Você sabe o que é Eletroestimulação e como funciona?

Buscar alternativas para tornar os tratamentos mais eficazes é um dos objetivos da fonoaudiologia. Entre estudos e experimentos, mecanismos são descobertos e aprimorados. Um deles é a eletroestimulação (TENS) – uso da corrente elétrica, de baixa voltagem, com finalidade analgésica que possibilita o relaxamento.

A eletroestimulação (TENS) é o ato de produzir um estímulo, com a finalidade de aumentar a função orgânica ou a resposta de um determinado tecido.

O chamado efeito de indução. A corrente passa no nervo motor e este vai estimular o músculo, o qual possui vários tipos de fibras. Em cada músculo predomina um tipo de fibra, apesar dos músculos esqueléticos de um modo geral apresentarem todos os tipos de fibras.

A TENS age sobre as fibras nervosas aferentes como um estímulo diferencial que “concorre” com a transmissão do impulso doloroso. Favorece a ativação as células da substância gelatinosa, promovendo uma modulação inibitória segmentar. No sistema nervoso central (SNC), estimula a liberação de endorfinas, endorfinas e encefalinas, através da ativação do Sistema Analgésico Central (SAC), resultando numa diminuição ou bloqueio da percepção central à dor, no aumento do fluxo sanguíneo e redução da fadiga muscular pela remoção de dendritos e o aumento no aporte de oxigênio devido a capacidade de recrutamento de 25% do capilar sanguíneo.

Quais os tipos de intensidade usados como estímulos?

A TENS trabalha com quatro níveis de intensidades de estímulos: suspensório, sensório, motor, nociceptivo:

O nível suspensório da TENS utiliza um período da carga elétrica de amplitude insuficiente para alcançar o limiar sensório e despolarizar os axônios dos nervos periféricos ou despolarizar a membrana muscular.

O nível sensório é definido como a estimulação em ou acima do limiar sensitivo e abaixo do limiar motor e é primeiramente indicado para dor aguda e subaguda, mas também tem utilidade em condições crônicas.

O nível motor de estimulação é usado primariamente para controle de dor crônica. A amplitude da TENS é alta e o suficiente para produzir contração muscular visível.

O nível nociceptivo ao qual veremos mais profundamente em outro post.

Como usar a TENS?

TENS, aplicada na periferia, ou seja, no local da lesão, ativa as fibras aferentes primárias. Essa informação é transmitida para a medula espinhal e o resultado é a inibição tanto no local como nas vias descendentes inibitórias, medula ventromedial rostral (RVM); envolve 5-HT opioides, que podem ser ativados pela substância cinzenta periaquedutal.

Estudos anteriores mostram que os receptores opioides na medula espinal e RVM e receptores serotoninérgicos, muscarínicos na medula espinhal, mediam a redução da hiperalgesia pela TENS.

Quais os seus efeitos?

Quando os impulsos são gerados com uma modulação de frequência alta e largura relativamente estreita, é chamada de TENS convencional que produz parestesia leve para moderada sem contração muscular através da área de tratamento. Este estímulo é benéfico para síndromes de dor aguda. O inconveniente da TENS convencional é a acomodação neural. O nervo se torna menos excitável com a estimulação repetida.

Quando os impulsos são gerados em baixa velocidade com a largura do pulso relativamente ampla, é chamada TENS de modulação de baixa frequência produzindo abalos musculares rítmicos na área de tratamento sem a percepção de parestesia. É benéfica para síndromes de dor crônica. A modulação do estímulo frequentemente aumenta o conforto.

A estimulação usando impulsos modulados em alta frequência e pulsos largos é chamada breve-intensa caracterizada por diminuir a velocidade de condução das fibras A-delta e C, produzindo um bloqueio periférico para a transmissão. A TENS breve-intensa clinicamente faz uma massagem por fricção, pode ser usada para mobilização articular e outros procedimentos dolorosos.

Existe efeitos colaterais em seu uso?

A TENS não possui efeitos sistêmicos, não causa dependência, não promove degeneração celular, nem gera efeitos colaterais. A TENS apresenta forma de pulso bifásico, assimétrico, balanceado. Os pulsos para relaxamento ou analgesia, são na forma de ondas retangulares, produzindo uma resultante vibratória variável. Pode ser utilizada como corrente de curto período com efeito analgésico e estimulante do trofismo.

A fonoaudiologia na minha vida!

Eu já fiz fonoaudiologia quando eu era bem pequeno, mas depois de um tempo não fiz mais.

