ACESSIBILIDADE EM LOS ANGELES

Fazer uma viagem para qualquer lugar do exterior requer uma boa programação, principalmente quando os turistas apresentam algumas necessidades especiais. Atualmente, muitos estabelecimentos têm pecado no quesito acessibilidade, fazendo com que diversos visitantes sejam prejudicados com isso. Sendo assim, é de grande importância conferir quais atrações, monumentos e passeios são acessíveis a todo tipo de público e colocar no roteiro somente aqueles lugares que podem cumprir com tais requisitos. Portanto, acompanhe a matéria, saiba mais sobre isso e garanta uma viagem sem qualquer tipo de problema ao lado de quem você ama por lá.

A primeira coisa que você deve saber sobre acessibilidade para deficientes físicos em Los Angeles é que por lá existe uma preocupação muito especial com relação a isso por parte dos hotéis, passeios, pontos turísticos, transportes e praias da localidade. Uma grande parte dos estabelecimentos das cidades californianas contam com acessibilidade para todos em diversos sentidos, bem como: rampas para a travessia das cadeiras de rodas, elevadores para o transporte de pessoas com necessidades até outros andares e até seções especiais.

Dicas para deficientes físicos em restaurantes em Los Angeles

A maioria dos restaurantes, desde os mais tradicionais aos mais sofisticados, apresentam lugares na casa privilegiados para os portadores de necessidades especiais e até serviços de manobristas para deslocar o veículo até o estacionamento. O bacana, ainda, neste sentido é que você pode parar na frente do local onde for almoçar ou jantar, deixar o carro com o funcionário responsável pelo serviço e depois apenas pedi-lo novamente, facilitando muito o ingresso ao estabelecimento.

Ao pesquisar uma determinada atração, seja ela um show ou espetáculo, por exemplo, a dica é já analisar se o lugar conta com estes tipos de serviços e se eles são de fácil acesso aos cadeirantes. Muitas atrações, como parques, museus, igrejas, cinemas, teatros e outros apresentam filas especiais para deficientes físicos e até vagas de carros restritas somente para eles para o estacionamento do veículo. O bom disso é que você não precisa ficar encarando horas e horas de espera no local e pode parar o automóvel em um lugar de fácil acesso tanto na entrada quanto na saída do local onde for visitar. É super prático e rápido, portanto aproveite a oportunidade e divirta-se!

Dicas para deficientes físicos em transportes em Los Angeles

Outro ponto importante a se destacar é com relação aos transportes em Los Angeles, pois a maior parte deles são bastante estruturados para receberem muito bem seus visitantes com deficiência física em viagem por lá. Os táxis, e mesmos os ônibus, costumam apresentar rampas para o transporte adequado dos seus passageiros e até um lugar restrito para a colocação das cadeiras de rodas, portanto tudo bem certinho e tranquilo para o fácil e rápido deslocamento de todos eles por lá.

Uma sugestão importante para aqueles que tiverem o intuito de alugar um carro na Califórnia é, antes de mais nada, informar a empresa sobre todas as necessidades do cliente para que ela possa fornecer o veículo mais apropriado para cada caso. O procedimento é bastante simples e prático, sem qualquer tipo de transtorno para ambas as partes.

Aproveite!

Dicas para deficientes físicos em praias em Los Angeles

Pelo estado californiano estar repleto de belíssimas praias, uma das principais dúvidas dos deficientes físicos ao irem até lá é com a questão delas serem ou não acessíveis para eles. A resposta para isso é muito satisfatória, pois as praias de Los Angeles, pela sua maioria, contam com todos os serviços necessários para receberem muito bem os portadores de necessidades especiais. Muitas delas contam com passarelas e rampas em toda a sua extensão para facilitar na travessia até a areia e até o mar.

Dicas para deficientes físicos em parques de diversão em Los Angeles

A Califórnia é bastante conhecida também pelos seus magníficos parques de diversão. Existe uma enorme variedade deles, que podem ser encontrados em quase todas as cidades do estado, sendo muito acessíveis a qualquer tipo de público. O primeiro item importante que eles apresentam e são fundamentais as pessoas que vão para lá acompanhadas de algum portador de necessidades especiais são as filas, que em casos como esse são totalmente liberadas, bastando apenas comunicar algum dos funcionários da casa.

