Prefeitura de Curitiba apresenta gangorra, skate e balanço para cadeirantes

Gangorra, balanço, tirolesa e skate adaptado. A partir de agora, as atividades de esporte e lazer preparadas pela Prefeitura de Curitiba terão um kit que reúne quatro brinquedos desenvolvidos especialmente e de forma segura para crianças e jovens com deficiência. O primeiro kit de brinquedos inclusivos foi atração nos Jogos do Piá deste sábado (11/8), no Parque do Semeador, no Sítio Cercado.

O prefeito Rafael Greca fez questão de participar do evento. “Os Jogos do Piá deste sábado, véspera do Dia dos Pais, têm uma grande alegria. Nós estamos estreando os brinquedos para crianças com necessidades especiais”, disse Greca.

Ele conversou com moradores e com mães que levaram os filhos para experimentar os brinquedos inclusivos. “Foi uma ideia da Shirley Ordônio, que tem uma filha especial e outra que queria brincar com a irmã gêmea. Está sendo viabilizada por uma empresa curitibana que fabricou os brinquedos. Além dos brinquedos especiais, aqui no Parque do Semeador tem pipa, peão, betes e tudo o que uma criança curitibana gosta”, informou o prefeito.

Esses brinquedos serão colocados nas dez regionais da cidade. “Ao acrescentarmos às crianças com necessidades especiais a possibilidade da mobilidade, nós avançamos na inclusão e multiplicamos a alegria”, completou.

Com o prefeito estavam os secretários do Esporte, Lazer e Juventude, Emílio Trautwein, e da Educação, Maria Sílvia Bacila, além do administrador regional do Bairro Novo, Fernando Bonfim, vereadores e servidores da Prefeitura de várias áreas que estão envolvidos com esta nova etapa de inclusão.

Dia histórico

Shirley Ordônio é idealizadora do movimento nacional LIA – Lazer, Inclusão e Acessibilidade, criado há seis anos em Curitiba. “Nós, que temos filhos com deficiência, buscamos a inclusão no lazer para as nossas crianças”, resumiu. “Hoje é um dia histórico”, disse ela, que integra a equipe da In Move, braço da empresa curitibana Anjuss, que desenvolveu e fabricou os atrativos. “Todos os brinquedos são desmontáveis, seguros, fáceis de guardar e de transportar, podendo ser usados em qualquer ambiente”, destacou a diretora da In Move, Sarah Boiko, que apontou ainda a redução com riscos de vandalismo.

Mães que têm filhos com deficiência confirmam a importância dos brinquedos inclusivos. “Estou muito feliz. Hoje, se não tivesse essa atividade, a gente estaria em casa. Quem tem filhos especiais não tinha um lugar apropriado para o lazer. O Gabriel, meu filho de 22 anos, gostou demais. Ele nem quer sair dos brinquedos”, disse Vera Lúcia da Costa e Silva.

Sônia Maria de Paula, mãe de Daiana de Paula, de 33 anos, mora no Bairro Novo A e se emocionou ao ver a alegria da filha brincando na gangorra e no balanço inclusivos. “Tudo o que tiver assim é bom para as famílias que têm filhos com deficiência”, contou. Daiana teve paralisia no terceiro dia de vida.

Matheus Henrique de Souza, de 11 anos, tem uma deficiência motora. Ele testou e aprovou o skate e a tirolesa. “São bem legais e seguros. A gente não corre risco de cair e se machucar”, disse o menino.

Todo mundo brinca

Cada regional de Curitiba terá um conjunto de brinquedos inclusivos para atividades nas Ruas da Cidadania e região. Outro kit será para eventos como as atividades de lazer da Rua XV de Novembro e as edições dos Jogos do Piá. “Hoje todo mundo tem a chance de brincar em Curitiba”, declarou o secretário do Esporte, Lazer e Juventude.

Esta edição dos Jogos do Piá levou muitas famílias até o Parque do Semeador. O auxiliar de produção Gil Fernando Ferreira Gomes é pai do  Kallayn Murilo Gomes, de 3 anos. Os dois fizeram pintura com tinta. “Hoje é dia dele ficar comigo. Passei aqui e vi o movimento, resolvi parar. Agora ele não quer mais ir embora”, contou o pai, morador do Bairro Novo C.

