A alimentação de uma pessoa com deficiência necessita de uma atenção especial!

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Seu corpo é reflexo de sua alimentação.

Como você gostaria de se ver?

Com certeza a nutrição é um dos fatores para ter uma vida longa e com saúde.

Cada pessoa tem um gasto energético próprio e, por isso, ter a palavra de um especialista que elabore um plano de acordo com o peso, estatura, idade, sexo e também a atividade física (tempo, tipo, intensidade), poderá garantir grandes e efetivos resultados.

 Pacientes lesados medulares podem apresentar distúrbios metabólicos, como resistência à insulina, dislipidemias e hipertensão. Estes distúrbios podem ser resultados uma diminuição na atividade física, com perda progressiva de massa muscular e aumento do tecido adiposo, que aumenta o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A alimentação de pessoas com deficiência necessita de uma atenção especial!

A elaboração de um plano alimentar para um indivíduo com deficiência deve ter os mesmos cuidados que para um indivíduo não deficiente, ou seja, compreender as suas características individuais, qual tipo da deficiência que apresenta, enfim, traçar o perfil clínico da melhor forma possível.

Uma alimentação balanceada pode diminuir o stress, melhorar o humor e facilitar o controle do peso. A nutrição em níveis corretos pode aprimorar os rendimentos físicos, potencializar o desenvolvimento em todas as fases da vida e conservar a saúde.

  O importante é lembrar de que uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do corpo. O acompanhamento de um profissional auxilia muito no desenvolvimento da educação alimentar de cada pessoa.

 Nenhum alimento sozinho possui todos os nutrientes necessários para a manutenção da boa saúde, por isso é sempre bom o auxílio de um nutricionista, que poderá oferecer uma dieta individualizada, rica e variada.

O nutricionista te ajudará em:

Auxiliar no equilíbrio das necessidades energéticas:

Oferecer os nutrientes básicos e importantes para realização da atividade fisica;

Atuar com recursos que possibilitem uma recuperação mais rápida e adequada;

Trabalhar com uma dieta personalizada e individualizada;

Facilitar os objetivos do aluno, sem interferir na saúde física, de maneira rápida e eficaz.

Sim, os indivíduos cadeirantes estão mais propensos ao desenvolvimento da obesidade.

A obesidade é uma doença complexa e multifatorial que envolve vários outros fatores, como problemas endocrinológicos, distúrbios genéticos, fatores ambientais (ex.: sedentarismo) e comportamentais. Um equivoco frequente é a justificativa de que a principal causa de obesidade é a ingestão alimentar em excesso.

Cadeirantes têm maior risco de ficarem obesos?

Outros fatores ligados à característica da lesão medular contribuirão para um maior risco de obesidade nessa população. A disfunção autonômica e somática encontrada na lesão medular pode também afetar a função metabólica e hormonal, incluindo uma resposta do sistema nervoso simpático e do eixo glândula adrenal glândula hipófise, resultando em ritmos circadianos prejudicados e uma má resposta na regulação dos hormônios glicorticoides. Intolerância à glicose é um achado frequente nos pacientes cadeirantes e é muitas vezes acompanhada por hiperinsulinemia compensatória.

E quanto ao paraplégicos? Como emagrecer?

Para esses pacientes, a dieta alimentar associada a um volume de exercícios físicos adequados e suficientes para o desequilíbrio da balança energética pode apresentar resultados positivos em termos de redução do peso corporal. Entretanto, é fundamental que o paciente paraplégico que apresenta o objetiva de perda de peso procure um nutricionista e um medico para uma orientação adequada e individualizada, a fim maximizarem- se os objetivos e minimizarem-se os riscos clínicos envolvidos em uma restrição calórica sem orientação de um profissional especializado.

Fisioterapia ajuda a emagrecer?

Qualquer situação que tire o individuo da inercia pode resultar em um gasto calórico. A fisioterapia é altamente indicada para os pacientes acometidos por lesão medular em qualquer nível de comprometimento clinico.

