Entrevista Pedro Henrique

Pedro Henrique Batista Santiago, 33 anos, cirurgião dentista, pós-graduado em implantodontia, porém só atuei durante 2 semanas.

Levei um tranco na BR ( sertão de PE ), onde meu carro foi obrigado a ir para o acostamento, cai em vários buracos, parei o carro para verificar qual pneu tinha furado, então vim andando me equilibrando no meio fio do acostamento, me desequilibrei e cai para trás, onde tinha uma altura de 2 metros em média, cai de costa em cima de uma pedra, na hora já senti que tinha perdido o movimento das pernas, isso era 00h00 de quinta feira, só fui achado no outro dia as 13h.

Devido ao tempo que fiquei no sol, tive queimaduras de 1 grau em todo o corpo, e nas pernas tive queimaduras de 3 grau após terminar toda minha reabilitação, quando voltei ao trabalho, comecei a sentir algumas dores, fiz novos exames e foi detectado que alguns parafusos das minhas costas estavam soltos, me obrigando a fazer uma nova cirurgia!

Essa segunda cirurgia tem 1 semana que foi feita e ainda me encontro aqui na AACD.

 

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Justiça condena Aeroporto JK e companhia aérea por deficiência no atendimento a cadeirante A condenação ocorreu em razão da falta de estrutura para o desembarque de portador de necessidades especiais.

A Justiça do Distrito Federal, por unanimidade, manteve a condenação da Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília e da Societe Air France, companhia aérea, a pagarem indenização de R$ 5 mil pelos danos morais causados em razão da falta de estrutura para o desembarque de portador de necessidades especiais.

No processo, o autor da ação argumentou que é cadeirante e, ao regressar de viagem com sua família, devido à falta de estrutura para portadores de necessidades especiais, passou por situação humilhante e perigosa.

A companhia aérea, em sua defesa, alegou que as dificuldades na locomoção do autor se deram em razão da inoperância dos elevadores, cuja manutenção seria de responsabilidade da empresa que administra o aeroporto. Já a Inframerica, por sua vez, argumentou que devido à manutenção dos elevadores, teria disponibilizado um equipamento para fazer o deslocamento do autor, mas o mesmo teria optado por não utilizá-lo, conduta que teria excluído a responsabilidade da empresa.

A decisão foi proferida pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

FONTE: Jornal de Brasilia

Elevador de delegacia quebrado faz advogado cadeirante subir escada engatinhando O fato ocorreu na tarde desta terça-feira (15) e o advogado contou que teve a ajuda de seu cliente e também de quatro policiais para subir a escada.

O elevador do Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho em Feira de Santana, que está quebrado, fez com que o advogado João Santos do município de Tucano, que é cadeirante, subisse as escadas engatinhando para conseguir chegar ao primeiro andar.

O fato ocorreu na tarde desta terça-feira (15) e o advogado contou que teve a ajuda de seu cliente e também de quatro policiais para subir a escada. Segundo ele, a informação era que o equipamento não estava funcionando e não há previsão de conserto. Ele declarou ainda que foi bem tratado pelos policiais e que eles foram sensíveis a situação, mas o governo do estado deixa a desejar no quesito acessibilidade em locais como órgãos públicos e calçadas

“Não dá acessibilidade. Não só a mim como para outros deficientes, idosos, gestantes e a população que precisa transitar com segurança. Em alguns locais que eu residi como Tucano e Ribeira do Pombal eu tive que entrar com um processo judicial para que fossem feitas adequações de acessibilidade”, afirmou.

João Santos revelou que essas dificuldades não o desanimam de continuar o trabalho. Mas, as pessoas precisam ter o direito de ir e vir com tranquilidade.

Sobre a situação do elevador quebrado, o delegado conversou com o advogado e pediu que ele fizesse um registro com o responsável legal da Secretaria de Segurança Pública para que a situação não se repita com ele e não aconteça com outras pessoas.

FONTE: Acorda Cidade 

Coisas que todo cadeirante precisa observar no imóvel antes de comprá-lo Algumas adaptações na casa onde moram pessoas com mobilidade reduzida são costumeiramente necessárias para tornar a vida da pessoa mais fácil e acessível.

O espaço tem que respirar a personalidade e as condições da pessoa, a fim de tornar o ambiente o mais “caseiro” possível, afinal, o que seria o nosso Lar doce Lar, se não isso, certo? Algumas medidas devem ser tomadas para que a pessoa com limitações de locomoção tenha a melhor experiência possível.

Nesse artigo veremos os pontos que devem ser observados, assim como, priorizados na hora de comprar apartamento novo ou alugá-lo, desde pontos que visam evitar problemas futuros, ou mesmo para promover a qualidade de vida.

5 pontos que precisam pré-existir ou ser adaptados antes de comprar apartamento

Separamos um rol de questões que, inclusive, estão dispostos na NBR 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e falam sobre as adaptações da edificação e dos espaços e equipamentos urbanos:

Portas mais largas

As portas para cadeirantes precisam ser mais largas que o normal, com cerca de 90 cm no mínimo, e com a janela tendo um peitoril mais baixo (70 cm de altura seria o ideal no caso), isso torna o apartamento muito mais agradável ao uso do cadeirante, outro ponto a respeito das portas é que elas precisam ser de correr, já que elas sempre ficam rentes e não ocupam um espaço desnecessário na quina do quarto, melhorando o trânsito e a independência do morador;

Banheiros acessíveis são necessários

Os banheiros precisam ser completamente adaptados, com piso antiderrapante, barras de apoio, dimensões e resistência sempre seguindo a Norma 9050 da ABNT. O vaso sanitário também deve ser específico, para a limitação específica da pessoa. Lembre sempre de ver o chuveiro, as torneiras, pias e afins!

