Viagem com acessibilidade. Sim, é possível fazer

Viagem com acessibilidade. Ainda poucas agências trabalham com turismo adaptado no Brasil. Há milhares de agências de viagens em todo Brasil, porém só algumas trabalham especialmente com deficientes. Na maioria dos casos, as agências consultam um hotel que tenha acessibilidade primeiro para depois entrar em contato com o viajante que o procura. Viajar é bom e todo mundo gosta, com as pessoas deficientes não é diferente.

Para o diretor da organização Turismo Adaptado, Ricardo Shimosakai, a procura roteiros especializados estão crescendo. “Pessoas deficientes que me procuram através da página do Turismo Adaptado, tirando dúvidas e nos pedindo para fazer viagem, escolhem o destino e nós indicamos o melhor hotel e passeios adaptados para eles, sem que haja nenhum problema”, diz Ricardo.

Viagem com acessibilidade

Há poucas agências que se dedicam a esse público, mas as que existem reconhecem e valorizam o turismo acessível. “Ter um serviço adequado para todos é importante, não só para pessoas com deficiência física, mas também com deficiência intelectual, visual, os idosos etc”, relatou a fundadora do Rio Acessible Tour, Luciana Bonguardo.

As dificuldades sempre aparecem, principalmente quando falamos em grupos de cadeirantes. “Às vezes, os hotéis se dizem acessíveis, mas, na verdade, faltam muito mais do que um elevador ou um banheiro adaptado e quando estamos em grupo não achamos acomodações para todos”, reclama, Ricardo.

Independente das dificuldades, há lugares com acessibilidade para viajar. “Em 2015, eu viajei sozinha para Nova Iorque. A acessibilidade para mim foi quase 100%, os transportes todos adaptados com rampas e ganchos que encaixam na cadeira para que ficassem presas e seguras. Foi uma cidade que me deu uma liberdade maravilhosa, pois eu poderia fazer tudo sozinha”, disse a publicitária e cadeirante, Denise Bacellar.

No Brasil, existem poucos lugares que já estão bastantes desenvolvidos nesse quesito. “Curitiba tem lugares bom. As calçadas são ótimas para andar, os transportes todos são adaptados para cadeirante. E no Rio de Janeiro, os pontos turísticos são bastantes acessíveis também”, comenta Denise.

Pessoas com deficiência querem acessibilidade, mas com independência. E muitos também procuram viagem em grupo para uma experiência mais animada. A falta da acessibilidade na infraestrutura turística dificulta esses pontos, mas Ricardo enxergou nos Cruzeiros uma oportunidade onde pode atender à esses pedidos. Assim, a Turismo Adaptado organizou um grupo para o cruzeiro de Páscoa de 2018, que está tendo uma grande procura.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

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