EMPRESA CRIA SAPATO COM GPS PARA MONITORAR IDOSOS E PESSOAS COM PROBLEMAS DE MEMÓRIA Produto é acompanhado de app que mostra a localização do usuário do calçado em tempo real

Quem cuida de pessoas idosas ou com algum tipo de desordem mental nem sempre consegue estar com elas em 100% do tempo. E se elas também não estão com um celular, ou não conseguem usar um, como se certificar de que não se perderam? A americana GTX Corp endereçou este problema criando solados inteligentes de calçados com GPS, que permitem monitorar à distância a localização de crianças e idosos com doenças como Alzheimer ou demência.

O Smart Sole, nome dado ao produto, começou a ser concebido ainda em 2002 pela empresa, que se descreve como a “primeira companhia de dispositivos usáveis com GPS do mundo”. “Nossa inspiração foram as milhões de pessoas com Alzheimer, demência, autismo e traumas cerebrais que possuem problemas de memória e tendem a se perder se ficam sozinhas”, descreve o CEO Patrick Bertagna no site da empresa.

Segundo a empresa, mais 100 milhões de pessoasno mundo todo precisam de acompanhamento constante em função de diversos problemas que afetam a memória. O número tende a crescer para 277 milhões até 200, segundo o Relatório Anual de Alzheimer.

A preocupação era com essas pessoas ficarem desacompanhadas em casa, e acabarem conseguindo sair sem rumo pelas ruas. Com o avançar da tecnologia e a febre dos smartphones pelo mundo, logo se tornou mais fácil conceber como os responsáveis pelos doentes – e pelas crianças, que também podem se perder mais facilmente – poderiam monitorá-los.

 O solado inteligente não é só um chip, mas “um minúsculo celular dentro do sapato”, descreve a GTX. Ele usa a rede celular para se comunicar, requere um plano de telefonia e precisa ser recarregado diariamente. Ele estando online, os responsáveis podem monitorar em tempo real a localização de quem usa os sapatos utilizando um login e senha protegidos.

O sistema também envia automaticamente e-mails e SMS para os cuidadores, caso o usuário do calçado saia da área de monitoramento. O solado é vendido em vários tamanhos adultos e infantis, e possuem um formato padrão que se encaixa nos sapatos e tênis casuais mais comuns.

Depois de patentear a tecnologia e lançar seu próprio dispositivo, a GTX Corp viu a solução ser adotada por outras companhias, que em alguns casos inserem os solados em sapatos que são comercializados de forma conjunta. A japonesa Wish Hills é uma delas.

 

FONTE: Pequenas empresas & grandes negócios 

Ele criou luvas que convertem a linguagem de sinais em áudio. Agora todos nós podemos entender "Tentei imaginar como seria a vida da minha sobrinha se tivesse as mesmas oportunidades que todos os outros na educação, no emprego, em todos os aspectos da vida", disse Roy Allela, proprietário das luvas da Sign-IO.

A sobrinha de seis anos de Roy Allela nasceu surda. Era difícil se comunicar com sua família, ninguém sabia linguagem de sinais. Então, Roy, de 25 anos, que trabalha para professores da Intel e da ciência da informação na Universidade de Oxford, inventou luvas inteligentes que transformam os movimentos da linguagem de sinais em áudio.

As luvas, chamadas Sign-IO, possuem sensores flexíveis costurados em cada dedo. Os sensores quantificam a curva dos dedos e processam os sinais. As luvas são conectadas via Bluetooth a um aplicativo de celular que a Allela também desenvolveu, que então vocaliza as letras.

“Minha sobrinha usa as luvas, ela as usa com o telefone ou o meu, e eu entendo o que ela está dizendo”, diz Roy Allela ao The Guardian.

O jovem testou as luvas em uma escola de necessidades especiais no condado rural de Migori, no sudoeste do Quênia, onde os estudantes reconheceram um dos aspectos mais úteis e importantes da iniciativa: a velocidade com que ela funciona.