Quando eu comecei com a Home Care eu voltei a ter sessões de fonoaudiologia, eu produzia muita saliva mais muita mesmo, tinha muita secreção presa na garganta, os músculos da minha boca eram muito fracos.

Depois de começar a fazer as sessões de fonoaudiologia com a Nara Rodrigues Gomes eu obtive uma melhora muito significativa na minha vida, parei com o acumulo de salivas na boca e na garganta. A minha fonoaudióloga começou a fazer um tratamento de eletroneuroestimulação comigo, depois desse tratamento meus músculos da boca ficaram mais fortes.

Minha produção de secreção na garganta melhorou muito, na verdade não tenho mais o problema de secreção na garganta.

Hoje minha qualidade de vida e muito melhor!

 

Porque os cadeirantes têm a facilidade de ganhar peso?

Levamos em consideração vários fatores ao nos questionarmos a respeito de ganho de peso, todo individuo deambulando ou não que faz a ingestão calórica maior que seu gasto basal tem como consequência um ganho de peso, aumento de gordura, assim o individuo não praticante de atividade física tem uma predisposição muito maior a Obesidade.

Os cadeirantes têm maior chance de ganho de peso e perda da massa magra, o que nos remete a duas consequências, com a perda de massa muscular diminuímos a queima de Kcal, o que consequentemente vai levar ao aumento de peso. E também a dificuldade de se locomover aumenta o sedentarismo o que consequentemente nos remete ao ganho de peso.

Sendo assim voltamos na questão sobre a pratica de atividade física regular indicada a cada individuo, afim de aumentar o gasto calórico, aumento de massa magra e consequentemente a manutenção ou perda de peso, junto a isso é de extrema importância uma alimentação e dieta calculada individualmente para cada indivíduo, posto que para uma boa forma física precisamos de 70% de uma boa alimentação e 30% de exercícios físicos. Uma Dieta balanceada associada a um volume de atividade física adequada é suficiente para resultados positivos em relação a saúde e melhoria do estado nutricional geral de todos os pacientes.

Danielle Machado Brum- Nutricionista CRN4 07101598

 

Aprenda como obter sua carteira de habilitação especial

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ser adquirida por qualquer pessoa que consiga passar nos exames necessários. Inclusive o candidato portador de algum tipo de limitação física, que não interfira na capacidade de dirigir, pode conduzir normalmente, desde que o veículo seja adaptado.

“As pessoas com deficiência normalmente não sabem dos benefícios que podem ter. Eu tirei uma carteira que constata minha situação e faço minhas atividades com comodidade”, conta Olívia Sanches, 35 anos, que perdeu o movimento de uma das pernas devido a um acidente automobilístico, mas que dirige normalmente pela cidade.

Segundo Maria Luisa de Silva Aguiar, responsável pelo setor de Habilitação Especial do DETRAN-SP, os problemas variam muito. “Tem desde pessoas com paralisia, membros amputados, pessoas de idade mais avançada com problemas nas articulações, até vítimas de câncer de mama, por exemplo, que tiveram o seio retirado e o médico recomenda que não se faça esforço excessivo para que nódulos não reapareçam”.

PROCEDIMENTOS

Para requerer a CHN Especial é necessário ter 18 anos completos, ser alfabetizado, apresentar original e cópia do RG e CPF, cópia do comprovante de residência e uma foto 3×4 colorida com fundo branco. A única diferença em relação à obtenção da carteira de habilitação normal é uma junta de médicos que examina a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato.

Providenciados os documentos necessários, o solicitante deve procurar uma clínica credenciada autorizada a realizar o exame médico e psicotécnico especial para deficientes (lista disponível em http://www.detran.sp.gov.br/). De posse do resultado do exame médico, fazer a matrícula em um Centro de Formação de Condutores (CFC) credenciado e realizar o exame teórico no DETRAN.

Para a realização do exame prático, procure uma auto-escola ou CFC que possua o veículo adaptado para o tipo de deficiência constatada (lista disponível em http://www.detran.sp.gov.br (http://www.detran.sp.gov.br)). Nessa fase do processo, o candidato recebe orientação e treinamento adequados. Os exames práticos podem ser feitos as terças e quintas, às 14h, na Av. Aricanduva, 5555 – Aricanduva, atrás do Shopping Aricanduva.

Antes do exame prático, o carro é vistoriado por um médico perito que checa se as adaptações estão de acordo com a deficiência constatada. Na CHN Especial está especificada a adaptação necessária para que o deficiente dirija em segurança.