Outro serviço que a maioria deles contam são pessoas dentro dos parques responsáveis por fornecerem auxílio aos deficientes, sejam eles em brinquedos ou até shows. O bacana também é que todos os restaurantes e banheiros dentro dos parques de diversão contam com áreas especiais para eles e encontram-se disponíveis sem maiores dificuldades.

Fique hospedado nas melhores regiões de Los Angeles

Outra dica importante que vai influenciar muito sua viagem por Los Angeles é escolher bem a localização do seu hotel. A cidade é enorme e o ideal é ficar localizado nos bairros mais turísticos, perto das principais atrações turísticas e da praia.

Resenha: The Fundamentals of Caring

Não faz muito tempo, eu vi The Fundamentals of Caring (Amizades Improváveis, o que achei uma péssima tradução de título então nem vou usar esse nome) no catálogo da Netflix e pensei que poderia ser um bom filme para assistir despretensiosamente, para relaxar, dar algumas risadas e se emocionar também, claro. Bem, eu estava certo. Demorei um pouco para enfim dar uma chance ao filme, vida corrida, preferência por colocar as séries atrasadas em dia ao invés de ver filmes, mas eis que finalmente eu dei uma chance ao filme e não me arrependi. Por isso, vim trazer para vocês essa dica para aproveitar ainda o feriado, o final de semana ou algum momento de folga.

Ben Benjamin é um escritor que sofre uma grande perda familiar que o mudou. Tentando recolocar sua vida no lugar, entra em um curso de homecaring e passa a ser o cuidador do sarcástico e atrevido Trevor, um adolescente com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). Cansado de ver o garoto assistir televisão o tempo inteiro, Ben planeja uma viagem e saem em busca do famoso Santo Graal, “o poço mais profundo do mundo”. Selena entra em cena como Dot, jovem que acaba aceitando muito mais do que uma carona.

Para Ben, seu novo emprego acaba sendo muito mais do que uma forma de ganhar dinheiro, mas sim uma oportunidade de realmente ajudar alguém e de mudar a si mesmo, as suas próprias perspectivas de vida, estando disposto a tudo pelo pequeno Trevor. Enquanto para este que, de início, se recusava a sair da milimétrica rotina e não via o passeio como uma boa ideia, rende-se aos encantos de expandir suas fronteiras e realizar sonhos com a ajuda de seu cuidador.

“Escolha um número entre 1 e 3500.”

 

A relação dos dois é o auge do filme. Eles nunca se recuperarão completamente, mas mesmo acidentalmente, acabam ajudando um ao outro da maneira que podem. Nas palavras do diretor Burnett, “Ben nunca superará sua perda. Trevor nunca sairá de sua cadeira de rodas. Mas ainda há algo muito heroico nesses dois caras que estão completamente mortos, mas respiram um pouco de vida para o outro.”.

A personalidade forte de ambos pode ser um desafio as vezes, mas isso não cancela o fato deles se darem muito bem, tampouco interfere no carinho que um sente pelo outro. São como pai e filho. As brincadeiras de mau gosto tiram suspiros sufocantes de quem assiste, mas são seguidos de boas risadas que nos ajudam a aproveitar ainda mais a história.

Emocionante e divertido, The Fundamentals of Caring é um longa que agrada tanto os fãs de comédia quanto os de drama, abraçando as duas temáticas sem apelos ou exageros. Com personagens apaixonantes e uma boa produção cinematográfica, fica a recomendação para não deixar este filme passar despercebido.

Apenas 31% Das Pessoas Com Deficiência Conhecem Bem A Lei De Cotas

Nem todas as pessoas com deficiência conhecem a Lei de Cotas. A lei nº 8213, criada em 1991 e regulamentada oficialmente em 1999, é uma das legislações mais importantes para a empregabilidade dos profissionais com deficiência e o principal instrumento de inclusão no mercado de trabalho. Contudo, apenas 31% das PCDs afirmam conhecê-la bem ou profundamente.