O costureiro Adriano Aparecido da Silva, pai de Beatriz Vitória, de 5 anos, levou os sobrinhos Nicole, de 10, Gustavo, de 7, e Pietro, de 4 anos. “Sempre que tem esse tipo de atividade, eu trago. É bom para brincar e socializar com outras crianças”, opinou.

Izabela Barros, mãe de Davi, de 3 anos, também aprovou a programação. “Sempre gostei desse tipo de atividade. É um momento maravilhoso para as crianças, é bom para as famílias”, avaliou ela, que mora no Bairro Novo há sete anos.

Pipa e muito mais

Os Jogos do Piá do Bairro Novo tiveram oficina e revoada de pipas, junto com exposição de brinquedos tradicionais como betes, bolinha de gude e carrinho de rolimã. Na exposição, os visitantes recebem informações de como soltar pipas em locais adequados, longe da rede elétrica e de vias públicas. Também são alertados sobre o uso do cerol, proibido por lei.

A equipe do Comunidade Escola levou o projeto Leitura em Movimento, que estimula a doação e a retirada de livros de forma gratuita; o camarim de pintura, um sucesso entre as crianças; e no artesanato, a atividade oferecida foi a confecção de marcadores de página. Também havia brinquedos de montar, tênis de mesa, jogo da velha e outras atividades ao ar livre. Toda a programação é gratuita.

Os Jogos do Piá foram idealizados pelo prefeito Rafael Greca com o objetivo de resgatar brincadeiras tradicionais e estimular a ocupação dos espaços públicos com práticas saudáveis. Os jogos foram lançados em junho e vão até outubro.

Verônica Hipólito vai inspirar competidores no Dia Nacional do Atleta Paralímpico

São Paulo (SP) – Verônica Hipólito eleva a condição de guerreira a um nível mais alto. Dona de duas medalhas na Paralimpíada do Rio/2016, campeã mundial, pan-americana, sul-americana e brasileira em provas de velocidade e salto em distância, a jovem de 22 anos é exemplo dentro e fora das pistas. Atualmente, se recupera de mais uma cirurgia para retirada de um tumor no cérebro, mas segue em atividade e voltando aos treinos. Neste sábado (22), ela estará no clube Esperia, em São Paulo, onde será anunciada como Embaixadora da LIGA NESCAU Jovem Pan, única competição no Brasil promovida pela inciativa privada a incluir portadores de deficiência, além de criar uma ação inédita ao unir esporte e paradesporto no Brasil. Não por acaso, a data marca o Dia Nacional do Atleta Paralímpico.

Verônica Hipólito conquistou as medalhas de prata e bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016, nas provas de 100 metros e 400m na classe T38 feminino (para atletas com deficiência física oriunda de paralisia cerebral). Também foi campeã mundial nos 200m e vice nos 100m em Lyon/2013, ouro nos Jogos Parapanamericanos de Toronto nos 100m, 200m, 400m e prata no salto em distância, campeã sul-americana nos 100m, 200m e salto em distância, além de ser pentacampeã brasileira dos 100m e 200m.

O atletismo entrou na vida de Verônica para garantir qualidade de vida. Ela praticava judô desde os dez anos, mas foi obrigada a interromper as atividades para retirar um tumor no cérebro quando tinha 13 anos. Em 2011, aos 14, sofreu um AVC e teve todo o lado direito do corpo paralisado. Os médicos chegaram a dizer que ela não mais andaria. Seus pais, porém, a incentivaram a não desistir. O esporte foi o caminho para voltar a andar. Em meados de 2012, voltou a tentar correr. E como correu. Um ano depois, ganhava seu primeiro campeonato mundial adulto, com 17 anos. Mas a luta prosseguiu. Em 2015, descobriu ser portadora de uma síndrome rara, chamada Polipose Adenomatosa Familiar, sendo obrigada a remover 90% do intestino grosso, que tinha mais de 200 tumores,tendo voltado a treinar somente em 2016, pouco antes dos Jogos do Rio.