ALTERAÇÃO NA CHN

A maioria das carteiras especiais emitidas não está em sua primeira via. O que mais acontece são pessoas que já possuem habilitação que são acometidas posteriormente por algum tipo de deficiência. Em casos como esse é necessário que o condutor faça o mais rápido possível a alteração de sua CNH.

O processo exige um novo exame médico e prático que irá avaliar se o motorista é apto a dirigir nesta nova situação. O deficiente que circula com a carteira desatualizada pode ser multado, responder criminalmente por acidentes e ter sua carteira de habilitação apreendida.

Atualmente a sequência é a seguinte:

Inscrição na Autoescola Exames médico e psicotécnico Curso prático na Autoescola

Exame Prático no DETRAN (Antes do exame prático, o carro é vistoriado por um médico perito que checa se as adaptações estão de acordo com a deficiência constatada. Na CNH Especial está especificada a adaptação necessária para que o deficiente dirija em segurança.

ISENÇÃO DE TRIBUTOS

A condição de deficiente físico permite isenções de tributos na compra de veículos. Sérgio Rodrigues, 48 anos, taxista, é um dos beneficiados. “Poucas pessoas estão informadas sobre esse benefício. É uma grande facilidade para quem precisa de carro e é portador de deficiência”.

Com a CNH Especial em mãos, o condutor deve requerer em uma clínica credenciada autorizada a realizar o exame médico (lista disponível em http://www.detran.sp.gov.br) a emissão de um laudo para isenção e na Delegacia da Receita Federal uma Certidão Negativa de Tributos e Contribuições Federais

Para mais informações orientamos que o interessado procure a Delegacia da Receita Federal e a Secretaria da Fazenda.

DETRAN

Além de um setor que cuida exclusivamente da Carteira Especial de Habilitação, o DETRAN-SP possui instalações adaptadas para proporcionar atendimento eficiente as pessoas com deficiência.

Obs. A diferença da CNH de uma pessoa não deficiente para uma pessoa com deficiência, é que logo atrás da carteira, no espaço observações, é especificado o tipo de carro adaptado que a PcD pode dirigir. Por exemplo, na minha carteira aparece o seguinte: ” veículo automático com direção hidráulica”. Se isso não constasse, eu não poderia dirigir.

Brasileiros acionam a Justiça por tratamento na Tailândia

Há três anos, o advogado Bruno Soriano Cardoso, 34, vendeu um terreno em Maceió por R$ 100 mil para pagar um tratamento com células-tronco em uma clínica na China.

Cardoso sofre da doença de Machado Joseph, mal genético incurável que causa problemas de equilíbrio, perda de controle dos músculos e complicações na visão e na fala.

Em 2015, voltou a fazer o tratamento, desta vez na Tailândia. Sem dinheiro, processou a União para que custeasse o tratamento —e ganhou.

O governo pagou R$ 130 mil para bancar clínica, passagens e alimentação a Cardoso e um acompanhante em 2015.

Assim como o advogado, um número crescente de brasileiros está processando o Estado para que a União custeie tratamentos com células-tronco na Tailândia —contestados por médicos e sem aval do Ministério da Saúde.

O BetterBeing Hospital, que oferece a terapia, tem versão do site em português e conta com tradutor fixo para o idioma em Bangcoc, tamanha a demanda. A Folha apurou que ao menos 80 brasileiros foram se tratar lá desde 2014.

Células-tronco são aquelas que, sob condições especiais, podem se transformar em várias outras no corpo humano.

De acordo com Ivory Souza Júnior, representante no Brasil da Beike Biotech, empresa chinesa que fornece as célulase é parceira do hospital da Tailândia, existe muito interesse no país.

Por US$ 26.300 (R$ 95 mil), o paciente recebe seis aplicações de células-tronco e passa 25 dias no hospital, onde recebe fisioterapia. As doenças mais tratadas são paralisia cerebral, lesão medular, distrofia e problemas de visão.

“O tratamento não cura, mas melhora a qualidade de vida”, diz Ivory. “Respeitamos a opinião dos médicos, mas é uma linha nova, e eles ainda não têm muita informação a respeito.”

O Ministério da Saúde diz que só um tratamento com células-tronco é regulamentado no Brasil e oferecido no SUS. É usado para leucemia e outros tipos de câncer.

Segundo o ministério, os outros são de caráter experimental e não têm eficácia comprovada. “Não significa que não vá ser incorporado no futuro, quando houver mais evidências”, diz a pasta.

Em sua ação, Cardoso argumentou que o Estado tem obrigação de dar assistência à saúde a todos e que, se não há o tratamento no Brasil, a União tem de custeá-lo fora.

