VIAGENS AÉREAS: 13 DICAS PARA O VIAJANTE COM DEFICIÊNCIA EVITAR PROBLEMAS

Viagens aéreas costumam ser desafiadoras para pessoas com deficiência, mas, com algumas dicas, é possível reduzir bastante os problemas. (Foto retirada do Google Images.)

Viagens aéreas costumam ser fonte de dissabores para quem usa cadeira de rodas. A maioria dos aeroportos, definitivamente, ainda não está bem-preparada para lidar com pessoas com deficiência, e isso não só no Brasil.

Contudo, houve avanços nos últimos anos, isso é fato. E, no meu modo de entender, quanto mais viajarmos, mais colaboraremos para que o atendimento melhore. Afinal, nada como protestos e reivindicações reiterados.

Além disso, cada pessoa que viaja é um educador em potencial, e pode fazer muito por uma sociedade mais inclusiva, desde que se entenda capaz de influenciar positivamente os ambientes e aproveite as oportunidades para disseminar informações.

Faço viagens aéreas com relativa frequência e converso bastante com os funcionários das companhias aéreas e dos aeroportos. Por isso, reuni algumas informações que acho importante compartilhar, a fim de auxiliar vc a ter uma experiência melhor.

Então, vamos ao que interessa? Neste post, dou dicas para você adquirir a passagem e se virar no aeroporto, no embarque e no desembarque. No próximo, finalizarei esta série, dando dicas para você se virar melhor durante a viagem.

Não serão os desafios que nos deixarão atados à nossa zona de conforto, não é mesmo? Compartilhando dicas, temos condições de bater asas de forma mais confortável e segura. (Na imagem, Tina Descolada bate asas, em foto de Marta Alencar)

Antes da viagem

1 – Com qual equipamento você viaja: cadeira de rodas manual, motorizada ou scooter? Procure conhecê-lo bem, os prós e contras, a fim de escolher qual é o mais adequado para viajar e fazer um bom planejamento para (a) chegar e sair do aeroporto, (b) se locomover no local, incluindo ir ao banheiro, (c) entrar na aeronave e (d) se transferir para a poltrona.

Se viajar de scooter ou cadeira motorizada, esses equipamentos oferecem conforto para se locomover por longas distâncias; porém, vc precisa considerar o fato de que não há táxis adaptados na maioria dos aeroportos. Se seu equipamento não desmonta, isso pode vir a se transformar num problema. Além disso, dependendo do tamanho da scooter, pode ser que ela não entre no banheiro. Mas, em caso de necessidade, vc sempre pode pedir uma cadeira de rodas manual emprestada no aeroporto.

2 – Você não é cadeirante, mas tem mobilidade reduzida? Considere solicitar à companhia aérea (no momento da compra do bilhete aéreo, ou após, por telefone) uma cadeira de rodas para facilitar seu percurso dentro do aeroporto. Muitas vezes as distâncias a serem percorridas são longas demais.

3 – Antes de comprar a passagem, investigue no site das companhias aéreas todas as informações relativas ao tratamento dispensado aos usuários de cadeira de rodas ou às pessoas com mobilidade reduzida, dependendo de qual for o seu caso. Se ainda restarem dúvidas, ligue para a companhia a fim de desfazê-las. E solicite, via site ou telefone, a assistência de que necessitar, como, por exemplo, o auxílio de um funcionário para conduzi-lo até o portão de embarque.

4 – Você sabia que as companhias aéreas oferecem desconto para acompanhantes de pessoas com deficiência impossibilitadas de viajarem sozinhas? Para saber mais, clique aqui.

5 – Quando estiver efetivando a compra da passagem aérea, não é necessário escolher o assento. Isso porque existem regras a respeito de qual assento pode ser destinado a uma pessoa que não tem condições de se virar sozinha em caso de pane. Já observei que, em viagens mais longas e aeronaves maiores, não é admitido que esse passageiro ocupe assento nas saídas de emergência, exatamente porque, em caso de pane, ele precisará de ajuda para deixar a aeronave. Sendo assim, seu assento será marcado no momento do check-in.

