UBER DEVE PASSAR A OFERECER VIAGENS MAIS ACESSÍVEIS A CADEIRANTES Em razão da empresa não possuir nenhum dos veículos, a empresa tem dependido de pessoas comuns, em que na maioria dos casos não possui um carro adaptado.

A Uber acabou recebendo reclamações pela sua falta de passeios mais acessíveis para pessoas que dependem de cadeiras de rodas. Agora, a empresa está investindo para garantir que passageiros cadeirantes não precisem aguardar mais do que 15 minutos por uma carona. Isso irá ocorrer graças a uma parceria com a MV Transportation, uma provedora de serviços de paratransmissão que opera em 30 estados e no Canadá.

A Uber, através da parceria, poderá adicionar centenas de veículos adaptados para cadeiras de rodas à sua plataforma. Assim, Nova York, Boston, Filadélfia, Washington, DC, Chicago e Toronto, os usuários cadeirantes não irão esperar mais do que 15 minutos por um carro. No ano que vem a ideia é expandir o serviço.

Em razão da empresa não possuir nenhum dos veículos, a empresa tem dependido de pessoas comuns, em que na maioria dos casos não possui um carro adaptado

“Acho que a realidade é que a maioria das pessoas que usam cadeiras de rodas dobráveis ​​tem uma boa experiência, mas nosso modelo não funciona para pessoas que usam cadeiras de rodas motorizadas”, disse Malcom Glenn, diretora global de acessibilidade e comunidades carentes do UberCrunch.

“O modelo que pensamos ser capaz de obter um grande suprimento de WAVs na plataforma é através de relações comerciais – trabalhando com provedores de transporte que já têm acesso a uma grande oferta de veículos acessíveis a cadeiras de rodas”, disse Glenn.

“Estamos fazendo um investimento bastante significativo para garantir a confiabilidade”, disse Glenn. “O Uber investe pesado em MV para garantir que estamos obtendo a confiabilidade que todas as partes desejam.”

Vale mencionar que no ano passado, a Uber acabou sendo processada várias vezes pela falta de acessibilidade em seus carros.

 

FONTE: TECHCRUNCH

TOYOTA MOSTRA CARRO PARA CADEIRANTES NO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO O protótipo é equipado com leitores faciais e captadores de som que reconhecem a emoção do motorista pelas expressões ou por voz

A Toyota trouxe para o Salão do Automóvel de São Paulo conceitos de mobilidade autônoma. Os carros, que haviam sido revelados há um ano no Salão do Automóvel de Tóquio, são exibidos em esquetes curtos com atores que interagem com os veículos.

As apresentações ocorrem três vezes por dia e duram cerca de 15 minutos. A primeira começou às 14h da quinta – feira (8). O protótipo é equipado com leitores faciais e captadores de som que reconhecem a emoção do motorista pelas expressões ou por voz.

O sistema começará a ser testado nas ruas em 2020. O primeiro objetivo será reduzir o número de acidentes causados pela falta de concentração ao volante.

Outro modelo em exibição é o Concept-i Ride. O veículo tem apenas 2,5 metros de comprimento (1,5 metro a menos que um compacto tradicional) e 1,3 metro de largura.

De acordo com a Toyota, as medidas foram pensadas para possibilitar que pessoas com deficiência motora possam estacionar o veículo em vagas estreitas e ainda assim conseguir entrar e sair do veículo sem dificuldade.

As portas são eletrônicas e se abrem para cima, liberando um grande vão de acesso, além de ajudar a erguer a cadeira de rodas.Salão do Automóvel de São Paulo 2018.

 

FONTE: Noticias são minuto

Jovem com paralisia cerebral passa no exame da OAB

Sempre vai ter quem nos diga que algo é impossível e sempre vai ter quem nos prove que nada supera o esforço e dedicação para se alcançar um sonho.

Desde seu nascimento, em 14 de setembro de 1991, a pernambucana Melissa Campello desafia prognósticos, tendo médicos ditos que ela viveria como um “vegetal”.

Após um parto difícil e prematuro ao lado de sua irmã gêmea, Mel viveu ano após ano e venceu o bullying, a falta de acessibilidade para cadeirante e os comentários preconceituosos sobre sua paralisia cerebral.

Mas a maior conquista dela estava por vir. Este ano ela passou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com uma nota de 8.6 no 18° Exame de Ordem Unificado.

“Achei a prova fácil. Durante o teste, ainda podia usar mais uma hora, mas acabei antes”, explicou em entrevista ao Só Notícia Boa.

