Elevador de delegacia quebrado faz advogado cadeirante subir escada engatinhando O fato ocorreu na tarde desta terça-feira (15) e o advogado contou que teve a ajuda de seu cliente e também de quatro policiais para subir a escada.

O elevador do Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho em Feira de Santana, que está quebrado, fez com que o advogado João Santos do município de Tucano, que é cadeirante, subisse as escadas engatinhando para conseguir chegar ao primeiro andar.

O fato ocorreu na tarde desta terça-feira (15) e o advogado contou que teve a ajuda de seu cliente e também de quatro policiais para subir a escada. Segundo ele, a informação era que o equipamento não estava funcionando e não há previsão de conserto. Ele declarou ainda que foi bem tratado pelos policiais e que eles foram sensíveis a situação, mas o governo do estado deixa a desejar no quesito acessibilidade em locais como órgãos públicos e calçadas

“Não dá acessibilidade. Não só a mim como para outros deficientes, idosos, gestantes e a população que precisa transitar com segurança. Em alguns locais que eu residi como Tucano e Ribeira do Pombal eu tive que entrar com um processo judicial para que fossem feitas adequações de acessibilidade”, afirmou.

João Santos revelou que essas dificuldades não o desanimam de continuar o trabalho. Mas, as pessoas precisam ter o direito de ir e vir com tranquilidade.

Sobre a situação do elevador quebrado, o delegado conversou com o advogado e pediu que ele fizesse um registro com o responsável legal da Secretaria de Segurança Pública para que a situação não se repita com ele e não aconteça com outras pessoas.

FONTE: Acorda Cidade 

Coisas que todo cadeirante precisa observar no imóvel antes de comprá-lo Algumas adaptações na casa onde moram pessoas com mobilidade reduzida são costumeiramente necessárias para tornar a vida da pessoa mais fácil e acessível.

O espaço tem que respirar a personalidade e as condições da pessoa, a fim de tornar o ambiente o mais “caseiro” possível, afinal, o que seria o nosso Lar doce Lar, se não isso, certo? Algumas medidas devem ser tomadas para que a pessoa com limitações de locomoção tenha a melhor experiência possível.

Nesse artigo veremos os pontos que devem ser observados, assim como, priorizados na hora de comprar apartamento novo ou alugá-lo, desde pontos que visam evitar problemas futuros, ou mesmo para promover a qualidade de vida.

5 pontos que precisam pré-existir ou ser adaptados antes de comprar apartamento

Separamos um rol de questões que, inclusive, estão dispostos na NBR 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e falam sobre as adaptações da edificação e dos espaços e equipamentos urbanos:

Portas mais largas

As portas para cadeirantes precisam ser mais largas que o normal, com cerca de 90 cm no mínimo, e com a janela tendo um peitoril mais baixo (70 cm de altura seria o ideal no caso), isso torna o apartamento muito mais agradável ao uso do cadeirante, outro ponto a respeito das portas é que elas precisam ser de correr, já que elas sempre ficam rentes e não ocupam um espaço desnecessário na quina do quarto, melhorando o trânsito e a independência do morador;

Banheiros acessíveis são necessários

Os banheiros precisam ser completamente adaptados, com piso antiderrapante, barras de apoio, dimensões e resistência sempre seguindo a Norma 9050 da ABNT. O vaso sanitário também deve ser específico, para a limitação específica da pessoa. Lembre sempre de ver o chuveiro, as torneiras, pias e afins!

Cozinha com circulação segura.

Cozinhas são os melhores lugares, e para que seja o melhor lugar para alguém com limitações de movimentação, uma grande atenção deve ser dada às bancadas instaladas, além dos fogões cooktops, que precisam estar ao alcance das mãos do morador, além de todas as portas do armário;

Mobília, maçanetas e puxadores ao alcance

De modo geral, não precisamos dizer que as coisas precisam estar sempre acessíveis, mas ao comprar apartamento, o morador com limitações de mobilidade preciosa estar atento aos cantos de móveis, que preferencialmente devem ser arredondados para evitar ferimentos, assim como as maçanetas devem ser especiais, para facilitar a manipulação;

A varanda é um local de diversão segura

Sendo um local importante do imóvel, a varanda precisa ser envidraçada em nome da segurança. As sacadas abertas costumam provocar acidentes, e isso não diz respeito apenas aos cidadãos com deficiência.

Atenção aos serviços também!

Numa residência, a construção de rampas nem sempre é algo viável, muito por conta do espaço disponível para tal. Quanto maior for o desnível, mais longa deve ser a rampa, por isso, alguns apartamentos têm, frequentemente, em sua região comum, uma deficiência em promover acessibilidade.