6 – Conheça as leis que regulam o atendimento pelas companhias aéreas. E tenha em mente que a forma de atendimento muda dependendo da companhia, do aeroporto e também do país. Independentemente da lei, comunique claramente a necessidade que tem e solicite ajuda, ainda que ela não esteja prevista. Você pode até ouvir um “não”, mas não perderá nada por tentar.

No aeroporto

7 – Não fique bravo se algum funcionário perguntar se você anda. O fato de utilizar cadeira de rodas não é comprovação de que você não consegue se locomover. Não são poucos os cadeirantes que andam: alguns utilizam órtese ou prótese, outros têm doenças degenerativas e conseguem se locomover por pequenas distâncias. E há pessoas que têm mobilidade reduzida e solicitam cadeira de rodas apenas para cobrir os longos percursos até o portão de embarque. Portanto, caso alguém lhe pergunte se vc anda ou se fica de pé, descreva objetivamente o que vc dá conta ou não de fazer, para que o atendimento prestado seja adequado.

8 – Se sua cadeira de rodas entrará na aeronave e se irá até o assento, somente a experiência poderá dizer. Tenha calma e experimente até onde dá para ir. Em caso de necessidade, solicite ajuda também para a transferência.

9 – Assim que entrar na sala de embarque, onde as pessoas formam fila para passar pelo raio-x, você será chamado à parte a fim de ser submetido a revista manual, já que, se vc passasse no raio-x, soaria o alarme por causa dos equipamentos que utilizamos.

Nesse momento, é possível que lhe solicitem a retirada dos sapatos; isso faz parte dos procedimentos. Se não consegue fazer isso sozinho, deixe claro. Se lhe pedirem para retirar a órtese ou a prótese e vc considerar que seja inviável, também deixe claro.

10 – Para embarcar ou desembarcar, pode ser que o acesso à aeronave seja remoto (sem finger, que são aquelas pontes de acesso). Nesse caso, haverá algum tipo de equipamento para auxiliá-lo. O mais comum, no momento, é o ambulifit, uma espécie de caminhão com elevador. Há companhias que têm um próprio, como é o caso da Latam; há outras que o alugam da Infraero. E há outras que têm outro tipo de equipamento, como o Azul Lift, o Stair Trac ou a nova passarela da Gol, que estão presentes somente em alguns aeroportos.

Tenha em mente que, se o ambulifit for alugado da Infraero, ele deverá ser solicitado pela companhia com alguma antecedência, e a companhia pagará pelo uso, mesmo que vc desista dele. É por isso que vão te perguntar, até mais de uma vez, em alguns casos, se vc consegue subir escadas. Isso porque há pessoas que afirmam precisar do ambulifit e depois desistem; se levantam da cadeira de rodas e sobem as escadas. E a companhia arca com o prejuízo, porque, uma vez reservado o equipamento, não são aceitas desistências.

À esquerda na foto, vc observa o ambulifit, equipamento disponibilizado quando o passageiro não consegue subir escadas. (Imagem do Google Images)

11 – Pessoas com deficiência são as primeiras a embarcar, mas as últimas a desembarcar. Você pode até embarcar por último, mas, de acordo com minha experiência, nada conseguirá fazer com que a tripulação permita que desembarque primeiro. Já perdi conexão e compromisso por causa dessa situação: o voo atrasou, e até que todo mundo saísse da aeronave para que eu pudesse sair, não havia mais jeito. Por isso, ao planejar seus horários, viaje com folga, considerando possíveis atrasos. Dê pelo menos duas horas de prazo entre conexões, por exemplo.

12 – Embora seja a prática mais comum, se você quer usar sua cadeira de rodas para desembarcar, comunique isso no check-in. Porém, pode haver companhia aérea que não permita o desembarque na sua cadeira.