Essa informação é apontada pela edição de 2017/2018 da pesquisa “Expectativas e Percepções sobre o Mercado de Trabalho para PCDs”, realizada pela i.Social em parceria com a Catho, ABRH Brasil e ABRH-SP. O levantamento entrevistou 1.091 pessoas com deficiência de 19 estados brasileiros sobre temas relacionados à inclusão.

 

De acordo com a pesquisa, 12% dos entrevistados não conhecem a Lei de Cotas; 21% afirmam que “já ouviram falar” e 36% a conhecem parcialmente. Por outro lado, 25% das pessoas com deficiência a conhecem bem, mas apenas 6% conhecem a lei profundamente.

A lei estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários preencham de 2% a 5% dos seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados pelo INSS. A medida está sujeita a fiscalização do Ministério do Trabalho e multa pelo seu descumprimento.

O pouco conhecimento, conhecimento parcial ou desconhecimento das pessoas com deficiência sobre a Lei de Cotas pode impactá-las negativamente na busca por trabalho.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), dos 418.521 vínculos empregatícios (CTL) ocupados por pessoas com deficiência, apenas 6,52% das vagas são em empresas que não precisam cumprir a cota. Esses dados demonstram a importância da lei, pois se ela não existisse, as dificuldades para um profissional PCD entrar no mercado de trabalho certamente seriam maiores.

Uma situação semelhante acontece com a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146). Considerada uma legislação relativamente nova para a pessoa com deficiência, a LBI entrou em vigor em janeiro de 2016 e cumpre um importante papel em diferentes áreas da sociedade, incluindo o mercado de trabalho.

Quanto a essa questão, apenas 15% das pessoas com deficiência entrevistadas afirmam que conhecem bem a lei e 3% a conhecem profundamente.

Além disso, 25% dos entrevistados não conhecem a lei, 29% já ouviram falar e 27% conhecem parcialmente.

A Lei Brasileira de Inclusão garante que a pessoa com deficiência tenha “direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”. Outros aspectos relacionados ao âmbito profissional também são garantidos pela lei, da mesma forma que qualquer forma de discriminação ou restrição ao trabalho passa a ser estritamente proibida.

Nesse sentido, 50% dos entrevistados dizem já ter sofrido preconceito no ambiente de trabalho (por chefes, colegas de trabalho ou clientes) e 52% dizem que “se sentir apenas como um ‘funcionário da cota’” faz com que eles tenham vontade de desistir de um trabalho ou querer mudar de emprego. Embora muitas circunstâncias sejam extrínsecas à PCD, ter um perfeito conhecimento das leis que garantem o direto ao trabalho e a igualdade de condições nesta esfera da vida é uma forma de saber como lidar ou buscar apoio no caso de situações que comprometam a honra e o bem-estar do trabalhador com deficiência.

Faça o download da pesquisa “Expectativas e Percepções sobre o Mercado de Trabalho para PCDs” CLICANDO AQUI.

FONTE: Isocial 

Cadeirante ganha direito de ser ajudada pelos porteiros de seu prédio Condomínio votou pela proibição, mas agora terá de indenizá-la em R$ 46 mil

Uma funcionária pública de Juiz de Fora (MG) conquistou na Justiça o direito de ser ajudada pelos porteiros do condomínio onde mora a subir uma rampa íngreme que dá acesso da garagem aos elevadores do prédio.

Cadeirante, ela também ganhou, em três instâncias judiciais, o direito de ser indenizada em R$ 46 mil (em valores atualizados) pelo fato de os moradores, em assembleia, terem aprovado por quase unanimidade a proibição de ajuda —o condomínio alegou que era uma “questão de natureza privada”.

Pela decisão da Justiça, a atitude do condomínio “violou o princípio da dignidade da pessoa humana, de valor supremo na ordem constitucional vigente, como fundamento da República”.