Clara Migowski fundadora da ACADIM – Associação Carioca de Distrofia Muscular

Hoje eu tive o prazer de conhecer a história maravilhosa da Clara Migowski fundadora da ACADIM – Associação Carioca de Distrofia Muscular

Vamos à história:

Meus pais se conheceram e eram ambos normais. Na família de meu pai, residentes em Duas Barras, RJ, havia alguns casos de enfermidade atribuídas à atividade laborativa: plantação de arroz.

Meu pai veio para a cidade do RJ com 12 anos e estabeleceu-se aqui, sem nunca ter trabalhado em plantação de arroz.
Minha mãe sempre foi muito magrinha, tinha dificuldades de erguer os braços, mas não tinha nenhum sintoma além dos citados.

Casaram-se e tiveram três filhos. Em 1969, já com três filhos, meu pai começou a apresentar os mesmos sintomas de seus familiares: fala enrolada e desequilíbrio no andar. Na ocasião, ele era funcionário civil do Ministério do Exército e foi questionado pelo médico do trabalho se estava com problemas com alcoolismo. Ao relatar sua história familiar, foi encaminhado ao hospital dos Servidores do Estado, onde após exaustivos exames e sessões clínicas, chegou-se à conclusão de que ele tinha uma doença genética degenerativa que atingia a musculatura.

Os médicos solicitaram que levasse os filhos para serem examinados e para que se verificasse a possibilidade de os mesmos terem recebido a tal herança genética.
Para surpresa de todos, os médicos descobriram que minha mãe também tinha uma doença genética degenerativa que atingia a musculatura. Eu e minha irmã mais velha, Márcia, já tínhamos sintomas, sendo que no meu caso, os médicos disseram que era mais agressiva, de evolução mais rápida. Recebemos o diagnóstico genérico de “distrofia muscular”. O meu irmão Marcus não apresentava qualquer sintoma.

Com o agravamento do quadro de meu pai, ele foi aposentado e tivemos que deixar a casa da vila militar do Caju e nos mudamos para Rocha Miranda, no ano de 1970.

Hoje, sabemos que a doença do meu pai era Machado Joseph, uma espécie de ataxia espino-cerebelar. Minha mãe tinha distrofia muscular fascioescapulohumeral.
A doença foi cruel com a Marcia. Consigo hoje, com o conhecimento que tenho, identificar sintomas das duas enfermidades. Creio que ela herdou os dois genes. Faleceu no dia 08 de agosto de 1982. Um domingo, dia dos pais e o dia seguinte do aniversário de 49 anos da minha mãe. Márcia tinha 24 anos.

Meu pai começou a sofrer com muita falta de ar, já não conseguia deitar para dormir. Teve uma pneumonia e faleceu no dia 30 de julho de 1983, aos 53 anos.
No meu caso, a doença agravou bastante na adolescência, mas não me impediu de estudar e formar-me no magistério em 1982, entrar para o quadro de professores do município do RJ em 1983 e concluir o terceiro grau na UERJ em 1986.

Em 1993, eu e minha mãe fomos para S. José dos Campos, o CTA, morar com o Marcus e família, que havia sido transferido para lá, acho que em 1991.
Estava com trinta anos e foi lá que quebrei a tíbia e por erro médico perdi a capacidade de andar.
Retornamos para o RJ no ano seguinte, pois minha mãe não se adaptou ao clima fria de SP. Retomei minha rotina na escola e em 1998 fundei a Associação Carioca de Distrofia Muscular – ACADIM, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com essa patologia.

Marcus iniciou os sintomas da doença com 40 anos. Fizemos exame genético no Genoma Humano em SP e constatamos que eu havia herdado o gene da distrofia da minha mãe e o Marcus a da Machado Joseph, do meu pai.
Casei-me em agosto de 2002.

Minha mãe faleceu no dia 24 de dezembro de 2003, vítima de um AVC hemorrágico.
Marcus faleceu em 31 de março de 2013, um domingo de páscoa, aos 53 anos.

Aposentei-me há 5 anos na Educação e dedico-me integralmente ao trabalho da instituição. Hoje, estendemos nossa atuação para as demais doenças raras. Minha condição física é regular. A doença continua evoluindo a passos lentos, as dificuldades aumentam gradualmente, mas não temo o futuro porque sei que Deus já está lá.