Cozinha com circulação segura.

Cozinhas são os melhores lugares, e para que seja o melhor lugar para alguém com limitações de movimentação, uma grande atenção deve ser dada às bancadas instaladas, além dos fogões cooktops, que precisam estar ao alcance das mãos do morador, além de todas as portas do armário;

Mobília, maçanetas e puxadores ao alcance

De modo geral, não precisamos dizer que as coisas precisam estar sempre acessíveis, mas ao comprar apartamento, o morador com limitações de mobilidade preciosa estar atento aos cantos de móveis, que preferencialmente devem ser arredondados para evitar ferimentos, assim como as maçanetas devem ser especiais, para facilitar a manipulação;

A varanda é um local de diversão segura

Sendo um local importante do imóvel, a varanda precisa ser envidraçada em nome da segurança. As sacadas abertas costumam provocar acidentes, e isso não diz respeito apenas aos cidadãos com deficiência.

Atenção aos serviços também!

Numa residência, a construção de rampas nem sempre é algo viável, muito por conta do espaço disponível para tal. Quanto maior for o desnível, mais longa deve ser a rampa, por isso, alguns apartamentos têm, frequentemente, em sua região comum, uma deficiência em promover acessibilidade.

Portanto, sempre preste atenção nas plataformas elevatórias, elevadores residenciais, assim como os corredores, se são largos o suficiente para que você se locomova sem se chocar com as paredes.

Preste atenção também nas tomadas e interruptores, não só nas áreas externas, mas na sua casa também, já que isso lhe salva um dinheiro extra de adaptação depois de comprar seu apartamento.

Cuidado com decisões precipitadas

Se você conseguir esperar mais um pouquinho, opte por fazê-lo até encontrar o apartamento que melhor sirva para você, sem correr riscos de fazer grandes adaptações, ou mesmo, de comprar apartamento que possui detalhes que poderiam ser melhores, à exemplo de ser no térreo ou num andar baixo.

Tudo que favoreça a acessibilidade deve ser posto na balança com um peso muito maior em relação aos demais. Então, achamos que uma sexta dica muito necessária é ter paciência e parcimônia em sua decisão. Depois, é só curtir a casa nova!

Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso

Vitória Bernardes, 31 anos. Adquiri deficiência, tetraplegia, há 14 anos. Há 03 anos tornei-me mãe da Lara e há 05 anos sou companheira do Márcio.

 
O QUE ELA ESCUTA 
Que sou bonita demais para estar na cadeira de rodas. Que as pessoas se esquecem, ao trabalhar comigo, que eu tenho uma deficiência. Que foi bom eu ter uma filha “mulher”, pois assim ela poderá cuidar de mim. Escuto o quanto meu marido é especial por estar com alguém como eu. Ao estar em lugares públicos, escuto que eles não são acessíveis por terem sido feitos para pessoas normais. Enfim, escuto diariamente frases que compravam quanto o machismo e o capacitismo estão presentes em nossa cultura.
Escuto minha filha fazendo perguntas para entender o mundo… e vejo ela se encantando com as descobertas. Escuto ela me chamar de “mamãe” e sinto meu coração se encher de cor. Vejo a Lara compreender minha deficiência com a naturalidade necessária a todos. Ser o abraço que ela busca quando sente medo ou se machuca me mostra, diariamente, que maternar é possível independente da deficiência.
 
O QUE ELA PENSA E SENTE
Sinto que há um longo caminho para nós, mulheres, termos nossa identidade reconhecida para além dos estereótipos. Sinto que minha existência, enquanto pessoa com deficiência, ainda não é reconhecida. Sinto que a Lara me despertou a uma imensidão de sentimentos e me deu forças para encarar de cabeça erguida tudo o que me fere.
Sinto que voltar a andar não seria a solução para os meus problemas, pois eles não se restringem a mim, mas sim a uma sociedade excludente, que castra quem se opões aos seus padrões e contesta seus valores. Sinto que sou mais responsável. Continuo defendendo o que acredito, mas não coloco mais minha integridade física em risco, pois tem uma pessoinha que precisa de mim.
O QUE ELA DIZ E FAZ
Digo que a maternidade é lindamente difícil. Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso. Digo que maternar é escolha e ninguém tem o direito de pressionar uma mulher a exercê-la. Digo que a Lara é uma escolha e não uma obrigação.
Sou psicóloga e atuo na área da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Como profissional, lidero o programa de inclusão do Grupo RBS e atuo na Consultoria Desenvolver. Faço parte do Grupo Inclusivass, grupo de mulheres que pauta o recorte de gênero na deficiência, da Rede Desarma Brasil e do Grupo de Trabalho do Ministério da Justiça sobre Controle de Armas.Faço o controle financeiro da casa e coordeno nossa rotina.
Digo que minha filha é prioridade, mas que o trabalho me realiza. Nem sempre é fácil conciliar esses dois lados. Amo estar com minha filha e orientá-la. Digo que meu maior compromisso com a Lara é ensiná-la a amar.
 
O QUE ELA VÊ

Uma cumplicidade única com a Lara, que me faz crescer enquanto pessoa e me despertar como mulher. Vejo gurias na linha de frente em grandes e embasados protestos, revindicando seus direitos e fazendo valê-los. Vejo pessoas exigindo respeito a sua diversidade e batalhando pelo seu direito de existir. Me encanto e faço parte das pessoas que gritam em alto e bom som que são elas mesmas as protagonistas de suas vidas. Vejo esperança, daquelas que se corre atrás, para que um dia vivamos em uma sociedade em que equidade não seja apenas utopia. Minha filha faz com que eu batalhe e continue acreditando em tudo isso todos os dias.
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