Se a cadeira não for do seu tamanho, a locomoção ficará muito desconfortável. Por isso, em viagens aéreas, comunique que prefere permanecer em sua própria cadeira, tanto no embarque como no desembarque.

13 – Assim que lhe devolverem seu equipamento, que na maioria das vezes viaja no porão e longe das suas vistas, verifique se houve algum dano. Em caso afirmativo, faça uma ocorrência imediatamente e questione sobre seus direitos. Sempre procure manter a calma, a fim de resolver tudo da maneira que menos lhe prejudique.

Espero que essas dicas o ajudem a solucionar mais facilmente os desafios que cercam as viagens aéreas. De forma nenhuma quero desanimá-lo a bater asas; minha intenção é dividir com você minhas experiências! ?

Boa viagem e até o próximo post, com dicas sobre como facilitar sua vida durante o voo!

Viagens aéreas, nos aguardem! Queremos bater asas por todo o mundo!

Historia do Antonio Borges Venas

Hoje eu conheci a historia do Antonio Borges Venas

Imagem retirada do facebook

“Olá me chamo Antonio Borges Venas sou cadeirante tenho 39 anos de idade, nasci com uma malformação na coluna e com isto tive varias complicações de saúde. Onde fiquei internado por seis mês no Hospital Martagão Gesteira, mas graças a Deus voltei para casa anos depois e voltei a ser internado novamente com um problema que parte do meu corpo se abria como se fosse corte de uma lamina, mês depois outra vitória eu de volta para casa foi crescendo e a cada dia melhorando aos meus 12 anos comecei a sentir a hora de fazer minha necessidade fisiológica. E com o apoio da minha amada Família. Eu fui alfabetizado em casa pelo meu irmão em 2009 Fiz uma prova a onde pude concluir a quarta serie e finalmente me matriculei no Ensino fundamental e em 2015 conclui o Ensino Médio. Tenho uma vida praticamente normal saio para passear e faço de tudo um pouco dentro das minhas limitações, mas levo uma vida normal tenho grandes amigos e graças a Deus ele me presenteou com uma pessoa maravilhosa que hoje estou noivo. Não poderia deixar de agradece minha família maravilhosa meus Pais e aos meus irmãos e irmãs que sempre me apoiaram em tudo.

Quero agradecer a você Ricardo pela oportunidade que você deu a mim de conta um pouco da minha história que eu acho que nem a metade está escrita aqui”.

Se você deseja que eu conte a sua historia no blog e só me mandar por e-mail:

ricardotostes@lifesobrerodas.com

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Fisioterapia em Pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne

Como não há cura para a DMD, o tratamento visa fornecer a esses pacientes melhor funcionalidade e melhor qualidade de vida, embora paliativo, é indispensável enquanto não se definem métodos terapêuticos efetivos. A terapêutica vigente é baseada no acompanhamento multidisciplinar com diferentes especialistas medicas, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia.

Afim de adquirir a prevenção de contraturas e complicações respiratórias, dentre os tratamentos utilizados, a fisioterapia possui um papel importantíssimo para a manutenção da mobilidade e da força muscular, buscando a independência nas atividades de vida diárias e o bem-estar desses portadores. O tratamento fisioterapêutico deve ser atentado para não fadigar o paciente, visto que a exigência excessiva da musculatura pode levar a uma rapidez no processo degenerativo.

Nos últimos cinco anos estudos sobre a fisioterapia motora, respiratória e hidroterapia tem sido publicado.

Para a conservação da força muscular e amplitude de movimento, a fisioterapia motora possui um papel fundamental no tratamento destes pacientes, controlando as contraturas de membros inferiores, com exercícios de alongamento diários da musculatura de flexores de quadril, gastrocnêmio-sóleo e banda iliotibial, combinados com a ortetização, prolongando a independência funcional de indivíduos com DMD.