A Bíblia diz que “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”. Sei que tudo que Ele faz tem um propósito, uma razão de ser. Não foi em vão que Ele formou minha família. Espero que todos que lerem esse depoimento possam entender que Deus trabalhou em nossas vidas e que esse testemunho possa ajudar muitas pessoas que vivem sem fé e sem esperança.
Tenho uma palestra motivacional na qual relato minha história familiar e uso um poema chamado A Pedra:

O distraído, nela tropeçou,
o bruto a usou como projétil,
o empreendedor, usando-a construiu,
o campônio, cansado da lida,
dela fez assento.
Para os meninos foi brinquedo,
Drummond a poetizou,
Davi matou Golias…
Por fim;
o artista concebeu a mais bela escultura.
Em todos os casos,
a diferença não era a pedra.
Mas o homem.

O que é um “BPAP”?

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Você já deve ter ouvido falar do “BPAP”, mas sempre quis saber o que era?

Então eu irei explicar para vocês o que é um “BPAP”!

O BiPAP é o termo popular adotado para aparelhos biníveis, que são geradores de fluxo que fornecem duas pressões de tratamento: uma pressão de inalação (IPAP), normalmente mais elevada, e uma pressão de exalação (EPAP), mais baixa para facilitar a expiração.

O BiPAP (Bilevel Positive Pressure Airway) é um dos tipos de respiradores mecânicos usados no suporte ventilatório por pressão e que são tipicamente empregados para a ventilação não invasiva. Semelhante a um compressor, ele tem a capacidade de gerar um fluxo de ar para o paciente fazendo com que a pressão nas vias aéreas do indivíduo fique sempre positiva.

O aparelho trabalha com dois níveis de pressão (uma pressão inspiratória maior e outra pressão expiratória menor), que se alternam nas vias aéreas durante o ciclo respiratório. Normalmente ele é administrado através de uma Máscara Nasal ou Facial. Essas duas pressões positivas associadas dão ao paciente um conforto maior ao respirar, simulando uma respiração espontânea com acompanhamento da respiração voluntária do paciente.

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O bipap faz com que o seu ritmo respiratório volte ao normal, fazendo com que os seus pulmões voltem a ser expandidos por completo, melhorando as trocas gasosas, consequentemente, oxigenando melhor o seu organismo.

Sempre que você ouvir a palavra BIPAP ou CPAP, saiba que na maioria das vezes, está se falando de ventilação não-invasiva. Trata-se de um suporte ventilatório administrado através de uma Máscara Nasal ou Facial.

Os problemas respiratórios são frequentes em portadores de patologias neuromusculares e geralmente atingem os pacientes em estágios mais avançados da doença. Quando os músculos do abdômen e do tórax estão comprometidos eles deixam de cumprir um importante papel de auxílio na inspiração e na expiração. Nesses pacientes o uso do BiPAP tem como principal objetivo fornecer adequada troca gasosa e reduzir o trabalho da respiração evitando que eles evoluam para um quadro de falência respiratória.

A configuração do respirador e sua parametrização dependem de vários fatores e tem de ser ajustada ao paciente. Existem ainda várias diferenças entre aparelhos e particularidades que têm que ser consideradas e por isso deve ser feita exclusivamente por profissionais capacitados.

Então qual é a máscara ideal?

A máscara é um acessório fundamental para o uso do aparelho e escolher a máscara errada faz uma diferença enorme na adaptação da terapia.

É importante saber que todas as máscaras se adaptam a todos os equipamentos de CPAP disponíveis no mercado. O que tem que ser analisado é adaptação ao tipo de terapia que cada tipo de máscara oferece para não haver riscos de não adaptação à terapia e fugas. A fuga da máscara se dá quando a pressão de ar emitida pelo CPAP é forte para a estrutura da máscara, quando a máscara não está ajustada corretamente ou quando a máscara não é apropriada ao contorno do rosto, prejudicando o tratamento. A terapia não será completa se o paciente acordar para ajustar a máscara a cada fuga. Vale ressaltar que todas as máscaras vêm com uma saída exalatória para liberação do gás carbônico, são pequenos furos que fazem essa função.

