Em livro, Fernando Fernandes lembra vida pós-“BBB”

Fernando Fernandes conto que era legal ser um ex- BBB na época em que participou do programa, em 2002, e de como aproveitou a fama, até que se cansar e querer voltar ao anonimato. O atleta da canoagem lançou o seu livro no dia 22 de agosto sua biografia cujo o nome é “inquebrável” da (editora Paralela), escrita com o jornalista Pablo Miyazawa, e nela desde que entrou no reality show, os benefícios de ser famoso e o namoro com a atriz Danielle Winits, relacionamento este que o fez desistir de querer ser uma celebridade.

Recebi o livro de presente dos autores e confesso que estou viciado, não paro de ler, ele fica ao lado da minha cama.

Separei alguns trechos do livro para vocês!

“Naquele tempo, ser ex- BBB não era uma coisa tão pejorativa, era legal. Eu tinha acabado de sair do programa. Então muita gente me procurava. Eu não passava de um molecão perdido, meio chocado por não conseguir andar tranquilo na festa porque ficava cercado de gente querendo chegar perto, encostar, tirar foto. Quando fazia desfiles, as pessoas queriam me agarrar e tira foto no final. Isso tudo mexia muito com minha cabeça”, conta ele no capitulo dedicado ao programa.

Fernando, que foi convidado para entrar “BBB” enquanto se exercitava no Parque Ibirapuera, em São Paulo, afirma que conseguiu muitos trabalhos como modelo depois de deixar o programa e até se aventurou em ser ator. Ele se mudou para o Rio, fez uma peça de teatro, mas diz que não levava jeito e desistiu. Passou a se incomodar quando viu que as pessoas que se aproximavam delem só queriam saber do “BBB”.

“As pessoas queriam saber do cara do “Big Brother Brasil”, do modelo bonitão. Nas conversas, só me perguntavam bobagens. Eu parecia confiante, o dono do momento, porem, na verdade, sentia medo de tudo. Tímido como sempre fui, de repente sentia a pressão daquele novo mundo sobre mim”, relata.

Fernando lembra que ficou tão paranoico que se sentia perseguido. “Sempre que saia de casa, não parava de olhar para os lados achando que havia alguém me observando de longe. Na maioria das vezes, havia mesmo, e isso me aterrorizava e me fazia agir de maneira errada”, conta o tetracampeão mundial de paracanoagem.

O ex- BBB começou a namorar a atriz Danielle Winits quando ele tinha 21 anos e ela, 29, em 2002. O romance foi exposto à exaustão. Fernando lembra que vivia sendo perseguido por paparazzi e que não aguentava levar o namoro adiante. “Era muito assédio. Resolvemos nos separar em grande parte porque eu sentia que aquele mundo não era para mim. O Rio pode ser muito sufocante nesse sentido.”

O relacionamento com Winits o fez ter a certeza de que não pertencia ao mundo das celebridades. Segundo ele, o que no início era divertido, passou a lhe deixar um vazio. “Eu era um cara ligado ao esporte e tinha me tornado uma pessoa artificial. Ninguém queria saber o que pensava, só ligavam para o que não tinha importância… Fiquei meio revoltado com a situação.”

O atleta conta que passou a perder trabalhos como modelo e não ganhar mais tanto dinheiro. Afirma que começou a se isolar e que encontrou nas noitadas um jeito de lidar com a timidez. “Enchia a cara, não queria nem saber. Estava revoltado, queria que tudo explodisse. Precisava fugir da minha realidade, esse era um jeito fácil. Por conta disso, obviamente, fiz besteira para caramba, acabei me envolvendo em confusões que não ajudavam a melhorar em nada a minha situação… Foi uma fase nebulosa da qual tenho poucas lembranças claras. Bom, paciência, onde eu errei, errei. Não sabia lidar com a fama, só queria retomar as coisas simples, o anonimato.”

ACIDENTE E VONTADE DE VIVER

 Fernando Fernandes também dedicou uma parte do seu livro para contar sobre o acidente que ele sofreu no dia 3 de julho de 2009 e que o deixou paraplégico. Era madrugada em São Paulo quando Fernando bateu o carro em um poste e quebrou duas vertebras. Ele publicou trechos de seu diário, que começou a escrever três semanas depois do acidente.

“Hoje, 21 dias depois, sinto que minha fé começou a aflorar. Recebi carinho tanto dos amigos como de pessoas que nunca havia visto na vida. Cheguei a uma conclusão, mas acho que sempre acreditei nisto: one love, um só amor – a força de vem do mesmo lugar. Sempre dizemos que é na hora da dor que O chamamos…. Tento acordar e viver um dia de cada vez: dias de dores, muitas dores, e de felicidade” escreveu ele, que chegou a tomar 25 comprimidos por dia.

Fernando lembra do dia em que descobriu que não andaria mais. “Teve a fase do delírio, de não entender o que estava acontecendo, de achar que estava sonhando. Meus familiares me olhavam com expressões de desespero e choro… dizem que minha lesão se agravou porque tentei me levantar e sair andando logo depois do acidente. Não sei se isso aconteceu, porque até hoje continuo sem lembrar de nada.”

Ao se dar conta de que ficaria em uma cadeira de rodas, Fernando entrou em desespero, mas depois, afirma, se deu conta que poderia continuar se dedicando ao esporte e foi assim que conheceu a canoagem.

VIDA SEXUAL

No livro, Fernando Fernandes conta que nunca se preocupou com as questões físicas de um relacionamento, e lembra quando teve a certeza de que não estava impotente.

“Quando estava internado, eu só podia urinar por um procedimento chamado “cat”, que coloca uma sonda no pênis. A enfermeira vinha, abaixava minhas calças e, em uma situação muito constrangedora, pegava “nele” e encaixava num canudinho. Na primeira vez, assim que ela encostou um mim, ele cresceu. Não sabia onde esconder a cara, mas houve um lado bom de saber que, de alguma forma, eu estava funcionando”, relata ele, que lembrou de outra situação engraçada.

“Certa noite, o plantão só tinha enfermeiros homens no meu horário de urinar. Entrou no quarto um enfermeiro grandalhão que deu inicio ao procedimento. Fiquei tenso, porque, na maioria das vezes que encostava ali, “ele” funcionava. Não deu outra: foi ele colocar mão para o negocio acordar. Perecia uma briga, eu dando o comando ao cérebro: “Não sobe”! E ele, rebelde, insistiu em crescer até ficar ereto” detalhou Fernando Fernandes, que encarou a situação com humor.

Hoje o atleta afirma que nunca quis ser visto como coitado e que nunca deixou sua autoconfiança ser abalada: “Estou sentado, mas faço o que quiser. Tive de peitar as situações e encara-las com coragem. Desde pequenos gestos, como quando me propus a ir à padaria pela primeira vez ou quando corri a São Silvestre no braço, com seis meses de lesão. Eu não sabia se ia conseguir, mas fui. E é claro que consegui”

Para quem também quiser ler o livro deixarei os links das lojas onde estão sendo vendidos!

SARAIVA

Livraria Cultura

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

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