Exercícios de baixo impacto e sem resistência são indicados, visando melhora da força muscular; prevenção da instalação de encurtamentos e atrofias, o condicionamento cardiorrespiratório, equilíbrio, coordenação, preservação da marcha. Os exercícios que estimulam a contração excêntrica dos músculos são contraindicados para portadores de DMD, pois podem danificar o citoesqueleto das células musculares, acelerando a progressão da degeneração dos músculos.

A prescrição dos exercícios deve ser direcionada ao paciente, respeitando-se as fases e características de evolução da patologia. É importante salientar que os exercícios devem ser iniciados o mais precocemente possível, quando ainda houver fibras musculares potencialmente treináveis e quantidade suficiente de células satélites. A abordagem fisioterapêutica deve procurar respeitar as limitações dos pacientes e aplicar técnicas motivadoras, com linguagem adequada para cada faixa etária.

Para a avaliação dos portadores dessa doença vários métodos e escalas foram propostos, tais como a goniometria, a escala de força manual, conhecida como medical researchcounsil (MRC) e escalas funcionais, destacando a escala da função motora (MFM) por ser de baixo custo e de fácil aplicação. Esses instrumentos de medida se tornaram fundamentais melhorando o acompanhamento individual dos pacientes e para verificarem a resposta aos novos tratamentos.

A morbidade e mortalidade de indivíduos com DMD é frequente, a fraqueza dos músculos respiratórios também é progressiva, como demonstra na musculatura dos afetados por esta enfermidade, levando a uma insuficiência ventilatória, precisando do fortalecimento desses músculos que fazem parte da respiração como forma de prevenção.

As principais causas de morte destes pacientes, é a insuficiência do músculo cardíaco, ocorrendo em 70% dos pacientes com esse tipo de distrofia. Mesmo com o começo cedo da fraqueza da musculatura respiratória, aonde a hipercapnia ocorre por volta da fase pré-terminal, os autores relatam que o diafragma possa ser poupado seletivamente até a fase tardia da doença, sendo somente comprometido quando ocorre a pseudo-hipertrofia de suas fibras.

Indivíduos portadores de DMD, apresentam musculatura inspiratória fraca, promovendo alteração da ventilação, diminuição da força muscular acessória, induzindo a insuficiência respiratória crônica. A FC desses pacientes é frequentemente alterada, normalmente é exibido a elevação da FC de repouso e arritmias, variando FC de acordo com o estágio da doença.

Com a perda da musculatura inspiratória nos indivíduos portadores de DMD, leva a um distúrbio respiratório restritivo, no qual esses pacientes têm evolução para uma hipoxemia e hipercapnia noturna. Esses indivíduos também possui uma perda da força da musculatura expiratória, promovendo assim, uma tosse espontânea ineficaz, acumulando secreções e infecções respiratórias virais comuns. Sem a limpeza adequada das secreções traqueobrônquicas levam a uma falência respiratória, necessitando de uma intubação traqueal para a sucção dessas secreções e ventilação mecânica invasiva, prevenindo outras complicações.

A fisioterapia respiratória (FR) possui um papel indispensável no tratamento de complicações na DMD, existindo basicamente dois tipos de ações: a fisioterapia respiratória preventiva e a fisioterapia respiratória ativa. A FR preventiva tem o objetivo de manter o cumprimento torácico e pulmonar, e para prevenir o aparecimento de microatelectasias, sendo utilizado técnicas de expansão no peito ou hiperinflação podendo ser manual utilizando um Ambú ou mecânica, já a FR ativa é destinada a manter as secreções respiratórias em uma drenagem correta.

A fisioterapia aquática conhecida também como hidroterapia é um recurso utilizado pela fisioterapia para a reabilitação ou prevenção de alterações funcionais, utiliza os efeitos fisiológicos e físicos ocorridos através da imersão na água aquecida, fundamentada na hidrodinâmica, hidrostática e termodinâmica, utilizando-se a água para a recuperação das disfunções e facilitação do movimento.