As máscaras são classificadas por tipo: nasal, facial ou facial total.

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Nasais: são as máscaras que cobrem somente o nariz. Algumas nasais, também chamadas de almofadas nasais, são apenas almofadas que se adaptam nas narinas. Algumas máscaras nasais e as almofadas nasais não são indicada para pessoas com pressões de CPAP elevadas, para que não haja o risco de fuga durante a noite.

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Faciais (orofacial): cobrem o nariz e a boca. Há quem se adapte melhor com essas máscaras, mesmo com uma pressão de CPAP mais baixa. São indicadas para pessoas com pressão de CPAP mais alta ou pessoas que não respiram bem pelo nariz, por haver menos possibilidade de fuga. O fato de achar mais confortável, depende de cada pessoa. Por isso que a adaptação é individual.

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Facial total: cobre o rosto todo. Indicada para quem tem alguma alteração facial, que não tolera a pressão da máscara na face.

 

 

ACESSIBILIDADE DENTRO DE CASA

Bom pessoal, hoje vou contar para vocês como um cadeirante pode tornar sua casa mais acessível para que ele se torne mais independente.

Segundo a ABNT NBR 9050:2004, responsável pelas alturas e medidas para as acessibilidades, os interruptores, por exemplo, devem ser posicionados entre 0,60 m e 1,00 m de altura.

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Quando as pessoas vão construir, reformar ou mobiliar sua casa, o conforto vem em primeiro lugar, o preço também é levado em conta, mas a maioria não mede esforços para deixar o lar com a sua cara, priorizando o bem-estar da família. O assunto não é diferente quando falamos das pessoas com mobilidade reduzida ou alguma deficiência física, adaptações devem ser feitas para proporcionar conforto e autonomia para todos. Confira algumas dicas para adaptar o lar para receber pessoas com algum tipo de deficiência.

Os corredores devem ter, no mínimo, um metro de largura para que as pessoas possam se locomover sem bater nas paredes e para que as cadeiras passem sem dificuldade pelo espaço. As portas devem ter, no mínimo, 90 cm de largura e o parapeito 70 cm de altura, porém, essa medida deve ser muito bem planejada, pois é uma adaptação para cadeirantes, mas que pode ser perigosa para idosos e crianças.

Em primeiro lugar, o fogão. Ele deve ser baixo o suficiente para que o cadeirante consiga ver por cima das panelas e não pode ter forno, ou seja, deve ser vazado embaixo para que o cadeirante entre com sua cadeira. Hoje em dia é bem fácil montar um fogão assim, basta utilizar uma bancada, preferencialmente de pedra, e montar um “cook top” em cima dela.

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A pia também pode ser montada sobre a mesma bancada, e também não pode ter armário embaixo para que a cadeira possa entrar. E é essa bancada o que considero a mais importante na cozinha adaptada: ela deve ter a altura certa para que o cadeirante desempenhe todas as atividades necessárias na cozinha. A NBR 9050 afirma que ela deve ter altura entre 80 e 85 centímetros, mas na prática ela deve ser definida pelo cadeirante que vai usar, pois tem cadeirante de várias alturas. Agora vem uma dica que eu creio que vá ajudar: não dá para medir a bancada acima do apoio de braço da cadeira. Os braços ficam flexionados quando apoiados ali, portanto o ideal é deixar a bancada um pouco abaixo, e como os apoios são removíveis, o ideal é removê-los ao utilizar a cozinha. Dessa forma a visão por cima da bancada fica otimizada e a pessoa pode apoiar os braços sobre a mesma.

O problema ao adaptar uma cozinha é a disposição dos armários. Como não dá para colocar armário embaixo de nada, eles devem ser montados sobre a bancada e não podem ser muito altos. É possível colocar armários acima da bancada, mas deve haver espaço para movimentar e não podem ser grandes, pois o cadeirante deve alcançar até a última prateleira. Só que se forem todos assim, vai ser preciso uma cozinha do tamanho de um campo de futebol, e nem todo mundo tem tanto espaço sobrando.

