Cidade do Rock passa por adaptações para receber pessoas com necessidades especiais Rock in Rio 2017 terá até oficina para realizar reparos em cadeiras de roda. Equipamento elétrico irá transformar cadeira em triciclo.

A Cidade do Rock recebeu algumas adaptações para a edição do Rock in Rio em 2017 para se tornar mais acessível. As ideias surgiram com a ajuda de um cadeirante, que passou por dificuldades na edição de 2015 do festival.

Após ter problemas para se locomover no evento, o deficiente físico Thiago Gonçalves resolveu enviar um e-mail com algumas sugestões de acessibilidade para a organização. Como resposta, ele foi chamado para uma reunião e convidado para trabalhar no Rock in Rio e fazer parte do time que ia ajudar a construir uma Cidade do Rock acessível a todos.

Thiago era atleta e, após um acidente de carro, ficou tetraplégico. Ele lembra das dificuldades que teve durante o festival. “O acesso estava mais complicado, o terreno não era tão plano e foi difícil para a cadeira de rodas”, disse. Em 2017, ele terá crachá do Rock in Rio e vai trabalhar como coordenador de acessibilidade.

Uma das ideias que ele teve foi a utilização de carrinhos elétricos adaptados para cadeira de rodas. “É só puxar uma alavanca. Ele puxa a alavanca e já desce a rampa. É bem pratico, fácil de manusear e rápido. É só fechar e ir embora”, explicou Thiago. Os carrinhos vão transportar cadeirantes do estacionamento até pontos estratégicos dentro da cidade.

Outra ideia implantada por ele é o kit elétrico. Com o equipamento, portadores de necessidades especiais terão suas cadeiras transformadas em triciclos elétricos.

“Esse é um kit elétrico que a gente acopla na cadeira de rodas e transforma a cadeira num triciclo elétrico. Ele é a bateria e a gente vai ter 30 desses disponível para o público cadeirante circular pela Cidade do Rock de graça”, contou.

A nova Cidade do Rock terá também sinalização em braile, piso tátil, estacionamento exclusivo para pessoas com dificuldade de locomoção, plataformas em frente aos palcos reservadas, área com piso que vibra para o público com deficiência auditiva sentir o som e uma oficina para reparos de cadeiras de rodas.

Fonte: G1

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Ricardo
Meu nome é Ricardo Tostes, tenho 21 anos, capricorniano e estudante de Direito. Desde criança sou cadeirante, fui diagnosticado com distrofia muscular tipo centro nuclear. Sempre tive o sonho de levar informações para as pessoas e gostaria de dividir as minhas experiências de vida com vocês através deste blog.

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