Na LIGA NESCAU, ela vai inspirar jovens alunos/atletas portadores de deficiência, ampliando o conceito da competição de que “aqui todo mundo joga”. Neste sábado (22), o clube Esperia vai receber a competição de judô para deficientes visuais. No domingo (23), é a vez da natação adaptada. Para os competidores sem deficiência, a rodada terá atletismo e natação. Ao todo, são nove modalidades, sendo seis delas de paradesporto. Neste ano, a novidade é o aumento das disputas adaptadas. São seis modalidades: atletismo, basquete sobre rodas, tênis de mesa, vôlei sentado, natação e judô.

Verônica será a sétima embaixadora da LIGA NESCAU, que já conta com a jogadora de vôlei Tandara, o craque Falcão, a judoca Mayra Aguiar, o ex-nadador Thiago Pereira, a ginasta Flávia Saraiva e o jogador de basquete Yago Mateus. O campeonato reúne até novembro mais de sete mil meninos e meninas, alunos de 300 instituições participantes do evento.

Motorista deixa cadeira de rodas de criança com deficiência para trás Além da cadeira, a irmã de três anos também ficou para trás em um ponto de ônibus; o menino deve receber R$ 6 mil por danos morais

Um cadeirante deve ser indenizado pela empresa de transporte coletivo Expresso Santa Paula após o motorista arrancar com o veiculo e deixar a cadeira de rodas e a irmã, de três anos, para trás no ponto de ônibus. Pela falta de serviço de embarque de cadeirantes no veiculo, a mãe teve que entrar com o filho no colo.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espirito Santo (TJES), a mãe do menino estava em um ponto de ônibus, com os dois filhos, quando deu sinal para o ônibus parar. Ela relatou que entrou com o filho no colo, quando o motorista saiu com o veiculo e deixou a cadeira de rodas e a filha para trás.

Os passageiros reclamaram com o motorista, que freou bruscamente, e retornou ao local do embarque. Nesse momento, o condutor teria insultado o menino e a mãe com xingamentos. Com traumas devido ao ocorrido, a mulher afirmou que o filho não quer sair de casa mais.

Em defesa, a empresa rodoviária disse que “o serviço oferecido não é insuficiente para a locomoção, tendo o suporte necessário para qualquer cidadão”. A empresa ainda afirmou que as portas do ônibus foram abertas assim que a mulher gritou e que não havia risco à criança já que ela estava acompanhada de outra pessoa no ponto.

O juiz da 3ª Vara Cível de Serra entendeu que o condutor do veiculo sabia que o menino tinha deficiência física e necessitava de cadeira de rodas, pois ele foi solicitado que abrisse a porta do meio para colocar o equipamento. O magistrado julgou procedente a ação e a empresa deve indenizar o cadeirante em R$ 6 mil por danos morais, devido aos prejuízos causados a ele e à família.

 

FONTE: Gazeta online 

Vídeo emocionante

Recebi esse vídeo e resolvi compartilhar ele com vocês, e a história de uma mãe de um garoto com Shua uma doença rara.

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Ricardo
Falar sobre si não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Acho que por isso mesmo adiei tanto a atualização dessa página! Mas vamos tentar né? Você já teve a chance de conviver com um capricorniano? Pois é, aquele jeito louco, sonhador, aventureiro, e nem sempre com os dois pés no chão… Esse sou EU! Ricardo Tostes Pinto Perdigão, ou pra vocês, apenas Ricardo Tostes.

Cadela da raça Border Collie é treinada para acompanhar cadeirante em Ipatinga Cadela Brisa foi comprada pela dona de casa Juliana Lopes para acompanhar o irmão dela, que é tetraplégico; ela está sendo treinada por um cinotécnico e comportamentalista há três meses.

Os animais são companheiros fiéis para todos os momentos e garantem a alegria no lar. Mas além disso, alguns cães também podem ser treinados para a cumprir uma missão muito especial, que é a de acompanhar pessoas com deficiência. Esse é o caso da mascote Brisa, que foi comprada pela dona de casa Juliana Lopes para alegrar a família e ficar junto do irmão dela, o advogado Ricardo Lopes, que ficou tetraplégico há 11 anos após um incidente em um clube.