Durante o curso – Mel formou-se em direito pela Faculdade Guararapes no ano passado – ela chegou a escutar de professores: “Você já fez muito concluindo o curso de direito”, como se a aprovação na OAB fosse algo inalcançável.

Como Mel não consegue escrever, ela utiliza um computador que a escuta e trasncreve o que fala. No dia da prova uma fiscal fez esse papel. “A ajuda de minha professora Schanmkypou Bezerra foi fundamental”, disse.

“Minha filha é uma gladiadora, uma guerreira, fortaleza, exemplo de coragem para muita gente que fica inventando desculpas para não seguir crescendo”, elogia a mãe.

 

FONTE: Só Notícias boas 

Leia 71 Leões, o livro de Lau Patrón sobre maternidade especial, dor e amor

Em julho conversamos com a Lau Patrón sobre a solidão que muitas vezes acompanha a maternidade especial, sobre inclusão, amor e novos projetos – um deles era justamente o livro 71 Leões, que agora está disponível em pré-venda até 21 de outubro aqui (quem garantir a compra nesse período leva para casa surpresas exclusivas, autógrafo da Lau e do João também!).

Lançado pela editora Belas Letras, o livro conta a história dos 71 dias em que Lau morou no hospital para acompanhar a primeira internação do filho, o pequeno João Vicente. Com um ano e oito meses João sofreu um grave AVC. Foi assim que uma doença raríssima chamada Síndrome Hemolítica Urêmica foi descoberta – e foi quando Lau nasceu como mãe especial.
Nessa entrevista, a autora contou um pouco sobre como foi o processo de organizar as ideias e colocar no papel toda a trajetória entre médicos e enfermeiros: “voltar naqueles dias, naquela dor, entrevistar as pessoas que estavam lá comigo, desenhar um mapa dos acontecimentos, foi um processo terapêutico, em primeiro lugar.

Foram vômitos. Um abrir de feridas bastante intenso. Depois precisei questionar o porquê disso tudo ser publicado. E aí, entendi que tive uma forma de lidar com a dor bastante saudável, dentro do possível, e que contar isso sem enfeites poderia ajudar outras pessoas na mesma situação, e outras pessoas em situações completamente diferentes, porque no fundo, dor é dor, entende?”.

O livro é uma espécie de diário formado por cartas de Lau para João e também por narrativas sinceras e cruas sobre o dia a dia na UTI, os medos enfrentados, as descobertas feitas. Tudo com muito pé no chão e sensibilidade – e passando muito, muito longe da romantização do sofrimento materno. Nas palavras da autora: “uma mãe nunca é só uma mãe. É uma mulher, uma filha, uma namorada, um turbilhão. Tem tristeza e alegria no mesmo corpo”.

Outra iniciativa da Lau prevista para este ano era a primeira palestra sobre os temas abordados no Avante Leãozinho, o que aconteceu em uma TED Talk emocionante, que você confere abaixo.

 

 

FONTE: Primistili

MÉDICO CEGO DE SP MANTÉM CONSULTÓRIO, ATENDE EM HOSPITAL E ORIENTA ALUNOS Endocrinologista perdeu totalmente a visão há oito anos e é especialista em tireoide

A rotina do médico endocrinologista Ricardo Ayello Guerra, 47, é pesada como a de qualquer outro profissional de saúde. Ele atende em uma clínica particular e também dá expediente em dois grandes hospitais públicos de São Paulo, onde ainda orienta o trabalho de dezenas de colegas residentes. A diferença é que o doutor Ricardo não tem a visão, é totalmente cego.

Não há segredo nem assistencialismo para o sucesso profissional dele. Sua jornada foi marcada pela construção de um amplo conhecimento técnico e teórico, por adaptações básicas em sua rotina e pela permanente preocupação em prestar um bom serviço ao paciente.

Ricardo se formou em medicina pela Uerj (Universidade do Estado do Rio do Janeiro), uma das melhores do país, especializou-se em tireoide, cujos problemas são muitas vezes detectados pelo toque do médico. Para rotinas diárias, ele tem sempre ao seu lado um profissional de confiança que lê os resultados de exames e resolve questões práticas.

“Durante o período de faculdade, eu ainda tinha um pouco de visão [ele nasceu com retinose pigmentar] e enfrentava mais dificuldades em locais com pouca luz ou para usar instrumentos como o microscópio, pegar uma agulha. Tentava compensar estudando muito, até seis horas por dia”, afirma o médico.

Embora tenha sempre se deparado com questionamentos sobre sua competência e habilidade, de ter sofrido resistência e algum bullying de seus colegas, Ricardo, com apoio familiar e gosto pela prática médica, convenceu-se de que poderia seguir em frente na carreira.