Portanto, sempre preste atenção nas plataformas elevatórias, elevadores residenciais, assim como os corredores, se são largos o suficiente para que você se locomova sem se chocar com as paredes.

Preste atenção também nas tomadas e interruptores, não só nas áreas externas, mas na sua casa também, já que isso lhe salva um dinheiro extra de adaptação depois de comprar seu apartamento.

Cuidado com decisões precipitadas

Se você conseguir esperar mais um pouquinho, opte por fazê-lo até encontrar o apartamento que melhor sirva para você, sem correr riscos de fazer grandes adaptações, ou mesmo, de comprar apartamento que possui detalhes que poderiam ser melhores, à exemplo de ser no térreo ou num andar baixo.

Tudo que favoreça a acessibilidade deve ser posto na balança com um peso muito maior em relação aos demais. Então, achamos que uma sexta dica muito necessária é ter paciência e parcimônia em sua decisão. Depois, é só curtir a casa nova!

Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso

Vitória Bernardes, 31 anos. Adquiri deficiência, tetraplegia, há 14 anos. Há 03 anos tornei-me mãe da Lara e há 05 anos sou companheira do Márcio.

 
O QUE ELA ESCUTA 
Que sou bonita demais para estar na cadeira de rodas. Que as pessoas se esquecem, ao trabalhar comigo, que eu tenho uma deficiência. Que foi bom eu ter uma filha “mulher”, pois assim ela poderá cuidar de mim. Escuto o quanto meu marido é especial por estar com alguém como eu. Ao estar em lugares públicos, escuto que eles não são acessíveis por terem sido feitos para pessoas normais. Enfim, escuto diariamente frases que compravam quanto o machismo e o capacitismo estão presentes em nossa cultura.
Escuto minha filha fazendo perguntas para entender o mundo… e vejo ela se encantando com as descobertas. Escuto ela me chamar de “mamãe” e sinto meu coração se encher de cor. Vejo a Lara compreender minha deficiência com a naturalidade necessária a todos. Ser o abraço que ela busca quando sente medo ou se machuca me mostra, diariamente, que maternar é possível independente da deficiência.
 
O QUE ELA PENSA E SENTE
Sinto que há um longo caminho para nós, mulheres, termos nossa identidade reconhecida para além dos estereótipos. Sinto que minha existência, enquanto pessoa com deficiência, ainda não é reconhecida. Sinto que a Lara me despertou a uma imensidão de sentimentos e me deu forças para encarar de cabeça erguida tudo o que me fere.
Sinto que voltar a andar não seria a solução para os meus problemas, pois eles não se restringem a mim, mas sim a uma sociedade excludente, que castra quem se opões aos seus padrões e contesta seus valores. Sinto que sou mais responsável. Continuo defendendo o que acredito, mas não coloco mais minha integridade física em risco, pois tem uma pessoinha que precisa de mim.
O QUE ELA DIZ E FAZ
Digo que a maternidade é lindamente difícil. Não nascemos com vocação para cuidar, somos ensinadas a isso. Digo que maternar é escolha e ninguém tem o direito de pressionar uma mulher a exercê-la. Digo que a Lara é uma escolha e não uma obrigação.
Sou psicóloga e atuo na área da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Como profissional, lidero o programa de inclusão do Grupo RBS e atuo na Consultoria Desenvolver. Faço parte do Grupo Inclusivass, grupo de mulheres que pauta o recorte de gênero na deficiência, da Rede Desarma Brasil e do Grupo de Trabalho do Ministério da Justiça sobre Controle de Armas.Faço o controle financeiro da casa e coordeno nossa rotina.
Digo que minha filha é prioridade, mas que o trabalho me realiza. Nem sempre é fácil conciliar esses dois lados. Amo estar com minha filha e orientá-la. Digo que meu maior compromisso com a Lara é ensiná-la a amar.
 
O QUE ELA VÊ

Uma cumplicidade única com a Lara, que me faz crescer enquanto pessoa e me despertar como mulher. Vejo gurias na linha de frente em grandes e embasados protestos, revindicando seus direitos e fazendo valê-los. Vejo pessoas exigindo respeito a sua diversidade e batalhando pelo seu direito de existir. Me encanto e faço parte das pessoas que gritam em alto e bom som que são elas mesmas as protagonistas de suas vidas. Vejo esperança, daquelas que se corre atrás, para que um dia vivamos em uma sociedade em que equidade não seja apenas utopia. Minha filha faz com que eu batalhe e continue acreditando em tudo isso todos os dias.

Garoto sofre bullying por sua aparência e adota gato com a mesma condição

Madden, um garoto de 7 anos de Oklahoma, tem passado por maus bocados na escola por causa do bullying.