Ana Tereza Baêta Camponizzi, 59, mora sozinha no condomínio Parque Itália há 15 anos e há seis anos usa cadeira de rodas em decorrência de uma lesão medular após acidente de carro.

“Quando os porteiros se recusaram a me ajudar —obedecendo a ordens, pois sempre foram atenciosos comigo—, minha sensação foi de incompreensão, tristeza e discriminação. Sempre fui bem tratada e acolhida nas mais diversas situações do dia a dia.”

Ela diz que sempre teve ajuda das pessoas para vencer barreiras arquitetônicas, ainda comuns na realidade do país, para suas atividades.

“Ao obter decisões favoráveis, minha sensação foi de dever cumprido, foi de felicidade por ver a Justiça sendo feita, foi de recompensa por um sofrimento.”

A reportagem procurou um dos advogados do Parque Itália, Ricardo Gorgulho Cummingham, que informou que consultaria o cliente caso houvesse desejo de se manifestar, o que não aconteceu.

Ele também não informou se pretende impetrar novos recursos contra a decisão.

A dificuldade da cadeirante em subir a rampa sozinha também é decorrente da falta de padrões técnicos para a instalação, que acabou deixando-a íngreme demais e exigindo muito esforço físico.

Por isso, a Justiça também mandou que o condomínio instalasse, no mais curto espaço de tempo possível, uma plataforma elevatória (orçada em R$ 39 mil), dentro do que recomendam as normas técnicas, para que Ana e quem mais tenha necessidade acesse os elevadores de forma independente.

“Fui vítima de preconceito, por terem ferido o princípio da igualdade: tratamento igual aos iguais e desigual aos desiguais. Fui vítima de ignorância, por afastarem o princípio da dignidade da pessoa humana, e de desconhecimento, em menor intensidade, pois a questão envolvendo direitos é, hoje em dia, amplamente divulgada”, diz Ana, defendida na ação pelos advogados Marcus Moreira e Lilian Campomizzi.

Durante o processo, o corpo diretivo do prédio chegou a negar que a proibição aos porteiros tivesse sido estabelecida, o que não conseguiu sustentar na ação.

HUMILHAÇÃO

Na última decisão sobre o caso, dada pela ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça, que negou vários agravos da defesa para tentar diminuir o impacto da punição, consta: “Os fatos apresentados e comprovados, por si, são suficientes para ensejar ofensa à honra da parte e lesão extrapatrimonial resultante de sofrimento causado por natural revolta, raiva, humilhação, tristeza e angústia”.

Ana conta que chegou a ficar no meio da rua, em frente ao prédio, esperando que alguém passasse para pedir ajuda para vencer a rampa da garagem e chegar em casa.

Segundo ela, “o tratamento por parte dos moradores continua o mesmo. Ninguém jamais tocou no assunto. Tenho com a maioria um tratamento cordial. Uns poucos não me cumprimentam. Ninguém se desculpou”.

A Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, e a Lei de Acessibilidade, de 2004, determinam que condomínios ofereçam totais condições de ir e vir, em todas suas dependências, de acordo com as normas técnicas vigentes.

Lei proíbe cobrança extra em salas de entretenimento Cinemas, teatros, eventos esportivos e outros eventos estão proibidos de cobrar mais de uma entrada por pessoa com deficiência

Você sabia? A Lei estadual 16.545, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, em outubro de 2017, proíbe a cobrança de mais de um ingresso por pessoa com deficiência, problemas de mobilidade, obesas ou pessoas que usem cadeira de rodas em função de sua condição física, mental ou de saúde.

A proibição vale para salas de cinema, cineclubes, espetáculos musicais e circenses e eventos educativos, esportivos, de lazer e de entretenimento, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos e privados, independente do número de assentos ou da área ocupada.

A fiscalização da lei está a cargo dos órgãos de defesa do consumidor e o estabelecimento que a descumprir fica sujeito a cobrança de multa estabelecida pela Lei Lei 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor.

Denúncias sobre violação do Código do Consumidor podem ser feitas pelo telefone 151 e por outros serviços de atendimento da Fundação Procon-SP (consulte o site do órgão).

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