Como eu descobri que eu estava com embolia pulmonar

Vamos lá….

Para quem não sabe o que é uma embolia pulmonar:

Embolia pulmonar, também conhecida como tromboembolismo pulmonar (TEP), é o bloqueio da artéria pulmonar ou de um de seus ramos. Geralmente, ocorre quando um trombo venoso (sangue coagulado de uma veia) se desloca de seu local de formação e viaja, ou emboliza, para o fornecimento sanguíneo arterial de um dos pulmões. Os sintomas podem incluir falta de ar, dor torácica na inspiração e tosse com sangue. Sintomas de trombose venosa profunda em membro inferior também podem estar presentes, como hiperemia, calor, inchaço e dor. Os sinais clínicos incluem baixa saturação de oxigênio sanguíneo, respiração acelerada e taquicardia. Casos graves de embolia pulmonar não tratada podem levar a perda de consciência, instabilidade circulatória e morte súbita.

Tudo começou quando eu fiz uma viajem para Goiânia, na ida eu senti muita falta de ar dentro do avião, não conseguia respirar direito, algumas vezes durante a viajem eu senti um pouco de falta de ar, mas eu achei que era por causa do calor que estava fazendo na cidade, no dia que eu voltei para casa a viajem foi tranquila não senti absolutamente nada, algumas semanas depois eu internei com uma infecção, mas depois de alguns dias sai do hospital e voltei para casa, ate então tudo bem.

Mas continuei nessa luta, interna e volta para casa, e assim foi durante quase um mês, depois disso eu comecei a inchar, fiquei muito inchado mesmo, foi nesse dia que internei de novo para fazer alguns exames e nesse meio tempo a falta de ar só foi aumentando, tinha noites que eu mesmo no BPAP eu sentia muita falta de ar, mas ninguém sabia o que eu tinha, alguns diziam que eu estava viciado no BPAP, mas eu tinha certeza que tinha alguma coisa de errado acontecendo comigo.

Nem banho eu conseguia tomar direito pois muita falta de ar. Foi nesse meio tempo que descobriram que eu estava com hipertensão pulmonar que é outra doença, tive que tomar medicamento para diminuir a hipertensão.

Depois disso tudo, um dia minha medica queria me dar alta do hospital, mas eu não quis pois eu ainda não estava me sentindo bem, foi nesse dia que a fisioterapeuta veio ate o meu quarto me auscultou e saiu correndo, ela descobriu que eu estava tendo uma embolia pulmonar.

Nesse momento eu apaguei, foi como se eu sentisse que toda a minha vida estivesse saindo do meu corpo, era como se eu tivesse morrendo mesmo, minha mãe ficou desesperada.

Foi uma correria, me transferiram para o CTI, eu fui apagando devagar é depois de um momento foi como se eu tivesse dormindo, não me lembro de nada.

O medico prescreveu um medicamento que ao mesmo tempo que poderia me salvar ele poderia causar uma hemorragia e eu morrer, o remédio ficou passando por horas é eu fui melhorando bem devagar, depois de horas apagado era quase meia noite eu acordei e perguntei onde eu estava.

Eu passei o natal dentro do CTI, só sai do hospital um dia antes do ano novo, eu tomei um remédio para ralear do sangue durante um bom tempo.

Depois eu fiquei pensando, que se eu estivesse em casa naquele dia eu teria morrido, não daria tempo de chegar ao hospital, foi muito rápido que aconteceu, ate hoje eu não lembro direito de todos os detalhes.

 

Historia Lais Souza

Eu sempre gostei da Lais, mas depois que eu conheci a historia dela após o acidente gostei ainda mais, assistindo uma entrevista dela que me veio a inspiração para criar o blog, agora eu tive a honra de receber por ela mesmo a sua historia!!!!!

“Os Jogos Olímpicos são inspiradores. Essa é a maior definição que vem a minha cabeça quando penso nesse tema. É uma atmosfera única, que estamos tendo a oportunidade de viver em nosso país. Para mim, mesmo estando fora das competições, tem sido um momento muito especial, pois me faz relembrar toda a minha trajetória no esporte.

Participei dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e Pequim 2008 como ginasta. Às vésperas da edição de 2012, já na aclimatação em Londres, sofri uma fratura na mão, o que me impediu de participar pela terceira vez do maior evento esportivo do Planeta. Ir a uma Olimpíada é o objetivo de todo atleta e me sinto privilegiada por ter participado de duas edições.

Mais uma prova do quanto os Jogos Olímpicos nos inspiram é que mesmo após deixar a ginástica, a vontade de estar em uma competição dessa grandeza não saiu de mim. Sou uma pessoa que sempre gostou de desafios.

Em 2013, com 25 anos, eu quis buscar uma nova meta. Já tinha reinventado a minha carreira e conquistado uma vaga para representar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno, em Sochi, na Rússia. Estava me sentindo muito animada.

