 vezes no Sarah, uma vez ao ano. E nesse tempo eu já estava totalmente independente, em casa fazia tudo sozinho, e é esse o ponto que eu acredito que me fez ir mudando e abrindo minha cabeça para coisas novas, pois o que mais me deixava triste e incomodado era depender dos outros. Mas ainda tinha dificuldade para sair, não por vergonha, mas porque a cidade não é adaptada, eu não tenho carro, e não queria incomodar ninguém apesar de minha família me ajudar sempre. E com isso já se passava 6 anos desde o acidente.

Foi quando um casal de primos meus me convidaram para treinar, antes do acidente eu já treinava e gostava, decidi enfrentar minhas desculpas e aceitei, e com o treinamento adquiri força, resistência, o que me ajudou a fazer mais coisas sozinho como sair na rua sem ter que pedir ajuda, também melhorei meu corpo e com isso minha auto estima, e além de treinar também voltei a dançar, experimentei o crossfit, conheci e fiz novas amizades, e nesse ambiente de academia acabei retomando o gosto pelos treinos e decidi voltar a estudar. Infelizmente não pude voltar para a faculdade que fazia, pois já havia sido jubilado, mas vou começar novamente e o mesmo curso, que é Ed Física.

Então, voltar a treinar foi o ponto exato de incentivo para mim, sem nem eu mesmo perceber me vi fazendo coisas e desejando coisas que não imaginava que fosse fazer novamente.

Hoje já treino há 3 anos e tem me feito muito bem tanto fisicamente como psicologicamente.

Com isso se passaram 9 anos, e possa ser que eu tenha demorado a enfrentar toda essas mudanças

, mas nunca é tarde e talvez isso ajude outros a enfrentarem mais cedo as suas, e que cada um encontre o ponto certo que motive a seguir em frente.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.