A estimulação sensitiva, auditiva e visual é proporcionada através do exercício na água, por meio de receptores da pele, devido aos efeitos do calor, pressão hidrostática e da turbulência. Esse tipo de terapia auxilia no controle rotacional, controle de equilíbrio e no trabalho respiratório, apresentando efeitos tanto físicos quanto psicológicos. A hidroterapia vem sendo mais utilizada, por ser mais útil na realização de exercícios físicos muitas vezes impossível em solo.

Segundo o estudo de Silva et al., acompanharam um paciente com diagnóstico de DMD de 12 anos de idade do sexo masculino, não deambulador há dois anos, tendo enfoque na agilidade do deslocamento da cadeira de rodas, o atendimento ocorreu dentro da piscina aquecida com duração de 60 minutos cada seção, somando 10 seções de hidroterapia. Foram obtidos resultados satisfatórios quanto a uma melhora quantitativa na agilidade do paciente avaliado, diminuindo o tempo de deslocamento da cadeira de rodas, além de obter a manutenção da capacidade vital e a diminuição da FR. Esse tipo de terapia é considerado de baixa a moderada intensidade, não proporcionando sobrecarga física para essa patologia.

Em um estudo realizado por Almeida et al., com quinze meninos, média de idade de 12 anos, diagnosticados com DMD, foram avaliados tanto em solo quanto em imersão, a Capacidade Vital Forçada (CVF) e o Pico de Fluxo Expiratório (PFE) apresentaram valores menores em meio líquido quando comparada aos valores apresentados em solo, já FR sofreu um aumento ao utilizar o meio aquático em nível de C7, pela diminuição da expansibilidade da caixa torácica e da complacência pulmonar, necessitando respirar mais vezes por minuto para abastecer suas demandas, podendo chegar a fadiga das musculaturas envolvidas. Em consequência destes fatores, encontraram alterações respiratórias, circulatórias e biomecânicas, levando a um aumento de 60% no trabalho respiratório e uma sobrecarga do sistema pulmonar.

Em um estudo feito com 32 portadores de DMD com aproximadamente 14 anos de idade, avaliando respostas da FC e da PA, comparando o meio aquático com o solo, observaram que ao mergulhar o indivíduo em nível da sétima vertebra cervical (C7) ocorreu uma diminuição da FC em imersão e elevação PA naqueles que ficaram mais tempo dentro da piscina em flutuação dorsal.

A fisioterapia aquática vem demonstrado bons resultados, melhorando a manutenção da qualidade de vida, bem como as funções motoras e respiratórias em portadores de DMD. Para o sucesso desse tipo de terapia é necessário o conhecimento dos efeitos fisiológicos da imersão em água.

A fim de evitar possíveis lesões musculares e fadiga nas crianças portadores desta patologia, o programa de treinamento, deve ser realizado com cautela, sempre respeitando a capacidade cardiorrespiratória e muscular. Necessitando de um tempo maior para obter resultados de condicionamento físico, diferente de indivíduos normais.

Os exercícios com alta resistência, pode ser benéfico para aquelas patologias de progressão lenta, ou seja, a DMD é uma patologia de progressão rápida, incidindo em controvérsias a respeito se é benéfico ou não esse tipo de tratamento para portadores dessa miopatia.

Nos estudos de Melo, Carvalho exercícios de força muscular contra a gravidade podem piorar o quadro dos portadores de DMD, por possuírem uma fraqueza muscular não conseguindo tolerar exercícios de grande esforço.

A fisioterapia motora e respiratória, por meio dos recursos aplicáveis em solo ou em piscina, tem papel essencial na reabilitação, melhora da QD de vida e no aumento da longevidade de pacientes com DMD.