“Ninguém conseguia me dar uma justificativa convincente para fazer eu desistir de ser médico. Passei num vestibular muito difícil, mas até estava disposto a abrir mão se houvesse algo que me impedisse de continuar. Conversei com vários catedráticos que me falaram que eu tinha, sim, condições de exercer a profissão com adaptações, estudos, com muito aprendizado.”

Em disciplinas muito práticas como pronto-socorro ou cirurgia, cumpriu toda a parte teórica, fez provas e foi aprovado. Em histologia -que estuda composição e função dos tecidos vivos- tomou bomba, pois o professor exigia que ele usasse o microscópio.

“Minha sorte foi que esse professor mais tradicionalista se aposentou e o novo que entrou no lugar dele aceitou e achou natural a forma que eu propus para realizar as avaliações, por meio de fotografias 3D. Não me lembro ao certo se fiquei com 9 ou 10.”

A psiquiatria foi uma das primeiras especialidades sugeridas a Ricardo, que já tinha convicção que poderia ser um bom médico de atendimento clínico, trabalhando em consultório. Escolheu a endocrinologia. Fez residência médica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, onde, em 2002, prestou concurso para médico endocrinologista e passou em primeiro lugar.

Ele também é concursado no HSPM (Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo), onde ficou em segundo lugar nas provas. Fez mestrado na Universidade Federal de São Paulo com um trabalho já voltado aos estudos da tireoide.

Há 15 anos, a doença do médico começou a progredir e ele passou a perder gradativamente a capacidade de enxergar. Há oito anos ele é considerado totalmente cego. Ricardo ainda faz reabilitação na Fundação Dorina Nowill para lidar melhor com sua situação de forma independente.

Para a médica Daniela Yone Veiga Iguchi Perez, colega de Ricardo no HSPM, ele é “um médico extremamente competente, referência em conhecimento nas áreas em que atua. Um grande exemplo para os residentes e toda a equipe. Sua deficiência visual, que passa totalmente desapercebida no trabalho que desenvolve na assistência e no ensino, apenas aumenta a admiração que todos temos por ele”.

Duas vezes por semana, o endocrinologista atende em um consultório particular em Atibaia (a 66Km de São Paulo), onde também moram seus dois filhos Leonardo, 12, e Camila, 10. Ele é separado por duas vezes e planeja se casar pela terceira vez em novembro.

“Uma regra de quando saio na rua com meus filhos é a de eles manterem sempre as mãos atadas comigo. Eles ainda perguntam se vou voltar a enxergar e eu digo que não, o que não é fácil, afirma Ricardo.

“Por muito tempo achei que surgiria um tratamento milagroso para o meu caso, hoje, não vivo com essa expectativa. Me preservo, me cuido, mas se surgir algo será lucro. A aceitação da minha condição é um exercício diário e vai durar a minha vida inteira. Não posso dizer que seja algo simples”.

No consultório, além de ter auxílio de programas de computadores específicos para pessoas com deficiência visual, o médico conta com um auxiliar. Suas consultas são longas para captar as nuances dos problemas de seus pacientes e ele não dispensa uma boa avaliação tocando seus pacientes.

“Não tenho como prática falar antecipadamente ao paciente sobre minha condição, pois entendo que isso não levará nenhum benefício a ele. A pessoa chega e é atendida da melhor maneira possível. Se ela pergunta sobre minha visão, explico. Nunca recebi nenhuma reclamação por isso e o meu termômetro é a volta dos pacientes ao consultório. De modo geral, elas voltam.”

Em seu trabalho nos hospitais públicos, o médico faz orientação e debate de casos a respeito de diabetes, obesidade, tireoide entre outros com os residentes.

“O doutor Ricardo é um homem admirável, com conhecimento geral e médico extenso e atualizado. Bastante querido por todos os colegas e pacientes. Nos inspira diariamente, ao demonstrar que sua deficiência não significa, de maneira alguma, uma limitação”, afirma Adriano Radin, residente de endocrinologia do HSPM.

Ricardo, porém, não avalia que tudo seja simples e entende que há, sim, dificuldades para a atuação de pessoas com deficiência em algumas áreas e que é necessário haver coerência.

“Não é possível determinar de antemão o que uma pessoa é capaz de fazer ou não. É preciso dar chances às pessoas, ouvi-las, entendê-las e agir sem preconceito, abrindo os espaços. Nem todo mundo terá características que atendam determinada profissional, mas isso vale para qualquer pessoa.”

FONTE: Folha de SP

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