Eu sou singular, eu sou novo

Eu sou singular, eu sou novo

Eu gostaria de saber se você é também

Eu ouço vozes no ar

Eu vejo que você não, e isso não parece justo

Eu gostaria de não me sentir triste

Eu sou singular, eu sou novo

Eu finjo que você também é

Eu me sinto como um menino no espaço sideral

Eu toco as estrelas e me sinto fora de lugar

Eu me preocupo com o que os outros podem pensar

Eu choro quando as pessoas riem, isso me faz encolher

Eu sou singular, eu sou novo

Eu entendo agora que você também é

Eu digo ‘Eu me sinto como um rejeitado’

Eu sonho com o dia em que isso será ok

Eu tento me encaixar

Eu espero conseguir um dia

Eu sou singular, eu sou novo

‘Por que eu vivo procurando um motivo de viver,

Se a vida às vezes parece de mim esquecer?

Procuro em todas, mas todas não são você.

Eu quero apenas viver, se não for para mim, que seja pra você.

Mas às vezes você parece me ignorar,

Sem nem ao menos me olhar,

Me machucando pra valer.

Atrás dos meus sonhos eu vou correr…

Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.

Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?

Será que esse mundo tem jeito?

Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão,

Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,

Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.

Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.

Na procura de te esquecer, eu fiz brotar a flor.

Para carregar junto ao peito,

E crer que esse mundo ainda tem jeito.

E como príncipe sonhador…

Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.”

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Religião X Ciência

Hoje eu resolvi falar desse assunto que é muito polemico na nossa sociedade.

A ciência ocupa um lugar privilegiado na contemporaneidade. Trata-se de uma forma de conhecimento basilar na cosmologia naturalista e dualista ocidental (Descola, 2005). A ciência seria a marca diferenciado- ra da modernidade ocidental em relação às demais sociedades e culturas não-ocidentais. Enquanto nós, ocidentais modernos, teríamos um acesso à realidade das coisas por meio do conhecimento cientíco, todos os demais povos estariam presos a uma representação deformada e simbólica da natureza, pois confundiriam e sobreporiam o natural e o social, ao contrário dos ocidentais que dividem a realidade em duas províncias ontológicas distintas: a natureza e a cultura (Latour, 1994).

Dessa forma, a ciência moderna se con guraria como uma esfera autônoma e distinta, essencial para o progresso e o avanço material do mundo ocidental. Tratar-sei-a de uma forma de conhecimento totalmente oposta e diversa de outras formas de conhecimento como a religião e a magia, próprias de sociedades “primitivas” ou tradicionais. É um conhecimento que se fundaria na razão, objetivo e neutro, não contaminado por preconceitos ideológicos e crenças subjetivas.

O uso de embriões para pesquisas é um dos temas mais complicados da Bioética, pois envolve o estágio inicial da vida, daí a posição de quase todas as crenças religiosas no sentido de condenar essa nova abordagem. Os cientistas, contudo, apostam nas possibilidades advindas da investigação sobre as células embrionárias, vislumbrando grandes avanços no tratamento e na cura de doenças como Mal de Parkinson e Alzheimer, diabetes, doenças degenerativas e cardíacas, medula seccionada, entre outras.

A Lei de Biossegurança, aprovada em 2005 pelo Congresso Nacional, autorizou a pesquisa com células-tronco embrionárias. Trata-se do uso de embriões produzidos por fertilização in vitro, desde que sejam inviáveis ou congelados há três anos ou mais, a partir de 2005, ou que, na data da publicação da lei, tenham completado três anos de congelamento, sendo necessário o consentimento dos genitores e a aprovação da pesquisa por um comitê de ética. Reagindo a essa de nição legal, em 16 de maio de 2005, o então procurador-geral da República Cláudio Fontelles, moveu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o artigo 5º da Lei de Biossegurança, alegando que este violaria o preceito constitucional da inviolabilidade da vida humana e o princípio da dignidade da pessoa humana. No entendimento de Fontelles, a vida humana começaria com a fecundação.

A Igreja Católica tem uma posição firme não só contra a utilização de embriões para pesquisas, como contra a própria fertilização in vitro, técnicas de clonagem terapêutica e, evidentemente, contra a clonagem humana. Do ponto de vista do espiritismo, a utilização de embriões em pesquisas também é rejeitada. Segundo a filosofia kardecista, basta o magnetismo dos pais e o desejo do espírito para que se dê a reencarnação. As revelações espirituais dizem que o espírito reencarnante se une ao corpo no momento da concepção, isto é, no instante da formação do zigoto ou célula-ovo, e só o espírito tem o poder de agregar matéria. Portanto, para os espiritualistas, esse processo pode ocorrer mesmo no laboratório. Em princípio, consideram que descartar um embrião fertilizado fora do útero da mãe é o mesmo que promover um aborto. Entretanto, há outra revelação: a de que nem todos os embriões têm um espírito ligado.