É o mesmo raciocínio da estudante Fabrícia Fonseca, 22, que obteve uma primeira vitória na Justiça. Neste mês, um juiz determinou o bloqueio de R$ 130 mil da União para garantir o tratamento dela na Tailândia. Fabrícia tem ataxia de Friedreich, que afeta movimentos musculares.

Em 2009, fez uma campanha beneficente e arrecadou fundos para um tratamento na China. “Meu equilíbrio e força muscular melhoraram muito, mas, após alguns anos, a fala voltou a ficar arrastada e estou usando cadeira de rodas”, diz ela, que cursa Direito em Santarém (PA) e espera sair o dinheiro para viajar.

“Não há comprovação, não sabemos onde e como injetar células-tronco para obter efeitos”, diz Sarah Camargos, professora de neurologia da Universidade Federal de MG.

Mesmo assim, a advogada catarinense Gelise Vicente, 34, está disposta a arriscar. Ela também é portadora da doença de Machado Joseph.

Foi para Tailândia em setembro de 2015. “Levava meia hora para escovar os dentes porque meu braço travava. Agora está bem melhor”, conta. Diz que voltou a falar no celular. “Parei de gaguejar.”

Gelise está entrando na Justiça para ir de novo para a Tailândia no final do ano.

Sua irmã mais velha, seu avô, seu pai e cinco dos 11 irmãos dele têm a doença. O pai está pesando 40 quilos, não sai da cama, ouve, mas não consegue falar. Vai completar 65 anos em julho.

TURISMO DE CÉLULAS

Alguns tratamentos com células-tronco feitos por brasileiros no exterior não têm comprovação científica e, por isso, são chamados de “turismo de células-tronco”.

As terapias são oferecidas principalmente em clínicas de países do sudeste asiático como promessa para doenças neurodegenerativas e até mesmo deficiências visuais.

Referência internacional no assunto, Timothy Caulfield, diretor do Instituto de Direito Médico da Universidade de Alberta, no Canadá, diz que o turismo de células-tronco é promovido por países onde as leis regulatórias são pouco rígidas, a exemplo de México, China, Índia e Tailândia.

Paulo Hoff, presidente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, afirma que o Judiciário deveria consultar a comunidade acadêmica antes de tomar decisões dessa natureza.

“Alguém deixará de ser tratado para que essa pessoa possa fazer algo que é totalmente experimental, sem comprovação de benefício nem avaliação adequada de efeitos colaterais.”

Os riscos de tratamentos feitos a partir de transplantes dessas células, segundo alguns estudos, envolvem rejeição pelo corpo ou ainda a formação de tumores.

Cientistas afirmam que é preciso ter grande controle de sua transformação -ou elas podem assumir funções alheias ao órgão em que foram inseridas.

A empresa chinesa Beike Biotechnology, uma das líderes no mercado de terapias com células-tronco sem comprovação científica, diz em seu site nunca ter registrado efeito colateral grave em mais de 20 mil transplantes.

Wise Young, diretor do Centro W. M. Keck de Neurociência Colaborativa, nos EUA, critica a atuação da empresa.

“Não se pode julgar se um tratamento é seguro e eficaz com base em depoimentos de pacientes. Tudo tem que ser provado e rigorosamente planejado e executado em estudos clínicos aprovados por órgãos regulatórios competentes e publicados em revistas científicas”, diz.

COMPROVAÇÃO

As células-tronco se originam de embriões, fetos ou cordão umbilical, mas também estão presentes, de maneira escassa, no corpo de adultos.

Apesar de serem uma grande aposta da ciência, só tiveram eficácia provada terapias utilizadas para tratar algumas doenças relacionadas a problemas sanguíneos e medula óssea e algumas disfunções do sistema imunológico, segundo a ISSCR (Sociedade Internacional para a Pesquisa com Células-Tronco).

Atualmente, a única modalidade amplamente praticada e defendida pela comunidade científica é o transplante de medula óssea feito através de células-tronco.

No front das novas terapias cientificamente comprovadas que em breve devem estar disponíveis para a população está o tratamento para certos casos de esclerose múltipla.

A ideia é tirar células do sistema imunológico que atacam o sistema nervoso e substituí-las por células-tronco do próprio paciente.

Todos os outros possíveis usos dessa técnica estão em fase de testes -e, em alguns casos, sequer chegaram a esse estágio.

“Aos pacientes que me procuram, aconselho não participar dos tratamentos. A origem das células-tronco não é clara e essas células são frequentemente inseridas em locais onde não poderão ajudar”, diz Roger Barker, neurocientista e pesquisador do Instituto de Células-Tronco da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

 

Fonte: Folha UOL