 

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

O que achei do livro Uma Vida Sem Limites, de Nick Vujicic


É possível que você já tenha visto Nick Vujicic em algum vídeo motivacional pela Internet. Seus vídeos são muito famosos e tocantes. Ele tem o dom de transmitir lindas mensagens que fazem qualquer um repensar seus atos. Mas o poder que o livro Uma Vida Sem Limites tem é ainda superior a quaisquer destes vídeos.

Espero que você não se importe com livros de autoajuda, afinal, você já está lendo esta resenha. Aliás, eu não entendo porque tanta gente torce o nariz para tal gênero. Eu que já pensei que nunca precisaria de um autoajuda na vida, antigamente, e me vi depois, durante os anos, buscando palavras que pudessem me confortar em alguns destes livros. Sabe o ditado “não cuspa para cima”? Então.

Talvez você olhe para a capa de Uma Vida Sem Limites, como eu olhei meses atrás, e pense “eu não vou ler, já sei a mensagem que ele quer transmitir…”. O tempo passou, e sentindo que aquele seria o momento certo, no início deste ano comecei a lê-lo. O processo de leitura durou cerca de 4 meses.

Se eu precisasse escolher um livro para ler durante toda a vida, eu escolheria este livro.

“Nem sempre podemos controlar o que acontece conosco. Há certos fatos na vida de que não temos culpa e que não temos o poder de impedir.
Você tem duas opções: desistir ou seguir em frente e batalhar por uma vida melhor. Meu conselho é: saiba que tudo acontece por uma razão e que, no fim das contas, tudo sempre resulta em algo bom.”

Algumas situações em nossas vidas nos deixam estagnados, e precisamos sim de palavras que nos motivem, até mesmo se vier de uma pessoa que você menos espera. Não foi diferente: eu ignorava o livro, e só quando quis ler, percebi seu potencial.

Boa parte da vida de Nick está neste livro – Indomável, outro livro do autor será lançado em breve! Seu nascimento, com a reação de seus pais; sua infância e adolescência, com os olhares e palavras ofensivas das crianças; o período difícil pelo qual passou, esperando um milagre em sua vida; o início do ciclo de palestras que o fez percorrer vários países pregando aquilo que as pessoas precisam ouvir, e muito mais.

Há vários relatos das reações das pessoas que assistiram suas palestras e depois vieram conversar com ele, e agradecê-lo, abraçá-lo por ter mudado suas vidas.

Nick Vujicic é um herói. Deus mostrou-lhe que as imperfeições do seu corpo não são maiores do que o propósito de sua vida. E que se não fosse como é, não seria quem é hoje, pregando belas palavras por todo o mundo.

“Reconhecer qual é o seu propósito na vida significa tudo. Garanto que você também tem alguma contribuição a dar. Talvez não consiga ver isso agora, mas, se não fosse verdade, não estaria no planeta. Sei com absoluta convicção que Deus não comete erros, mas faz milagres. Eu sou um. Você também é.”

Nunca marquei tantas passagens em um único livro como aconteceu com Uma Vida Sem Limites. Tantas palavras bonitas e verdadeiras em uma escrita tão cativante. A tradução está excelente, assim como a diagramação e todo o conjunto da obra.

Pensei e repensei se daria minhas opiniões sobre este livro aqui no blog, mas, sim, seria o melhor a fazer. Eu quero que vocês leiam. Assim como eu, muitos de vocês também querem/precisam de uma palavra amiga que os façam refletir sobre sua própria vida. Um dos melhores livros que já li até hoje, e poderia escrever por parágrafos a fio tudo o que teria para falar sobre ele.

Espero que vocês também não se deixem levar pela capa, ou pela sinopse, ou por já “saberem” o que vão encontrar. Você pode achar que está repleto de frases clichês, mas o que posso falar? Leia, então poderá julgar o que é clichê ou não. Estas são minhas sinceras recomendações para Uma Vida Sem Limites.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

A alimentação de uma pessoa com deficiência necessita de uma atenção especial!