O princípio de que a vida começa no primeiro instante da fecundação permeia os fundamentos de muitas religiões, mas é possível encontrar posições mais flexíveis. É o caso do judaísmo, que aplica status diferente ao embrião, ao feto e ao recém-nascido. À medida que a gravidez evolui, o organismo adquire um status superior. Inclusive, se durante a gestação ocorre uma situação em que há um risco de vida para a mãe, o judaísmo privilegia a mãe em oposição ao feto. No começo, até 40 dias depois da fecundação, é como se o embrião fosse apenas água e não vida. Tanto que as pesquisas com embriões, inclusive com uso de células-tronco, bem como procedimentos de clonagem terapêutica, são permitidas em Israel. Mas é importante ressaltar que não se trata de uma postura unânime. Há posições contrárias de judeus ortodoxos que acreditam que a vida começa mesmo no momento da fecundação.

As opiniões se dividem até mesmo dentro da igreja católica – maior opositora da aprovação das pesquisas. Muitos fiéis acreditam que o avanço da ciência nessa área é necessário para que muitas pessoas possam ter acesso à cura. É o caso do professor de biologia aposentado, Jorge Yossef Nadin, católico praticante membro da ordem de Vincentinos. Para ele, devem-se aproveitar embriões que não podem gerar vidas para se achar a cura para doenças que antes pareciam impossíveis de serem curadas. Em sua opinião, “Deus deu ao homem inteligência para melhorar Sua criação.”

Com semelhante conteúdo, Agnaldo Fernandes, superintendente do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publica no site Correio da Cidadania, um pequeno artigo intitulado Direito à esperança de cura e vida, sim. Ao obscurantismo, não. Em linhas gerais, o artigo faz uma defesa das pesquisas com células tronco- embrionárias e da geneticista Mayana Zatz, uma das principais personagens presentes na audiência pública no STF. Mas, o que interessa para nossa análise é a seguinte passagem em que Fernandes arma: “A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da Idade Média – a idade das trevas”.6 Dois pontos precisam ser destacados nessa passagem. Primeiro, o autor presume que é possível participar dos grandes debates públicos de forma neutra, despindo-se de qualquer tipo de crença ou ideologia. Segundo, uma postura que procura ver a religião como algo anacrônico e que pode contaminar a pureza da ciência. Parte-se assim de uma noção positivista da ciência, caracterizada como uma atividade desinteressada e descontextualizada do meio social. É na realidade uma concepção idealizada da ciência, que a percebe como autônoma e separada do político, do econômico e da cultura.

O atual ministro da saúde, José Gomes Temporão, manifestou-se a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias desde o começo da polêmica. Em reportagem do Jornal Correio do Povo de 5 de março de 2008, declarou: “Se o resultado for pela proibição, isso vai afetar profundamente o país. Nós entraremos num período de grave retrocesso, de trevas […].” Na mesma reportagem, o ministro Temporão armou que a liberação das pesquisas não é uma questão de fé́, mas de ciência: “Não acho razoável que uma determinada religião queira impor seus dogmas.” Novamente, a noção de que o religioso é algo naturalmente conservador e ultrapassado implícita nesta passagem. O progresso cientíco parece ser sempre positivo, fazendo avançar a civilização.

No entanto, não há duvida que, no caso em questão, o discurso e o lobby religioso apresentaram-se como um dos principais entraves para que ocorresse a liberação das pesquisas. Desde o começo da controvérsia os grupos religiosos, fundamentalmente a Igreja Católica, demonstraram-se contrários ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas cientícas, procurando influenciar o debate. Diante do argumento religioso surgiu, então, um contra-argumento cientíco e secular que procurou estabelecer uma distinção entre estas duas formas de pensamento e prática. Porém, como destacou Luna em sua pesquisa.

 

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Deficiência x Incapacidade

Muitas vezes as pessoas associam deficiência com incapacidade, mas nem toda deficiência provoca limitação de capacidade e problemas de desempenho. Ela pode comprometer apenas uma função específica e preservar as outras.

