Saiba como ajudar uma pessoa com deficiência sem ser desagradável A psicóloga Cristina Masiero, supervisora da Psicologia Adulto na AACD, explica como ser útil de forma adequada para surdos, cegos e cadeirantes

1 – Caso queira oferecer ajuda a uma pessoa cadeirante, a psicóloga Cristina Masiero, supervisora da Psicologia Adulto na AACD, orienta a nunca movimentar a cadeira de rodas sem antes consulta-la. “É como se estivesse empurrando o corpo da pessoa”, explica. Ela recomenda que pergunte ao cadeirante se precisa de ajuda e como quer ser movimentado.

2 – Embora a recomendação de segurança para descer e subir rampas seja sempre posicionando a cadeira de rodas de costas, a psicóloga ressalta que se peça permissão ao cadeirante para tomar a atitude. Mesmo sabendo das regras, pergunte a ele: “Posso descer essa rampa de costas para a sua segurança? Você está de acordo?”, orienta

3- A regra para rampas também vale para guias de calçada. Para subir e descer, sempre posicione a cadeira de rodas de costas para evitar que a pessoa se desequilibre e corra o risco de cair

4- Ao empurrar uma cadeira de rodas, a velocidade deve ser a do passo ao caminhar – nem mais lento nem mais rápido do que isso. Mesmo que o cadeirante tenha condições de movimentar a própria cadeira com as mãos, vale oferecer ajuda, pois pode estar cansado

5- Nunca pendure bolsa ou casaco na cadeira de rodas alheia. Para uma pessoa com deficiência que usa a cadeira de rodas, o equipamento é uma extensão de seu corpo. “Da mesma forma que você não coloca a mão no corpo de uma pessoa, você não coloca na sua cadeira”, afirma a supervisora da Psicologia Adulto na AACD

6- Quando for conversar com um cadeirante, busque uma cadeira e sente-se ao lado dele para que seus olhos fiquem na altura dos olhos dele. Isso evita desconforto de ambas as partes. Em bate-papos breves, não há problema em permanecer em pé

7- Já em relação à pessoa cega, nunca a pegue pelo braço. Primeiramente, ofereça ajuda. Em seguida, pergunte como pode ajudar. Ofereça seu cotovelo para que ela coloque a mão e ande um pouco adiante que ela para que possa sentir o avanço pelo seu movimento corporal

8- Segundo a psicóloga, pessoas que se tornaram cegas e têm referência anterior gostam de receber informações sobre o ambiente. Já as cegas de nascença às vezes também requisitam dados do ambiente, mas não relacionados a cores e texturas, mas sim onde estão as pessoas e o que está acontecendo naquele local, naquele momento

9- Pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, os termos adequados são “pessoa surda” ou “pessoa com deficiência auditiva”, “pessoa cega” ou “pessoa com deficiência visual” e “pessoa cadeirante” ou “pessoa que usa cadeira de rodas”. “Isso porque a pessoa tem uma história de vida, uma experiência pessoal e, além disso tem uma deficiência. É importante ver a deficiência como uma característica dela e não a pessoa através da deficiência”, diz a supervisora da Psicologia Adulto na AACD

10- Se a pessoa cadeirante estiver com acompanhante, se deseja falar com ela, se dirija a ela e não ao acompanhante. Preste atenção para não falar com o acompanhante sobre ela na terceira pessoa, como se ela não estivesse ali. No caso de pessoa com deficiência cognitiva, se perceber que não houve interação, aí sim comunique-se com o acompanhante. “É bastante deselegante e invasivo ficar indagando ‘como foi acontecer aquilo’ ou emitir algum tipo de juízo”, diz a supervisora da AACD

11- Muitas pessoas que têm deficiência física não usam cadeira de rodas, mas sim muletas ou próteses. Portanto, a deficiência nem sempre pode ser percebida. A psicóloga ressalta que é preciso ter cuidado ao abordar uma pessoa que esteja sentada no assento preferencial do transporte público e aparentemente não precise. “Se a pessoa com deficiência que está sentada percebe que chega alguém que precisa mais do que ela, e ela consegue ceder o lugar, por que não fazer essa gentileza?”, diz

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

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