Em casa de cadeirantes, o ideal é colocar uma proteção metálica nas portas para prolongar a vida útil em caso de batidas da cadeira. As maçanetas devem ser adaptadas para pessoas com dificuldades motoras. Todos os móveis devem ser adaptados de acordo com as necessidades, tanto na altura quanto no designer para facilitar e dar mais segurança as pessoas, mas nunca esquecendo que mesmo sendo adaptados eles devem ser modernos acompanhando as tendências de estilos e cores sem perder a sofisticação, os cadeirantes devem ser circulação livre, para girar em seu próprio eixo, uma cadeira de rodas precisa de um espaço de 1,5 metro x 1,5 metro, por isso, é preciso deixar espaço livre.

O banheiro deve ser adaptado ás necessidades, com barras para segurança na hora de sair e voltar para a cadeira permitindo dessa forma que os movimentos

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Os cômodos devem ser amplos para que haja fácil acesso para a cadeira de rodas, e os móveis também devem ser de acordo com o espaço exigido. As portas devem respeitar os padrões para que o cadeirante possa passar tranquilo sem se machucar.

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Quanto menos degrau tiver na casa melhor, até na hora de sair e entrar se tiver um desnível mesmo que bem pequeno pode ser de grande risco causando a queda e dificultando a passagem do cadeirante.

Mesas e camas de menor altura. Portas e armários eletrônicos. Máquina de lavar roupas com abertura e botões frontais. Essas são algumas medidas simples que facilitam bastante a vida de portadores de deficiência física.

Os corredores e a abertura das portas são mais largos (1,5m) e, na sala de estar, não há mesa de centro, aumentando a área para manobras em cadeiras de rodas. Os sofás de 46cm de altura não têm braços, facilitando a aproximação e a transferência do cadeirante. A mesa de jantar é mais baixa e tem quinas protegidas para evitar ferimentos. Os telefones e a campainha têm luzes para indicar quando estão tocando.

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As pias têm que ter uma ducha móvel, como uma mangueira, que pode direcionar o jato de água.

 

 

CADEIRANTES PODEM TER FILHOS?

 

Não faz muito tempo eu li uma historia e fiquei me perguntando que mesmo em pleno século 21 muita gente ainda pergunta para um (a) cadeirante se ele pode ter filhos?

Foi por isso que eu resolvi fazer esse post para desmitificar esse assunto.

Então eu digo e afirmo CADEIRANTES PODEM TER FILHO SIM!

Muitos mitos cercam o mundo das pessoas com deficiência, e um deles é o de que elas são assexuadas.

 Ter um filho é uma decisão séria que todos devem pensar muito bem antes de ter ou não ter, pois isso envolve muitas questões tanto psicológicas quanto financeiras…

Quando a pessoa que deseja ser pai ou mãe é cadeirante o cuidado é dobrado, por que além das questões mencionadas a cima existe a questão do estado físico. No mundo em que vivemos o físico da pessoa não importa, mas quando se trata de um filho, isso é fundamental.

 Existem muitos homens cadeirantes que possui uma fertilidade como de um homem “andante”, o fato de estar na cadeira de rodas não gera nenhuma alteração neste fator.

Mas também não são todos os casos, em alguns é evidente as alterações. Se existir alguma mudança nessa função, é recomendável que se converse com um médico para ele avaliar o estado e indicar um tratamento para sua melhora.

Para as mulheres a questão de ser “mãe” já muda um pouco, por que além de ser fértil ou não, ela precisa ser fisicamente capaz de carregar o bebê por no mínimo 7 meses.

É fundamental e altamente recomendável a orientação de um profissional-médico- para saber se a pessoa pode ou não pode ter uma criança sem correr algum risco. Todo cuidado é valido ainda mais quando se trata de uma nova vida que pode vir ao mundo.

Então por favor vamos parar com esse preconceito de que o cadeirante e quase um ALIENIGENA!!!!