Por exemplo, um deficiente visual não está impedido de ter uma vida independente, mesmo com a sua deficiência esse indivíduo pode trabalhar e desempenhar diversas atividades no seu dia a dia.

O mesmo é um cadeirante. Sua mobilidade física reduzida não significa que necessariamente esta pessoa terá dificuldade intelectual.

O que muitos ainda não entenderam é que não existe e jamais existirá um ser humano totalmente perfeito, capazes de desempenhar toda e qualquer função de maneira satisfatória. É importante lembrar que todos nós temos incapacidade ou dificuldade em alguma área; inclusive aqueles que grande parte da sociedade julga “normal”. Essas pessoas ditas “normais” somente têm problemas e dificuldades diferentes de um cadeirante ou demais deficiências. Os meus problemas serem diferentes dos seus não faz da minha vida melhor que que a sua.

E não digo para se acomodarem, ao contrário, quero lhes dizer que devem lutar por seus objetivos e sonhos. Mas tendo em mente que ser diferente não o faz incapaz. O que torna uma pessoa incapaz é não acreditar em si mesmo. A vida muitas vezes é um pouco injusta para alguns, mas isso não pode tirar a nossa alegria de viver.

O segredo é ACREDITAR, se você realmente deseja algo vá atrás porque com esforço e dedicação tudo o que queira poderá acontecer.

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Ricardo
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Ama-me

“Ama-me,

Por favor

Como eu sou…

Ama-me

Como tu

Gostarias que eu fosse.

Quem me concebeu…

Não imaginou

Que seria assim tão duro…

Entender que vim autista.

Mas ama-me

Fala-me desse amor

Mesmo que eu não pareça entender

Mesmo que eu fuja e me refugie

Busca-me não me deixes perder…

Ama-me…

Como se visses em mim

A imagem e semelhança de ti

No espelho das águas…

Não te importes

Com minha falta de compreensão

Treina-me para entender o mundo

Mas acima de tudo

Ama-me…

Como se eu tudo entendesse

Como se eu não fosse um peso

Demonstra teu amor

Mesmo que eu não saiba

O significado da palavra…

Deus, eu posso sentir…

E crê que em meus sonhos

Eu vejo-te e amo-te…

Não me negues esse amor

Que enxerga além da matéria

Pois é dele que necessito…

E se nas horas que de ti eu exijo demais

Mesmo nas dúvidas constantes

Aquelas que tu às vezes tens vontade de desistir

Por favor, não desistas, mas Ama-me….”

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

CROSSFIT- O novo esporte para cadeirantes!

Crossfit é um circuito de treinamentos com exercícios realizados repetidas vezes e em alta velocidade, para trabalhar o condicionamento físico geral. Os campeonatos são realizados por vários atletas que desafiam um ao outro, para ver quem está mais preparado.

Em 2016, alguns campeonatos de Crossfit começaram a contaram com um espaço para conhecer o potencial dos atletas com deficiência e ao mesmo tempo divulgar o esporte para as pessoas, e assim poder agregar essa modalidade em outros estados do país.

Aos poucos o que era um sonho veio sendo concretizado, vários campeonatos seguidos começaram a surgir, assim como os grandes atletas em grande potencial de competição.

No último final de semana (18/02/2017 e 19/02/2017), ocorreu em São Paulo no Ginásio do Ibirapuera, o maior evento de Crossfit da América Latina chamado de “MONSTAR SERIES”.

Somente era permita as inscrições dos melhores atletas que passassem pelos “qualifiers”, uma seletiva por vídeo. Terá três etapas no total, em São Paulo, Brasilia e Rio de Janeiro, todas contam com a categoria adaptada.

Um dos atletas participantes foi Fernando Mendes, que a dez anos atrás se tornou paraplégico, e hoje comemora a sua vitória neste esporte inovador,

“… Tive o privilégio de poder competir pela categoria RX o qual fui campeão…” diz, Fernando Mendes.

Esse campeonato representa um marco dentro do Crossfit, pois conseguiu incluir a categoria adaptada em outras etapas: em Brasilia e Rio de Janeiro.

“…O meu maior sonho dentro desse esporte é promover a inclusão e reabilitação através da prática. Se tratando de um esporte bruto e de extrema força e resistência, acredito que conseguiremos tirar esse dogma de que cadeirante é coitado, ou frágil… Temos potencial para ser quem quisermos ser, tudo é possível!…” diz, Mendes.

 

Fonte: blog cantinho dos cadeirantes

fotos: Arquivo pessoal de Fernando Mendes