“As pessoas falam em velocidades diferentes e é o mesmo que as pessoas que usam a linguagem de sinais: algumas são muito rápidas, outras são lentas, por isso integramos na aplicação móvel para que seja confortável para qualquer um que a utilize”, assegurou Roy.

Os usuários também podem configurar a linguagem, o gênero e o tom da vocalização por meio do aplicativo, com resultados precisos que chegam a 93%, diz Allela.

As luvas possuem estilos diferentes, tem de Princesa ou Homem-Aranha. “Combate o estigma associado a ser surdo e ter um problema de fala. Se as luvas parecerem boas, todas as crianças vão querer saber por que as vestem”, disse Roy.

Agora, Roy está tentando colocar dois pares de luvas em cada escola de necessidades especiais no Quênia, e acredita que elas poderiam ser usados ​​para ajudar as 34 milhões de crianças em todo o mundo que sofrem uma perda de audição.

Traduzido por A Soma de Todos os Afetos, via UPSOCL

FONTE: A soma de todos afetos 

Saulo Fernandes “abre alas” para cadeirantes em Salvador e foliã “voa” acima do público A designer Mari Fuso foi levantada com sua cadeira de rodas por uma multidão e pode, pela primeira vez, ver a alegria de cima

Mari Fuso sempre foi apaixonada pelo Carnaval por ser um sinônimo de liberdade e felicidade. A designer de 24 anos, que é cadeirante por conta de uma paralisia cerebral, conta que costumava curtir a folia em cima dos camarotes por medo da multidão e por achar que não era lugar para ela, mas resolveu se juntar a outras pessoas na mesma situação e ganhar as ruas de Salvador atrás do bloco de Saulo Fernandes.

“Eu sou fã dele há 10 anos. Ele é um cara incrível, me ensina todos os dias e me mostra que a gente pode ser o que quiser e fazer o que quiser. Ele me deu amigos maravilhosos que fazem questão de viver esse sonho comigo, então a gente junta os corações, as mãos e vai! Sempre atrás dele que, lá de cima, olha e grita por nós. É mágico! E ver que o bloco cresceu e pôde abraçar mais 4 pessoas com deficiência, é surreal para mim! Saulo sempre apoiou nosso sonho e ajudou a tornar real”, comenta.

Este ano se tornou ainda mais especial para ela porque o cantor, lá de cima do trio, avistou o grupo e pediu para que seu público abrisse caminho para eles chegarem mais perto.

“Tudo aconteceu no momento em que ele foi para o fundo do trio, onde a gente fica. Saulo explicou para as pessoas que tinha um bloquinho de cadeirantes, pediu para que eles abrissem espaço para gente chegar perto do trio e ficar mais protegido, principalmente das rodas que se formam durante o percurso. Gentilmente as pessoas abriram espaço e deixaram a gente passar”, começa.

Mari ainda descreve que foi incrível poder assistir ao Carnaval visto de cima, já que sua visão sempre foi tampada por uma multidão de pessoas que se aglomeram na pipoca (área fora do cordão de isolamento) dos trios elétricos.

“Por ser cadeirante e estar sempre sentada eu sempre fico abaixo das pessoas. Poder subir e ver aquele mar de gente da pipoca, que me via ali, que eu existo, que é possível, foi incrível. Saulo, mais uma vez, foi generoso dando voz para nós! Não tem explicação, não foi combinado. Uma das minhas amigas falou ‘vamos fazer ela voar’ e, quando vi, já estava lá em cima. Sem palavras”, fala.

Falta de estrutura

A pequena atitude do cantor baiano foi apenas uma gota no meio de um oceano. Ainda falta muita estrutura para que os foliões cadeirantes possam curtir o Carnaval com mais segurança.