Mas, como já sabem, em um treinamento no dia 27 de janeiro de 2014 aconteceu o acidente. Foi então que tudo mudou. Foram seis meses de hospital, entre crises de choro e de revolta. Me perguntava por que Deus não tinha me deixado o movimento de pelo menos um dedinho. Me perguntava o por que de tudo isso. Aí, vi que estava perdendo tempo e resolvi me focar nas minis vitórias.

A primeira foi respirar sem aparelhos. Como o impacto na medula tinha feito meu diafragma parar de funcionar, tive que fortalecê-lo. Por isso, eu cantava Ana Carolina o dia inteiro no hospital.

E a vida seguiu…

Todos os dias eu me alongo e me preparo antes de encarar horas de fisioterapia. Hoje a minha rotina é ainda mais difícil do que a de um atleta. Mas foi o meu tempo como atleta que me fez ter a disciplina e foco nos meus novos objetivos. Hoje, estou retomando minha vida profissional e percebi que entre todas as coisas que posso fazer, estar presente nos Jogos do Rio é uma delas.

Percebi melhor que participar dos Jogos Olímpicos é emocionante não só para os atletas, mas para todos que tem ligação com qualquer área.

Há algum tempo, recebi um dos maiores convites da minha vida. Vou ser uma das condutoras da tocha olímpica. Quanta honra! Será uma emoção muito grande. A oportunidade de fazer parte desse evento e ver o nosso País receber uma Olimpíada é um momento histórico. Espero que eu possa inspirar muitas gerações para a prática do esporte e para a vida toda em vários sentidos, como sempre me inspirou.

Hoje eu vejo o mundo de uma forma diferente de quando andava.” O mundo de Lais Souza está bem diferente há exatamente dois anos. Ex-ginasta olímpica e ex-esquiadora, ela não se pergunta mais: “por que comigo?” Não tenta achar respostas para o que chama de destino. Até se sente confortável para recordar o acidente em uma pista de esqui que a deixou tetraplégica, mas prefere olhar para frente, prefere vislumbrar um milagre da medicina que a permita mexer os braços e as pernas. Lais sonha andar novamente, só que sua nova vida, seu “mundo de rodas”, não é feito apenas de fé, mas também da força de vontade de quem se arrisca – e sem pensar duas vezes – em um tratamento experimental com células-tronco, de quem encara a fisioterapia com a mesma garra de um treino, de quem valoriza a mais sutil evolução. Uma vida de resiliência e superação diária.”

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Historia Ulisses Freitas Paraciclista

A poucos dias eu estava cutucando o instagram e me deparei com o perfil do Ulisses Freitas, na mesma hora comecei a segui-lo foi ai que eu entrei em contato com ele e o mesmo me mandou a sua historia!!!!

Meu nome é. Ulisses Freitas

Paraciclista

Há exatos 8 Anos e 5 meses vindo da cidade de Paulo Afonso/BA do 20°BPM, no dia 22 de agosto de 2008, eu e meu Irmão Arquimedes voltávamos para nossas casas, como de costume, vinha pilotando uma moto e ao aproximarmos do entroncamento da cidade de Adustina/BA, me deparei com um veiculo vindo em nossa direção e muito rápido, tentei ir para o acostamento, mas o meliante de tão bêbado também foi em minha direção, e nos pegou de cheio, nos arremessando 40 metros, meu Irmão ficou inconsciente em côma, eu todo quebrado mas lúcido, tive que ouvir o deboche desse bêbado (assassino), ele ao descer do veiculo, gritou duas vezes com os braços abertos, sem noção nenhuma do que tinha acontecido: “Porra meu irmão você amassou meu carro” Porra veio você amassou meu carro”. Passei 9 meses dentro de um hospital e passando por 10 cirurgias e ficando em uma cadeira de rodas, mas, o pior estava por vim seis dias depois, meu Irmão veio a falecer, é uma ferida que nunca cicatriza. Lamentável é nossa justiça, que o condenou, mas o deixou cumprir a pena em liberdade, pois ninguém no Brasil fica preso pegando menos de 5 anos, e assim destruindo três famílias, não foi suficiente para condena-lo por homicídio.

Com tudo isso e o desprezo da Polícia Militar, sem nos dá assistência nenhuma, onde eu e meu Irmão estávamos em Serviço, minha vida estava acabada, só me restava esperar o fim, sem expectativa nenhuma de viver, a depressão veio rápido, junto com muita revolta.

Com a Depressão, não aceitava a cadeira de Rodas, trocava o dia pela noite, acordava as 11h a meio dia, logo eu que em toda minha vida acordava cedo para jogar futebol ou correr, mas em outubro de 2010 ao acordar justamente às 11h, escutando a voz do meu filho e esposa pela casa, me fiz a pergunta: é isso que quero da minha vida?

Que exemplo darei a meu filho!