Brisa é uma cadela da raça Border Collie, considerada mais inteligente do mundo. Ela já está com a família desde fevereiro deste ano, e para quem acredita em destino, a cadela vai completar um ano no dia 26 de novembro, mesma data de nascimento da Juliana. “Eu e o meu irmão queríamos comprar um mascote para nossa casa, aí começamos a pesquisar sobre raças de cachorro inteligentes e vimos que a Border Collie é considerada a mais inteligente, então decidimos comprar. Quando a Brisa chegou nas nossas vidas eu já procurei um especialista para fazer um adestramento com o intuito dela ser uma parceira para o meu irmão, que é cadeirante”, conta Juliana.

 De acordo com o cinotécnico e comportamentalista Thales Reis, responsável pelo treinamento da Brisa, a cadelinha já está se preparando há alguns meses e em breve deve estar preparada para cumprir sua missão. “Estamos na fase final do adestramento para acompanhamento de cadeirante. O animal tem que acompanhar o ritmo, a velocidade da cadeira e as manobras, além de estar atento aos comandos dados pelo condutor. Ela também está se socializando, ficando indiferente ao ambiente e aos outros animais. Estamos quase na metade do terceiro mês de adestramento e ela faz oito aulas mensais”, explica.

Juliana conta que desde que Brisa começou a frequentar as aulas seu comportamento não é mais o mesmo. “Mudou muito. A Brisa melhorou significamente o comportamento dela, e com as aulas, ela aprendeu muito que tem que ser parceira do meu irmão, parece que ela sabe que tem que cuidar dele. É muito bonitinho o carinho que ela tem por ele. a Brisa tem energia demais, comia os rodapés da casa direto. O adestrador me ensinou como me comportar com esse excesso de energia dela e trabalhou muito com ela isso, aprender a canalizar a energia dela com comportamentos adequados”, declara.

A cadela chegou na família quando eles passavam por um momento difícil e segundo Juliana, ela agitou a casa que antes era bem parada. “Aqui em casa são só eu e o meu irmão, e aí com a chegada da Brisa trouxe uma alegria tremenda para o nosso lar. A gente fica encantado a cada dia de ver a evolução dela, o quanto ela é inteligente, nós somos papais orgulhosos. Meu irmão chega morto de cansado do trabalho, aí assim que ele chega, ela já corre para ele e quando eu abro a porta do carro, ela já pula no colo dele e faz todo um carinho, e aí o coração do meu irmão amolece todo”, afirma.

Em relação ao cumprimento da missão de acompanhar o irmão, que é tetraplégico, Juliana diz que percebe a diferença na forma de tratamento da cadela. “É muito bonitinho, ela trata ele de forma diferente, parece que ela entende que está aqui para ser a parceira dele. Ela não tem o zelo comigo igual tem com o Ricardo, isso me impressiona muito, ela é muito cuidadosa com o Ricardo. Com o adestramento, Brisa melhorou a relação de carinho e cuidado com meu irmão. Como o Ricardo não consegue segurar uma coleira, o adestrador está ensinando a Brisa a andar sem coleira e sempre do lado da cadeira, se o Ricardo para, ela tem que parar e sentar, e a danada já está fazendo bonitinho isso”, conta.

De acordo com o comportamentalista, além da alegria de ter uma mascote em casa, existem vários benefícios em treinar um cão para ser acompanhante. “Pesquisam apontam que brincar com um cão ou gato pode elevar os níveis de serotonina e dopamina, que acalma e relaxa. A companhia de um animal de estimação também pode aliviar a solidão; a maioria dos cães é um grande estímulo para o exercício saudável, o que pode melhorar substancialmente o humor e aliviar a depressão. Normalmente pessoas que se tornam cadeirantes, como no caso do Ricardo, acomete a depressão e essa cadela está ajudando muito nessa situação”, afirma Thales.

O cinotécnico explica que a demanda para cães acompanhantes de pessoas com deficiência ainda é pequena na região. “Esse é o primeiro cão que eu treino para acompanhar um cadeirante, mas estou fazendo um trabalho com um outro cão para uma adolescente que tem lesão no cérebro, por exemplo. E também já treinei outro animal para acompanhar uma pessoa com autismo. A demanda para adestramento, no modo geral, é muito grande”, conta.

 

FONTE: G1

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