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Imagem da internet

Seu corpo é reflexo de sua alimentação.

Como você gostaria de se ver?

Com certeza a nutrição é um dos fatores para ter uma vida longa e com saúde.

Cada pessoa tem um gasto energético próprio e, por isso, ter a palavra de um especialista que elabore um plano de acordo com o peso, estatura, idade, sexo e também a atividade física (tempo, tipo, intensidade), poderá garantir grandes e efetivos resultados.

 Pacientes lesados medulares podem apresentar distúrbios metabólicos, como resistência à insulina, dislipidemias e hipertensão. Estes distúrbios podem ser resultados uma diminuição na atividade física, com perda progressiva de massa muscular e aumento do tecido adiposo, que aumenta o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A alimentação de pessoas com deficiência necessita de uma atenção especial!

A elaboração de um plano alimentar para um indivíduo com deficiência deve ter os mesmos cuidados que para um indivíduo não deficiente, ou seja, compreender as suas características individuais, qual tipo da deficiência que apresenta, enfim, traçar o perfil clínico da melhor forma possível.

Uma alimentação balanceada pode diminuir o stress, melhorar o humor e facilitar o controle do peso. A nutrição em níveis corretos pode aprimorar os rendimentos físicos, potencializar o desenvolvimento em todas as fases da vida e conservar a saúde.

  O importante é lembrar de que uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do corpo. O acompanhamento de um profissional auxilia muito no desenvolvimento da educação alimentar de cada pessoa.

 Nenhum alimento sozinho possui todos os nutrientes necessários para a manutenção da boa saúde, por isso é sempre bom o auxílio de um nutricionista, que poderá oferecer uma dieta individualizada, rica e variada.

O nutricionista te ajudará em:

Auxiliar no equilíbrio das necessidades energéticas:

Oferecer os nutrientes básicos e importantes para realização da atividade fisica;

Atuar com recursos que possibilitem uma recuperação mais rápida e adequada;

Trabalhar com uma dieta personalizada e individualizada;

Facilitar os objetivos do aluno, sem interferir na saúde física, de maneira rápida e eficaz.

Sim, os indivíduos cadeirantes estão mais propensos ao desenvolvimento da obesidade.

A obesidade é uma doença complexa e multifatorial que envolve vários outros fatores, como problemas endocrinológicos, distúrbios genéticos, fatores ambientais (ex.: sedentarismo) e comportamentais. Um equivoco frequente é a justificativa de que a principal causa de obesidade é a ingestão alimentar em excesso.

Cadeirantes têm maior risco de ficarem obesos?

Outros fatores ligados à característica da lesão medular contribuirão para um maior risco de obesidade nessa população. A disfunção autonômica e somática encontrada na lesão medular pode também afetar a função metabólica e hormonal, incluindo uma resposta do sistema nervoso simpático e do eixo glândula adrenal glândula hipófise, resultando em ritmos circadianos prejudicados e uma má resposta na regulação dos hormônios glicorticoides. Intolerância à glicose é um achado frequente nos pacientes cadeirantes e é muitas vezes acompanhada por hiperinsulinemia compensatória.

E quanto ao paraplégicos? Como emagrecer?

Para esses pacientes, a dieta alimentar associada a um volume de exercícios físicos adequados e suficientes para o desequilíbrio da balança energética pode apresentar resultados positivos em termos de redução do peso corporal. Entretanto, é fundamental que o paciente paraplégico que apresenta o objetiva de perda de peso procure um nutricionista e um medico para uma orientação adequada e individualizada, a fim maximizarem- se os objetivos e minimizarem-se os riscos clínicos envolvidos em uma restrição calórica sem orientação de um profissional especializado.

Fisioterapia ajuda a emagrecer?

Qualquer situação que tire o individuo da inercia pode resultar em um gasto calórico. A fisioterapia é altamente indicada para os pacientes acometidos por lesão medular em qualquer nível de comprometimento clinico.