“Esse ano teve uma estrutura bacana, vi camarote acessível e banheiro adaptado. As coisas estão mudando muito, amém! O que falta muitas vezes é empatia das pessoas de entender que a gente também tem vontade de estar ali, mas precisamos de apoio. Espero que essa repercussão faça com que as coisas melhorem ainda mais”, torce.

Algumas pequenas atitudes de quem gosta da maior festa popular do mundo poderia melhorar a vida dessas pessoas e Mari dá as dicas:

“Incomoda quando falam que ali não é lugar pra mim, que eu não deveria estar ali ou que ali é pipoca e não deveria ter um ‘bloco’, mas sem esse apoio dos amigos formando o nosso bloco não seria possível.”

 

FONTE: Marie claire

Táxi adaptado para cadeirantes começa a funcionar em Blumenau Além do espaço para o cadeirante, há assentos também para mais dois passageiros

Na quarta – feira (27/02) começou a circular nas ruas de Blumenau um táxi especial para atender as demandas das pessoas com deficiência física. Trata-se de um veículo Chevrolet Spin, que foi adaptado com uma rampa e espaço para cadeiras de rodas.

Por uma exigência do Seterb, o veículo passou por vistoria de uma empresa credenciada pelo Inmetro para certificar as condições de acessibilidade e está totalmente apto a circular. “Achei perfeito, seguro e tranquilo. Se eventualmente eu precisar do serviço, vou usar”, afirma o cadeirante Célio Scholemberg.

O veículo funciona com as mesmas taxas e tarifas. Além do espaço para o cadeirante, há assentos também para mais dois passageiros.

FONTE: NCSTOTAL

Carnaval sem barreiras: cadeirante, Bárbara, de 13 anos, faz maratona de blocos de rua Apesar das dificuldades estruturais da cidade, a jovem sempre sai em blocos como o “Vem Cá, Minha Flor” e no “Boi Tolo”

A folia não tem barreiras! A cadeirante Bárbara Carneiro, de apenas 13 anos, é presença confirmada nos diversos blocos do carnaval carioca. Fã do “Boi Tolo”, “Terreirada Cearense”, “Orquestra Voadora”, hoje ela  seguiu o “Vem Cá, Minha Flor” pelas ruas do Centro. Nem os obstáculos de uma cidade não tão “acessível” impediu a animação da adolescente que, para cair na folia, conta com uma legião de amigas e o pai, fiel escudeiro que a acompanha por toda a cidade.

— Eu sempre saio nos blocos, eu gosto muito mesmo. O “Boi Tolo” eu adoro, mas esse ano eu não consegui ir por conta do tempo. Mas eu sempre fui na “Orquestra Voadora”, “Terreirada Cearense”…. meu pai fica fotografando e eu vou andar — conta a menina, que nasceu com uma má formação na medula.

André ainda conta que as dificuldades não são só no carnaval. Em casa, no bairro de Santa Teresa, além da calçada de pedra, dos trilhos do bondinho e das ladeiras, algumas calçadas são bloqueadas por postes e os ônibus não tem a rampa para deficiente.

— É muito cansativo, todo dia é. Eu agora depois do bloco estou exausto, a Bárbara também, mas vale a pena. A questão da acessibilidade pro cadeirante é um fator determinante, porém não me privo de sair com ela por causa disso. quem me ajuda também sabe como subir, a gente tem feito assim. Não podemos ficar presos em casa — desabafa André.

André finaliza dizendo que os dois sempre são muito bem recebidos no carnaval, e que, independente das dificuldades estruturais da cidade, eles sempre acabam curtindo muito. No entanto, ele ainda percebe que o espaço não é ocupado por deficientes e faz um apelo:

— É importante sair, é importante ir ocupar esses espaços da cidade, não podemos nos privar, nem privar aqueles que cuidamos e gostamos — diz o fotógrafo — O carnaval é um espaço político, cheio de pessoas simpáticas dispostas a ajudar, o carnaval é para todos — finaliza.

FONTE: O globo 
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