O garoto nasceu com lábio leporino e com heterocromia, a condição em que cada olho é de uma cor. Por ser considerado diferente ‘do normal’, Madden tem sofrido provocações diárias.
Felizmente, o garoto encontrou forças para lidar com esse problema. E uma solução fofa como ele.
“Na semana passada, um amigo postou uma imagem de um gato em nosso grupo de mães com filhos com lábio leporino. O gatinho havia sido resgatado por um grupo no Minnesota”, contou Christina, a mãe de Madden.
“Imediatamente sentimos que o gatinho pertencia à nossa família. Ele não apenas tem lábio leporino como nosso filho, mas também tem heterocromia. Foi o destino que os uniu.
“Engraçado como um animal de estimação faz com que nos sintamos amados.”
O encontro entre Madden e Moon, o gatinho, parecia um milagre.
“Heterocromia é quando uma parte da íris tem, pelo menos, duas cores. A heterocromia completa, em que os olhos são totalmente diferentes um do outro, é bem rara. Menos de 1% da população a tem.”
 
“A heterocromia e lábio leporino juntos é ainda mais raro.”
 
“Em geral, não somos pessoas espontâneas, mas sabíamos que esse gatinho era para ser nosso. Moon e Madden são a companhia perfeita um para o outro.”
 
“Em um mundo cheio de pessoas cruéis e palavras de ódio, escolha ir em busca do amor. Acredito que podemos dizer que esse gatinho é amor e será parte da jornada de Madden.

Surdo e ex-aluno de escola pública, jovem faz medicina na UFRJ É o 1º ano de vestibular inclusivo na universidade. Matheus havia feito curso técnico em química no ensino médio.

Matheus Oliveira, de 25 anos, nasceu com surdez, após sua mãe, diarista, ter rubéola durante a gestação. Os dois comemoram, atualmente, a maior conquista do jovem: ele está no início do curso de medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É o primeiro ano em que a instituição de ensino disponibiliza um processo seletivo específico para pessoas com deficiência.

O primeiro aluno surdo da escola

Nascido em São Fidélis, na região de Campos dos Goytacazes (RJ), Matheus estudou em escolas públicas comuns da região – exceto por um período em que frequentou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). No ensino médio, ele ingressou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) para se tornar técnico em química.

Foi o primeiro aluno surdo a se matricular no local. “Abrimos um concurso para contratar duas intérpretes que davam apoio a ele. Depois disso, passamos a receber vários outros estudantes surdos – contamos com 15 profissionais para atendê-los. É insuficiente, precisamos de mais”, afirma Márcia Chrysóstono, coordenadora de políticas estudantis da reitoria do IFF.

Aos poucos, Matheus mostrou à equipe quais eram as suas necessidades para que as aulas fossem de fato inclusivas. Era preciso desenvolver um material didático para ele. “O ensino técnico exige um vocabulário bem específico para ser traduzido em língua de sinais. Então, os professores já falavam antes com os intérpretes, para que eles ficassem preparados”, conta Márcia. “Passamos também a fazer vídeo-aulas de apoio para que ele estudasse.”

O sonho de fazer faculdade

“Eu me esforço sozinho, estudando muito. Sempre estive em turmas muito boas também, com colegas e professores próximos a mim”, diz Matheus.

Em 2014, ele foi aprovado em engenharia civil na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). “Era sempre minha dúvida: engenharia ou medicina. Quando fui aprovado na primeira, me decepcionei. Tinha muita greve e eu não esperava ficar sem estudar”, conta.

Por isso, ele prestou novamente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No início de 2018, soube que havia sido aprovado em medicina na UFRJ.

A adaptação na UFRJ

Matheus é o primeiro estudante surdo a ingressar na UFRJ por meio do regime de entrada específico para quem tem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como principal forma de comunicação.

Desde novembro de 2016, a instituição de ensino discute como proporcionar o acesso ao ensino superior para alunos com deficiência. No ano seguinte, uma comissão levantou quais seriam as adaptações necessárias no campus de Macaé para ele ser acessível a todos.

Em 1º de março deste ano, Matheus foi à universidade para se reunir com os membros desse grupo. Ele também conheceu sua intérprete de Libras, Cristiane Dantas, servidora pública da UFRJ.

De acordo com a universidade, haverá um empenho para que todas as adaptações aos alunos com deficiência sejam feitas. Em abril, uma oficina na instituição de ensino abordará como acolhê-los no campus.

Minotauro

Matheus já tem um apelido: “Minotauro”, título do mascote do curso na UFRJ e nome do ex-lutador de artes marciais brasileiro. “Um mito”, dizem os amigos do jovem.

FONTE: G1

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