Truques que ajudam cadeirantes a cuidarem de seus cachorros Conheça mais algumas dicas que podem fortalecer essa amizade

Nem sempre a vida é fácil: existem alguns momentos que exigem cuidados especiais, de início, mas que posteriormente garantem uma vida leve e saudável. Um exemplo é dividir momentos com um animal de estimação!

Para pessoas com deficiência física, ter um cãozinho em casa pode parecer uma tarefa complicada, no entanto, com algumas dicas bastante simples de serem executadas, o novo integrante da família logo aprende as particularidades dessa convivência tão linda.

Como sabemos, cachorros são como pequenas crianças, não é? Necessitam de disciplina, cuidados constantes, estímulos diários e, claro, muito amor e carinho. Por esse motivo, independentemente das condições físicas, é fundamental disponibilizar certo tempo para garantir o desenvolvimento saudável da relação pet – tutor.

Com o fortalecimento dessa amizade, inclusive, é possível garantir não apenas que seu amiguinho de estimação seja bem cuidado, mas, também, que ele cuidará de você. Principalmente com relação a cadeirantes, um bichinho de estimação pode facilmente colaborar em alguns momentos para proporcionar mais qualidade de vida.

Caso ainda não saiba de que forma isso pode ser possível, que tal conferir essas dicas a seguir? Muito fáceis, com toda certeza, vão transformar sua vida. Confira!

Ainda não tenho um pet. Como posso escolher?

Um novo amiguinho em casa implica em uma mudança de rotina, por menor que ela seja. Para pessoas com cadeira de rodas, nem sempre é possível modificar as tarefas do dia a dia por completo, portanto é necessário escolher um cachorro que se adapte facilmente ao seu estilo de vida.

Existem algumas raças com essa sensibilidade, que podem fazer companhia ou que, normalmente, são escolhidas para cuidarem de seus tutores. Um bom exemplo são os Golden Retrievers, cãezinhos vistos com frequência guiando pessoas com deficiência visual.

De maneira geral, o ideal é optar pelas raças que respondem melhor ao adestramento. Existe um ranking mundial, feito por Stanley Coren — com a colaboração de especialistas em comportamento canino — que classifica os cães de acordo com a rapidez de aprendizado.

Embora seja de reconhecimento global, é fundamental ressaltar que, dentro de cada espécie, há bichinhos com personalidades diferentes, mais ou menos disciplinados. Portanto, a escolha da raça não deve ser um fator seguido à risca.

Adestramento é tudo!

Este é um ponto crucial para os tutores: a disciplina faz parte da hierarquia canina e, por esse motivo, é praticamente instintivo para eles obedecer. Assim, o principal trabalho, nesse processo, é ter paciência e procurar compreender o que o cachorro tem a dizer.

Apesar de não falarem, são animais que conseguem claramente externar opiniões e sentimentos. Então, procure compreendê-los ao máximo e trabalhar nos pontos mais fracos da relação.

Não se esqueça de que a continuidade do adestramento e a recompensa são a base de um companheiro canino bem treinado. Encontre um espacinho da rotina turbulenta e não tenha se preocupe caso demore para ele aprender, pois cada animal possui seu próprio tempo.

Para pessoas com deficiência física, existem alguns truques que facilitam de maneira significativa no resultado do adestramento. Veja a seguir:

Comece cedo

Nada como um filhote! Não por serem mais fofos — todos os animais são, adulto e idosos também! — ou mais fáceis de cuidar, mas por possuírem menos (ou nenhuma) mania e, assim, poderem adaptar-se com mais facilidade aos hábitos da casa nova.

Caso já possua um pet adulto, há meios para que ele aprenda rapidinho, mas pode levar um pouco mais de tempo. Se sentir real dificuldade, não hesite em pedir ajuda de um adestrador profissional.

Não utilize petiscos

Este é um método que, a princípio, pode parecer ilógico, como recompensar um bichinho de estimação sem a ajudinha de um petisquinho saboroso? Mas é bastante simples, pois o animal trabalha com associações.

Um petisco pode reforçar o comportamento positivo, mas, na prática, o cachorro apenas associa tal hábito à comidinha. Por isso, a fim de facilitar o treinamento, existe o clicker, o apito e outras técnicas com o mesmo funcionamento e que garantem o aprendizado.

Com essas metodologias, é possível ensinar os comandos básicos, como sentar e ficar, até direcionar o cãozinho a fazer as necessidades fisiológicas no lugar correto e demonstrar a hora de comer ou de passear, que pode ser ensinada a ser feita de forma tranquila.

Acima de tudo, o pet deve ter um espaço para ele

Os cães são animais sensíveis e de alta percepção. Por isso, é muito provável que seu novo companheiro crie um laço sólido de amizade com você. No entanto, ainda é fundamental que ele tenha o próprio cantinho, com uma caminha confortável e seus brinquedos.

Quando filhotes, podem ser dados brinquedos de morder, bichinhos de pelúcia e itens que estimulem o desenvolvimento saudável, mas conforme envelhecem, troque os brinquedos em vez de acumulá-los; isso evita uma bagunça desnecessária que dificulta a limpeza e pode causar acidentes.

Quanto à casinha ou cama para seu cãozinho, uma dica é deixá-la no seu quarto, caso seja um cômodo grande. Ele vai adorar a aproximação e ainda será possível ficar de olho nele sempre que possível.

De maneira geral, ter um novo amigo de quatro patas não é uma tarefa difícil, mas é preciso um pouquinho de tempo e paciência. Mas com essas dicas, fica ainda mais simples de fortalecer esse relacionamento maravilhoso!

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

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