Depressão, será que ela existe?

D-E-P-R-E-S-S-Ã-O, essa palavrinha com apenas 9 letras é mais perigosa do que vocês podem imaginar, a depressão atinge em média 2 milhões de pessoas por ano, tem mais ou menos 800 mil pessoas que cometem suicídio por causa da depressão e ainda tem pessoas que não acreditam que isso é uma doença, algumas pessoas falam que a depressão é coisa de gente que não tem o que fazer ou de gente rica, já ouvi por diversas vezes a seguinte frase, vai curar essa depressão lavando uma trouxa de roupa suja.

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no Brasil, porque sofre de depressão, mas já falamos muito sobre os números, agora vamos ao que interessa. Eu vou contar para vocês um pouco da minha história com a depressão, mas isso é um segredinho só nosso. OK?

Eu sempre fui uma criança forte, que passou várias coisas por causa da minha condição física, tenho Distrofia Muscular por esse motivo fiquei internado várias vezes ao longo da minha infância, mas sempre passei por todas as intercorrências sem nenhuma gota de medo, a Distrofia Muscular me causou uma escoliose que foi aumentando com o passar do tempo, até que chegou o momento que tive que ser submetido a uma cirurgia para consertar minha escoliose, era uma cirurgia muito delicada e com grandes riscos de vir a óbito, lembro-me que um pouco antes da cirurgia meu primo me perguntou se eu estava com medo, imediatamente respondi: NÃOOOOOOOO, sempre guardei meus medos dentro de uma espécie de caixinha dentro de mim.

Os anos foram se passando e fui fazer uma viagem para Disney, só que na ida o avião foi sugado por um tornado o que ocasionou uma grande turbulência e quase ocasionou a nossa morte, naquela hora aquela caixinha com todos os meus sentimentos se abriu e todos aqueles sentimentos que ficaram guardados vieram à tona de uma vez só, um dia antes de voltar de viagem tive um ataque de pânico, quando retornei para casa comecei a entrar em depressão. Foi horrível, eu não deixava ninguém colocar a mão em mim, fiquei com aversão ao toque das pessoas, me isolei totalmente, não podia nem ver as fotos que as pessoas postavam nas redes sociais, a felicidade delas me incomodavam, confesso que cheguei várias vezes pensar no pior, me peguei pensando em suicídio para acabar com aquilo tudo de uma vez, minha família me ajudou muito nesse momento difícil que eu estava passando, pedi ajuda ao meu médico e o mesmo me receitou um antidepressivo, não é frescura de ninguém, existem vários tratamentos que podem fazer com que aqueles que sofrem com a depressão tenham uma vida normal, um conselho que eu dou para todo mundo que conheço é fazer terapia, eu já faço terapia a bastante tempo e a minha psicóloga também me ajudou muito a passar por essa momento difícil, com ela aprendi a expressar meus sentimentos, falar o que eu penso na hora que eu bem entender, me fez enxergar coisas que antes eu não consegui ver.

Daí por diante comecei a ver as pessoas e o mundo com um olhar diferente, por exemplo, a gente vê uma pessoa na rua bem vestida, mas não sabemos o que se passa com a pessoa ou dentro de casa, não devemos julgar uma pessoa só pela aparência ou pelo fato de estar bem vestida. Devemos sempre antes de julgar pensar que não e só a aparência que conta, mas sim o que a pessoa é por dentro.

Gostaria de deixa uma frase para vocês refletirem:

Não desista do amor, não desista de amar, não se entregue à dor, porque ela um dia vai passar…

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

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