Foi aí que pesquisei na internet e achei o Time em cadeira de rodas de basquete de Sergipe e conheci o Esporte novamente, tive a oportunidade de reinventar meus SONHOS, de viver, sair do estágio de coitadinho de doentinho e com o ESPORTE a forma de mostrar ao mundo do que era capaz, dando orgulho a minha família e a todos ao meu redor.

Como sempre fui um Esportista, antes mesmo da Cadeira de Rodas era professor de Capoeira, praticava musculação e jogava futebol, a ideia de ingressar no Esporte veio com bons olhos, depois de ficar paraplégico foi a oportunidade de reinventar meus Sonhos conseguindo vencer a Depressão e um leque de modalidades foi aberto, como luta de braço, Triatlhon, corridas de Rua e handebol em cadeira de rodas, mas me apaixonei pelo Ciclismo em Janeiro de 2012 comecei, em junho de 2014 me profissionalizei e de lá para cá vivo no paraciclismo 24h, Campeão Brasileiro em 2014, 2015 e 2016 em maio de 2015 recebi minha primeira convocação para Seleção Brasileira de Paraciclismo, representando o Brasil na Copa do Mundo na Suíça, foi incrível, sair daqui do interior de Paripiranga, representar Sergipe que foi quem me acolheu, pois a Federação de Ciclismo da Bahia nem respondeu meus e-mails, enfim hoje representando todo Brasil é uma Alegria indescritível.

Então é com o esporte que consigo falar com o Mundo.

Treinando em média 5h por dia de segunda a sábado.

Abdiquei de muitas coisas, como minha vida social, dormir cedo, acordar as 4h para treinar, alimentação controlada,

Agradeço cada dia vívido e tudo virá em sua hora.

Carrego uma frase, e tento mostrar no meu dia-a-dia o significado dela…

“O que fazemos na vida, ecoa na eternidade”

Gladiador

             

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Melhoras que eu tive na minha vida desde que comecei a fazer Terapia Ocupacional

Há aproximadamente um ano, eu comecei a fazer Terapia Ocupacional com um excelente profissional chamado Brunno Ferreira Gomes.

Quando começamos a nossa jornada em busca da minha melhora sabíamos que seria um caminho longo a se percorrer pois o meu pescoço era muito atrofiado, praticamente grudado no ombro devido a minha escoliose.

Após dois meses de atendimento apresentei uma pequena melhora no pescoço, ele desgrudou mais ou menos uns quatro centímetros do meu ombro.

Para mim era muito frustrante ter o pescoço torto, pois coisas simples como vestir uma camiseta nem sempre era possível, muitas vezes não servia direito e a roupa precisava ser ajustada.

Após seis meses de atendimento ganhamos ainda mais alguns centímetros de distância do ombro.

Com um ano de atendimento meu pescoço está praticamente voltando para o lugar, e o foco é mantê-lo no lugar com os alongamentos.

FOTO ANTES DA TO

 

FOTO COMEÇO TO

 

PESCOÇO COMO ERA ANTES
DEPOIS DE 1 ANO DE TO

Meu objetivo é que até a minha formatura que será no final do ano de 2019, o meu pescoço estará retinho para eu poder vestir a minha tão sonhada beca!!!

Um cadeirante na disney!!!

Hoje eu vou contar como foi para mim, sendo cadeirante conhecer a Disney. Primeiramente, eu pesquisei em vários sites sobre cadeirantes nos parques da Disney e não achei nenhuma informação, então decidimos ir com a cara e a coragem e a minha vizinha que também é medica foi comigo e minha mãe. Chegando ao aeroporto do Rio de Janeiro deu tudo certo para irmos pegar o outro avião que era em São Paulo, chegando no aeroporto internacional de São Paulo deu uma confusão danada, mas já tem um post no blog sobre isso. Conseguimos embarcar a rumo à Orlando, chegando ao aeroporto de Orlando: que lugar maravilhoso, pensei ! Nem acredito que estou aqui.
Fomos para o hotel que iríamos ficar, o hotel totalmente acessível para cadeirantes, no outro dia fomos ao primeiro parque, consegui entrar na maioria dos brinquedos, todos eram acessíveis para a cadeira de rodas, na verdade eu não saia da cadeira para nada, em todo lugar eles davam um jeito da minha cadeira de rodas entrar. Eu acho até se eu quisesse andar nas montanhas russas eles colocam a minha cadeira de rodas dentro dela.
Enfim, deu tudo certo na viajem, nos parques da Universal também foi tudo muito acessível para mim como cadeirante, até no trem do Harry Potter eu andei! Tinha um vagão só para os cadeirantes.
Os funcionários todos muitos educados e sempre prontos para ajudar as pessoas com necessidades especiais.

Eu voltei para o Brasil com outra visão de acessibilidade. Pena que o nosso pais não seja como os Estados Unidos em termo de acessibilidade.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.